sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Volto em Novembro... Me aguarde...

Depois de ficar mais de um mês testando canetas e lápis novos na página da esquerda, resolvi usar a outra para deixar um recado: volto em 01/11 -- estou finalizando alguns projetos que parecem não ter fim, e devo estar livre de tudo até o final de outubro, então esse mês não dá para fazer mais nada... Ainda mais agora que eu fico ocupada em tempo integral das 06:30 às 21:30, e depois disso tenho que colocar o caos do dia em ordem. Está sobrando, no máximo, duas horas para trabalhar... E duas horas nas quais eu estou simplesmente esgotada.

Sem mais expectativas para Novembro.

domingo, 28 de setembro de 2014

Fora do Prumo

Continuando o sketchbook... Acabei de resolver um problema com o scanner que estava travando no meio da digitalização -- coisas de ter muitos aparelhos USB, e poucas entradas: faz você trabalhar com um hub, o que não é sempre a melhor solução. Continuo tentando aproveitar os dois lados da página; nem que seja para testar alguns materiais que eu ainda não utilizei. O "retrato" rabiscado à direita foi levemente inspirado em uma foto da minha mãe com 12 anos. Estava com preguiça de trabalhar o cabelo -- assumo -- então deixei parecendo que ela era loira... Muito longe da verdade.

Ainda me perturba muito essa coisa de eu ter uma tendência natural a deixar os olhos fora de prumo... Um sempre acaba um tantinho mais baixo que o outro. É uma coisa que está longe de passar despercebido depois mas que misteriosamente eu nunca percebo quando estou desenhando -- mesmo quando tento checar o desalinho com uma régua ou com um lápis por exemplo. Aqui no detalhe, por exemplo, eu corrigi a distorção no Photoshop: coloquei os dois olhos no mesmo nível, diminui a distância entre eles para um olho (que é a indicação básica de proporções) e deixei o olho da sua esquerda levemente maior que o da sua direita, já que, como a cabeça está levemente inclinada, isso deveria aparecer naturalmente... Não deu muuuitoooo certo, mas o suficiente para perceber que com um pouquinho mais de atenção a coisa teria ficado um pouquinho melhor.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Mais um inacabado.

Como o rascunho diz, comecei mais um sketechbook... Já não sei quantos eu tenho em andamento, mas eu já sei por exemplo que eu gosto muito, muito, muito mais desse papel da Canson do que de todos os outros últimos que tenho usado. Não é caro, tem uma estrutura boa, vários tamanhos... Ganha um beijo. Se alguém se interessar, é esse aqui:
http://www.papelariauniversitaria.com.br/produtos/caderno-one-sketch-book-100fl-a5-canson.htm

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

SketchBlock no Facebook

Você já visitou a página do blog no Facebook? Não? Então aproveite:
https://www.facebook.com/sketchblock.com.br

Resolvi o que fazer com ela -- estou aproveitando para publicar tudo o que vejo de bonito por aí, e que não cabe no blog. Assim, por aqui a gente fica com as minhas dores e sofrimentos em relação aos meus sketchbooks, e lá a gente vê quem já fez a coisa dar certo, muito certo.

Vai lá, curte e acompanha!


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Eu podia estar roubando, eu podia estar matando... Mas estou vendendo Moleskines.

Alguns já me escreveram pedindo cotação de materiais, e eu tive que esclarecer que aqui infelizmente não é uma loja... Mas nada impede de que eu faça algumas ofertas especiais de vez em quando... Nesse caso, estou vendendo 03 Moleskines no Mercado Livre -- Todos eles do modelo Sketchbook (papel mais grosso, especial para desenho), originais e lacrados.

Essa oferta vale pelos próximos 07 dias  -- ou enquanto durarem os estoques (tenho 03 pretos, 02 vermelhos e 1 Woodstock).

O envio será feito por "Mercado Envios", que é um e-sedex disponível aos vendedores do mercado livre. Por um preço bem em conta, você pode ter seu Moleskine enviado para qualquer parte do Brasil.

Desculpem o Jabá, e em breve retornamos a nossa programação normal.

Moleskine Sketchbook Large (Grande) - Preto.


Link do Mercado Livre:

Moleskine Sketchbook Large (Grande) - Vermelho.

Link do Mercado Livre:

Moleskine Sketchbook Large (Grande) - Edição limitada Woodstock 40 anos.




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sempre mais do mesmo...

Eu já tenho um blog específico para reclamar da vida para não ter que fazer isso por aqui. Mesmo assim acho que vale a pena atualizar... Não me cuidei direito essa semana: não dormi o suficiente, abusei das horas de trabalho, descuidei da alimentação. Aí nesse, justo nessa quinta e sexta que eu precisava dar força total, fiquei marcha lenta... E agora se assenta aquele resfriado do ano que eu sempre tenho, o que derruba para valer mesmo.

Dor de garganta, dores no corpo e calafrios são os meus amigos agora. Nadei, nadei e morri na praia com tudo que tinha que entregar essa semana então... Eu fico me perguntando de que vale tanto esforço se eu não consigo virar a entrega.

Ando reavaliando muita coisa... Só não sei quando eu terei oportunidade de colocar qualquer resolução em prática... Parece que eu estou sempre correndo atrás do próprio rabo -- as coisas grudam umas nas outras e eu simplesmente não tenho tempo de refletir... Nem sobre como aproveitar melhor os 20 minutinhos que eu dedico a isso.

Uma nota sobre o azul: é Ecoline... Comprei há um milhão de anos, e ainda não usei direito. E ela está ficando grossa - algo que não deveria. Resumo na Ópera: estragando materiais como nenhuma outra há 34 anos.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O poeta é um fingidor...

Não, eu não sou poeta. Mas eu entendo bem a parte do fingir... Tanto que, cansada de páginas e páginas que não tem cara da "art journal", eu resolvi fazer uma mais parecida com aquilo que encontro por aí... Mas é fake. A folhagem é fake, o rabisco é fake... É só para parecer, mas não é -- algo que eu entendo muito bem.

Mas deu para testar a nova Micron, deu para testar a tinteiro que está com tinta vermelha, e ainda deu para brincar de pontilhismo com canetinhas (como eu sou gente grande, tenho que chamar de marcador).

Um dia desses, quem sabe, isso tudo começa a fazer sentido.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Se o limão é cocinero...

Dê um desconto pelo título... Vc já assistiu o comercial do "limão cocinero"? Aquele diabo de música entra no cérebro e não sai mais...

Fora isso, estou em crise com o meu sketchbook... Ele não vira um art journal, um diário ilustrado e muito menos um caderno de prática. Não sei se a minha vida é muito digna de "nota ilustrada"... Acho que eu ainda sou mais fã de um diário escrito do que de um diário ilustrado e, quando abro o caderno para desenhar eu gostaria que o resultado fosse mais realista e menos "engraçadinho".

Esse aí é (ou era) meu timer de cozinha... Digo era, porque eu sempre quis um desses timers mecânicos que fizessem barulhinho para marcar meus pomodoros (longa história)... Esse deve ter feito isso umas três vezes na vida. Aí como bom produto chinesinho, ele só fica de cá para lá em casa parecendo bonito. O trabalho de timer de verdade é agora realizado por um eletrônico que me deixa menos na mão, não faz barulho fora de hora e é bem mais customizável. 


domingo, 20 de julho de 2014

Desabafo

Numa postagem sem imagem, apenas um comentário do cotidiano.

Esses dias eu mostrei para a minha mãe o desenho que eu fiz do meu marido jogando video-game. O olhar e o comentário de reprovação foram imediatos, num "É por isso que as coisas estão tão bagunçadas na sua casa/vida/preenchavc". Nem vou comentar dizendo que "na verdade, é por isso que eu ainda aguento tudo o que não está certo, uma chance de gastar 20 minutinhos fazendo algo que EU realmente goste, sem necessidade de entrega ou prestação de conta pra ninguém".

Não vou comentar assim, porque não foi isso que me chamou a atenção.

O que me chamou atenção foi: com quase 34 anos (falta pouco), eu ainda me dou ao trabalho de mostrar esse tipo de coisa, procurando uma aprovação que eu não preciso mais (pelo menos racionalmente). E que mesmo com esses 34 anos, e uma casa tomada com pranchetas, mesas de luz, sketchbooks e todo tipo de material de desenho, minha mãe também não entende que isso é importante para mim.

O que me faz pensar: quanta gente por aí não desiste simplesmente porque quer uma coisa que não ecoa nos arredores? Quando vemos aqueles artistas com pais e mães artistas, tendemos a fazer comentários de que "está no sangue". Acho que não está no sangue não... Está no simples cuidado em não afogar sonhos, reforçando nossas inseguranças...

Eu poderia escrever um livro com exemplos do tipo...
Mas como tenho quase 34 anos, e agora cabe a mim escutar o que quiser, eu prefiro continuar com os meus rabiscos bobos de 20 minutos... E o meu blog.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Mierda!

Ok, eu tenho que admitir que estou fazendo as coisas bem meia boca ultimamente... Mierdas, mierdas, mierdas! Não estou me dando ao trabalho de olhar direito para o que estou desenhando, estou querendo apenas a página completa, e passar para a próxima.

Quando eu estava fazendo um sketchbook com o papel mais acetinado, eu estava reclamando que demorava para sombrear mas... Eu estou começando a ficar com saudade dele nos últimos dois... Esse papel mais áspero que tem textura mas não aguenta nada, fica meio úmido etc., não me agrada muito.

Prometo ser mais cautelosa no próximo sketch -- olhar melhor, gastar mais tempo, não finalizar de qualquer jeito apenas para bater cartão. Acho que o que me incomoda nessas tentativas de "Art Journaling" é que não estou tão interessada em documentar minha vida (pra isso eu tenho meu diário) quanto estou em melhorar no desenho... E no quesito "melhorar no desenho", fazer as coisas desse jeito não adianta muita coisa.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Em (algum) movimento

Nesse domingo eu tentei documentar a minha tentativa de trabalhar... Não deu certo. A semana foi extremamente desgastante e quando o final de semana chegou tudo o que eu queria -- e consegui fazer -- era dormir. Tem épocas que acontece dessas de eu empacar como um burro velho. Poderia analisar isso de mil maneiras, mas vou ficar com a simples e clara colaboração entre cansaço e preguiça.

Uma coisa eu devo deixar registrado em favor desses sketchs tortos que estou fazendo -- eles não levam nem 20 minutos. Nem precisa dizer "não diga!!!"; rs. Eu sei que a qualidade deixa isso claro mas... Vinte minutos que ajudam bastante a resolver a angustia de estar empacada, pelo menos nessa área.

Mas vale relembrar que quando eu dedico o mínimo de tempo possível a isso, a coisa se torna altamente perigosa. Perspectivas, vontades, desejos... Tudo muda e eu começo a pensar se estou fazendo a coisa certa da vida, como tudo isso é muito melhor e "malditas responsabilidades", "malditas contas" etc., etc... Não é muito bom começar a pensar esse tipo de coisa quando você tem uma porção de coisas para fazer. Não é mesmo.

domingo, 13 de julho de 2014

Alerta de Rabisco!

Não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos, e não se pode terminar um sketchbook sem começá-lo -- mesmo que de maneira vergonhosa.Então como as aulas da SketchBook Skool estão andando e eu estou ficando para trás (nas lições de casa, os vídeos em geral estão em dia), resolvi fazer a primeira lição: desenhar um objeto de valor sentimental... Como eu sou "rebelde", não fiquei com vontade e decidi desenhar meu marido jogando Battlefield 3 no computador, que algumas vezes é muito mais imóvel do que muito objeto.

A próxima lição de casa é documentar a semana dessa forma, e postar uma foto de alguma(s) das páginas por lá... Tenho que começar com isso.


SKETCHBOOK 120G
(HAHNEMUHLE)
Você encontra aqui!
Como eu disse que separei um sketchbook diferente para isso -- diferente do Tilibra que eu estava utilizando para os sketchs um pouco mais trabalhados -- achei interessante mostrar qual. Estou usando o Hannemuhle 120g de capa preta (tamanho A5, um pouco maior que um Moleskine Large). Ele não foi feito para técnicas úmidas, mas até que aguenta bem uma leve aguada com aquarela ou nanquim...  Mas em compensação, estou usando uma caneta da Cretacolor (está aí abaixo), que é baratinha, bem gostosa mas... Nesse papel ela vaza para o outro lado então... Amanhã ela provavelmente será substituída por uma esferográfica preta.

Essa caneta você encontra aqui!

De resto, esse foi um começo nem um pouco ambicioso... Mas ainda não sei se o que mais vale é sketchbook preenchido, ou sketchbook preenchido direito... Dizem que é nosso papel garantir a quantidade, e de Deus a qualidade... Então estou terceirizando muito o trabalho para ele, coitado.

sábado, 12 de julho de 2014

Pisando em águas desconhecidas...

Sketchbook Skool começou em 04/07, e no momento eu me pergunto onde eu estava com a cabeça de gastar R$ 245,00 nisso. Não, o curso não é ruim... O ruim é gastar esse valor apenas por motivação; e ainda não saber como passar por um certo preconceito que eu tenho em relação a "Art Journals". É realmente isso que eu quero fazer, artisticamente falando? No meu outro blog, eu estava discutindo que talvez fosse a hora de me conformar com a extensão das minhas capacidades "artísticas" e sentar alegremente ao lado das tiazinhas que fazem pinturas a óleo de cavalos para colocar nas paredes de pizzarias e restaurantes... Em menos de um mês eu estou fazendo 34 anos e, chega uma hora em que você tem que aceitar que muito que você desejou e sonhou para a sua vida simplesmente não vai acontecer. Sinto muito se essa "vibe" para baixo deixa triste alguém que passe por aqui em busca de "inspiração", mas é assim que eu me sinto ultimamente, e é isso que está refletindo negativamente na quantidade de postagens não feitas nesse blog.

Rabisco - 01/10/2011
Olá! Eu sou uma "arte naif";
que veio lá de 2011
para assombrar você!


De qualquer forma, acabei resgatando um Sketchbook de 2011 no qual eu só tinha utilizado uma página com a Arte Naif ao lado (sim, eu tenho vergonha de dizer que vários desses existem, ao longo dos anos, que quando você não sabe muito bem o que está fazendo, o melhor é chamar de Arte Naif mesmo, rs)... Ele aguenta bem aquarela, e como a ideia é fazer um diário com o dia a dia em alguns materiais diferentes... Bem, mais diferente do que eu estou acostumada, só aquarela.

E aquarela é uma tristeza a parte... Comprei uma Talens Van Gogh há uns 02 anos, de 15 pastilhas, ótima aquarela -- para o dia em que eu aprendesse... Mas aí eu moro em uma casa muito úmida, e toda vez que vou olhar a aquarela ela deu uma mofada em cima... E lá toca eu limpar todas as pastilhas com extremo cuidado para perder o mínimo de tinta possível. Acabei chegando a conclusão que, se eu não usar ela agora, mesmo sabendo "meiaboquisticamente" como utilizá-la, guardá-la para o futuro é quase garantia que ela não verá a luz do dia.

Detalhe do detalhe desenhado na primeira página depois de 2011
para dizer que dalí para frente eu estaria pisando em 2014.
E aí, para não ficar completamente travada, eu rabisco essas tranqueiras, que em minha defesa eu não gostaria de compartilhar nem com um terapeuta tentando entender a minha mente...O que me leva a repensar a questão do "compartilhar tudo"... Há 06 anos atrás quando eu realizei o desafio do Zen Habits e desenhei durante um mês inteiro, qualquer coisa, compartilhar tudo tinha sentido. Hoje em dia, no entanto, eu tenho as minhas dúvidas...

Preferia mostrar apenas quando eu faço coisas assim:

Rascunho 29

Ao invés de coisas assim.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Renascida em 4 de Julho!

Poderia dizer muita coisa sobre esse post, porque muita coisa está passando pela minha cabeça agora... Não ter sido escolhida como aluna especial no segundo semestre e estar chateada com isso (o primeiro semestre foi tão bom); estar cheia de trabalho de um tipo que eu "jurei" que não faria mais; o fato de ser mais de meia noite (e tecnicamente sexta-feira) e eu ainda estou dando tapas no artigo que é para entregar amanhã; o amigo que se foi recentemente por vontade própria e que era minha referência que a farinha desse saco poderia dar em alguma coisa, mesmo que o meu bolo encruasse (essa ainda vai ter mais análise no futuro) mas...

Como eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas estou aqui apenas atrapalhando a viagem dos senhores passageiros, resolvi dizer que acabei me matriculando na Sketchbook Skool. Se alguém perguntar, culpem o Franz Ferdinand... Longa história.

Talvez eu não devesse estar investindo dinheiro nisso no momento, mas resolvi me dar um desconto. Não só porque o inferno astral está chegando -- ou até por conta disso mesmo... Os 34 anos estão batendo na porta, e eu estou precisando de uma "calibragem de sonhos". Talvez esteja na hora de pegar minhas "ambições artísticas" e sentar ao lado das tiazinhas que pintam cavalos a óleo para parede de pizzaria/churrascaria, e simplesmente tentar estar contente com isso.

Be as it is, (estou vendo Geração Brasil demais), são seis semanas de cursos com ótimos artistas/ilustradores e seus sketchbooks maravilhosos, e se você quiser se inspirar um pouco, eu recomendo seus respectivos blogs. A cada semana teremos aula com um deles.
Semana 01:
Danny Gregory
http://dannygregorysblog.com/

Semana 02:
Koosje Koene
http://koosjekoene.blogspot.com.br/

Semana 03:
Prashant Miranda
http://prashart.blogspot.com.br/

Semana 04:
Jane LaFazio
http://janelafazio.com/

Semana 05:
Roz Stendahl
http://www.rozwoundup.typepad.com/

Semana 06:
Tommy Kane
http://tommykane.blogspot.com.br/
Para deixar o gostinho, fica o vídeo:


Sketchbook Skool - the film from DannyGregory on Vimeo.
Welcome to Sketchbook Skool! Sign up at sketchbookskool.com

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sem desculpas...

Não gosto dessas pessoas que sempre tem um motivo para não ter feito alguma coisa... Elas tinham tudo para dominar o mundo, mas aí de repente algo acontece, muda o destino delas e não há nada que elas pudessem ter feito para evitar. Se for daquelas que "tinham muito talento, mas uma certa pessoa tinha muita inveja de mim" então, eu reviro os olhos sem a menor cerimônia.

Dito isso, estou me sentindo uma dessas pessoas... Desde a minha última postagen, comprei pincéis, comprei tintas acrílicas (refiz meu estoque), comprei um novo sketchbook (precisava? Não precisava!) e não consegui sequer desenhar um homem palito pelado.

Aí enquanto olho os meus feeds no feedly (sim, o rss ainda está vivo) eu dou de cara com esse lindo vídeo da artista Liz Steel, uma das professoras da Sketchbook Skool... E aí eu me sinto mal... Não só porque eu me sinto uma bosta (desculpe, mas vou repetir a palavra ainda mais uma vez) por não rabiscar um nada há muito tempo mas, por pensar antes de qualquer coisa que "essa gente não tem filhos, não tem louça pra lavar, não tem freela pra fazer".

Não desenhar tudo bem (não, não tudo bem... Mas a gente sobrevive).
Mas se tornar uma dessas pessoas que vendem para si mesmas que estão "muito ocupada" para fazer qualquer coisa a respeito daquilo que gostam... Isso não dá!

Liz Steel: a Sketchbook Film from Sketchbook Skool on Vimeo.
Liz Steel is an architect, sketchbook artist and teacher in Sydney, Australia.. She is on the faculty of Sketchbook Skool. To find out more about Liz and the Skool, visit sketchbookskool.com
Cinematography by Pavel Trotsenko. Produced and edited by Danny Gregory. Music by Soundroll.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ferrugem e Ossos

Ainda comprometida com a ilusão de que esse pode ser o ano mais produtivo em relação ao desenho, eu me apercebo que fazia quase um mês que eu não colocava o lápis no papel -- e que assim iria ficar difícil... Então em resolvi passar para a próxima referência separada no sketchbook... E a ferrugem e a minha total ignorância sobre o básico em anatomia, ambos, levaram o melhor sobre mim.
Identifica-se quem não é profissional pela inconstância: na quantidade de produção e na qualidade do resultado.
De qualquer forma, no topo das promessas não cumpridas, tentei criar uma nova -- não aceito ficar nem mais um dia nesse ano sem desenhar! Desenhar é algo que, em teoria, eu consigo fazer enquanto a minha bebê está acordada, pois consigo ir e voltar sem muito problema, com quantos minutinhos tiver -- trabalhar já é algo mais complexo que requer blocos de concentração maiores.

Mas admito que dá um "tilt" na minha cabeça desenhar antes de ter produzido qualquer coisa no dia que ajude a pagar as contas -- ainda mais quando tenho tanto para fazer.

O rascunho que ilustra esse post:


10-365
Sem grandes comentários... Tudo enferrujado, tudo fora do lugar.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O que fazer com um lápis n.º2?

O lápis n.º2 que não foi ferido de morte durante a execução desse rascunho.

De volta ao mundo dos vivos por aqui, e começando de verdade o sketchbook em 2014... Afinal de contas, é apenas Maio.

Ainda estou aprendendo a lidar com o sketchbook da Tilibra: a folha é um pouco mais áspera do que eu estou acostumada, então os sombreados não saem tão acetinados quanto costumavam sair no sketchbook da Sterling que eu usei no ano passado.

Como eu havia dito em posts passados, felizmente agora eu aprendi a scanear meus desenhos à lápis... Mais precisamente, não é que eu aprendi -- é que antes eu utilizava o programa padrão do meu Scanner HP, e agora eu uso o VueScan em sua versão gratuita, e ele é muito mais inteligente para esse tipo de scaneamento.

Vítima (referência), arma (lápis)
e resultado do crime (rascunho).
Outra coisa que eu quis fazer por aqui, só de birra, foi fazer o desenho inteiro com um lápis n.º2 simples, desses escolares... Eu tive um professor de desenho há algum tempo atrás que tinha como missão pessoal desacreditar a qualidade dos produtos Faber Castell... E eu assumi a missão pessoal desacreditar essa baboseira dita por ele. Não só porque a Faber Castell tem linhas específicas (a vermelha é escolar, a azul é amadora e a verde é a profissional), mas porque tirando alguns casos extremos, a qualidade do produto está mais no artista do que na ferramenta utilizada.

Isso não significa que o meu desenho está uma obra prima... Muito pelo contrário, você pode ver em relação a referência mas... Se você quer aprender a desenhar de verdade, é muito pouco provável que você precise de algo mais que folhas de papel e um lápis... Qualquer lápis.

O rascunho que ilustra esse post:

Rascunho 08/365
Rascunho 08/365 em 2014... Ainda na esperança dos 365!
 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Alô você, Wilber.

O título sem noção é dos Sobrinhos do Ataíde.
Não se sinta mal por não saber do que estou falando, rs.

Notícias da central de produções de rabisco: 

Estou surtando sem produzir nada há muito tempo... Como você pode ver pela foto, a central está simplesmente abandonada... Ainda não descobri como conciliar uma bebê com meu sketchbook -- e é bom eu descobrir logo, porque além da distância estar me fazendo mal, se demorar muito logo logo é ela que vai querer rabiscar neles.

Sei que a pratica não requer muito: tudo que é preciso, pelo que eu confirmei no ano passado, é sentar com o timer do lado por 25 minutos. Se tudo o que você puder dar for os 25 minutos, bem. Mas na maioria das vezes, isso é tudo o que é preciso para você pegar gosto pela coisa, ficar com o sketchbook aberto e voltar a ele a cada pausinha que tiver -- meio como jogar no celular/computador... Algo que eu tenho feito mais ultimamente... Maldito seja vc 2048! rs

Apesar de estar atrasada na produção, ainda estamos em uma época do ano na qual é possível ter uma produção melhor do que a do ano anterior (veja bem que eu disse "possível", não "provável"); e isso ao invés de ajudar, atrapalha -- parece que é possível deixar para depois o comprometimento, já que ele pode ser retomado a qualquer momento... Não pode, quando você vê o ano passou e não deu em nada.

Vou tentar retomar as coisas... Sempre...
Assim que tiver sucesso, postarei por aqui.



segunda-feira, 17 de março de 2014

Mamilos pro Zuckerberg!

Feliz Saint Patrick's Day a todos! 

Como São Patrício expulsou as cobras de toda Irlanda, espero que ele possa pelo menos expulsar as minhocas da cabeça dessa que vos fala.

Estava pensando em deixar esse rabisco tosquinho sumir numa pilha de próximos a serem postados mas... Desde 11/03 ainda não consegui essa coisa supervalorizada de "próximos"... E como eu vou voltar agora com os meus rabiscos um pouco mais zelosos como do ano passado (vou deixar essa coisa de "Art Journaling" mais escondida até ganhar volume para o que há de ruim passar despercebido), é provavel que esse rabisco destoasse um pouco das próximas postagens.

Mas existe uma série de motivos para postar isso por aqui (daqueles motivos que provavelmente me deixam feliz, mas não fazem a mínima diferença para você querido leitor -- ou será que faz?):
  1.  Depois de anos de luta, consegui um software no Photoshop que faz com que o scanner "enxergue" direito desenhos a lápis... Aproveitei até para re-escanear alguns do ano passado que me deixavam muito descontente com o resultado.

  2. O bom de você ter sua própria plataforma, é que você põe aquilo que lhe apetece, diferente do que você poderia fazer no Facebook, por exemplo! Tome esses mamilos Mark Zuckerberg!

  3. Desenhei minha caneca predileta num dia... Quebrei a dita cuja no outro depois de 03 anos... Acho melhor tomar mais cuidado... Não com a caneca, mas com aquilo que desenho.
Bem, é isso!
Na próximo venho com notícias sobre os livros.

07/365
07/365 - Ainda nessa de tentar aprender o tal do "Art Journaling".

terça-feira, 11 de março de 2014

Livros para 2014!

Esses são os 10% que dão certo, rs.
Continuando o tema "2014 is full of CRAP" -- vamos explicar de onde vem tanto desenho tosco. A culpa de tudo são os livros, ou mais precisamente o livro "Artist's Journal Workshop" que terminei de ler no carnaval.

Basicamente, o livro é um tratado de porque e como você deveria manter um "Artist Journal" (poderia traduzir livremente como um Diário Artístico ou Diário do Artista).

Diferente de um sketchbook, cujo o objetivo normalmente é produzir arte e rascunhos com o objetivo ou de "se expressar" ou melhorar; no "Journal" ou "Diário" é apenas registrar o que acontece no dia a dia, da maneira que você quiser, testar materiais etc, etc.

Muito inspirador... Tanto que eu até decidi tentar como você pode ver nesse e no post anterior mas... Deus me livre! Uma coisa é você olhar imagens de vários artistas fazendo suas anotações e rascunhos... Outra coisa é você que ainda não consegue nem rabiscar muito, nem tem ideia do que dizer com imagens, tentando montar rabiscos...

Eu li a versão digital...
Mas esse é um livro que no futuro
eu gostaria de ter a versão impressa,
ele é muito bonito.
E quando chego a pensar na parte "compartilhamento" da minha proposta, a coisa fica mais complicada... Em um sketchbook na maioria das vezes já é vergonhoso abrir publicamente o que está fazendo... Nesse então, com partes pensadas para serem escritas... Fica um pouco mais complicado -- Acho que além de "mau desenho", estou sofrendo com autocensura no processo.

Tudo isso me faz ter certeza de uma coisa... Eu sou pragmática para tudo (embora caótica na execução). Dificilmente manter um caderno desse tipo, deixando o "o dia me inspirar" iria acrescentar algo a minha capacidade produtiva. Seria mais útil se eu aplicasse alguma lógica do tipo: "Às segundas eu desenho meu bebê", "Às terças eu desenho algo da minha cozinha" etc. Assim como no sketchbook eu tinha uma série de referências pré-selecionadas... Não funciona se eu decidir exatamente o que fazer (eu dou o cano) e não funciona ao estilo professora de primário ("Vamos fazer uma redação com tema livre" rs). Para as coisas funcionarem comigo, eu tenho que permitir escolhas -- mas dentro de um limite de escolhas pré-definidos! Coisa de doido... Mas acho que o segredo no final das contas é descobrir o que funciona para a gente já que não há fórmulas que funcionem igualmente para todas as pessoas.



Mas e os livros para 2014?

Baseada na inspiração do livro anterior, eu decidi montar uma lista de livros para repassar ao longo do ano. Tentei escolher os mais básicos possíveis dentre toda a minha biblioteca de desenho e pintura (olha que são muitos), porque esses falam de conceitos fundamentais... E cada vez mais tenho certeza que quando as coisas não vão da maneira que a gente quer (em qualquer assunto) o melhor é parar e se voltar para os princípios básicos... Sempre tem alguma coisa ignorada que, quando aprendida corretamente, faz uma grande diferença.

Seguem os escolhidos, em ordem alfabética por sobrenome do autor (muito ABNT da minha parte, rs) -- é claro que até o final do ano alterações são possíveis mas, vou tentar manter essa lista:

1.    BECCIA, C. Digital painting for the complete beginner. 1. ed. New York: Watson Guptill, 2012. 160 p.
2.    EDWARDS, B. Desenhando com o lado direito do cérebro. Tradução de Ricardo Silveira. 2. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000. 299 p.
3.    EDWARDS, B. Desenhando com o artista interior: um guia inspirador e prático para desenvolver seu potencial criativo. Tradução de Maria Cristina Guimarães Cupertino. 1. ed. São Paulo: Claridade, 2002. 248 p.
4.    GREGORY, D. The creative license: giving yourself permision to be the artist you truly are. 1. ed. New York: Hyperion, 2006. 198 p.
5.    HALLAWELL, P. À mão livre: a linguagem do desenho. 1. ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos, v. 1, 1994. 96 p.
6.    HALLAWELL, P. À mão livre 2: técnicas de desenho. 1. ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos, v. 2, 1996. 72 p.
7.    HODDINOTT, B. Desenho para Leigos. Tradução de Raphael Bonelli. 1. ed. Rio de Janeiro: Alta Books, 2010. 325 p.
8.    LOOMIS, A. Drawing heads and hands. 1. ed. London: Titan Books, 2011. 155 p.
9.    LOOMIS, A. Creative illustration. 1. ed. London: Titan Books, 2012. 300 p.
10. LOOMIS, A. Succesful drawing. 1. ed. London: Titan Books, 2012. 160 p.
11. LOOMIS, A. Figura drawing for all it's worth. 1. ed. London: Titan Books, 2013. 204 p.
12. LOOMIS, A. Fun with a pencil. 1. ed. London: Titan Books, 2013. 120 p.


E para acabar o post, os outros 90%:


06/365
06/365 - Eu digo que 90% de tudo é porcaria... Isso é 90%! rs

sábado, 8 de março de 2014

"Take What You Can When You Can"

Recomeçar, na quase totalidade das vezes, não é pegar o bastão onde você parou... E sim retornar a um duro e desgastante começo. 

Depois de praticamente 05 meses parada, em 20/02 eu comecei a rabiscar algumas coisa -- ainda não no meu sketchbook... Eu tinha um Moleskine Cahier parado por aqui há alguns anos, com a capa toda caracterizada para Fevereiro, e achei que era um bom timing para colocá-lo em uso (caso contrário só faria sentido em 2015)... Estou tentando fazer um "diário" desenhado... Escrevo algumas coisas, rabisco o que der na telha. Mas o resultado tem sido tão infantil e travado, digno de alguns anos atrás, que chega a desanimar.

Eu sei que com um bebê de 02 meses em casa que requer atenção total, eu não posso ser tão dura comigo mesmo -- "Take what you can, when you can" como diz o título.

Sei também que quando você estipula uma meta de quantidade (como os 365 rabiscos desse ano) não pode ficar tão crítica em relação a qualidade... 90% de tudo (talvez mais) é sempre lixo... Mas fico levemente feliz de poder dizer que 2014 começou de fato por aqui.

01/365 - Sereias... Eu tenho mania de desenhar sereias... Quem sabe um dia eu aprendo direito. 

02/365 - No ritmo da apuração da vencedora do Carnaval de São Paulo em 2014. Eu só fui acrescentando coisas e mais coisas... Sei lá no que deu.

03/365 - Sem comentários, um dia eu dou a referência desse desenho o tratamento que ela realmente merece.

04/365 - Estampas? Rabiscos? O que você vê aqui: é o que provavelmente é.

05/365 - Minhas considerações sobre um amargo retorno.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Retrospectivas e Perspectivas - De 2013 a 2014

36 dos 62 rabiscos do ano de 2013 em Retrospectiva.

Não desenho absolutamente nada desde 01 de Outubro de 2013.
Admito: saber que estava grávida, ao invés de aumentar a produção fez eu considerar que haviam coisas mais importantes para fazer... E depois disso veio muito cansaço e um sono fulminante que não me deixou fazer nada além disso: dormir.

E agora a menina (Lívia) já está aqui em casa há quase 01 mês... E não é uma questão de saber que não exista nada mais importante mas... Não existe - pelo menos por enquanto - tempo para mais nada. Estou checando todos os clichês da maternidade e validando: caos é a primeira palavra que me vem a cabeça... Estou tentando deixar de ser estatística mas está difícil, especialmente retornar a prática de pelo menos um pomodoro por dia de desenho. E para minha frustração eu sei que quando retomar, o pouco que ganhei em 2013 vai ter desaparecido.

Mesmo assim, o blog não morreu.

Tudo bem, a produção de 2013 ficou aquém do que eu esperava. Mas mesmo assim, foi o quinto ano mais produtivo dos últimos 20 -- e para um leigo (no caso meu marido), a produção foi muito superior aos demais anos. Apesar de ter me arrependido em determinado ponto do projeto família (as interferências para referências e palpites me tiraram um pouco do sério), esse foi, no geral, um ponto alto do ano. Há anos eu rabisco aqui e alí, mas nada significativo -- retratar a família toda foi legal.

Perspectivas para 2014

Ainda não fechei de fato as minhas metas para 2014... Mas fiz algumas (mais modestas, ou não) para desenho esse ano -- se não mudá-las em breve, é isso que eu vou tentar esse ano:

  • 365 rascunhos/trabalhos no Flick - não tão elaborados quanto os demais -- se fossem diários, seriam ideais, mas como já estamos no segundo mês do ano, a meta é chegar a 365 mesmo que em alguns dias isso signifique 02, 03 por dia. Ok, é bem pretensioso para quem só chegou aos 62 no ano anterior, e sem bebê mas... Pretensão e água benta não fazem mal mesmo.
  • Dobrar as postagens no Blog (156) - vamos combinar que multiplicando o número de rascunhos, não é difícil multiplicar o número de postagens. Embora eu tenha planos para algumas coisas de melhor qualidade s não relacionadas aos rascunhos, dobrar as postagens já é o suficiente para deixar esse blog com cara de vivo. Pelo menos uma postagem já foi aqui, rs - faltam 155.
  •  25 participações no Illustration Friday - um dos grandes problemas com desenho, que eu pretendo tratar em um post mais adiante é: essa é uma meta danada de complexa e abstrata. "Aprender a Desenhar" é uma meta irrealizável... Você precisa quebrar em partes mais "mastigáveis" como "desenhar animais", "desenhar mãos", "desenhar retratos" etc. -- Embora na prática eu ainda seja contra quem faz essa educação compartimentada, porque os princípios são sempre os mesmos... Acho que a pessoa interessada é que deve focar num tema por vez, sem acreditar que existe um método específico para cada tema. Tudo isso para falar do porque participar do Illustration Friday: rabiscar é legal, mas produzir ilustração - planejar, executar, revisar etc. - é outro jogo de competências... E no final das contas, é o porque eu tento aprender a desenhar de verdade. É como jogar uma "obrigação" no mundo da diversão.
  • 25 análises no DTO - Utilizar o serviço de críticas semanais do Drawing Tutorials Online já era uma meta de 2013 -- que não deu em nada, mas blz! Para 2014 ela se tornou fundamental porque uma coisa ficou clara: aprendendo por conta própria, você comete os mesmos erros "again e again" -- e se você der oportunidade (idealmente semanal, mas caso contrário quinzenal) que alguém aponte essas repetições, as chances de corrigi-las serão bem maiores.
Acho que é isso... Espero que em breve eu possa voltar aqui com os estudos de 2014! É torcer.