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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Ferrugem

Ok. Comecei a primeira página do Sketchbook novo... Quase meia noite, mesmo assim calor infernal, mão suando e eu fazendo de tudo pra não acabar com o papel... Fiz o rascunho a lápis, depois quis definir melhor com meu Prismacolor Color-ase lavanda... Não deu certo fui pro Azul... Não deu certo fui pro vermelho... Não deu certo voltei pro grafite -- e aí você tem essa coisa a amarronzada que em resumo... Não deu certo.

Como a ideia esse ano não é arremessar o sketchbook longe cada vez que eu ficar insatisfeita e demorar meses pra voltar, o meu "bom comprometimento" (estou tentando, rs), diz que eu devo aprender com essa situação. Então vamos lá, o que eu aprendi com essa situação?

Primeiro: muita atenção a sua referência -- para lhe fazer justiça. Embora essa tenha me ajudado a fazer um rosto um pouco mais realista, eu não fiz justiça a referência e acabei desenhando "outra pessoa". Acho que isso é ok quando você está buscando referências para "inspiração", mas não quando você está tentando praticar precisão.

Tamanho importa. Como eu disse anteriormente, faz bastante tempo que eu não desenho regularmente -- então é claro que suas habilidades "retrocedem". E acho que a principal coisa que retrocede é a sua capacidade de "simplificação". Por exemplo: quando você está acostumado a desenhar rostos em formato A4, A3, você precisa estar atento aos detalhes das características faciais por exemplo... E no tamanho grande é mais fácil fazer isso. Quando você está "desenvolto" e vai desenhar menor, você consegue simplificar melhor. Quando você perdeu desenvoltura -- como parece ser o meu caso -- você tenta colocar muito detalhe num espaço muito pequeno (meu sketchbook atual é A5) e as coisas ficam borradas. Então ou eu começo a praticar "grande" de novo, ou utilizo esse sketchbook menor para fazer "detalhes maiores".

Se atenha a uma técnica para que você possa dominá-la -- não para que ela te domine. Assumo minha culpa: eu adoro assistir "Sketchbook Tours" no YouTube. Aí você vê aqueles sketchbooks que parecem uma explosão de cores, e quer fazer igual... E às vezes se dá mal como eu. Acho que se você vai usar seu tempo criativo pra produção de Sketchs, não tem problema misturar várias técnicas (ainda estou devendo um post sobre a diferença entre Sketch, Desenho e Ilustração). Mas se você está esperando melhorar em algo, não dá pra treinar assunto, técnica, composição e o diabo a quatro ao mesmo tempo. Tenho que ser mais comedida e aceitar voltar ao bom, velho e simples grafite por um tempo.

A maior dificuldade em continuar, são exatamente esses dias nos quais você se dedica, e o resultado é "Meh". Não dá pra mostrar pra ninguém e dizer "olha que bonito que eu fiz" -- não dá nem para dizer isso para si mesma e ganhar um tapinha nas costas. Vou assumir que é mais um tijolo no muro, e virar a página para o próximo.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Uma página (ou capa) por vez.


A doida do ZIA (Zentangle Inspired Art) ataca novamente. Tem que especificar isso porque, como eu descobri depois de comprar e praticar o livro "Desenho Zen", a palavra "Zentangle" é uma marca registrada pelos "criadores da técnica"... Outra hora podemos discutir por aqui essa mania que estadunidenses tem de pegar uma coisa da cultura geral, formatar num procedimento aleatório e patentear como sua "propriedade e criação" -- e as sérias implicações disso nas artes e na ciência -- mas por hora, vale dizer que o meu trabalho "INSPIRADO" em Zentangle continua.

Nessa hora, eu tenho certeza que "amadores" podem se dar a alguns luxos de "superstição" que não são reservados a profissionais -- por exemplo, cismar que os sketchbooks que você tinha separado até agora pra começar o ano não estavam com "a energia certa", e escolher começar um novo do zero, mais uma vez. E decorá-lo para ficar com a "vibração do ano" -- eu podia colocar aqui esse meme...


Seja como for, estou tentando, para o beneficio da minha sanidade, entender que; embora eu não saiba o porque de fazer essas coisas, a melhor prática continua sendo seguir um dia depois do outro. Uma página depois da outra. Por hora, começando pela capa do sketchbook. E no final das contas, em retrospetiva, é sempre mais interessante ver páginas rabiscadas com qualquer coisa do que perceber que o ano passou e as páginas ficaram em branco, então... Está valendo. 

Vamos ver que tipo de rabiscos esse sketchbook abrigará!

terça-feira, 16 de julho de 2019

Rascunhos em Rosa...

Mais uma cabeça para a coleção de cabeças.
Segunda coisa mais rabiscada depois de cabeças.

Faz um bom tempo que eu fiz esses dois -- o primeiro, no caderninho de rascunho que eu comprei na Miniso (não vou chamar de sketchbook, já que o papel briga com lápis de desenho, rs) e o segundo foi a divisória inicial do meu Bullet Journal que acabou de acabar...

Estou meio distante de qualquer tipo de sketch. Primeiro por conta do Blog novo (o Omni Journal Brasil, onde eu falo de cadernos e journaling -- mais em breve), depois pelos freelas ganha pão e terceiro... Desânimo.

Gosto muito de fazer esses rabisquinhos -- tanto que toda vez que começo a ficar mais produtiva neles começo a me questionar por que não estou fazendo mais deles (boletos? Obrigações? Tudo um pouco?) e digamos que "esse sorriso vai ser mau pros negócios", como diria a Satine em Moulin Rouge (puxei do baú agora, não?).

Vou assumir o modo "meio deprê pós apocalíptico" para dizer uma coisa: às vezes eu fico pensando que quando eu ficar mais velha -- se eu chegar a tanto -- eu vou passar o fina dos meus dias lamentando não ter feito mais isso. Eu não gostaria dessa sensação para mais ninguém. Então se for o seu caso, corre para o seu caderno e desenha.