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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Contracapa e Contratempos

Não vou abusar do tamanho da imagem nesse post, porque não está grande coisa (sem ironia pretendida, rs). Sabendo que é difícil "começar" a primeira  página de um sketchbook, eu resolvi abusar dessa vez e começar pela contracapa -- tirar esse "sentimento de pureza" que todo caderno novo tem, com todas aquelas páginas em branco. E é incrível como meia dúzia de rabiscos são capazes de fazer você repensar a vida, o universo e tudo mais.

Fica claro porque eu acho que os desenhos inspirados em Zentangle são tão reconfortantes: eles nunca dão errado. Eles podem até não ser magníficos, fazer as pessoas exclamarem "puxa vida, nunca vi nada tão maravilhoso em toda minha vida!" (especialmente quando se é como eu, e se tem um "dom" pra não deixar contrastes suficientes), mas eles sempre "dão certo". Exatamente porque cada um é único, e não há base pra comparação, eles simplesmente são aquilo, e não há muito o que você possa reclamar ou dizer "bem, não era bem isso que eu estava esperando", até porque você não estava esperando nada sem ser preencher toda a página. Mas basta colocar "uma cabecinha" no mix pra você relembrar algumas coisas:
  1. Como se está enferrujada.
  2. Não era bem isso que você esperava.
  3. "Ai, saudades das minhas aulas regulares" -- e de ter verba destinada pra escolhe-las.
E aqui entram as minhas principais críticas a sketchbooks e porque eu vou tentar algumas coisas diferentes (de verdade) dessa vez. 

Não vou lembrar em qual vídeo sobre aprendizagem/treinamento/motivação eu ouvi isso recentemente, mas fez todo o sentido. O especialista dizia que "Practice don't make it perfect, it makes permanent" -- ou "A prática não traz perfeição, mas permanência". Ou seja, praticar errado não vai fazer você começar a fazer certo, mas fazer com que você internalize e repita para sempre os erros. É isso que eu sinto com essas cabecinhas desenhadas. Se eu olhar as cabecinhas desenhadas nos últimos 5 anos, nas mesmas condições (sem referências ou com referências ruins, finalizadas a nanquim quando a estrutura não estava pensada pra isso etc.), não há muito ganho em qualidade, e elas parecem sempre a mesma coisa -- o que é algo diferente do que, por exemplo, quando eu trabalho com referências melhores em um material que eu tenho melhor domínio. Por exemplo:

E pode ser uma coisa minha com "sketchbooks" ou mesmo da maneira como eu aprendi o que foi possível -- e aí os cursos que eu fiz tem um bom papel nisso -- mas eu não acho que sketchbooks sejam o melhor lugar para esse tipo de prática.

Existe algo realmente "liberador" em gastar pilhas de papel de impressão (sim, estou falando com você Chamequinho) em desenhos que não estão sendo feitos pra posteridade mas para realmente aprender algumas coisas. Para mim, sketchbooks ficam na zona intermediária entre o aprendizado por repetição e a produção de "peças finais", então são melhores quando você vai repetir algo que já está estabelecido na sua cabeça ao invés de explorar algo que não se está confiante ainda. Faz sentido? Não sei -- mas sei que isso é muito do que me faz não ser tão "prolífica" quando eu gostaria, exatamente pq não tem espaço físico (de tamanho mesmo, pq eu gosto de ter do A4 pra cima pra aprender) e dá a qualquer coisa mais permanência do que ás vezes eu gostaria. Resumindo, sketchboosk pra mim é pra "pré-obras", não tanto para estudo. E eu decidi que esse ano não vou lutar contra isso -- vou usar mais folhas soltas que eu possa amassar e jogar fora se não der certo, sem muito peso na consciência.

A próxima coisa, que eu vou considerar um pouco antes de me comprometer com um caminho é escolher um dos livros de desenho pra ser o companheiro de prática. Fico sempre tentando escolher o "livro ideal", baseado naquilo que eu gostaria mais de aprender no momento, mas o livro "ideal" não existe e eu acabo não usando nenhum. Acho que agora eu vou escolher um nem que seja para ter uma figura de autoridade contra a qual me rebelar, rs. Vou tentar escolher um até o final da semana, mais de volta ao básico: lápis no papel, e sem muitas técnicas ainda. Vamos ver!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Is there anyone in home?

Tudo que vocês perderam no Instagram -- não foi grande coisa.
Quase um ano fora! Alguém sentiu a minha falta? Não faz mal... Estou de volta desse lugar confortavelmente entorpecido da falta de postagens... A verdade? Eu não sabia o que escrever, e não estava fazendo um único rabisquinho para compartilhar. É difícil falar sobre criatividade no cotidiano quando não se está criando nada.

Para mim, sempre foi muito claro o meu principal foco por aqui: falar com quem quer começar ou continuar a desenhar, depois dos 30, cambaleando todas as obrigações com isso -- se você não está nessa faixa, não tem problema, mas saiba que meu foco não está em como monetizar a atividade artística, nem como fazer uma carreira disso. Eu queria apenas um espaço seguro para as pessoas encararem isso como hobby. Mas no último ano ficou claro pra mim: brasileiros não tem hobbies.

Não é nenhuma característica exclusivamente cultural. É o resultado da vida -- quando as contas não fecham com o emprego formal (ou principal, melhor dizer assim), é natural que qualquer coisa realizada de apoio seja pensada pra criar uma renda extra. Então falta, além de tempo, dinheiro para investir num hobby. Além disso, existem algumas definições "acadêmicas" que são necessárias para um hobby: a busca de maestria, a regularidade. Fazer algo esporádico e sem critérios não é um hobbie -- é uma atividade de lazer. Nada errado com isso, mas é difícil "falar a sério" sobre uma diversão esporádica.

E eu sinceramente não sei se existe por aí muita gente que queira o mesmo que eu com o desenho... Não sei nem se dá pra encher um Uber compartilhado com elas. Eu vejo o pessoal que se reúne nos finais de semana pra comer umas guloseimas e desenhar em cafés e casas de chá nos encontros da Sketchbook Skool na Europa e Estados Unidos e dá uma invejinha... Da atividade, e de viver num lugar em que você pode ficar sentado duas horas desenhando com um pedaço de bolo e café na mesa sem que alguém lhe jogue olhares tortos de "vai liberar a mesa ou não". Sinto que a gente vive num lugar que não é muito afeito para a socialização...

Há alguns meses, pensei em montar um sketchponto... Cheguei a pensar em convidar algumas amigas pra levar os cadernos, os materiais, sentar e desenhar... Numa manhã de sábado. Poderia levar umas xerox pra orientar alguns exercícios pra quem quisesse aprender a desenhar coisas específicas mas... E lugar? Vamos sentar nos parques que são poucos, e poucos bancos tem? Invadir uma cafeteria e lidar com o desconforto? Sentar em algum SESC? Disputar um chãozinho no Centro Cultural. Sinto que faltam alternativas.

Então por hora, comprei um caderninho de notas da Miniso -- como se eu precisasse de mais um sketchbook -- e comecei a rabiscar... Rabiscar mesmo. Espero que por pegar um caderno que está no meio termo entre algo muito barato que me faz sofrer (folhas finas demais são um horror) e algo caro que eu não tenho coragem de usar, eu consiga romper esse limite de "tudo tem que ser lindo", que faz com que eu não faça nada. Mas reconheço: sinto falta de uma estrutura, como a de uma aula, que me force a fazer algo orientado.

Nesse ponto, ser uma Designer Instrucional é contraproducente -- eu realmente acho que é possível criar uma trilha de aprendizagem pra desenho/pintura na minha vida -- mas são tantos temas, e temas tão amplos, que eu simplesmente não consigo estruturar tudo numa linha de aprendizagem. E mesmo quando eu consigo minimamente planejar uma trilha inicial, eu me rebelo demais com meu próprio plano. Começo falando que vou treinar formas básicas e grafite, e quando vejo estou desenhando pessoas em nanquim... Não me obedeço.

Faz um tempo que cheguei a conclusão que Aprender a Desenhar e Pintar de forma efetiva requer 04 etapas (qualquer dia falo delas), mas me revolto constantemente na hora de colocá-las em prática. Espero um príncipe artista que chegará com um cavalete em branco para me salvar. Só que ele não vem, e eu continuo confortavelmente entorpecida no meu marasmo.

Pink Floyd - Comfortably Numb Pulse HD - 125kbps, 44KHz Audio
https://youtu.be/vi7cuAjArRs

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Só de olho em como melhorar no desenho...

Para variar um pouquinho, um rabisquinho que não cruzou a barra para o Instagram, especialmente para ilustrar esse post... Faz tempo que não escrevo por aqui diretamente -- estou envolvida, atualmente, na tentativa de engatar de verdade com o hábito de rabiscar diariamente, e as publicações no Instagram tem ajudado nessa questão de ficar visível o resultado... E ainda fez com que o blog não ficasse tão parado por aqui.

Tenho pensado muito naquilo que posso fazer para melhorar no desenho... Depois de tantos textos sobre aprendizagem, garra, evolução etc., cheguei a conclusão que a melhoria é resultado de 03 coisas básicas: Diversão, Prática Deliberada e Trabalho no Dia a Dia... É a diversão que faz a gente gostar da coisa, a prática deliberada que faz a gente "consertar" e aprender peculiaridades mas, é a "água batendo na bunda" do trabalho cotidiano que faz a gente "performar" (como misteriosamente gosta todo gerente de RH).

Não é de se admirar que seja realmente mais difícil aprender depois de adulto -- quando o tempo para diversão é restrito, a gente não quer gastar o tempo que tem com práticas "chatas" e quando o ganha pão depende de outras atividades.

Por conta disso, estou pensando em como integrar tudo isso em uma prática pessoal -- em como ter tempo para se divertir com o desenho, em ter tempo para analisar as principais deficiências e trabalhar nelas e, ter algum tipo de saída com objetivo financeiro para isso -- mesmo que por hora seja o tipo de produto que ninguém pediu, e ninguém quer (é a vida, não é mesmo?).

É claro que esse comprometimento não conseguirá acontecer no volume e quantidade que alguém de 17 anos poderia colocar na coisa mas... Dá pra abraçar o "devagar e sempre", já que, na verdade, são os hábitos constantes as ferramentas mais capazes de gerar mudança e evolução. E eu estou toda na internalização do "vamos mudar os hábitos primeiro"... Quem sabe agora engata.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Rabiscando depois dos 30!

Esse anos está sendo uma tristeza. Desenhar depois dos 30 não é para os fracos de coração... Talvez para os destruídos de coração, mas não para os fracos. Eu sinto a falta de "pares", eu sinto a falta de companheiros na mesma jornada. Acho que, em retrospectiva, foi isso que me fez há alguns anos atrás fazer o curso "Beginners" na "Sketchbook Skool". Mas o resultado não foi como esperado. Hoje em dia, eu sinto uma certa inveja triste de quem fica titubeando com o que fazer para desenhar melhor enquanto está na adolescência, na casa dos 20... Eu posso olhá-los e pensar "olha lá, mais um perdidinho como eu que não vai fazer nada com isso" -- mas eu sinto saudade dessa fase cheia de expectativas.

Não é para desanimar, mas de tanto viver nessa vida de desenhadores, e agora na margem dessa vida, é possível perceber alguns padrões. Quem desenha *muito* (seja em quantidade ou qualidade), sempre desenhou muito (especialmente em quantidade). Tenho um colega de faculdade que publicou sua webcomic durante anos, depois publicou livros com elas e depois participou de um dos livros de homenagem ao Maurício de Souza. Sorte? Dom? Talvez um pouco de tudo... Somado ao fato de que do primeiro ao último dia de aula, minha maior lembrança da sua pessoa foi curvado sobre o caderno desenhando, desenhando, desenhando. Pessoas assim não estão por aí em fóruns perguntando como podem melhorar. Não estão baixando e-books com dicas, assistindo Sketchbook Tours no YouTube. Elas estão por aí... Melhorando. Lembro até de uma época em que ela parou a webcomic para estudar para concursos (até quem sabe muito não está livre da tristeza que pode ser tentar ganhar a vida nessa área). Não sei se essa história foi para frente, pois muitas tiras e publicações vieram depois disso então... Mesmo em dúvida, quem quer mesmo não consegue parar.

Para quem visita aqui há mais tempo -- se é que essas pessoas existem, assim como os unicórnios -- sabe que uma das minhas principais questões é: Por quê!? Por quê rabiscar essas coisas de pouca qualidade e proveito que saem do meu sketchbook? Eu ainda tenho esperanças de ganhar dinheiro com isso? Eu ainda acho que isso poderá um dia ser arte? Isso é arte? Saber isso realmente importa? Tenho tido algumas ideias com relação a tudo isso nos últimos tempos. Afinal: o mundo precisa de mais rascunhos mal feitos como esse?

Vamos começar com a pior hipótese (eu sempre estou melhor familiarizada com o *Dark Side*, rs). Não, o mundo não precisa de nenhuma dessas caquinhas que estamos fazendo em nosso sketchbooks. Assim sendo: E daí? Você não precisa do seu vizinho que estuda bateria no sábado de manhã, e eu não preciso da minha vizinha que canta sofrência desafinada todo dia de faxina. E tudo bem -- ele não está tocando bateria para você, nem ela está cantando para o deleite dos meus ouvidos. Eles estão, eu espero, fazendo isso porquê os deixa felizes e... É isso que importa!

Ainda estou internalizando aos poucos essa simples resposta, porque ela responde muita coisa. Trabalhei -- e trabalho ainda, devo deixar claro -- por muito tempo prestando serviço para corporações em Ensino à Distância. Qualquer serviço prestado nesse formato só existe na base da utilidade e da necessidade, se não for preciso, é cancelado e cortado. E por algum motivo, eu deixei que essa lógica se aplicasse a minha prática de desenho -- talvez porque durante muito tempo eu imaginasse que um dia poderia trabalhar em um emprego como ilustradora, atendendo solicitações... Então eu sempre fico pensando: "Qual a utilidade disso?", "Qual o valor disso perto do que é disponibilizado no mercado?", "Como isso está posicionado em toda prestação de serviço?"... E isso simplesmente não importa no curto prazo, ou seja, no cotidiano de rabiscar e seguir em frente.

A verdade final, é que os anos vão passar. Hoje eu tenho 36, mas sei que num piscar de olhos eu vou estar com 45, 60 anos (se tiver tanta sorte com tanto fast food envolvido). Será que eu quero -- ou você quer -- chegar aos 60 e ficar pensando em como estaria desenhando, o que teria feito, se tivesse sido mais comprometida nos 24 anos que separaram os 36 anos dos 60? Será que vale a pena parar algo que você gosta na sua vida porque você não sabe que utilidade isso possa ter para o mundo? Esse mesmo mundo que não está pagando as suas contas, lavando suas louças ou ajudando em casa.

Eu entendo os questionamentos. Trabalho como freelancer, em casa, cuidando de uma criança de 3 anos... É difícil cuidar da limpeza, da alimentação, das rotinas, do trabalho, dos imprevistos e se convencer que uma hora rabiscando no seu sketchbook, por nenhum dinheiro, reconhecimento ou recompensa é tão importante quanto uma pilha de roupa que precisa ser separada, lavada, passada e que não vai se resolver sozinha se você não der atenção... Mas sendo otimistas (mesmo): eu e você vamos morrer. E não vamos morrer numa hora conveniente, com tudo em ordem, a louça lavada, roupa separada, entregas em dia e com tudo certinho para todo mundo. Vai ser um estorvo (e a gente espera que seja uma tristeza tb) para os envolvidos, mas eles vão ter que lidar com isso e viver. Mas não tem boletim de realizações domésticas, familiares e profissionais. Ou será que você espera um lápide assim:

"Aqui jaz FULANO. Não perdeu tempo com rabiscos, nem aquarelas, nem nenhuma dessas bobeiras. Por isso conseguiu ir em paz com a louça lavada, o guarda-roupa arrumado e a lista de tarefas completamente em ordem".

Se essa é uma lápide que lhe traz alegria, pode prosseguir com a procrastinação, sem problemas. Mas eu sinto que essa seria a minha própria definição de uma vida medíocre. Mesmo sabendo que, e essa é uma particularidade minha que eu espero que você não partilhe, eu tenha questões sérias para revolver sobre acumulação, rotinas e produtividade (ou seja, mesmo sendo uma pessoa que precisa objetivamente investir mais tempo em colocar a casa e a vida em ordem, pra ontem).

A minha "desconexão" com a Sketchbook Skool, por exemplo, vem mais de uma diferença cultural do que operacional, por exemplo. Eu não tenho problema com as artes que eles fazem, ou o que estão aprendendo. Eu não consigo é me relacionar com a cultura americana e europeia, onde a vida e as coisas estão tão bem encaminhadas em que é possível, aceitável e incentivável que você consiga investir tanto tempo em um hobbie. Essa realidade na qual "Decidi começar a pintar, então peguei um dos cômodos *sobrando* aqui em casa e transformei no meu estúdio" acaba mais me desnorteando do que ajudando. Eu tenho uma prancheta que me aterroriza esmagada no meio da sala de casa -- isso ainda é assunto pra outro momento -- mas na maioria das vezes tenho que acomodar as coisas no colo, sentada na minha cama, com minha filha pulando atrás de mim... Ou seja, tem que ter muito comprometimento e vontade pra não dizer "sabe, talvez essa coisa não seja mesmo pra mim".

Se você chegou até aqui: obrigada acima de tudo. Sendo ou não um regular nesse blog, eu gostaria de saber qual a sua maior dificuldade, seus questionamentos, o que sente falta, o que faz você cair em blogs como esse. Pode abrir o coração sem medo! Se ficar com vergonha dos comentários, está valendo mandar e-mail pelo endereço disponível na página de Contato

Para encerrar, um trailer do novo curso da Sketchbook Skool, só pra animar.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O que aprendi com o Inktober 2016?

Inktober 2016 acabou hoje. Não foi perfeito, mas foi minha melhor participação nos últimos anos. No entanto, é claro, não estou satisfeita -- eu também não sou uma pessoa reconhecida pela capacidade de ficar satisfeita com frequência para começo de conversa, rs. Mas isso fez com que eu chegasse a algumas conclusões com essa participação.

1. Acabamento não resolve problemas estruturais.
Não é com pintura que a gente resolve parede torta. Parece meio óbvio, mas com desenho é surpreendente a quantidade de vezes que a gente se engana achando que um desenho mal feito vai ser resolvido na arte-final. Mais fácil estragar algo bem feito nessa fase que jamais fazer o contrário.

2. Quanto menos acostumada, mais planejamento é necessário.
Não desenho profissionalmente, nem diariamente -- então questões como "tema" e "assunto" das ilustrações ainda são meio incertos -- não tenho ideia do que vou desenhar, e pouca biblioteca mental para desenhar sempre de imaginação -- ou seja, tudo teria sido mais produtivo se eu tivesse definido um assunto ou tema específico e separado referências com antecedência.

3. Espontaneidade é para os outros.
 Existem -- ou devem existir -- pessoas lindas que se comprometem com desafios como o Inktober e conseguem magicamente encaixar essa atividade no meio das suas obrigações do dia. Mas definitivamente eu não sou uma delas. Tudo foi mais produtivo nos dias em que deixei a minha filha na minha m~e para trabalhar mais focada -- mesmo que no final do dia eu tenha tido que me deslocar cheia de coisas pra ir dormir com ela depois de um dia caótico de trabalho A rotina diária na casa da minha mãe se encerra mais cedo do que na minha casa, o que permitiu um horário mais adequado pra desenhar. Mas como não dá pra contar com essas situações fora da rotina sempre, então o melhor mesmo é definir um horário específico e inegociável para tocar esses desafios.

Resumindo...
O resultado geral do final do Inktober ainda é acerto -- não sei se ele vai trazer grandes impactos em qualquer um dos seus dois objetivos gerais (fazer você desenhar mais regularmente e melhorar suas habilidades de arte final) Mas tudo indica que em 2017 estaremos por aí de novo. Espero que superando esses desafios  -- e possivelmente encontrando outros.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Estudo Deliberado: Livro ou Curso de Desenho?


Existe uma versão romântica e sofredora de mim que gosta de lembrar que até os 14 anos eu não tinha feito nenhum curso de desenho, e tinha 02 livros de Desenho da Coleção da Globo, que pouco ajudavam -- um era sobre Aquarela, falando de materiais que eu não tinha nem poderia comprar; e o outro de pintura a óleo... Mesmo problema. Adoro essa versão de mim, pq ela seria capaz de justificar muita inaptidão atual... Se as coisas tivessem continuado assim.

Mas de lá para cá já se passaram... 22 anos... Como é duro assumir isso! Muita coisa mudou, embora não do lado bom: eu fiz cursos na Quanta, na Arte Academia, na Área E, no Estúdio Igayara, no SENAC, Estúdio Maurício Takiguthi, na Academia de Animação SP... Dá até uma certa vergonha elencar tudo isso. Assim como dá uma certa vergonha encarar os livros de Desenho na estante -- Desse "À mão livre", o primeiro realmente útil, até hoje, são mais de 100 títulos sobre todos os assuntos que eu já quis aprender sobre desenho: figura humana, anatomia, luz e sombra, animação, cor, composição, perspectiva... You name it, I have it.

E agora que você já deve me odiar muito -- a intenção não era essa, mas a gente não pode controlar a reação dos outros -- vou falar sobre o porquê de tudo isso: se você não estiver realmente comprometido, tudo isso é irrelevante. E se você estiver realmente comprometido, tudo isso é desnecessário.

Existe uma séria romantização da importância das aulas de desenho e pintura -- elas são importantes, podem lhe ajudar a dar saltos palpáveis de qualidade... Mas não são mágicas. Durante muito tempo, meio fingindo que não, eu acreditei que fossem. Você pode fazer o curso completo, sentar na cadeira aula após aula, fazer exercício depois de exercício: se você não for além e praticar mais do que em aula, não adianta nada. A lógica do título, como "sente-se quatro anos no curso de Direito e se transforme em advogado" não funciona para profissões artísticas.

Eu tive "picos" de desenvolvimento ao longo dos anos, durante ou depois de cada um dos meus cursos -- mas eles não duraram, exatamente porque eu não pratiquei mais. Estava esperando, meio que subconscientemente, que ao final do curso eu me sentisse tão "agora estou fodona" que eu não pararia mais de desenhar. Mas as coisas funcionam exatamente ao contrário -- você não para de desenhar e, um dia, sem que perceba... Até que não está tão mau.

Por ter feito desenho em tantos lugares, eu posso resumir um curso de desenho para você em uma frase: sente a bunda e desenhe. Ok, posso detalhar: sente a bunda e copie. Desenhe cabeças, figuras humanas, perspectivas etc. E isso você pode copiar de livros -- aqui entram os livros -- e em quase todos os cursos citados, é exatamente isso que você vai fazer: copiar livros (mais precisamente, xerox de partes selecionadas de livros, tópicos a tópicos) -- e isso você também pode fazer em casa.

O grande diferencial das aulas não está naquilo que elas vão lhe ensinar, mas naquilo que elas vão corrigir. Existe a correção mais básica e fundamental do professor, que consegue corrigir erros e padrões errôneos enquanto você executa (uma mania de fazer algo de determinada forma que você não enxerga, uma pegada errada no lápis, uma forçada pra sair da zona de conforto de desenhar sempre a mesma coisa), e é claro; a correção de noção em relação aos pares: nada como olhar para o lado e ver um monte de gente BEM melhor do que você para inspirar, instigar e garantir que você não leve tão a sério aquele comentário da família que "você é o melhor desenhista que eles já viram" -- nada  como ampliar os horizontes, não é mesmo?

Se eu pudesse voltar no tempo e conversar com a garota de 14 anos que tinha muita vontade e nenhuma noção, eu diria que ela poderia ter aproveitado muito aqueles livros de aquarela e pintura a óleo sem ter nenhum dos dois. Ela poderia ter sentado, puxado uma folha de sulfite e tentado desenhar tudo aquilo... Com lápis número 2, com caneta BIC, nas folhas do caderno de matérias de professores que só faltavam, qualquer coisa. Teria sido mais útil do que esperar uma solução mágica que resolveria tudo.

Você pode não ter mais 14 anos, mas se está esperando ter aqueles 350 reais por mês para fazer uma aula que realmente vá lhe ensinar a desenhar, PARE. Compre um bom livro de desenho -- eu indicaria os do Andrew Loomis, apesar do inglês; mas qualquer outro que você goste do traço do artista serve também. Sente, e desenhe... Copie, repita, faça com outro material, leia a teoria -- Repita, repita, repita. Só por favor, não faça como eu: não espere a bala mágica que irá resolver todos os problemas.
Você não vai desenhar mais quando estiver bom. Você vai ficar bom por desenhar mais.

Olhar o índice dos livros que você pretende comprar é uma ótima tática pra escolher o livro ideal.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Será que eu mereço?

05 dias do mês já se passaram e eu ainda não consegui "quebrar" o sketchbook novo... Ai, ai, ai... Essas brancuras assustadoras. Como eu estou separando um material para estudo mais intenso até o final do ano, acabei entrando em crise semelhante ao escolher um caderno muito bonito que está na estante esperando ser escolhido há um bom tempo. O que me fez pensar: tu tens problemas? Claro! E depois: qual o problema de escolher o caderno bonito para os seus projetos?

Como a terapia internética não é completamente o foco por aqui, vamos para a versão simples: eu não acho que eu mereço o caderno bonito, eu não acho que eu mereço o sketchbook bonito... Mesmo tendo escolhido, comprado, pagado -- e nesse caso, feito -- parece que é meio demais pra mim... Que nesse estado de desenvolvimento, eu deveria mais é estar desenhando em muitas folhas de sulfite de impressão e quando eu estivesse mesmo "produzindo", aí eu mereceria essa versão mais "profi" de produção.

Sim, doido!

Mas eu já descobri que a vida e a produção de "Criativos Marginais" (esses que vivem na margem da produção criativa, não criminosos criativos) é realmente repleta de uma série de "mimimis" que não competem ao meio, e que poderiam muito bem ser resolvidas com a internalização das palavras de ordem da NIKE:
JUST DO IT.

Então... Põe esse lápis no papel e risca!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Do, or do not. There is no try! Que a força esteja com a gente.

Hoje é o "Maythe4th", ou dia "Star Wars" -- eu nem sou tão fã assim da série (sou uma nerd mais para Star Trek mesmo), mas achei que hoje era um dia interessante para me "recompromissar" com as metas do blog -- afinal, vamos confiar na força, pra ver se a coisa vai em frente. Produção de 2016 está parada -- 09 rabisquinhos até agora, 04 deles no último feriado então... Vamos combinar que isso é patético.

Hora de organizar as referências, as fontes de estudo e as possibilidades... Que são:

DTO - Drawing Tutorials Online.
http://www.drawing-tutorials-online.com/
Eu ainda tenho 08 meses da minha anuidade de assinatura -- então vamos usar para valer, não vamos? Nesse ano não vai dar para investir tempo ou dinheiro em um curso presencial, então vamos tirar tudo que o online tem a nos oferecer -- por exemplo, a possibilidade de críticas semanais dos meus desenhos. Além disso, para quem, como eu, adora figura humana ensinada de um jeito clássico, é o lugar perfeito -- tutoriais em anatomia, retrato, figura humana em detalhes etc. Vou voltar a assistir regularmente, e seguir os exercícios... Já dá um bom caldo.

Livros, livros e mais livros...
Vocês verão... Eu tenho uma biblioteca invejável de tempo de mimosas mais obesas -- pela programação do meu calendário editorial, todos os sábados eu vou resenhar e apresentar um deles. Paralelo a essa "revisão do acervo", eu vou estudá-los de um em um, de pouco em pouco -- eventualmente quando eu achar algo muito interessante, eu posto por aqui.

Illustration Friday.
http://www.illustrationfriday.com/
Aqui, a ideia é tirar o foco do estudo e investir algum tempo em criação -- essa história de estudar, quando a gente não ganha dinheiro diretamente com isso na vida, pode fazer a gente se perder um pouco sem saber o porquê estuda, ou se está fazendo alguma diferença de fato. Com uma proposta semanal de produção "criativa", dá para testar como vão as habilidades.

E é isso -- vou me comprometer com áreas, sem fechar malucamente números e datas... E vamos ajustando com a carroça andando. Não estou nem me importando que estamos em Maio -- antes tarde do que nunca.


terça-feira, 3 de maio de 2016

Lentes de Estudo: Conceitos, Temas e Técnicas

Desde aquele post sobre como estruturar referências (aqui), eu fiquei meio que "pirando" em como é difícil essa coisa de realmente estudar desenho... Não é de se admirar que muita gente pare em um ponto, desista, não saiba o que fazer ou se sinta sobrecarregada.

Pelo fato de trabalhar como Designer Instrucional, eu acho extremamente difícil abordar qualquer assunto para estudo sem ter uma ideia do todo e de onde aquilo que eu quero aprender se insere -- então comecei a desenhar um mapa mental com as principais "lentes" ou perspectivas que você pode utilizar na hora de aprender -- já percebi que muitas das minhas travas em relação ao desenho estão aí por conta de olhar o sketchbook e não saber muito bem o que fazer com ele: por onde começar, qual a prioridade, o que mesmo eu estou querendo praticar.

Se você quiser ir acompanhando o Mapa Mental completo, ele está em confecção nesse link:
https://www.mindmeister.com/695138380/estudando-desenho 

Por hora, estou tentando dividir referências e práticas em três lentes:

1. Conceitos Básicos.
Estou chamando de conceitos básicos itens como: linha, tom, forma, composição, cores etc. Entendimentos fundamentais que você precisa ter sobre desenho, mas que independem do tema que você quer desenhar (sejam humanos ou robôs do espaço) e muito menos da técnica utilizada.  Embora eu não tenha a ambição de dominá-los completamente antes de passar para os próximos itens, conhecer um pouquinho deles mais a fundo ajuda a diminuir o tempo de "quebrada de cabeça".

2. Temas.
Tema é aquilo que você quer desenhar: pessoas, cachorros, barcos, árvores etc. Temas são estudados com a aplicação dos conceitos básicos, em uma determinada técnica -- mas não estão limitados por elas. Na minha opinião de mortal, é aqui que muita gente se perde -- livros como com títulos como "como desenhar cães?", "como desenhar retratos?", "como pintar paisagens?" e afins, lidam com temas específicos, aplicando conceitos básicos em determinadas técnicas -- mas não deixam nenhuma dessas coisas claras. Aí a pessoa até apreende um pouco dos conceitos básicos e das técnicas, mas não consegue transpor isso para outros temas... E trava.

3. Técnicas.
São os materiais propriamente ditos: grafite, lápis de cor, nanquim, aquarela etc. Depois do boom dos livros de adultos para colorir, estamos tendo o "boom" dos "ilustradores aquarelistas". Até gostar da técnica, tudo bem -- também acho linda. Mas há um limite de cabeças aquareladas com anatomia duvidosa que o mundo precisa. Pessoalmente eu acho um caminho meio estranho gastar uma grana em uma técnica tão cara e ir aprendendo o resto aos poucos (como construir um telhado bonito, enquanto monta fundações e paredes), mas... Cada um cada um.

E no dia a dia, o que tudo isso significa?
Primeira coisa, que há muito a estudar. Segunda coisa, que toda vez que você abre seu sketchbook ou pega uma folha para rabiscar, tenha isso em mente: o que vou praticar hoje, em cada um desses conceitos -- vou estudar figura humana, valorizando a linha, com marcadores? Qual o meu foco real: a figura humana, a linha ou o marcador? Ter clareza sobre isso é fundamental para ter certeza que você está praticando aquilo que realmente lhe interessa.

sábado, 16 de abril de 2016

Começando Pelo Lugar Errado: Meus Primeiros Livros de Desenho e Pintura - BEDA #16

Há muito tempo atrás -- mas ainda nessa galáxia -- a Editora Globo publicou a coleção "Desenho e Pintura". E a garotinha de 9/10 anos que eu era (nunca consigo ter certeza do ano, se foi em 1989 ou 1990) ficou maluca com a ideia de ter uma coleção de livros que de fato lhe ensinariam a desenhar e pintar. Então ela pentelhou o pai da melhor forma possível para que ele comprasse essa coleção. Ele comprou os dois volumes iniciais, pq... Bem, vc já viu alguma coleção que não tente te pegar dando logo no início 02 livros?

Infelizmente, para não escapar da tradição de coleções incompletas da família, essa também parou por aí -- meu pai dizia que era muito cara (ainda mais quando descobriu que ela ainda teria mais 10 volumes) e achou que eu não fiquei animada o suficiente com os dois primeiros... Não é que eu não fiquei animada, hoje em dia eu sei reconhecer que o sentimento na verdade foi: frustração.

Veja bem, ninguém na minha família é "artístico praticante" -- especialmente não em desenho e pintura -- então ninguém conseguiu avaliar muito bem o quão fora da minha alçada esses livros estavam: eles falavam de papéis que até então eu nem sabia que existiam, que depois disso (mundo pré internet) eu continuava sem saber onde encontrar e de materiais importados que eu nem sabia onde conseguir... Dar para uma criança um livro sobre aquarela, quando a da Faber-Castell era um sonho de consumo, não ressoava muito.

Esses livros me assombraram por anos, mesmo tendo sido dado com as melhores das intenções -- e até hoje, mesmo depois de ter completado a coleção via sebo -- eu ainda culpo muito do trauma que eles causaram pelo acúmulo de materiais de desenho e uma surreal esperança que adquirir esses materiais vá de fato fazer alguma diferença na minha vida. Durante muitos anos eu fiquei com a minha mente de criança obcecada com o fato de que eu não conseguia fazer as coisas como "devia" porque eu não tinha os materiais certos, como os dos livros.

Acesso a bons professores, pessoas que mexessem com arte ou qualquer coisa do tipo poderiam ter corrigido essa minha distorção -- mas mesmo a minha primeira aula de desenho foi acontecer uns 05 anos mais tarde, e lá o estrago mental já estava feito.

Por isso que até hoje, toda vez que eu conheço alguém que pira em materiais específicos, eu fico martelando a mesma tecla de que "isso não importa" -- é claro que existe uma diferença entre uma aquarela da Faber e uma Lukas, ou um lápis n.2 e um lumograph... Mas ela não é significativa o suficiente para evitar que você faça o que quer.

Adoraria ter escutado isso, repetidas vezes, com 10 anos de idade.
E então vou ficar repetindo isso pelo resto da vida, sempre que puder.
Se você quer desenhar, "mas não tem os materiais certos", NUNCA, NUNCA, NUNCA deixe isso lhe atrapalhar -- você só precisa de papel, lápis ou caneta. Só isso, de qualquer qualidade. E nunca deixe de fazer o que gosta se alguém lhe disser o contrário.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Negócios inacabados

Veja em mais detalhes em: https://flic.kr/p/r1Q9HH
Releitura/Estudo de "Snickers" de Marcello Barenghi
em Lápis de cor (Linha Vermelha, Faber Castell em Canson C-grain 220 g/m²)
Estou entrando no quarto mês das aulas de Pintura em Lápis de Cor... Então começou a bater um peso na consciência que o primeiro trabalho não estava acabado -- estava faltando terminar o fundo cinza e acrescentar a sombra para poder dar o trabalho como concluído.

Mesmo quatro meses sendo um período muito pequeno para falar em "desenvolvimento", eu já consigo sentir boas diferenças -- a primeira é que, embora o professor ainda me lembre constantemente para cobrir a porosidade do papel, eu já faço isso bem melhor agora do que nesse primeiro desenho. Em caso de dúvidas, é só comparar o desenho aí em cima, com o último desenho dessa postagem (o andamento da releitura/estudo de Oddball).

Estojos complementares da Caranmo que vão junto, dentro da bolsa da Derwent
e o início dos lápis Faber Castell. Sim, eu tenho 2 de cada cor.
Outra coisa que veio com as aulas é que finalmente estou usando a minha bolsa da Derwent como ela merece... (Para quem não a conhece, é só clicar aqui). Antes ela acabava funcionando como arquivo de material (cabe 132 lápis/canetas/pincéis nela), mas agora esta completamente equipada com 2 caixas de Faber Castell comum de 48 cores (Linha Vermelha Escolar, não aquarelável), uma caixa de Giotto de 12 cores, uma caixa de 12 cores de Cretacolor Aqualith e mais 8 Lumographs graduados de H a 7B da Staedler... E os estojos soltos da Caranmo que você vê na foto tem mais uma caixa de 12 Aquareláveis da Caran D'Ache, e uns 16 Prismacolors Verithin comprados avulsos.

Esses estojos da Caranmo são de fato estojos pequenos para pincéis... Mas comprei alguns há uns anos e viciei. Eles são ótimos para guardar lápis de maneira temática. Tenho um com o básico de preto e branco para passeio, esse com os Verithin era o meu básico de lápis de cor para passeio... Fica bem seguro, compacto e cabe na bolsa sem problema (com a vantagem que você enxerga bem o que está disponível, odeio ter que ficar revirando estojo cheio em busca de lápis para pegar todos, menos aquele que você quer).

Continuação dos lápis de cor acima. Sim, eu tenho TOC para arrumar por tonalidades.
Não mostrei tudo aqui nas fotos mas acho que é de dar água na boca para quem gosta de lápis de cor não é mesmo? Eu coloquei uma "meta" de que só posso abrir a caixa dos Prismacolor Premier de 132 cores para desenhar quando eu conseguir acabar com esses 96 da Faber Castell -- em trabalhos, esteja bem dito (tacar fogo nesses e abrir a outra caixa não é uma opção).

A próxima vítima desse meu "desejo de reparação" deve ser o desenho da Coca-cola que eu comecei algumas vezes e não terminei nenhuma -- tem até como escolher que opção terminar. E enquanto isso, eu trabalho em aula com a releitura/estudo abaixo. Estou louca para ver terminado.

Estado do dito trabalho em 17/05/2015.
Só para dizer que eu não deixo mais a porosidade do papel aparecer tanto.

domingo, 26 de abril de 2015

Aquarela Malucona

Aqui em casa, toda vez que a gente ensina algo para a Lívia a gente diz que é "malucão" - o cachorro é malucão, a Galinha Pintadinha é malucona e ela quando apronta algo completamente doido está maluquecida... Mas tudo bem, que a Lívia tem 15 meses e é mesmo maluquecida na maior parte dos dias... Mas essa aquarela aí em cima é quase um trabalho de Lívia -- foi rabiscada no sketchbook na fase em que eu estava revoltada com a mulher das aquarelas feias (e ainda gosto mais do meu teste maluquecido do que as sérias dela), somente para testar uma aquarela que eu comprei na Daiso há algum tempo.



Eu só usei 3 cores (amarelo, vermelho e azul -- o amarelo acabou ficando verde porque eu estava com preguiça de montar a quantidade de potes de água necessária para a mistura, então as cores acabaram involuntariamente se misturando/sujando) e fiz apenas umas aguadas no sketchbook... Esperei secar e tentei tirar algum desenho dali, como a gente faz com padrões abstratos de azulejos e tijolos... E deu nisso.

Ok, não é nenhuma obra de arte -- talvez arte naquele sentido materno de "Que arte você aprontou, menina?" -- mas fez eu ter ficado com remorso de ter comprado só uma caixinha de aquarela. As cores são fortes, misturam bem e... E como na Daiso Japan tudo custa R$ 6,90, ainda eram 12 cores com pincel por essa bagatela.

Achados (e perdidos)! É assim que a gente costuma chamar essas situações.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Dez anos, em dez segundos...

Dizem que figurinha repetida não completa álbum... Mesmo assim, eu peço a você que me segue a licença de re-publicar um rabisco que está completando dez anos. Nem tão rabisco, porque esse foi feito em tamanho A3 e um valente grafite integral doou sua vida para conseguir esse fundo. Se ele está assim desfocado, é simplesmente porque na época da digitalização eu estava sem um scanner decente e o trabalho foi fotografado... Com a minha primeira máquina digital HP que tinha a maior resolução da época... Incríveis 3 MEGAPIXELS... Em tecnologia, mais do que em qualquer outra coisa, tudo fica ridiculamente ultrapassado tão rápido...

Nessa última semana, eu estava pesquisando para encontrar exemplos de mães que trabalhassem em casa -- sem empregada, e sem babá. Nada contra quem usa uma ou a outra (ou mesmo as duas). Mas eu queria escrever um artigo para o meu outro blog, no intuito de me convencer e motivar outras mães que... É possível... É possível ter uma criança em casa, produzir de casa, gerar renda de casa, e curtir uma vida mais completa. Eu só precisava de exemplos que me mostrassem o como (a parte na qual eu ainda estou tendo problemas). E nessas, encontrei justo o blog de uma ilustradora... A referência eu nem posso dar porque eu simplesmente achei o trabalho dela MEDONHO... Diria infantil, mas algumas pessoas poderiam dizer que eu não aprecio algo mais simples... Não é o caso. É que eu achei ruim mesmo, péssimo... Mas acho que as mais de 7200 pessoas que curtem a página dela no Facebook não acham. Nem as que deixam depoimentos dizendo que adoram as ilustrações delas. Nem as que movimentam a lojinha dela, na qual ela cobra R$ 320,00 por cada aquarela A4.

Sim, eu sei que arte é gosto. Sim, sei que arte tem que tocar algo dentro de você... E sim, eu vi o vestido apenas em branco e dourado (o que poderia indicar que eu tenho alguns problemas de visão mas...), mas não foi um caso só de opinião. Mostrei o site para amigos que também são designers... Choque. Mostrei para parte leiga da família e... a mesma reação.

Quando você vê algo assim tão fora da curva, tem duas escolhas: assumir que é algo que faz parte do desvio padrão -- uma exceção, não a regra -- ou começar a questionar todos os seus princípios e resoluções. Como a sensatez chegou aqui, pediu instruções e foi embora; é lógico que eu fiquei com a segunda opção... E a grande questão que ficou na minha cabeça foi:

ESTÁ ESPERANDO O QUE MULHER?

Veja... Esse blog se chama "SketchBlock"; uma brincadeira não sei se muito bem sucedida com "bloco/bloqueio". Ele foi todo construído na esperança de mostrar o trajeto de um ponto a outro, da completa inadequação visual até uma certa "felicidade com o resultado" que ainda não chegou... Se ele for bem sucedido, estará morto mas... Começo a me questionar -- antes tarde do que nunca -- o que estou esperando? Será que eu vou cruzar alguma linha por aqui e sentir "Ok, agora eu estou finalmente pronta para alçar voos mais altos"? Não sei... Porque há dez anos quando eu terminei esse desenho aí, eu achei que essa era uma das linhas... E nos últimos dez anos tenho pulado amarelinha para frente e para trás nessa linha. Acho que eu nunca estarei pronta, porque não existe lá... É uma questão de estar aqui, e fazer.

Como a ilustradora das ilustrações feias faz. Como tanta gente como ela, pior do que ela, melhor do que ela faz. Feio, bonito, em evolução, estagnado, como for... Mas fazendo.
Será que isso fez algum sentido para você?

segunda-feira, 16 de março de 2015

Nem sempre é o que parece.

Mais um estudo sobre os trabalhos realistas do Marcello Barenghi -- sempre em lápis de cor, enquanto o mocinho esperto utiliza várias técnicas ao mesmo tempo. Ou seja, reproduzir o desenho dessa forma é desafiante. O maior obstáculo? Tempo. Não estou acostumada a ficar tanto tempo em um trabalho. Estou no começo do segundo mês de aula e acabo de terminar meu segundo desenho. Para quem gosta de resolver tudo em uma sentada é... Frustrante na maior parte das vezes.

Acho que desenhos como esse são uma armadilha. Embora esteja plenamente ciente dos seus defeitos, aos olhos leigos ele é um trabalho muito legal... Dá satisfação de olhar, e aí que mora o perigo. Estudos sobre o trabalho alheio, ou fã arte em geral, constitui um território meio cinza para mim.

Se eu tivesse mais tempo para dedicar ao desenho e a pintura, talvez não em incomodasse tanto: esse seria um simples estudo no meio de uma produção autoral mais sólida... Mas não é assim. Quando tudo que eu consigo fazer é isso, fico pensando no que isso significa do ponto de vista "arte" -- não "Arte" com "A" maiúsculo, nem quero entrar nessa discussão -- mas arte como expressão artística: qual desenvolvimento posso ter se toda a "minha produção" for constituída de cópia do trabalho alheio?

No meu eterno debate sobre porque e para quê desenhar essa tem sido uma constante: a luta entre o que parece bom, e o que de fato é. Quero ser alguém que faz reproduções bonitas, ou aceito ser a pessoa que quebra a cabeça com alguns (muitos) trabalhos meia boca enquanto aprende a se expressar por conta própria?

Trabalho como esses são os trabalhos que fazem os outros olharem e admirarem. Mas embora eu também goste do resultado, me incomoda saber que eu não participei na escolha do tema, na escolha do olhar, não exercitei minha capacidade de observar, compor etc.

Eterno debate entre parecer bom... E ser de fato.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O que fazer com um lápis n.º2?

O lápis n.º2 que não foi ferido de morte durante a execução desse rascunho.

De volta ao mundo dos vivos por aqui, e começando de verdade o sketchbook em 2014... Afinal de contas, é apenas Maio.

Ainda estou aprendendo a lidar com o sketchbook da Tilibra: a folha é um pouco mais áspera do que eu estou acostumada, então os sombreados não saem tão acetinados quanto costumavam sair no sketchbook da Sterling que eu usei no ano passado.

Como eu havia dito em posts passados, felizmente agora eu aprendi a scanear meus desenhos à lápis... Mais precisamente, não é que eu aprendi -- é que antes eu utilizava o programa padrão do meu Scanner HP, e agora eu uso o VueScan em sua versão gratuita, e ele é muito mais inteligente para esse tipo de scaneamento.

Vítima (referência), arma (lápis)
e resultado do crime (rascunho).
Outra coisa que eu quis fazer por aqui, só de birra, foi fazer o desenho inteiro com um lápis n.º2 simples, desses escolares... Eu tive um professor de desenho há algum tempo atrás que tinha como missão pessoal desacreditar a qualidade dos produtos Faber Castell... E eu assumi a missão pessoal desacreditar essa baboseira dita por ele. Não só porque a Faber Castell tem linhas específicas (a vermelha é escolar, a azul é amadora e a verde é a profissional), mas porque tirando alguns casos extremos, a qualidade do produto está mais no artista do que na ferramenta utilizada.

Isso não significa que o meu desenho está uma obra prima... Muito pelo contrário, você pode ver em relação a referência mas... Se você quer aprender a desenhar de verdade, é muito pouco provável que você precise de algo mais que folhas de papel e um lápis... Qualquer lápis.

O rascunho que ilustra esse post:

Rascunho 08/365
Rascunho 08/365 em 2014... Ainda na esperança dos 365!
 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Mamilos pro Zuckerberg!

Feliz Saint Patrick's Day a todos! 

Como São Patrício expulsou as cobras de toda Irlanda, espero que ele possa pelo menos expulsar as minhocas da cabeça dessa que vos fala.

Estava pensando em deixar esse rabisco tosquinho sumir numa pilha de próximos a serem postados mas... Desde 11/03 ainda não consegui essa coisa supervalorizada de "próximos"... E como eu vou voltar agora com os meus rabiscos um pouco mais zelosos como do ano passado (vou deixar essa coisa de "Art Journaling" mais escondida até ganhar volume para o que há de ruim passar despercebido), é provavel que esse rabisco destoasse um pouco das próximas postagens.

Mas existe uma série de motivos para postar isso por aqui (daqueles motivos que provavelmente me deixam feliz, mas não fazem a mínima diferença para você querido leitor -- ou será que faz?):
  1.  Depois de anos de luta, consegui um software no Photoshop que faz com que o scanner "enxergue" direito desenhos a lápis... Aproveitei até para re-escanear alguns do ano passado que me deixavam muito descontente com o resultado.

  2. O bom de você ter sua própria plataforma, é que você põe aquilo que lhe apetece, diferente do que você poderia fazer no Facebook, por exemplo! Tome esses mamilos Mark Zuckerberg!

  3. Desenhei minha caneca predileta num dia... Quebrei a dita cuja no outro depois de 03 anos... Acho melhor tomar mais cuidado... Não com a caneca, mas com aquilo que desenho.
Bem, é isso!
Na próximo venho com notícias sobre os livros.

07/365
07/365 - Ainda nessa de tentar aprender o tal do "Art Journaling".

terça-feira, 11 de março de 2014

Livros para 2014!

Esses são os 10% que dão certo, rs.
Continuando o tema "2014 is full of CRAP" -- vamos explicar de onde vem tanto desenho tosco. A culpa de tudo são os livros, ou mais precisamente o livro "Artist's Journal Workshop" que terminei de ler no carnaval.

Basicamente, o livro é um tratado de porque e como você deveria manter um "Artist Journal" (poderia traduzir livremente como um Diário Artístico ou Diário do Artista).

Diferente de um sketchbook, cujo o objetivo normalmente é produzir arte e rascunhos com o objetivo ou de "se expressar" ou melhorar; no "Journal" ou "Diário" é apenas registrar o que acontece no dia a dia, da maneira que você quiser, testar materiais etc, etc.

Muito inspirador... Tanto que eu até decidi tentar como você pode ver nesse e no post anterior mas... Deus me livre! Uma coisa é você olhar imagens de vários artistas fazendo suas anotações e rascunhos... Outra coisa é você que ainda não consegue nem rabiscar muito, nem tem ideia do que dizer com imagens, tentando montar rabiscos...


Artist's Journal Workshop: Creating Your Life in Words and Pictures
Eu li a versão digital...
Mas esse é um livro que no futuro
eu gostaria de ter a versão impressa,
ele é muito bonito.
E quando chego a pensar na parte "compartilhamento" da minha proposta, a coisa fica mais complicada... Em um sketchbook na maioria das vezes já é vergonhoso abrir publicamente o que está fazendo... Nesse então, com partes pensadas para serem escritas... Fica um pouco mais complicado -- Acho que além de "mau desenho", estou sofrendo com autocensura no processo.

Tudo isso me faz ter certeza de uma coisa... Eu sou pragmática para tudo (embora caótica na execução). Dificilmente manter um caderno desse tipo, deixando o "o dia me inspirar" iria acrescentar algo a minha capacidade produtiva. Seria mais útil se eu aplicasse alguma lógica do tipo: "Às segundas eu desenho meu bebê", "Às terças eu desenho algo da minha cozinha" etc. Assim como no sketchbook eu tinha uma série de referências pré-selecionadas... Não funciona se eu decidir exatamente o que fazer (eu dou o cano) e não funciona ao estilo professora de primário ("Vamos fazer uma redação com tema livre" rs). Para as coisas funcionarem comigo, eu tenho que permitir escolhas -- mas dentro de um limite de escolhas pré-definidos! Coisa de doido... Mas acho que o segredo no final das contas é descobrir o que funciona para a gente já que não há fórmulas que funcionem igualmente para todas as pessoas.



Mas e os livros para 2014?

Baseada na inspiração do livro anterior, eu decidi montar uma lista de livros para repassar ao longo do ano. Tentei escolher os mais básicos possíveis dentre toda a minha biblioteca de desenho e pintura (olha que são muitos), porque esses falam de conceitos fundamentais... E cada vez mais tenho certeza que quando as coisas não vão da maneira que a gente quer (em qualquer assunto) o melhor é parar e se voltar para os princípios básicos... Sempre tem alguma coisa ignorada que, quando aprendida corretamente, faz uma grande diferença.

Seguem os escolhidos, em ordem alfabética por sobrenome do autor (muito ABNT da minha parte, rs) -- é claro que até o final do ano alterações são possíveis mas, vou tentar manter essa lista:

1.    BECCIA, C. Digital painting for the complete beginner. 1. ed. New York: Watson Guptill, 2012. 160 p.
2.    EDWARDS, B. Desenhando com o lado direito do cérebro. Tradução de Ricardo Silveira. 2. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000. 299 p.
3.    EDWARDS, B. Desenhando com o artista interior: um guia inspirador e prático para desenvolver seu potencial criativo. Tradução de Maria Cristina Guimarães Cupertino. 1. ed. São Paulo: Claridade, 2002. 248 p.
4.    GREGORY, D. The creative license: giving yourself permision to be the artist you truly are. 1. ed. New York: Hyperion, 2006. 198 p.
5.    HALLAWELL, P. À mão livre: a linguagem do desenho. 1. ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos, v. 1, 1994. 96 p.
6.    HALLAWELL, P. À mão livre 2: técnicas de desenho. 1. ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos, v. 2, 1996. 72 p.
7.    HODDINOTT, B. Desenho para Leigos. Tradução de Raphael Bonelli. 1. ed. Rio de Janeiro: Alta Books, 2010. 325 p.
8.    LOOMIS, A. Drawing heads and hands. 1. ed. London: Titan Books, 2011. 155 p.
9.    LOOMIS, A. Creative illustration. 1. ed. London: Titan Books, 2012. 300 p.
10. LOOMIS, A. Succesful drawing. 1. ed. London: Titan Books, 2012. 160 p.
11. LOOMIS, A. Figura drawing for all it's worth. 1. ed. London: Titan Books, 2013. 204 p.
12. LOOMIS, A. Fun with a pencil. 1. ed. London: Titan Books, 2013. 120 p.


E para acabar o post, os outros 90%:


06/365
06/365 - Eu digo que 90% de tudo é porcaria... Isso é 90%! rs

sábado, 8 de março de 2014

"Take What You Can When You Can"

Recomeçar, na quase totalidade das vezes, não é pegar o bastão onde você parou... E sim retornar a um duro e desgastante começo. 

Depois de praticamente 05 meses parada, em 20/02 eu comecei a rabiscar algumas coisa -- ainda não no meu sketchbook... Eu tinha um Moleskine Cahier parado por aqui há alguns anos, com a capa toda caracterizada para Fevereiro, e achei que era um bom timing para colocá-lo em uso (caso contrário só faria sentido em 2015)... Estou tentando fazer um "diário" desenhado... Escrevo algumas coisas, rabisco o que der na telha. Mas o resultado tem sido tão infantil e travado, digno de alguns anos atrás, que chega a desanimar.

Eu sei que com um bebê de 02 meses em casa que requer atenção total, eu não posso ser tão dura comigo mesmo -- "Take what you can, when you can" como diz o título.

Sei também que quando você estipula uma meta de quantidade (como os 365 rabiscos desse ano) não pode ficar tão crítica em relação a qualidade... 90% de tudo (talvez mais) é sempre lixo... Mas fico levemente feliz de poder dizer que 2014 começou de fato por aqui.

01/365 - Sereias... Eu tenho mania de desenhar sereias... Quem sabe um dia eu aprendo direito. 

02/365 - No ritmo da apuração da vencedora do Carnaval de São Paulo em 2014. Eu só fui acrescentando coisas e mais coisas... Sei lá no que deu.

03/365 - Sem comentários, um dia eu dou a referência desse desenho o tratamento que ela realmente merece.

04/365 - Estampas? Rabiscos? O que você vê aqui: é o que provavelmente é.

05/365 - Minhas considerações sobre um amargo retorno.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Tem dias que a coisa fica tão feia, que não vale comentar muito...

Esse é um daqueles desenhos para lembrar porque eu pratico -- porque quando eu quero fazer qualquer coisa de imaginação, ela normalmente não dá muito certo. Não tenho estilo algum. Gosto dos desenhas realistas, mas quando vou rabiscar sai esses cartuns tortos, que só Deus sabe porque eu insisto em finalizar em marcadores. Se essas Pitt Pens da Faber soubessem o destino delas, elas provavelmente teriam tentado fugir do seu destino de contrabando França-Brasil.

Acho que esse é um dos motivos que me dá tanta raiva quando as pessoas começam a discutir "que lápis você usou", "que caneta você usou?" -- é um questionamento tão besta. Quando você sabe o que está fazendo, pode ter resultados maravilhosos até com lápis de cor da Labra. Quando não sabe, nem Pitt Pen salva, conforme comprovado aqui.

Vale a recomendação da parte "editada" fora do desenho: estudar anatomia.

O rabisco (feio) que ilustra esse post...

Rascunho 057