sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Na nossa casa.

Na falta de umas bananas, maçãs e mangas para uma verdadeira "natureza morta" (sempre achei esse nome meio cretino), resolvi desenhar o cantinho da bagunça no quarto, onde está a minha amada LG Retrô. No entanto, a bagunça era muita, iria demorar um pouco então... o tema sofreu uma pequena edição e seus arredores foram deixados de lado... até comecei a desenhar a caixa de cosméticos sobre a penteadeira mas... Resolvi deixar para lá.

Eu vejo uma coisa dessas e me pergunto de daqui a alguns anos eu vou pensar nisso com uma certa nostalgia... Ou apenas com dó de mim porque essas linhas retas estão um tanto curvas (devo ter uma grande angular na retina, rs). A luz do quarto também não estava ajudando muito (tudo muito chapado, poucas sombras) e eu ainda não tenho peito de arriscar um "vamos sombrear como se estivéssemos a meia luz".

Ao longo desses últimos desenhos eu vejo que preciso é de uma lição de casa bem básica: tentar estabelecer os 10 tons do branco ao preto no lápis, e treinar algumas modelagens de esferas, cilindros etc. Talvez dessa forma, o sombreado dos rabiscos pare de sofrer um pouco.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 08
TV Style, na mesinha style da Tok Stok... No meio de um mar de Casas Bahia, rs. Assim é a vida.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Como você escolhe suas referências?

Esse sketch me fez pensar em uma coisa: como você escolhe o que vale a pena desenhar? Eu achava isso uma questão simples mas... Acho que não é. Meu método sempre foi colecionar vários recortes de revistas (quando eu digo vários, é váááários mesmo - atualmente são dois fichários A4 com mais de 100 páginas em cada), com imagens que eu realmente gostaria de ter feito, ou acho que tem potencial para serem desenhados (não tem luz chapada, não recortam muito a figura de um jeito que não fique a cabeça toda na foto, ou corte pontos estratégicos como braços e pernas). Eu sei que se formos falar sobre Direitos Autorais, isso está absolutamente errado, mas... Se formos falar sobre direitos autorais, eu também não posso ficar escrevendo letras de música nos meus diários, copiar músicas para o meu mp3 (pasme, isso ainda é proibido pela legislação brasileira) e nem posso dar aquele magnifico show no chuveiro para os vizinhos (embora essa última tenha outras razões para eu não fazer).

Nunca me incomodei muito com isso por que a questão da verossimilhança ainda é o motivo pelo qual eu pratico... Ou seja, por mais que eu saia por aí copiando, você - e provavelmente o autor da foto também - nem vai perceber da onde foi... O dia que eu começar a ser assim exata, começo a compor um desenho com várias referências e investir mais em outros tipos delas.

No entanto, não era essa a questão... Estava com pensamentos mais filosóficos sobre porque desenhar essa ou aquela referência. Veja bem, o meu tempo é limitado - e devo ficar feliz quando consigo sentar uma hora por dia e desenhar. Na melhor das contas (o ano de 2008 por exemplo) eu consigo no ano uma média de um rascunho a cada 03 dias então... Será que a melhor coisa para me dedicar nesse tempo limitado são fotografias aleatórias de modelos desconhecidas?

Começo a pensar que, dada a natureza perecível do meu tempo, talvez eu estivesse fazendo melhor negócio utilizando fotos da família e dos amigos para os meus estudos. Talvez as poses não fossem grande coisa, a iluminação menos mas... Possivelmente os desenhos significariam mais para mim com o passar dos anos.

O rabisco que ilustra esse post...
É um desses exemplos de "modelo aleatória". Aprendizados: sempre olhar a estrutura geral antes de começar a sombrear... Constatações: preciso de uma maneira prática para estudar olhos, fazê-los proporcionais e na mesma linha.

Rascunho 007 (Permissão para matar a modelo)
"Eu tenho esse sorriso torto, mas ainda assim sorrio para a vida"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Por quê? Por que não?

Ainda não reestabeleci a página de "propósito" desse blog, mas só para adiantar a função é documentar o desenvolvimento desse ano. Porque eu gosto de desenhar, tenho feito uma coisa ou outra ao longo dos anos mas... O máximo de "propósito" estabelecido para cada ano sempre foi "bata a marca numérica do ano anterior" - e nem isso tem funcionado muito ultimamente. Outra motivo, é acreditar que estou num ponto em que posso me desenvolver de maneira "autodidata", com o material de apoio correto. Não porque eu entenda tanto de desenho mas, porque eu entendo o suficiente sobre o desenho de soluções de aprendizagem: traçar objetivos, definir tarefas, determinar métodos avaliativos etc., etc.; e sinceramente tirando um caso ou outro, essa sempre foi uma das minhas maiores decepções nas escolas de desenho que frequentei.

Colocar um monte de gente que nunca teve um bloqueio na vida, que sempre desenhou independente da época, do horário, da idade para dar aulas para pessoas como eu não funciona. Eu sei que "a prática leva a perfeição", mas uma pessoa que desenha como "profissão" desde os 16, 17 anos não está apta a lidar com alguém que muitas vezes quer saber como pegar o papel e começar. Por que aquilo, por mais que ela ame e queira melhorar, não é a sua vida profissional (talvez fosse mais sincero dizer "não trás dinheiro"), não é feito por reconhecimento, e muitas vezes é realizado em um momento que de outro jeito seria da família. E ás vezes, lidar com o "Por que estou fazendo isso mesmo?" é o mais paralisante da história.

O rabisco que ilustra esse post...
Eu já estava fazendo alguns estudos de retratos, pensando em anatomia mas... De tanto pensar no porquê resolvi fazer algum desses desenhos que a gente faz porquê dá vontade - Mesmo quando não acrescenta nada ao seu aprendizado e expõe algumas das suas principais falhas.

Rascunho 06
"Sim, eu tô pelada e e eu sou laranja... E aí, vai encarar?"

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pretensão e água benta

Essa história de postar tudo o que faço ainda me mata... Dessa vez a questão é o desenho de duas coisas que eu não me dou muito bem: retratos masculinos e perfis, tudo no mesmo rabisco. Só me restava perguntar: quem mandou ser tão pretensiosa? Isso me levou a pensar o porquê desse bloqueio. Diferente do que muitas linhas de ensino tentam fazer crer, eu não acredito nessa história de "desenho por categoria"; por exemplo, "como desenhar cães", "como desenhar gatos", "como desenhar crianças" etc. E não acredito nisso por dois motivos.

O primeiro é que todo desenho, por mais tosco que esteja, é regido por alguns princípios universais: domínio da linha e do tom, espaços negativos, gradações, gradações reversas, luz, sombra etc. E esses princípios não mudam de acordo com o assunto do desenho. Seria o mesmo que dizer que a gravidade se aplica de maneira diferente dependendo do objeto.

O segundo, é mais uma esperança: se você precisasse de uma instrução específica para desenhar um determinado tema... Bem, para saber desenhar você iria precisar de muita instrução - afinal, os temas são quase infinitos. Isso não significa que eu não acredite que a especialização em um determinado tema não é necessária - muito pelo contrário. Eu, pessoalmente, embora admire diversos estilos de desenho e ilustração, tenho que admitir: eu gosto de desenho de figura humana realista mas... Fico com medo dessa mentalidade do "eu não sei desenhar animais"... Isso não existe.

No meu caso, a pretensão de tentar desenhar um tema que eu ainda não domino me deixa claro mais que eu tenho determinados vícios na figura humana (que deixam todos os meus meninos com cara de menina), do que uma inaptidão nata para desenhar o tema. Desenho, felizmente, não é como música: a sua falta de habilidade em determinado tema não o impede de tentar arriscá-lo.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 05
Ainda sem possibilidade de desenhar homens, e ainda mais de perfil.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

De volta... Com um sorriso...


Poucas coisas acabam tanto com a minha paciência como migrar servidores! Espero que desse vez seja a última e estamos de volta ao Blogger. Eu amo o Wordpress mas... Existe uma hora na vida de todo profissional de comunicação que ele tem que decidir se é desenvolvedor de conteúdo ou é desenvolvedor web; e embora consertar um ou outro erro no PHP e no HTML não seja algo que me assuste, também não é algo que me dê tesão. Assim como toda administração de memória, configuração de hospedagem e mais importante... O pagamento de U$ 40,00 mensais para manutenção do meu servidor virtual. Simplesmente não tenho paciência, quando quiser brincar de desenvolvedora, eu faço isso no dia a dia de trabalho que já está bom...

Pelo menos agora podemos voltar a nossa programação normal...
Isso significa dizer como andam as "promessas" para 2013. A ideia de planilhar os vídeos do DTO e me comprometer com uma cota diária foi boa - a cota diária é que foi MUITO otimista. A minha métrica incial foi marcar até uma hora por dia em vídeos já que a maioria dos passos iniciais tem até essa duração... Mas foi muita coisa. Para Fevereiro, a ideia é pensar no próximo planilhamento com no máximo 20 minutos de vídeo por dia... Mais tempo para absorver as coisas.

Palmas para os Pomodoros.
Já a ideia de desenhar pelo menos 01 pomodoro (ou 25 minutos) por dia tem sido boa. Percebi que o principal problema é mesmo sentar e começar. Mas uma vez que eu paro para fazer isso, eu chego facilmente a uma hora no desenho. Tem sido bom, pois estou realmente enferrujada e esse tempo não representa muito desenvolvimento - até agora não consegui ter aquele sensação "Ok, acabei!". Quem sabe em breve eu chego lá.

E esse é o rabisco que ilustra esse post...
Foi feito um pouco por dia, entre 07 e 08/01 e levou aproximadamente 01 hora.
Eu já estava cansada de fazer coisas preto e branco, então resolvi arriscar algo em cores e de imaginação.
Deu essa mulher de sorriso meio falso... Acho que ela também andou esperando a propagação de DNS desse site.
Maior em:  http://www.flickr.com/photos/prixdekanun/8362248529/in/photostream/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Indo além...

Rascunho 03
Passei um pouco mais de tempo nesse, mas consegui terminar uma área bem menor da folha (publicando apenas o detalhe). No entanto, vou caminhando para nivelar melhor a passagem de tons (ainda um pouco distante do meu jogo, rs). 75 minutos - em 05/01/2013. Lápis HB e 2B no sketchbook A4.
Estou pensando em publicar alguma coisa no blog há mais de uma semana... Mas eu não tinha nenhuma novidade para contar: agora tenho, mas é de ordem técnica. Hoje, depois de uma série de problemas com a hospedagem atual (que resolve falhar na minha conta pessoal mais barata, mas não falha com a conta empresaria mais cara - interessante, não é mesmo?), resolvi tomar uma atitude radical: e voltar para o Blogger. 

Por enquanto, o endereço de acesso do blog será:

A partir da semana que vem, o acesso poderá ser feito regularmente pelo www.sketchblock.com.br (mas você irá cair nesse blog).

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Suas marcas no papel.


Sexta-feira foi o dia do vídeo sobre "Marcas no Papel". Um pouco de teoria sobre como podemos desenhar com linha e com tom (acabei me lembrando de como o assunto é tratado no livro do Andrew Loomis, e que se o PDF não estivesse tão ruim, até colocava por aqui), e da importância de garantir que seu desenho tenha a presença de três tons chave (um claro, um médio e um escuro) para ajudar na tridimensionalidade - e como você pode compor o lugar que a pessoa vai olhar primeiro no desenho com isso.

Adoro essa parte, porque quando a gente está começando (infelizmente os meus desenhos só parecem toscos de quem está começando, mas estou longe disso) a tendência é sempre fazer um cinza chapado geral - que deixa as coisas completamente... Chapadas (com o perdão da repetição). Acho que é isso que me incomoda também em muitos artistas de retrato da rua: aquele sombreado todo igualzinho, esfumado com algodão...

Fica de lição de casa: preparar alguns exercícios para mim mesma praticar uma linha que apresente três tons (não essa coisa toda igual que eu faço) e alguns exercícios de sombreado (para retreinar a mão).

O rabisco que ilustra esse post...

É o desenho de sexta-feira passada. Ainda tenho uma meta (nada gravado em pedra) de tentar desenhar e postar um comentário sobre o desenho no mesmo dia - ainda não deu, como você pode ver, estou um pouco atrasada.


Rascunho 02
Consegui gastar um pouquinho mais de tempo nesse desenho, então consegui ir um pouco mais longe na aplicação de tons. Mesmo assim, ainda estou "fora do meu jogo". Tanto para o desenho anterior quanto para esse, a vontade mesmo é tentar refaze-los, um pouco mais finalizado, em cores.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Bem-vindo 2013.

Mais um ano que começa, mais 365 possibilidades de melhorar... Ok, não necessariamente 365 - já estamos em 04 de janeiro, e sobram apenas 361, rs - mesmo assim a conta parece boa. Tive 15 dias de férias nesse final de ano e, durante a primeira semana eu pensei bastante na questão de desenhar. Especialmente em uma coisa: quando eu preciso esclarecer minhas ideias, eu escrevo - eu não desenho. Com certeza eu já passei muito mais tempo escrevendo sobre o porque eu tenho que desenhar, ou como fazer para desenhar melhor, do que realmente desenhando mas... A esperança é a última que morre e 2013 está parecendo um ano muito esperançoso para todo mundo (isso me dá um certo medo mas, isso é história para outro post e outro blog).

Ontem eu finalmente consegui finalizar meu plano de "metas" para 2013 (inicialmente, aquela lista de coisas que você faz para saber o que não fez durante o ano). Por mais que a desse ano esteja bem realista (e bem dividida entre o que são metas, compromissos e hábitos a serem criados) prefiro encarar o ano com cautela, então no que se refere a desenho eu detalhei algumas coisas que são parte ambiciosas, parte o mínimo necessário e que eu sei que além de executável (com alguma força de vontade), realmente podem representar uma melhora significativa para 2013.

Então vamos lá.

Decisão: Adotar o DTO (Drawing Tutorials Online) como curso de 2013 – estabelecer um programa de estudo diário, mensalmente, para aprofundamento em desenho de figura humana.

Para quem não conhece, eu sou associada (há quase 05 anos, foi chocante tomar conhecimento disso) do site "Drawing Tutorials Online", ou DTO (http://www.drawing-tutorials-online.com/). Para quem sabe inglês, esse site é uma mão na roda: é incrível ver a quantidade (e qualidade) do material disponível por apenas 19 dólares por mês - como eu sou uma associada antiga, o meu ainda sai por 9 dólares.  O site tem uma abordagem bem tradicional sobre desenho, e foca principalmente em figura humana (amo) e em desenho realista (amo²). Além da qualidade do desenho do professor do site, gosto bastante da abordagem e da estrutura criada para o aprendizado - diferente daquela coisa bem nacional de fazer "Como desenhar gatos", "como desenhar cachorros" etc., que fazem você acreditar que existe alguma lei intrinsecamente diferente para cada tipo de desenho. Depois da minha decepção com a escola/curso presencial escolhida para o ano passado (que eu deixei de ir simplesmente pelo desânimo - embora eu posso jurar em outras ocasiões que foi pelo excesso de trabalho), acho que adotar uma prática autodidata regular vai me deixar um pouco mais feliz - especialmente enquanto eu decido pra onde isso vai me levar.

Decidi levar a coisa com calma, e fiz um plano de estudo diário, mapeando apenas uma pequena área do site nesse mês. Se tudo correr bem, repito o procedimento com outra área no seguinte. Caso contrário, a gente reorganiza dentro do que for possível. O foco desse mês está nos fundamentos básicos: tons, espaços negativos, composição etc. Se você ainda não conhece o DTO, aqui vai uma palhinha:


Hábito: 01 Pomodoro de prática diária (equivale a um curso de 150 horas – uma Quanta sem férias).

Pomodoro é uma unidade de tempo equivalente a 25 minutos (mais detalhes aqui). O recomendado no DTO é pelo menos 10 minutos, o que, embora seja bem mais executável (quem não consegue, sinceramente, não dedicar 10 minutos a algo se não quiser?) na minha atual circunstância (total sedentarismo visual/coordenativo) não serve muito.  O desenho do final do post levou cerca de 30 minutos para  chegar nesse ponto... Quando antigamente isso levaria uns 10 minutos. Ou seja, hoje em dia se eu me comprometer apenas com 10 minutos, não vou ter muito mais do que linhas guias para mostrar. Além disso, como eu fiz as contas aí em cima, desenhar 25 minutos por dia durante todo ano, equivale a fazer um curso de 150 hora no ano - que é mais do que eu tenho conseguido fazer há muito tempo.

Meta: Acabar com 10 sketchbooks no ano (valem os já iniciados e abandonados).

Não sei se entrei nesses detalhes no post sobre sketchbooks mas... Eu tenho um problema: eu acredito em sketchbooks mágicos. É triste, mas funciona assim: Você está num sedentarismo visual daqueles, não desenha nem bolinhas enquanto fala no telefone... E aí começa a acreditar que o problema não é você mas... Seu sketchbook que não te inspira. Se você tivesse o sketchbook correto, aí sim... Sairia desenhando por todos os lados: no metrô, no ônibus, reuniões... Qualquer minutinho parado se tornaria o momento perfeito para virar Van Gogh. Quando eu tenho esses "momentos brilhantes", eu costumo correr para a Universitária ou a Casa do Artista atrás de um sketchbook novo, inspirador e que fique dentro do orçamento (não importa os mais de 30 em branco, em casa, na fila). Aí eu compro um novo skethbook, desenho em 01, 02 folhas e... o dito perde "a mágica". Como Van Gogh, sobra só a vontade de cortar a orelha. Quando eu fiz as contas do porque 10 sketchbooks é um número executável em 2013 eu tive um momento de "Vamos até a Universitária e comprar 10 sketchbooks, numerar todos de 01 a 10 e começar tudo de novo". A Priscilla sensata entrou em cena, deu uns tapas na cara da Priscilla estérica e a coisa acabou assim: sketchbook principal de 2012, que ainda tinha umas 60 folhas para acabar ganhou uma impressão de Mucha em uma folha pra marcar a entrada de 2013, plano de estudo de janeiro no verso e vamos em frente... E quando esse acabar, escolho um dentre a meia dúzia que já foi começado para seguir em frente. Não está na meta mas vale dizer que: SEM SKETCHBOOKS NOVOS EM 2013.

Meta: Enviar um desenho por semana para a crítica no site (52 desenhos até o final do ano).

Mais uma vez, voltando ao DTO - e ao fato de que eu quero bater em mim mesma quando lembro que estou no site há 05 anos - uma das coisas mais interessantes no site é o fato dele oferecer críticas semanais ao seus trabalhos. Toda semana o professor olha os desenhos publicados na galeria para críticas (preferencialmente você deve enviar a referência também para ele ter alguma comparação) e ele publica um vídeo semanal, com a análise de todos os trabalhos. Até hoje eu ainda não utilizei isso - simplesmente porque eu tenho uma tendência a achar que eu sei quando meu trabalho está bom ou não (normalmente não está)... Mas talvez seja interessante utilizar isso em 2013 para:

  • Criar o hábito de me reportar a alguém.
  • Ter feedback regular mais aprofundado do que "está bom", "está ruim".
  • Parar de mimimi e mostrar meu "trabalho" para alguém que pode realmente oferecer dicas construtivas.

Ok, é isso! Essa são as minhas ideias sobre desenho em 2013.

Nada muito "life changing", mas eu acho que dado onde estou atualmente, isso acrescenta muito ao meu desempenho atual. Para dar um pontapé inicial ao ano, segue abaixo o primeiro desenho fruto do Pomodoro diário. Nada lá essas coisas - acredite em mim quando eu digo que eu sei todos os problemas que há com ele mas... Tanto faz não é mesmo? A gente faz isso para se divertir mesmo!

Rascunho 01

domingo, 2 de dezembro de 2012

Aprenda o que quiser...

Meu computador principal (desktop) pifou, e estou sem acesso ao meu scanner. Por conta disso, os olhos de vocês estão sendo poupados das grandes belezas que tenho rabiscado por aí... Agradeça ao santo do suporte de computadores, e ao meu namorido que ainda está montando, segundo ele, o computador mais fodástico que eu já tive... Mas como eu disse, ele está montando... E só o santo do suporte de computadores sabe quando ele vai terminar (agradeço de coração amor mas... tenho que jogar o nabo para alguém, rs).

Até instalei o scanner no meu netbook mas... A fiação necessária desanima, especialmente quando eu vejo o que tenho para escanear. Tem sido uma questão interessante decidir se o objetivo principal de um blog chamado sketchblock é publicar os meus rabiscos... Na verdade, o principal objetivo desse blog deveria ser ajudar pessoas como eu - e a mim mesma no processo - de parar de pensar em desenhar e realmente rabiscar o papel.

Como descobrir o que é preciso saber?
Por conta dessas coincidências da vida, li há alguns dias um post no blog Zen Habits sobre como aprender qualquer coisa. Ele trás uma entrevista feita pelo autor do blog (Leo Babauta) com o autor Tim Ferris, do livro "The 4 hour work week" e agora "The 4 hour chef". Tim Ferris, para quem não conhece, é perito em aprender coisas novas e difíceis com um método bem "peculiar". Se você estiver interessado em conhecer um pouco mais sobre a sua história, eu recomendo os vídeos a seguir:

Tim Ferriss: Esmague o medo e aprenda o que quiser (16m21s)

Tim Ferris on Learning (40m24s)


Se você for uma pessoa valente e encarar essa hora com Tim Ferris, verá que boa parte dos seus segredos para aprender qualquer coisa estão baseados na escolha de um bom método e na prática consciente - não apenas praticar por praticar, esperando que isso dê algum resultado. Fiquei um bom tempo pensando se existe uma prática "rápida e eficiente" para desenho. Afinal de coisas, são centenas de livros sobre o aprendizado de desenho - não é possível que nenhum deles tivesse um método correto.

E então eu me lembrei que existe sim um livro de desenho que oferece uma melhora significativa em um prazo recorde, muito vendido e que quase todo mundo conhece:

Desenhando com o lado direito
do cérebro, por Betty Edwards.
Se você já conhece o livro acima, pode estar torcendo um pouco o nariz agora. Algumas críticas comuns ao método proposto pela Betty Edwards nesse livro que já tem décadas de publicação são:

  • A semelhança entre os desenhos "com o lado direito do cérebro", independente do artista.

  • A validade do método para o desenho de observação mas não ajudar muito no desenho de imaginação.

Uma questão do olhar...
Não tenho pego o livro da Betty Edwards na estante para estudo há um bom tempo (não aguento mais desenhar o Stravinsky que o Picasso desenhou de cabeça para baixo), mas existe uma correlação direta entre o seu método e o tipo de abordagem de aprendizagem que o Tim Ferris utiliza.

  1. Seu objetivo não é fazer de você um exímio desenhista - mas mostrar que todo mundo é capaz de desenhar bem, em um tempo curto, com a instrução adequada. Em muitos casos, mostrar que a pessoa é capaz de pular de um homem palito torto para um desenho realista bem acabado em menos de uma semana, é o empurrão suficiente que a pessoa precisa para procurar instrução e treinamento adequado.

  2. Seu  livro oferece um método claro e passo a passo que pode ser seguido - uma prática orientada. Uma coisa é fazer o que muitos livros e instrutores de desenho fazem e sugerir que você deve desenhar bastante para compreender o desenho - outra bem diferente é seguir o método do livro, e ser orientado trabalho a trabalho específico.

  3. O livro deixa claro que desenho não está relacionado a nenhuma habilidade manual específica, talento nato ou material utilizado mas, à capacidade de olhar, estabelecer relações, comparar... Com paciência, calma, e método, qualquer desenho de observação se torna executável.

Para quem não conhece, Betty Edwards sempre merece uma visita.

Para quem conhece, fica a pergunta: como elaborar um projeto de prática orientada para desenho, diferente do método da Edwards. Será que livro após livro de desenho está realmente correto e a melhor sequência de aprendizado é aquela proposta nos livros? Como transformar dicas como "você deve desenhar mais do real" em algo executável  e que possa ser analisado de maneira que você melhore o seu desenho? Vou continuar pensando a respeito.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Perfeitamente imperfeito.

Há menos de duas semanas, comprei algo que eu queria comprar há muito tempo: uma caixa de lápis de cor de 132 cores da Prismacolor (considerada uma das melhores marcas de lápis de cor). Eu adoro lápis de cor; por mim, esqueceria esse negócio de tintas (aquarelas, guaches, acrílicas etc.) e ficaria apenas com lápis de cor: permite o mesmo nível de realismo de diversas técnicas, mas com muito mais controle que a maioria dessas tintas.

É claro que, como uma caixa de lápis de cor fica olhando com cara de "me use", acabei cedendo: montei tabela de cores no meu sketchbook, fiquei chocada com a quantidade de azuis, verdes e amarelos/cores de terra disponíveis. Mas ainda estou ensaiando um trabalho mais ambicioso com lápis de cor. Enquanto essa fixação em manter os materiais caros sem uso não se resolve, me diverti um pouco no feriado com uma boa velha esferográfica. Com a quantidade de canetas esperando em uma fila de 50 canetas, dá para desenvolver a técnica até ficar com a qualidade desse cara... Mas por enquanto, está perfeito imperfeito desse jeito - contanto que seja feito.

Rascunho 32
Tentei fazer um retrato com esferográfica - aproveitando a deixa do material, essa foi feita com uma kilométrica preta de 33 centavos, que eu comprei em uma caixa de 50. A gente acumula tanta coisa "legal e sensacional" e no final das contas fazer algo, com qualquer material que seja, ainda é mais importante.
Rascunho 33
Aqui eu só estava brincando com rascunhos bem fraquinhos mesmo... Mas decidi colocar alguma cor, porque eu ainda amo aqueles sketchbooks extremamente agrupados, em que as imagens parecem que saem de uma para outra... Ainda não está lá do jeito que eu esperava.