quinta-feira, 30 de abril de 2015

"Até tu Brutus?" - Um desafio encantado.

Nota especial: livros de colorir para adultos... Gourmetização do sketchbook -- essa é a minha opinião. A pessoa quer ter uma experiência "artística" e escolhe uma experiência pré-programada para expressar seu lado artístico ou... Simplesmente liberar o stress. 

Isso posto, eu devo dizer... "Até tu Brutus?" Sim... Até mim. Mas é por uma boa causa... Ou boba causa, mas não importa. Os meus colegas de Pintura em Lápis de cor decidiram escolher cada um uma imagem do bendito livro para pintar de verdade... Como disse um colega "porque colorir não é pintar". Eu escolhi a corujinha acima... Recebi minha xerox, escaneei e agora tenho o traço aplicado no Bristol da Canson (na verdade é um Opaline mais profissional) e um traço mais claro em um Mi-Teintes (também da Canson) de cor creme.

Vou fazer duas tentativas: no Bristol vou pintar com a caixa nova de Mapeds (resenha em breve). No Mi-Teintes vou pintar com os lápis que eu tradicionalmente uso na aula... E tentar aplicar mais modelagem. Vamos ver no que dá...

(Disse a mãe que ficou com seu desenho das bolinhas parado por uma semana sem conseguir seguir em frente... Otimismo e falta de noção tem pra dar e vender).

domingo, 26 de abril de 2015

Aquarela Malucona

Aqui em casa, toda vez que a gente ensina algo para a Lívia a gente diz que é "malucão" - o cachorro é malucão, a Galinha Pintadinha é malucona e ela quando apronta algo completamente doido está maluquecida... Mas tudo bem, que a Lívia tem 15 meses e é mesmo maluquecida na maior parte dos dias... Mas essa aquarela aí em cima é quase um trabalho de Lívia -- foi rabiscada no sketchbook na fase em que eu estava revoltada com a mulher das aquarelas feias (e ainda gosto mais do meu teste maluquecido do que as sérias dela), somente para testar uma aquarela que eu comprei na Daiso há algum tempo.



Eu só usei 3 cores (amarelo, vermelho e azul -- o amarelo acabou ficando verde porque eu estava com preguiça de montar a quantidade de potes de água necessária para a mistura, então as cores acabaram involuntariamente se misturando/sujando) e fiz apenas umas aguadas no sketchbook... Esperei secar e tentei tirar algum desenho dali, como a gente faz com padrões abstratos de azulejos e tijolos... E deu nisso.

Ok, não é nenhuma obra de arte -- talvez arte naquele sentido materno de "Que arte você aprontou, menina?" -- mas fez eu ter ficado com remorso de ter comprado só uma caixinha de aquarela. As cores são fortes, misturam bem e... E como na Daiso Japan tudo custa R$ 6,90, ainda eram 12 cores com pincel por essa bagatela.

Achados (e perdidos)! É assim que a gente costuma chamar essas situações.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

De volta do mundo da Dengue

Só para não parecer que eu sumi de vez, estou retornando -- quase que oficialmente -- do mundo da dengue. É, aqui em casa, felizmente, só eu fui premiada. A versão até que foi mais branda -- sem tanta dor, apenas muita febre, mas foi suficiente para me colocar fora de órbita por mais de uma semana.
Ainda não sei ao certo que ônibus me acertou, esqueci de anotar a placa, então estou retomando as minhas atividades aos poucos.
Essa foto, por exemplo, é uma espiadinha no que eu estou trabalhando em sala de aula, depois da garrafa de coca-cola (que ainda precisa ser finalizada). Hoje depois da aula acabei dando um pulinho na Universitária e comprei papel bom para os próximos 02 meses de aula (Mi-Teintes, folhas A2 brancas que precisam ser transformadas em A4). Então não quero ficar tanto tempo em um desenho... Quero ver se ganho velocidade agora.

sábado, 11 de abril de 2015

Sempre em frente...

Always, Coca-cola!
Mais um trabalho em andamento... Dessa vez não estou ficando muito contente com o resultado -- especialmente por essa ser a segunda tentativa. Dessa vez estou indo em um papel mais adequado para lápis de cor (o C-Grain da Canson, bem liso, normalmente pra aquarela). Na primeira tentativa tentei com o offset e o resultado foi ainda mais desastroso.

Tenho um outro em um princípio de andamento, mas vou continuá-lo em aula a partir de quinta-feira. Fiquei de terminar esse em casa durante a semana, assim eu desapego e passo para outro.

Ainda muito chocada com o quanto eu demoro pra fazer um trabalho desses -- que não está nem perto da qualidade dos meus colegas de sala.

Eu sei que para esse tipo de coisa eu deveria ter mais calma, ser mais comedida etc. Mas eu sou apressada -- para não dizer matona -- então acabo correndo mesmo... Depois fico triste com o resultado.

Acho que seria melhor reservar uma meia hora todo dia para ficar alisando desenhos como esse -- e começar a acalmar a mente com o quanto demora.


segunda-feira, 30 de março de 2015

Dez anos, em dez segundos...

Dizem que figurinha repetida não completa álbum... Mesmo assim, eu peço a você que me segue a licença de re-publicar um rabisco que está completando dez anos. Nem tão rabisco, porque esse foi feito em tamanho A3 e um valente grafite integral doou sua vida para conseguir esse fundo. Se ele está assim desfocado, é simplesmente porque na época da digitalização eu estava sem um scanner decente e o trabalho foi fotografado... Com a minha primeira máquina digital HP que tinha a maior resolução da época... Incríveis 3 MEGAPIXELS... Em tecnologia, mais do que em qualquer outra coisa, tudo fica ridiculamente ultrapassado tão rápido...

Nessa última semana, eu estava pesquisando para encontrar exemplos de mães que trabalhassem em casa -- sem empregada, e sem babá. Nada contra quem usa uma ou a outra (ou mesmo as duas). Mas eu queria escrever um artigo para o meu outro blog, no intuito de me convencer e motivar outras mães que... É possível... É possível ter uma criança em casa, produzir de casa, gerar renda de casa, e curtir uma vida mais completa. Eu só precisava de exemplos que me mostrassem o como (a parte na qual eu ainda estou tendo problemas). E nessas, encontrei justo o blog de uma ilustradora... A referência eu nem posso dar porque eu simplesmente achei o trabalho dela MEDONHO... Diria infantil, mas algumas pessoas poderiam dizer que eu não aprecio algo mais simples... Não é o caso. É que eu achei ruim mesmo, péssimo... Mas acho que as mais de 7200 pessoas que curtem a página dela no Facebook não acham. Nem as que deixam depoimentos dizendo que adoram as ilustrações delas. Nem as que movimentam a lojinha dela, na qual ela cobra R$ 320,00 por cada aquarela A4.

Sim, eu sei que arte é gosto. Sim, sei que arte tem que tocar algo dentro de você... E sim, eu vi o vestido apenas em branco e dourado (o que poderia indicar que eu tenho alguns problemas de visão mas...), mas não foi um caso só de opinião. Mostrei o site para amigos que também são designers... Choque. Mostrei para parte leiga da família e... a mesma reação.

Quando você vê algo assim tão fora da curva, tem duas escolhas: assumir que é algo que faz parte do desvio padrão -- uma exceção, não a regra -- ou começar a questionar todos os seus princípios e resoluções. Como a sensatez chegou aqui, pediu instruções e foi embora; é lógico que eu fiquei com a segunda opção... E a grande questão que ficou na minha cabeça foi:

ESTÁ ESPERANDO O QUE MULHER?

Veja... Esse blog se chama "SketchBlock"; uma brincadeira não sei se muito bem sucedida com "bloco/bloqueio". Ele foi todo construído na esperança de mostrar o trajeto de um ponto a outro, da completa inadequação visual até uma certa "felicidade com o resultado" que ainda não chegou... Se ele for bem sucedido, estará morto mas... Começo a me questionar -- antes tarde do que nunca -- o que estou esperando? Será que eu vou cruzar alguma linha por aqui e sentir "Ok, agora eu estou finalmente pronta para alçar voos mais altos"? Não sei... Porque há dez anos quando eu terminei esse desenho aí, eu achei que essa era uma das linhas... E nos últimos dez anos tenho pulado amarelinha para frente e para trás nessa linha. Acho que eu nunca estarei pronta, porque não existe lá... É uma questão de estar aqui, e fazer.

Como a ilustradora das ilustrações feias faz. Como tanta gente como ela, pior do que ela, melhor do que ela faz. Feio, bonito, em evolução, estagnado, como for... Mas fazendo.
Será que isso fez algum sentido para você?

segunda-feira, 16 de março de 2015

Nem sempre é o que parece.

Mais um estudo sobre os trabalhos realistas do Marcello Barenghi -- sempre em lápis de cor, enquanto o mocinho esperto utiliza várias técnicas ao mesmo tempo. Ou seja, reproduzir o desenho dessa forma é desafiante. O maior obstáculo? Tempo. Não estou acostumada a ficar tanto tempo em um trabalho. Estou no começo do segundo mês de aula e acabo de terminar meu segundo desenho. Para quem gosta de resolver tudo em uma sentada é... Frustrante na maior parte das vezes.

Acho que desenhos como esse são uma armadilha. Embora esteja plenamente ciente dos seus defeitos, aos olhos leigos ele é um trabalho muito legal... Dá satisfação de olhar, e aí que mora o perigo. Estudos sobre o trabalho alheio, ou fã arte em geral, constitui um território meio cinza para mim.

Se eu tivesse mais tempo para dedicar ao desenho e a pintura, talvez não em incomodasse tanto: esse seria um simples estudo no meio de uma produção autoral mais sólida... Mas não é assim. Quando tudo que eu consigo fazer é isso, fico pensando no que isso significa do ponto de vista "arte" -- não "Arte" com "A" maiúsculo, nem quero entrar nessa discussão -- mas arte como expressão artística: qual desenvolvimento posso ter se toda a "minha produção" for constituída de cópia do trabalho alheio?

No meu eterno debate sobre porque e para quê desenhar essa tem sido uma constante: a luta entre o que parece bom, e o que de fato é. Quero ser alguém que faz reproduções bonitas, ou aceito ser a pessoa que quebra a cabeça com alguns (muitos) trabalhos meia boca enquanto aprende a se expressar por conta própria?

Trabalho como esses são os trabalhos que fazem os outros olharem e admirarem. Mas embora eu também goste do resultado, me incomoda saber que eu não participei na escolha do tema, na escolha do olhar, não exercitei minha capacidade de observar, compor etc.

Eterno debate entre parecer bom... E ser de fato.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

WIP (Work in Progress) - Se cuida Barenghi!! rs

Ainda falta muito cinza para terminar, mas está em andamento. Esse é o meu primeiro trabalho durante as aulas de Pintura em Lápis de Cor, que eu estou fazendo na ÁreaE com o professor Mario Freire.

Estou assumindo o meu lado que gosta de desenhos e pinturas realistas... Mas pintar com lápis de cor uma ilustração que foi feita com marcadores, lápis, guache branco etc., é um sofrimento, mas tudo bem.

Na última aula eu já comecei uma garrafa de ketchup, vamos ver no que dá.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sempre mais do mesmo...

Recentemente eu decidi parar de mentir para mim... Não adianta ficar enchendo o Sketchbook de rabiscos (uma amiga gosta de brincar que são "artes naïve", rs) e achar que estou fazendo alguma coisa... Mesmo com toda tortura e necessidade de aprimoramento que a coisa precisa, eu gosto mesmo de arte figurativa, de realismo, de hiper realismo... Se eu chego lá ou não, é outra questão mas... Não vou ficar entretendo coisas tão fora do meu padrão para tentar despertar a minha criatividade.

Recentemente eu publiquei um link na página do Facebook (http://www.studentartguide.com/articles/art-sketchbook-ideas) só para relembrar que sketchbooks vem em todos os formatos e com todos os tipos de conteúdo. Estou me dando ao direito, então, de ser um pouco mais metódica sem muito peso na consciência.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Iluminuras

A definição é um pouco demais mas, eu gosto de colocar uma imagem para marcar a passagem de anos no sketchbook -- é claro que idealmente o sketchbook não deveria conhecer o termo "passagem de ano", mas aí já é uma outra questão.

Normalmente eu escolho uma imagem de algum artista que eu gosto e preparo uma impressão pra colar ali mas... Esse ano, em homenagem a aula de lápis de cor que eu começo a fazer na quinta-feira (fica para um próximo post), eu decidi fazer à mão em lápis de cor.

Por enquanto, mesma preocupação do ano passado -- não passar mais de um dia em cada rabisco... Então sem sombreados trabalhados ou cores mais uniformes -- fica para o dia que eu puder começar mais cedo e terminar mais tarde.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Novo Sketchbook Tilibra Academie

Modelo Antigo do Tilibra Academie
Preço médio: R$ 35,00.
Os rabiscos em si podem não sair mas, para o bem ou para o mal, os cadernos que pretendem carregá-los não param de entrar... Como a atual circunstância não permite a entrada de modelos caros, eu não posso deixar de testar quando modelos mais em conta entram no nosso tão escasso mercado nacional.

O modelo que você vê no início da postagem é exemplo de uma das opções nacionais, produzidas por uma grande marca já há alguns anos (Tilibra). Ele conta com 70 páginas de gramatura média e leve textura, em uma cor off-white (levemente creme). Como eu sou meio viciada em colecionar cadernos do tipo, tenho alguns em branco das duas opções - a menor (mais próxima do formato A4) e a maior (mais próxima do formato A3). Mas ser uma das primeiras entusiastas (ou como eles diriam no marketing, "early adopter") tem o seu custo -- grande parte do meu estoque não tem folhas "acid free", ou seja, não está preparado para o teste do tempo: irão amarelar. Já as versões mais recentes contam pelo menos com o selo de "acid free".

Como eu já comentei por aqui algumas vezes, eu não me dei 100% bem com esse sketchbook -- apesar da gramatura e textura da folha, eu encontrei mais dificuldade em criar destaques e sombras do que eu previa. Além disso, nenhuma das imagens scaneadas ficou muito como eu gostaria. Tirando esses detalhes, é um sketchbook de respeito: bom tamanho, bom acabamento e um preço condizente.

E o que podemos encontrar no novo modelo?

 

Mesmo com todas as qualidades do modelo original, eu não pude deixar de ficar MUITO curiosa com o lançamento do novo modelo. O primeiro fator, é claro, foi o preço -- que está na média de R$ 18,00, por um caderno tamanho A4, com 50 folhas (essa informação pode variar, e muito, dependendo do site que você acesse). Outra curiosidade foi em relação ao formato. Todos os sites que eu encontrei informam que é um caderno espiralado em cima mas... Será que as pessoas estão há tanto tempo no computador que elas tem dificuldade de perceber que se você não gostar nesse formato basta simplesmente... Virar o caderno???

Eu sei que, como você pode ver nas fotos, a arte dá a entender que o caderno deve ser utilizado na horizontal (ou estilo paisagem) mas... Vamos dar algum crédito aos consumidores não é?

Por dentro no entanto, nada de muito especial -- apesar de ser um sketchbook com papel de uma boa gramatura (150 g/m²), o papel é um offset comum, de alta alvura (branco, branco, branco). Não é acid free (vai amarelar com o tempo) e não suporta nenhuma técnica úmida (talvez apenas um nanquim leve se você tiver cuidado). Mas é o que uma média de R$ 18,00 garante por aqui... Mas se você quiser economizar e não fizer questão de uma encadernação espiral, você consegue comprar o mesmo tipo de folha (sulfite 150 g/m²) em blocos de 20 folhas na Papelaria Universitária, por exemplo.

Se vale a pena somente você poderá dizer. Mas existem algumas coisas que você pode levar em conta na hora de se decidir se esse é o sketchbook para você:

1. Esse vai ser um sketchbook para praticar ou para guardar e mostrar para os netos? Caso a segunda opção seja a sua opção, esse aqui pode lhe deixar na mão com o tempo.

2. Que materiais você irá usar? Lápis, hidrográficas, ok. Se você pretende utilizar aquarelas, aguadas de qualquer outra natureza (nanquim, acrílica) esse pode não ser o melhor companheiro para o seu trabalho.

3. Cabe dentro do seu bolso? No final das contas, esse é o fator crucial. Se você vem desenhando em folhas de papel de impressão (daqueles pacotões de 500 folhas ou 100), sem dúvida esse é upgrade -- a folha será melhor, o trabalho estará melhor organizado e você terá como acompanhar a sua evolução. Se você já vem desenhando em folhas próprias para desenho, mesmo que nos blocos estudantis, e está feliz com o resultado -- ou mesmo se você pretende experimentar técnicas diferentes a cada página, essa pode não ser a melhor opção para você. Melhor economizar seu rico dinheirinho em opções mais profissionais.

 Se você quiser mais detalhes técnicos, aqui você encontra a contracapa e ficha técnica do caderno.

Você pode encontrar o seu aqui: