Mostrando postagens com marcador Propósito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Propósito. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Minhas Sinceras Desculpas

Pela milésima vez, peço desculpas. Deixei quem ainda visita o blog na mão, me deixei também na mão. Logo depois do último post, fiquei ruim, perdi o ânimo e comecei a me perguntar se qualquer coisa dessas vale a pena.
 
Recentemente, depois de muito considerar, cheguei a conclusão que vale a pena sim... De um ponto de vista bem pessoal... Mas tudo bem.
 
Segunda-feira estou de volta a programação proposta... Enquanto isso, deixo com vocês um resultado dos poucos trabalhos do #inktober.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Iluminuras

A definição é um pouco demais mas, eu gosto de colocar uma imagem para marcar a passagem de anos no sketchbook -- é claro que idealmente o sketchbook não deveria conhecer o termo "passagem de ano", mas aí já é uma outra questão.

Normalmente eu escolho uma imagem de algum artista que eu gosto e preparo uma impressão pra colar ali mas... Esse ano, em homenagem a aula de lápis de cor que eu começo a fazer na quinta-feira (fica para um próximo post), eu decidi fazer à mão em lápis de cor.

Por enquanto, mesma preocupação do ano passado -- não passar mais de um dia em cada rabisco... Então sem sombreados trabalhados ou cores mais uniformes -- fica para o dia que eu puder começar mais cedo e terminar mais tarde.

domingo, 28 de setembro de 2014

Fora do Prumo

Continuando o sketchbook... Acabei de resolver um problema com o scanner que estava travando no meio da digitalização -- coisas de ter muitos aparelhos USB, e poucas entradas: faz você trabalhar com um hub, o que não é sempre a melhor solução. Continuo tentando aproveitar os dois lados da página; nem que seja para testar alguns materiais que eu ainda não utilizei. O "retrato" rabiscado à direita foi levemente inspirado em uma foto da minha mãe com 12 anos. Estava com preguiça de trabalhar o cabelo -- assumo -- então deixei parecendo que ela era loira... Muito longe da verdade.

Ainda me perturba muito essa coisa de eu ter uma tendência natural a deixar os olhos fora de prumo... Um sempre acaba um tantinho mais baixo que o outro. É uma coisa que está longe de passar despercebido depois mas que misteriosamente eu nunca percebo quando estou desenhando -- mesmo quando tento checar o desalinho com uma régua ou com um lápis por exemplo. Aqui no detalhe, por exemplo, eu corrigi a distorção no Photoshop: coloquei os dois olhos no mesmo nível, diminui a distância entre eles para um olho (que é a indicação básica de proporções) e deixei o olho da sua esquerda levemente maior que o da sua direita, já que, como a cabeça está levemente inclinada, isso deveria aparecer naturalmente... Não deu muuuitoooo certo, mas o suficiente para perceber que com um pouquinho mais de atenção a coisa teria ficado um pouquinho melhor.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Em (algum) movimento

Nesse domingo eu tentei documentar a minha tentativa de trabalhar... Não deu certo. A semana foi extremamente desgastante e quando o final de semana chegou tudo o que eu queria -- e consegui fazer -- era dormir. Tem épocas que acontece dessas de eu empacar como um burro velho. Poderia analisar isso de mil maneiras, mas vou ficar com a simples e clara colaboração entre cansaço e preguiça.

Uma coisa eu devo deixar registrado em favor desses sketchs tortos que estou fazendo -- eles não levam nem 20 minutos. Nem precisa dizer "não diga!!!"; rs. Eu sei que a qualidade deixa isso claro mas... Vinte minutos que ajudam bastante a resolver a angustia de estar empacada, pelo menos nessa área.

Mas vale relembrar que quando eu dedico o mínimo de tempo possível a isso, a coisa se torna altamente perigosa. Perspectivas, vontades, desejos... Tudo muda e eu começo a pensar se estou fazendo a coisa certa da vida, como tudo isso é muito melhor e "malditas responsabilidades", "malditas contas" etc., etc... Não é muito bom começar a pensar esse tipo de coisa quando você tem uma porção de coisas para fazer. Não é mesmo.

domingo, 13 de julho de 2014

Alerta de Rabisco!

Não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos, e não se pode terminar um sketchbook sem começá-lo -- mesmo que de maneira vergonhosa.Então como as aulas da SketchBook Skool estão andando e eu estou ficando para trás (nas lições de casa, os vídeos em geral estão em dia), resolvi fazer a primeira lição: desenhar um objeto de valor sentimental... Como eu sou "rebelde", não fiquei com vontade e decidi desenhar meu marido jogando Battlefield 3 no computador, que algumas vezes é muito mais imóvel do que muito objeto.

A próxima lição de casa é documentar a semana dessa forma, e postar uma foto de alguma(s) das páginas por lá... Tenho que começar com isso.


SKETCHBOOK 120G
(HAHNEMUHLE)
Você encontra aqui!
Como eu disse que separei um sketchbook diferente para isso -- diferente do Tilibra que eu estava utilizando para os sketchs um pouco mais trabalhados -- achei interessante mostrar qual. Estou usando o Hannemuhle 120g de capa preta (tamanho A5, um pouco maior que um Moleskine Large). Ele não foi feito para técnicas úmidas, mas até que aguenta bem uma leve aguada com aquarela ou nanquim...  Mas em compensação, estou usando uma caneta da Cretacolor (está aí abaixo), que é baratinha, bem gostosa mas... Nesse papel ela vaza para o outro lado então... Amanhã ela provavelmente será substituída por uma esferográfica preta.

Essa caneta você encontra aqui!

De resto, esse foi um começo nem um pouco ambicioso... Mas ainda não sei se o que mais vale é sketchbook preenchido, ou sketchbook preenchido direito... Dizem que é nosso papel garantir a quantidade, e de Deus a qualidade... Então estou terceirizando muito o trabalho para ele, coitado.

sábado, 12 de julho de 2014

Pisando em águas desconhecidas...

Sketchbook Skool começou em 04/07, e no momento eu me pergunto onde eu estava com a cabeça de gastar R$ 245,00 nisso. Não, o curso não é ruim... O ruim é gastar esse valor apenas por motivação; e ainda não saber como passar por um certo preconceito que eu tenho em relação a "Art Journals". É realmente isso que eu quero fazer, artisticamente falando? No meu outro blog, eu estava discutindo que talvez fosse a hora de me conformar com a extensão das minhas capacidades "artísticas" e sentar alegremente ao lado das tiazinhas que fazem pinturas a óleo de cavalos para colocar nas paredes de pizzarias e restaurantes... Em menos de um mês eu estou fazendo 34 anos e, chega uma hora em que você tem que aceitar que muito que você desejou e sonhou para a sua vida simplesmente não vai acontecer. Sinto muito se essa "vibe" para baixo deixa triste alguém que passe por aqui em busca de "inspiração", mas é assim que eu me sinto ultimamente, e é isso que está refletindo negativamente na quantidade de postagens não feitas nesse blog.

Rabisco - 01/10/2011
Olá! Eu sou uma "arte naif";
que veio lá de 2011
para assombrar você!


De qualquer forma, acabei resgatando um Sketchbook de 2011 no qual eu só tinha utilizado uma página com a Arte Naif ao lado (sim, eu tenho vergonha de dizer que vários desses existem, ao longo dos anos, que quando você não sabe muito bem o que está fazendo, o melhor é chamar de Arte Naif mesmo, rs)... Ele aguenta bem aquarela, e como a ideia é fazer um diário com o dia a dia em alguns materiais diferentes... Bem, mais diferente do que eu estou acostumada, só aquarela.

E aquarela é uma tristeza a parte... Comprei uma Talens Van Gogh há uns 02 anos, de 15 pastilhas, ótima aquarela -- para o dia em que eu aprendesse... Mas aí eu moro em uma casa muito úmida, e toda vez que vou olhar a aquarela ela deu uma mofada em cima... E lá toca eu limpar todas as pastilhas com extremo cuidado para perder o mínimo de tinta possível. Acabei chegando a conclusão que, se eu não usar ela agora, mesmo sabendo "meiaboquisticamente" como utilizá-la, guardá-la para o futuro é quase garantia que ela não verá a luz do dia.

Detalhe do detalhe desenhado na primeira página depois de 2011
para dizer que dalí para frente eu estaria pisando em 2014.
E aí, para não ficar completamente travada, eu rabisco essas tranqueiras, que em minha defesa eu não gostaria de compartilhar nem com um terapeuta tentando entender a minha mente...O que me leva a repensar a questão do "compartilhar tudo"... Há 06 anos atrás quando eu realizei o desafio do Zen Habits e desenhei durante um mês inteiro, qualquer coisa, compartilhar tudo tinha sentido. Hoje em dia, no entanto, eu tenho as minhas dúvidas...

Preferia mostrar apenas quando eu faço coisas assim:

Rascunho 29

Ao invés de coisas assim.



sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ferrugem e Ossos

Ainda comprometida com a ilusão de que esse pode ser o ano mais produtivo em relação ao desenho, eu me apercebo que fazia quase um mês que eu não colocava o lápis no papel -- e que assim iria ficar difícil... Então em resolvi passar para a próxima referência separada no sketchbook... E a ferrugem e a minha total ignorância sobre o básico em anatomia, ambos, levaram o melhor sobre mim.
Identifica-se quem não é profissional pela inconstância: na quantidade de produção e na qualidade do resultado.
De qualquer forma, no topo das promessas não cumpridas, tentei criar uma nova -- não aceito ficar nem mais um dia nesse ano sem desenhar! Desenhar é algo que, em teoria, eu consigo fazer enquanto a minha bebê está acordada, pois consigo ir e voltar sem muito problema, com quantos minutinhos tiver -- trabalhar já é algo mais complexo que requer blocos de concentração maiores.

Mas admito que dá um "tilt" na minha cabeça desenhar antes de ter produzido qualquer coisa no dia que ajude a pagar as contas -- ainda mais quando tenho tanto para fazer.

O rascunho que ilustra esse post:


10-365
Sem grandes comentários... Tudo enferrujado, tudo fora do lugar.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O que fazer com um lápis n.º2?

O lápis n.º2 que não foi ferido de morte durante a execução desse rascunho.

De volta ao mundo dos vivos por aqui, e começando de verdade o sketchbook em 2014... Afinal de contas, é apenas Maio.

Ainda estou aprendendo a lidar com o sketchbook da Tilibra: a folha é um pouco mais áspera do que eu estou acostumada, então os sombreados não saem tão acetinados quanto costumavam sair no sketchbook da Sterling que eu usei no ano passado.

Como eu havia dito em posts passados, felizmente agora eu aprendi a scanear meus desenhos à lápis... Mais precisamente, não é que eu aprendi -- é que antes eu utilizava o programa padrão do meu Scanner HP, e agora eu uso o VueScan em sua versão gratuita, e ele é muito mais inteligente para esse tipo de scaneamento.

Vítima (referência), arma (lápis)
e resultado do crime (rascunho).
Outra coisa que eu quis fazer por aqui, só de birra, foi fazer o desenho inteiro com um lápis n.º2 simples, desses escolares... Eu tive um professor de desenho há algum tempo atrás que tinha como missão pessoal desacreditar a qualidade dos produtos Faber Castell... E eu assumi a missão pessoal desacreditar essa baboseira dita por ele. Não só porque a Faber Castell tem linhas específicas (a vermelha é escolar, a azul é amadora e a verde é a profissional), mas porque tirando alguns casos extremos, a qualidade do produto está mais no artista do que na ferramenta utilizada.

Isso não significa que o meu desenho está uma obra prima... Muito pelo contrário, você pode ver em relação a referência mas... Se você quer aprender a desenhar de verdade, é muito pouco provável que você precise de algo mais que folhas de papel e um lápis... Qualquer lápis.

O rascunho que ilustra esse post:

Rascunho 08/365
Rascunho 08/365 em 2014... Ainda na esperança dos 365!
 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Mamilos pro Zuckerberg!

Feliz Saint Patrick's Day a todos! 

Como São Patrício expulsou as cobras de toda Irlanda, espero que ele possa pelo menos expulsar as minhocas da cabeça dessa que vos fala.

Estava pensando em deixar esse rabisco tosquinho sumir numa pilha de próximos a serem postados mas... Desde 11/03 ainda não consegui essa coisa supervalorizada de "próximos"... E como eu vou voltar agora com os meus rabiscos um pouco mais zelosos como do ano passado (vou deixar essa coisa de "Art Journaling" mais escondida até ganhar volume para o que há de ruim passar despercebido), é provavel que esse rabisco destoasse um pouco das próximas postagens.

Mas existe uma série de motivos para postar isso por aqui (daqueles motivos que provavelmente me deixam feliz, mas não fazem a mínima diferença para você querido leitor -- ou será que faz?):
  1.  Depois de anos de luta, consegui um software no Photoshop que faz com que o scanner "enxergue" direito desenhos a lápis... Aproveitei até para re-escanear alguns do ano passado que me deixavam muito descontente com o resultado.

  2. O bom de você ter sua própria plataforma, é que você põe aquilo que lhe apetece, diferente do que você poderia fazer no Facebook, por exemplo! Tome esses mamilos Mark Zuckerberg!

  3. Desenhei minha caneca predileta num dia... Quebrei a dita cuja no outro depois de 03 anos... Acho melhor tomar mais cuidado... Não com a caneca, mas com aquilo que desenho.
Bem, é isso!
Na próximo venho com notícias sobre os livros.

07/365
07/365 - Ainda nessa de tentar aprender o tal do "Art Journaling".

terça-feira, 11 de março de 2014

Livros para 2014!

Esses são os 10% que dão certo, rs.
Continuando o tema "2014 is full of CRAP" -- vamos explicar de onde vem tanto desenho tosco. A culpa de tudo são os livros, ou mais precisamente o livro "Artist's Journal Workshop" que terminei de ler no carnaval.

Basicamente, o livro é um tratado de porque e como você deveria manter um "Artist Journal" (poderia traduzir livremente como um Diário Artístico ou Diário do Artista).

Diferente de um sketchbook, cujo o objetivo normalmente é produzir arte e rascunhos com o objetivo ou de "se expressar" ou melhorar; no "Journal" ou "Diário" é apenas registrar o que acontece no dia a dia, da maneira que você quiser, testar materiais etc, etc.

Muito inspirador... Tanto que eu até decidi tentar como você pode ver nesse e no post anterior mas... Deus me livre! Uma coisa é você olhar imagens de vários artistas fazendo suas anotações e rascunhos... Outra coisa é você que ainda não consegue nem rabiscar muito, nem tem ideia do que dizer com imagens, tentando montar rabiscos...


Artist's Journal Workshop: Creating Your Life in Words and Pictures
Eu li a versão digital...
Mas esse é um livro que no futuro
eu gostaria de ter a versão impressa,
ele é muito bonito.
E quando chego a pensar na parte "compartilhamento" da minha proposta, a coisa fica mais complicada... Em um sketchbook na maioria das vezes já é vergonhoso abrir publicamente o que está fazendo... Nesse então, com partes pensadas para serem escritas... Fica um pouco mais complicado -- Acho que além de "mau desenho", estou sofrendo com autocensura no processo.

Tudo isso me faz ter certeza de uma coisa... Eu sou pragmática para tudo (embora caótica na execução). Dificilmente manter um caderno desse tipo, deixando o "o dia me inspirar" iria acrescentar algo a minha capacidade produtiva. Seria mais útil se eu aplicasse alguma lógica do tipo: "Às segundas eu desenho meu bebê", "Às terças eu desenho algo da minha cozinha" etc. Assim como no sketchbook eu tinha uma série de referências pré-selecionadas... Não funciona se eu decidir exatamente o que fazer (eu dou o cano) e não funciona ao estilo professora de primário ("Vamos fazer uma redação com tema livre" rs). Para as coisas funcionarem comigo, eu tenho que permitir escolhas -- mas dentro de um limite de escolhas pré-definidos! Coisa de doido... Mas acho que o segredo no final das contas é descobrir o que funciona para a gente já que não há fórmulas que funcionem igualmente para todas as pessoas.



Mas e os livros para 2014?

Baseada na inspiração do livro anterior, eu decidi montar uma lista de livros para repassar ao longo do ano. Tentei escolher os mais básicos possíveis dentre toda a minha biblioteca de desenho e pintura (olha que são muitos), porque esses falam de conceitos fundamentais... E cada vez mais tenho certeza que quando as coisas não vão da maneira que a gente quer (em qualquer assunto) o melhor é parar e se voltar para os princípios básicos... Sempre tem alguma coisa ignorada que, quando aprendida corretamente, faz uma grande diferença.

Seguem os escolhidos, em ordem alfabética por sobrenome do autor (muito ABNT da minha parte, rs) -- é claro que até o final do ano alterações são possíveis mas, vou tentar manter essa lista:

1.    BECCIA, C. Digital painting for the complete beginner. 1. ed. New York: Watson Guptill, 2012. 160 p.
2.    EDWARDS, B. Desenhando com o lado direito do cérebro. Tradução de Ricardo Silveira. 2. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000. 299 p.
3.    EDWARDS, B. Desenhando com o artista interior: um guia inspirador e prático para desenvolver seu potencial criativo. Tradução de Maria Cristina Guimarães Cupertino. 1. ed. São Paulo: Claridade, 2002. 248 p.
4.    GREGORY, D. The creative license: giving yourself permision to be the artist you truly are. 1. ed. New York: Hyperion, 2006. 198 p.
5.    HALLAWELL, P. À mão livre: a linguagem do desenho. 1. ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos, v. 1, 1994. 96 p.
6.    HALLAWELL, P. À mão livre 2: técnicas de desenho. 1. ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos, v. 2, 1996. 72 p.
7.    HODDINOTT, B. Desenho para Leigos. Tradução de Raphael Bonelli. 1. ed. Rio de Janeiro: Alta Books, 2010. 325 p.
8.    LOOMIS, A. Drawing heads and hands. 1. ed. London: Titan Books, 2011. 155 p.
9.    LOOMIS, A. Creative illustration. 1. ed. London: Titan Books, 2012. 300 p.
10. LOOMIS, A. Succesful drawing. 1. ed. London: Titan Books, 2012. 160 p.
11. LOOMIS, A. Figura drawing for all it's worth. 1. ed. London: Titan Books, 2013. 204 p.
12. LOOMIS, A. Fun with a pencil. 1. ed. London: Titan Books, 2013. 120 p.


E para acabar o post, os outros 90%:


06/365
06/365 - Eu digo que 90% de tudo é porcaria... Isso é 90%! rs

sábado, 8 de março de 2014

"Take What You Can When You Can"

Recomeçar, na quase totalidade das vezes, não é pegar o bastão onde você parou... E sim retornar a um duro e desgastante começo. 

Depois de praticamente 05 meses parada, em 20/02 eu comecei a rabiscar algumas coisa -- ainda não no meu sketchbook... Eu tinha um Moleskine Cahier parado por aqui há alguns anos, com a capa toda caracterizada para Fevereiro, e achei que era um bom timing para colocá-lo em uso (caso contrário só faria sentido em 2015)... Estou tentando fazer um "diário" desenhado... Escrevo algumas coisas, rabisco o que der na telha. Mas o resultado tem sido tão infantil e travado, digno de alguns anos atrás, que chega a desanimar.

Eu sei que com um bebê de 02 meses em casa que requer atenção total, eu não posso ser tão dura comigo mesmo -- "Take what you can, when you can" como diz o título.

Sei também que quando você estipula uma meta de quantidade (como os 365 rabiscos desse ano) não pode ficar tão crítica em relação a qualidade... 90% de tudo (talvez mais) é sempre lixo... Mas fico levemente feliz de poder dizer que 2014 começou de fato por aqui.

01/365 - Sereias... Eu tenho mania de desenhar sereias... Quem sabe um dia eu aprendo direito. 

02/365 - No ritmo da apuração da vencedora do Carnaval de São Paulo em 2014. Eu só fui acrescentando coisas e mais coisas... Sei lá no que deu.

03/365 - Sem comentários, um dia eu dou a referência desse desenho o tratamento que ela realmente merece.

04/365 - Estampas? Rabiscos? O que você vê aqui: é o que provavelmente é.

05/365 - Minhas considerações sobre um amargo retorno.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Retrospectiva de Outubro

Estou um pouco envergonhada com essa postagem -- em 2013, já tivemos meses fracos, embora nenhum como esse. Gostaria de dizer que tudo aconteceu por motivos de força maior, que eu me envolvi demais com o TCC (não, não me envolvi); que a dor nas costas continuou me matando (não, não está) ou que eu estou dando o dobro de gás nos freelinhas para garantir os meses em que tudo o que vou fazer é dar de mamar e trocar fraldas mas... Nem isso.

Várias coisas passaram pela minha cabeça esse mês -- e não foi possível dividir tempo entre elas e o desenho. Embora as coisas estejam um pouco bem mais claras agora. Veja, essa postagem de "retrospectiva" é sempre feita quando eu sei que não vou mais desenhar no mês, e programada para ser publicada no primeiro dia do mês seguinte; então é possível (embora eu não coloque minha fé nisso) que na próxima postagem eu diga algo diferente mas... A função e o porque eu preciso/quero/devo manter esse blog está muito mais clara.

Não, eu não sei como alguém que desenha nesse nível ainda tão tosco faz para ganhar dinheiro com isso -- e ganhar dinheiro com qualquer coisa que pague as contas e não devore a minha alma é a coisa que mais toma o pensamento ultimamente mas... Eu sei que já fiz outras escolhas bem "sensatas", com empregos/empreendimentos que deveriam pagar as minhas contas e serem executáveis dentro das minhas habilidades mais fáceis mas as coisas nunca funcionaram dessa forma então... Na lona por obrigação, na lona por paixão.

Dia 31 de Outubro, meu amanhã e o seu ontem (nesse blog oferecemos viagens no tempo gratuitas) era o meu último dia para entregar o TCC. Não sei o que deu (embora tenha um palpite um pouco nefasto). Meu lado "sensato" não via a hora de se livrar disso... Ele fez, de novo, o investimento em uma pós graduação que fizesse sentido dentro da minha área de atuação profissional... E sinceridade? Teria sido muito mais útil e compensador ter gasto a mesma grana em aulas de pintura a óleo ou artesanato.

Eu gosto de escrever, eu gosto de produzir coisas esteticamente agradáveis mas... Acima de tudo eu gosto de coisas "produzidas" e mão na massa. Eu consigo, muito bem, trabalhar com abstrações, planejamentos, documentação -- e isso garantiu que eu fizesse um trabalho profissional/corporativo muito bom, por muito tempo... Mas como todas as coisas que não devem ser, não resultou em satisfação ou resultados. Então a partir de 01 de Novembro, porque eu preciso encontrar meu caminho e oferecer a minha filha algo melhor do que "o mundo é cão querida!", eu vou começar a investir mais nessas coisas que eu deixei de lado.

E seja o que for pra ser... Que o que não era para ser já foi.
Muito complexo por hoje? Prometo melhorar.

Retrospectiva de Outubro
1. Not available, 2. Not available, 3. Not available, 4. Not available, 5. Rascunho 626. Not available7. Not available8. Not available9. Not available

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Outubro no ar...

Um novo mês de postagem começando, os mesmos velhos problemas. Ainda não consegui me acertar com o novo sketchbook (estou usando o Tilibra Academie); achei que seria bem mais fácil de trabalhar sombreados nele, mas tudo o que eu faço tem saído mais áspero e irregular. Acho que como o sketchbook anterior era acetinado demais, eu acabei deixando a mão muito leve, e agora ela tem que voltar a pesar um pouco.

Ele também não se deu muito bem com o scanner, e ao contrário do que eu esperava, reflete luz pra caramba e não mostra todos os tons de cinza do original, e eu acabo precisando controlar muito os níveis no photoshop para que você possa ver alguma coisa por aqui.

Outra questão a trabalhar é que estou desenhando pessoas de cera. Estou desenhando pelos contornos, não tomando cuidado com nenhuma estrutura anatômica, e ainda por cima não sombreio até o fim porque dói as costas. Assim não há rabisco que ganhe um jóinha ao final do trabalho.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 62

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Sketchbook morreu! Longa vida ao sketchbook!

Passei por aqui fora de horário, com o título mais batido possível só para encerrar Setembro em número par! Comecei um novo sketchbook, que facilita um pouco o sombreamento mas que não se deu muito bem com o scanner -- pior que o anterior. A dor nas costas não me deixou (e pelo que soube, não vai me deixar pelos próximos 04 meses... E depois vai necessitar de troca de fraldas e mamadas constantes, então é bem possível que a minha produção cai daqui para a frente).

Ainda estou tentando digerir essa história de me descobrir grávida tão tarde e os impactos que isso vai ter em toda a minha vida mas... Por hora vamos terminar com Setembro.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 61

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sketchbook: Es finito!

Anjos cantam felizes, aleluia, aleluia! Depois de muito, muito tempo, eu consegui finalmente acabar com esse sketchbook. Ele foi bonzinho, simpático e muito legal mas... Já deu, pode se aposentar agora feliz com o resultado de sua vida útil.

Hoje sem muito mais a acrescentar, tô num desânimo só. Nem esse meu porto seguro de quase sempre tem sido suficiente para me deixar um pouco mais otimista em relação a tudo -- acho que também porque, cada vez mais eu percebo que isso está distante demais de tudo o que eu gostaria de fazer... Complicadas as coisas.

O rabisco que ilustra esse post...
E encerra esse sketchbook...

Rascunho 60

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Segunda no ar...

Começando a semana na tentativa de continuar com a finalização do sketchbook -- está difícil dizer adeus a esse caderninho viu! Parece que durante as noites ele acaba fabricando mais páginas e a coisa nunca termina. O bichinho foi valente, foi fiel, mas espero que chegue a hora de ele ceder lugar ao próximo em breve -- embora ainda esteja meio difícil aceitar que no próximo eu vou tentar parar de fazer esses rabiscos com aspirações de trabalho acabado nele. Acho que sketchbooks deveriam ser lugares mais livres, onde você não tivesse medo de rabiscar qualquer coisa... E eu confesso que ainda tenho um medo significativo de desenhar qualquer coisa. De imaginação então nem se fale...

E depois do post de ontem, eu me sinto até envergonhada de compartilhar o rabisco a seguir mas... promessa é promessa, então vamos lá.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 59

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Melhor de 05!

Depois de uma tentativa traumática no "desenho de imaginação" e marcadores, voltamos aquilo que me é mais confortável -- embora ainda não esteja do jeito que eu gosto. Ainda enfrento questões de finalização; chega uma hora que eu perco a paciência (normalmente quando as costas começam a gritar demais, coisa que não está demorando muito agora) e dou o rascunho por encerrado... Estou evitando, ainda, atravessar os dias com o mesmo rascunho, senão vira algo mais importante do que realmente deveria ser.

Como eu estou sempre acompanhando a questão do volume de produção, estou feliz porque desde 2008 eu não produzia tanto. E se eu for comparar o volume de produção de hoje com o de 2010 (o mais produtivo desses últimos anos até agora, e que eu acabo de empatar), eu acho que a produção desse ano está muito mais significativa -- apesar de todos os olhos tortos e as renderizações frouxas. Principalmente porque em 2010 o que aconteceu foi realmente um apanhado de rabiscos dignos de guardanapo ou de borda de caderno... Esse ano eu acho que pelo menos eu estou "melhorando" um pouco.

Espero!

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 58

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Tem dias que a coisa fica tão feia, que não vale comentar muito...

Esse é um daqueles desenhos para lembrar porque eu pratico -- porque quando eu quero fazer qualquer coisa de imaginação, ela normalmente não dá muito certo. Não tenho estilo algum. Gosto dos desenhas realistas, mas quando vou rabiscar sai esses cartuns tortos, que só Deus sabe porque eu insisto em finalizar em marcadores. Se essas Pitt Pens da Faber soubessem o destino delas, elas provavelmente teriam tentado fugir do seu destino de contrabando França-Brasil.

Acho que esse é um dos motivos que me dá tanta raiva quando as pessoas começam a discutir "que lápis você usou", "que caneta você usou?" -- é um questionamento tão besta. Quando você sabe o que está fazendo, pode ter resultados maravilhosos até com lápis de cor da Labra. Quando não sabe, nem Pitt Pen salva, conforme comprovado aqui.

Vale a recomendação da parte "editada" fora do desenho: estudar anatomia.

O rabisco (feio) que ilustra esse post...

Rascunho 057

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Entrando na linha...

Começando Setembro com um rabisco na linha, completamente despretensioso -- primeiro porque eu estava cansada desses rabiscos que terminam tortos e gastam muito tempo em sombreamento (se é pra ficar torto já pode ficar torto só na linha mesmo) e segundo, e talvez mais importante, porque eu estou morrendo de dor nas costas esses dias -- não estou conseguindo desenhar ou escrever nada na mão... Só consigo ficar sentada ao computador como se estivesse usando um colete ortopédico. Mais uma dessas dicas da vida que eu preciso fazer mudanças em diversas áreas. Não vejo a hora de terminar esse sketchbook para quem sabe me animar a fazer algumas coisinhas diferentes.

Esse final de semana eu estava lendo o meu livro "An Illustrated Life", que mostra os sketchbooks de diversos artistas (conhecidos ou não, dos mais diversos estilos), e folheá-lo sempre me deixa com vontade de desenhar mais... Mas dessa vez, revendo parte dos relatos me chamou a atenção a quantidade de pessoas que diz desenhar dos dois lados da folha -- e como o sketchbook deixa de funcionar para eles quando eles não fazem isso (e é algo que vem me irritando no meu há algum tempo). Acho que porque quanto você desenha dos dois lados, aceita melhor que é um caderno de "rabiscos" e para de se preocupar tanto com a qualidade do que sai ali. Tentar isso no próximo.

O rabisco que ilustra esse post...

rascunho_056
Lapiseiras 0.5 com grafite vermelho e normal 4B.