sábado, 1 de outubro de 2016

Hoje, no Instagram.


via Instagram http://ift.tt/2deJGMp, Nem só de sketchbooks viverá a pessoa que pretende participar do #inktober. Eu bem que tentei escolher o mínimo possível mas... Não deu!!! #sketchblock #sketchbook #inktober2016 #nanquim

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Será que eu mereço?

05 dias do mês já se passaram e eu ainda não consegui "quebrar" o sketchbook novo... Ai, ai, ai... Essas brancuras assustadoras. Como eu estou separando um material para estudo mais intenso até o final do ano, acabei entrando em crise semelhante ao escolher um caderno muito bonito que está na estante esperando ser escolhido há um bom tempo. O que me fez pensar: tu tens problemas? Claro! E depois: qual o problema de escolher o caderno bonito para os seus projetos?

Como a terapia internética não é completamente o foco por aqui, vamos para a versão simples: eu não acho que eu mereço o caderno bonito, eu não acho que eu mereço o sketchbook bonito... Mesmo tendo escolhido, comprado, pagado -- e nesse caso, feito -- parece que é meio demais pra mim... Que nesse estado de desenvolvimento, eu deveria mais é estar desenhando em muitas folhas de sulfite de impressão e quando eu estivesse mesmo "produzindo", aí eu mereceria essa versão mais "profi" de produção.

Sim, doido!

Mas eu já descobri que a vida e a produção de "Criativos Marginais" (esses que vivem na margem da produção criativa, não criminosos criativos) é realmente repleta de uma série de "mimimis" que não competem ao meio, e que poderiam muito bem ser resolvidas com a internalização das palavras de ordem da NIKE:
JUST DO IT.

Então... Põe esse lápis no papel e risca!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Setembro chegou!

Começando o mês, com um skethcbook novo (artesanal, feito por essas mãozitas) especialmente para o mês. Enquanto eu vou praticando a confecção de algumas coisas para minha lojinha da Elo7, a minha principal cliente continua sendo eu.

Resolvi parar de bater a cabeça na parede e testar algumas "suposições" que eu já tenho há algum tempo: que eu produzo mais e melhor em sketchbooks que eu mesma faço. Que eu faço coisas mais interessantes e caprichadas quando o papel é melhor -- nesse são 30 folhas A5 de Canson 220 g/m² (C'grain), uma para cada dia do mês -- e eu posso experimentar com quase qualquer material (se eu me animar, vou fazer um específico com papel de aquarela). A última suposição a ser testada é que eu me dou melhor com espiral superiores, que deixam mais espaço livre na folha. E dessa vez eu resolvi ser "ultimate" no conceito -- encadernei apenas com duas argolas, fazendo apenas dois furos discretos na folhas -- dessa forma, se eu quiser depois dá para reaproveitar a capa, retirar os desenhos para escanear ou mesmo completar com mais folhas ao longo do tempo -- no final de Setembro batemos o martelo sobre o que deu a experiência.

domingo, 21 de agosto de 2016

Tortinho, na cara larga...

Rabisquei um rosto um pouco mais largo do que deveria (a esquerda). Ao terminar, percebi que tinha algo meio torto... Eu ainda me pergunto porque a gente só vê essas coisas depois que termina? Coloquei no Photoshop para ter certeza e ajustei (a direita)  -- só pra ver se eu não estava variando mesmo, não queria fazer uma correção perfeita... E não é que estava bem tortinho mesmo? Pouca coisa, mas faz uma diferença tremenda no resultado (tudo na vida é assim mesmo, não é?). Acho que é o que acontece quando você "pega em armas" sem muita frequência.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Matemática Cruel

23 anos de rabiscos documentados no Flickr (http://bit.ly/29WnzII)
823 rabiscos levantados no processo...
Como eu sei que muita coisa se perdeu antes dessa história de documentar, vou ser generosa e imaginar que produzi uns 20% a mais...  988 rabiscos.
988 rabiscos, em 23 anos... 43 rabiscos ao ano (na média).

Fila de uns 30 Sketchbooks em branco ou apenas começados esperando atenção.
Que cada um deles tenha umas 70 folhas (apenas os com menos páginas tem isso, então a média já está generosa), tenho 2100 folhas de sketchbooks a preencher...
Se juntar com blocos de desenho e papéis avulsos, esse total vai fácil para umas 2500 folhas (em páginas seria o dobro).

Se eu seguisse a minha média de 43 rabiscos/ilustrações por ano, nos próximos anos, teria material de desenho pelos próximos 58 anos.
Como eu estou com 35 (no inferno astral dos 36) e me alimento mal, sou sedentária e estou acima do peso, é generoso dizer que tenho material de desenho pelo resto da vida.

Mas vamos ser otimistas... Digamos que eu me torne outra pessoa, e faça realmente um desenho todos os dias a partir de agora... São 6 anos (quase 7) de material...
Se eu me tornasse hiper-produtiva, e produzisse dez vezes mais que hoje... Seriam 5 anos (quase 6) de material.

E eu não preciso entrar nem na parte do material para rabiscar o sketchbook em si... Eu fiz um curso de desenho no SENAC em 1994, e ainda tenho os lápis graduados que usei no curso. Então com as caixas de Cretacolor, Staedtler, Faber e Cis Nataraj que eu tenho, é seguro dizer que não precise de mais nada pra esses 58 anos de desenho.

Então...

POR QUE DIABOS EU NÃO DESENHO REGULARMENTE?

Uma pessoa sensata diria que isso não acontece porque apesar de eu gostar disso, eu não valorizo o suficiente para fazer algo a respeito. É uma resposta sensata... Mas como a maioria das respostas sensatas, é um monte de besteira.

Pessoas um pouco menos sensatas sabem que existem diversas coisas muito importantes e valorizadas em nossas vidas que, acabam, de uma forma ou de outra, tratadas como secundárias: relacionamentos, família, amigos, saúde... Mesmo sabendo algumas vezes que estamos na estrada pra destruição, a gente pisa no acelerador e fica esperando bater em um muro ou um poste. Às vezes, mais desesperados, a gente procura por esse muro ou esse poste como o momento mágico que vai mudar tudo: vamos começar a nos comportar direito, nos importar, nos valorizar e sair saltitando em direção aos nossos sonhos.

Não acontece assim.

Olhando os álbuns e os números, não pude nem me dar ao luxo de me enganar e dizer que quando a vida cobra demais essas coisas ficam de lado. Misteriosamente, as maiores produções são dos períodos mais atribulados. As melhores, ainda mais.

O diabo aqui -- pelo menos o meu -- é saber PORQUÊ fazer isso.
E não dá, simplesmente não dá, para entender isso intelectualmente... Tem que colocar o lápis no papel e tentar descobrir para onde ele te leva.
A questão é: como colocar o lápis no papel, dia após dia, regularmente, sem se perder no caminho.

Postagem com altas doses de instrospecção filosófica.
Desculpe aos envolvidos que conseguiram chegar até aqui.
Mas se tiverem ideias... Eu realmente gostaria de ouvi-las.