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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Novo Sketchbook Tilibra Academie

Modelo Antigo do Tilibra Academie
Preço médio: R$ 35,00.
Os rabiscos em si podem não sair mas, para o bem ou para o mal, os cadernos que pretendem carregá-los não param de entrar... Como a atual circunstância não permite a entrada de modelos caros, eu não posso deixar de testar quando modelos mais em conta entram no nosso tão escasso mercado nacional.

O modelo que você vê no início da postagem é exemplo de uma das opções nacionais, produzidas por uma grande marca já há alguns anos (Tilibra). Ele conta com 70 páginas de gramatura média e leve textura, em uma cor off-white (levemente creme). Como eu sou meio viciada em colecionar cadernos do tipo, tenho alguns em branco das duas opções - a menor (mais próxima do formato A4) e a maior (mais próxima do formato A3). Mas ser uma das primeiras entusiastas (ou como eles diriam no marketing, "early adopter") tem o seu custo -- grande parte do meu estoque não tem folhas "acid free", ou seja, não está preparado para o teste do tempo: irão amarelar. Já as versões mais recentes contam pelo menos com o selo de "acid free".

Como eu já comentei por aqui algumas vezes, eu não me dei 100% bem com esse sketchbook -- apesar da gramatura e textura da folha, eu encontrei mais dificuldade em criar destaques e sombras do que eu previa. Além disso, nenhuma das imagens scaneadas ficou muito como eu gostaria. Tirando esses detalhes, é um sketchbook de respeito: bom tamanho, bom acabamento e um preço condizente.

E o que podemos encontrar no novo modelo?

 

Mesmo com todas as qualidades do modelo original, eu não pude deixar de ficar MUITO curiosa com o lançamento do novo modelo. O primeiro fator, é claro, foi o preço -- que está na média de R$ 18,00, por um caderno tamanho A4, com 50 folhas (essa informação pode variar, e muito, dependendo do site que você acesse). Outra curiosidade foi em relação ao formato. Todos os sites que eu encontrei informam que é um caderno espiralado em cima mas... Será que as pessoas estão há tanto tempo no computador que elas tem dificuldade de perceber que se você não gostar nesse formato basta simplesmente... Virar o caderno???

Eu sei que, como você pode ver nas fotos, a arte dá a entender que o caderno deve ser utilizado na horizontal (ou estilo paisagem) mas... Vamos dar algum crédito aos consumidores não é?

Por dentro no entanto, nada de muito especial -- apesar de ser um sketchbook com papel de uma boa gramatura (150 g/m²), o papel é um offset comum, de alta alvura (branco, branco, branco). Não é acid free (vai amarelar com o tempo) e não suporta nenhuma técnica úmida (talvez apenas um nanquim leve se você tiver cuidado). Mas é o que uma média de R$ 18,00 garante por aqui... Mas se você quiser economizar e não fizer questão de uma encadernação espiral, você consegue comprar o mesmo tipo de folha (sulfite 150 g/m²) em blocos de 20 folhas na Papelaria Universitária, por exemplo.

Se vale a pena somente você poderá dizer. Mas existem algumas coisas que você pode levar em conta na hora de se decidir se esse é o sketchbook para você:

1. Esse vai ser um sketchbook para praticar ou para guardar e mostrar para os netos? Caso a segunda opção seja a sua opção, esse aqui pode lhe deixar na mão com o tempo.

2. Que materiais você irá usar? Lápis, hidrográficas, ok. Se você pretende utilizar aquarelas, aguadas de qualquer outra natureza (nanquim, acrílica) esse pode não ser o melhor companheiro para o seu trabalho.

3. Cabe dentro do seu bolso? No final das contas, esse é o fator crucial. Se você vem desenhando em folhas de papel de impressão (daqueles pacotões de 500 folhas ou 100), sem dúvida esse é upgrade -- a folha será melhor, o trabalho estará melhor organizado e você terá como acompanhar a sua evolução. Se você já vem desenhando em folhas próprias para desenho, mesmo que nos blocos estudantis, e está feliz com o resultado -- ou mesmo se você pretende experimentar técnicas diferentes a cada página, essa pode não ser a melhor opção para você. Melhor economizar seu rico dinheirinho em opções mais profissionais.

 Se você quiser mais detalhes técnicos, aqui você encontra a contracapa e ficha técnica do caderno.

Você pode encontrar o seu aqui:
 


sábado, 8 de março de 2014

"Take What You Can When You Can"

Recomeçar, na quase totalidade das vezes, não é pegar o bastão onde você parou... E sim retornar a um duro e desgastante começo. 

Depois de praticamente 05 meses parada, em 20/02 eu comecei a rabiscar algumas coisa -- ainda não no meu sketchbook... Eu tinha um Moleskine Cahier parado por aqui há alguns anos, com a capa toda caracterizada para Fevereiro, e achei que era um bom timing para colocá-lo em uso (caso contrário só faria sentido em 2015)... Estou tentando fazer um "diário" desenhado... Escrevo algumas coisas, rabisco o que der na telha. Mas o resultado tem sido tão infantil e travado, digno de alguns anos atrás, que chega a desanimar.

Eu sei que com um bebê de 02 meses em casa que requer atenção total, eu não posso ser tão dura comigo mesmo -- "Take what you can, when you can" como diz o título.

Sei também que quando você estipula uma meta de quantidade (como os 365 rabiscos desse ano) não pode ficar tão crítica em relação a qualidade... 90% de tudo (talvez mais) é sempre lixo... Mas fico levemente feliz de poder dizer que 2014 começou de fato por aqui.

01/365 - Sereias... Eu tenho mania de desenhar sereias... Quem sabe um dia eu aprendo direito. 

02/365 - No ritmo da apuração da vencedora do Carnaval de São Paulo em 2014. Eu só fui acrescentando coisas e mais coisas... Sei lá no que deu.

03/365 - Sem comentários, um dia eu dou a referência desse desenho o tratamento que ela realmente merece.

04/365 - Estampas? Rabiscos? O que você vê aqui: é o que provavelmente é.

05/365 - Minhas considerações sobre um amargo retorno.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A maldição dos sketchbooks brancos

Um dos temas que eu havia pensado para esse blog era a "maldição dos sketchbooks brancos".

Sou absolutamente viciada em papelarias e todos os seus itens, então não é de se surpreender que os sketchbooks se acumulem aqui em casa. Embora o post anterior possa ter dado a impressão que eu sou viciada em Moleskines, isso não é bem verdade. Tenho "apenas" 10 moleskines sketchbook fechados, 01 watercolor e mais alguns plain e ruled para anotações... E a minha agenda é a Moleskine Peanuts... E mais alguns modelos inclassificáveis - tanto pela edição, quanto pelo que eu pretendo fazer com eles (ainda não sei mesmo).
Vicio mesmo você pode constatar se olhar debaixo da minha prancheta e encontrar a quantidade obscena e impronunciável de Tilibra Academie - e a caixa de sketchbooks da Canson e Hahnemuhle (de diversas encadernações e gramaturas).
É, é um vício mesmo. Principalmente porque eu sou perita em acumulá-los ao invés de utilizá-los. Acabei com 03 sketchbooks nos últimos 05 anos - ou seja, não dá nem 01 sketchbook por ano. E nesse caso, dois deles eu mesma fiz, então não chegou sequer a baixar o estoque. Eu tenho uma assinatura em um ótimo site de ensino de desenho (http://www.drawing-tutorials-online.com/), e lá o professor recomenda aos seus alun0s fazer 01 sketchbook a cada 08 semanas. Se eu fosse seguir essa recomendação, eu certamente teria sketchbooks pelos próximos 07 anos...

E então você se pergunta - assim como pode estar certo que eu também me pergunto - porque diabos você não desenha? 

Tenho considerado muito a resposta para essa pergunta...E como a serendipidade é sempre perfeita, caiu no meu colo esse post do Grant Snider:

Sketchbooks of the Pros - Grant Snider
Para mim, o último quadrinho acerta o estomago em cheio - porque é impossível ser mais verdadeiro. Eu vejo exemplos malditos de sketchbooks com qualidade de obras acabadas, e acabo achando que os meus deveriam ser assim também, afinal, já faz eras que eu estou envolvida nessa coisa de "desenhação".

Cada caderninho vazio é uma promessa que um dia ele também pode ser assim, perfeito. Cada sketchbook utilizado não é - é um lembrete de tosquice, do quanto eu deveria saber ou de como eu deveria estar desenhando e não estou.

Ok, mas o objetivo do sketchbook não é ser rabiscado?

É... É... Mas não precisa ficar se prendendo aos detalhes. Parte de ter montado esse blog é tentar compreender como fazer essa transição da pessoa que escreve 500 palavras sobre o porquê não desenha, para a pessoa que desenha sem precisar escrever muitas palavras para isso. Para finalizar, deixo por aqui as próprias considerações do autor do cartoon acima - sem tradução, para que nada se perca:

"Keeping a sketchbook is essential for the working cartoonist or illustrator. It's a place to draw freely without the fear that someone will see your poor rendering of a bicycle. It's a place to return for reference about what a bicycle (sort of) looks like. It's a place to stow away underdeveloped or misguided ideas, in hopes they'll someday amount to something. It's a place to search madly for usable ideas when faced with a serious creative block. A visual artist who doesn't keep a sketchbook is like an author who can't find the time to read: they may be able to get the work done, but they won't have near as much fun doing it."
GRANT SNIDER


domingo, 2 de setembro de 2012

Moleskines para quem precisa.

Se você já se envolveu tanto como eu nessa vida de projeto de protótipo de desenhista/ilustradora amadora, já ouviu falar de sketchbooks - esses caderninhos que desenhistas, designers e rabiscadores em geral costumam andar por aí, para cima e para baixo, fazendo rascunho e anotando suas impressões - e no mundo dos sketchbooks, Moleskines são os reis.

Você vai encontrar muita gente por aí dizendo que eles não são isso tudo - 50% disso você pode creditar aos hipsters de plantão que banalizaram o uso, e os outros 50% às pessoas que insistem em comprar os moleskines errados para o que pretendem fazer, ou nas lojas erradas por preços absurdos, e depois saem por aí dizendo que eles não são isso tudo. Por conta disso, antes de lhe dar boas opções para comprar Moleskines em conta, vou passar um pequeno guia dos principais tipos de Moleskine.

Moleskine Sketchbook
Se você deseja desenhar e pintar, tenha certeza que está comprando um “Moleskine Sketchbook”. Eles tem uma folha mais grossa, são acid free (não amarelam com o tempo) e tem folhas off-white (uma cor creme bem leve). Eles vêm em dois tamanhos: pocket – algo como 9 x 14cm; e large – tamanho 15 x 21, ou A5 (meia folha A4). Eles também tem duas opções de cores (preto e vermelho) em situações especiais podem vir em modelos comemorativos – como o meu do Woodstock, que está esperando eu ter certeza que o mundo acaba em 21/12 para usá-lo.

Moleskine Watercolor
Outra opção para quem gosta de desenhar são os Moleskines Watercolor – com papel especial para aquarela, e por isso aguentam melhor tintas do que o sketchbook – e se dão bem com pastel também pela textura do papel. Eles vem em tamanho pocket e large, mas não abrem no formato de um caderno/livro normal – a encadernação é horizontal.

Moleskine Plain
Essa é opção escolhida por todo mundo que compra um Moleskine e depois sai dizendo por aí que ele não é isso tudo. Os moleskines plain possuem folha Polen Soft, 75g/m² – ou seja, bem finas, bem leves e com um certo grau de transparência. São ótimos para anotações se você não gosta de pautas, mas deixam muito a desejar quando o assunto é desenho. Por algum motivo que eu desconheço, eles são vendidos nas lojas nacionais um pouco mais barato – embora fora daqui seu preço seja o mesmo de um sketchbook ou um watercolor.

Outros Moleskines
Como não servem ao propósito do site, vou falar bem rapidamente sobre os outros moleskines. Os mais utilizados são o ruled (pautado), Squared (quadriculado) – todos eles utilizam o mesmo tipo de papel do plain, e vem nos tamanhos pocket e large. Existem algumas opções diferentes de encadernação além do capa dura. Por exemplo, o Volant tem uma capa plastificada mole, enquanto os Cahier tem capa de papelão colorido.

E não é só isso! Esses modelos estão longe de cobrir todas as possibilidades de moleskine - para conhecer melhor o que eles oferecem, eu sugiro que você perca algum tempo no site do fabricante - você verá que existem diversas possibilidades: http://www.moleskine.com/web/en/home

Moleskines não são o olho da cara, você que está olhando no lugar errado!
Agora se tem uma coisa que me deixa irritada é gente mal informada que diz que Moleskines são caros - eles não precisam ser caros! Mas se você não gosta de rasgar/queimar dinheiro ou jogar carteiras pela janela; não compre os benditos em lojas como a Livraria Cultura, Fnac ou Saraiva. Os Moleskines mais caros no exterior saem por volta de U$ 20,00 - ou seja, pagar qualquer coisa além de R$ 40,00 por um Moleskine é realmente inaceitável; e nessas lojas se você achar algum por R$ 70,00 já estará recebendo uma "pechincha".

Então como pagar um preço aceitável por esses adoráveis caderninhos? A seguir eu apresento as minhas duas melhores opções - as que permitiram pelo menos que eu montasse a coleção da foto que ilustra esse post.

The book depositoryhttp://www.bookdepository.com/
A melhor opção para comprar Moleskines pelo preço de venda no exterior - embora a loja seja na Inglaterra, ela tem a opção de venda com os preços em dólares* - e você acaba pagando no máximo U$ 16,00 por um Moleskine Sketchbook Large. Antes, tudo o que você precisava era um cartão internacional, mas agora nem isso: desde que o Paypal chegou no Brasil, você pode comprar com essa opção de pagamento, e o próprio Paypal faz a conversão para reais, no seu cartão nacional - a única coisa extra é o IOF, que aumenta cerca de 2% no preço. Não há frete a pagar (a loja on-line tem frete grátis para todo o mundo) e sua encomenda chega em 02 a 03 semanas.

Better World Bookshttp://www.betterworldbooks.com/
A minha segunda opção é a Better World Books. A loja está nos EUA (por tanto seus preços são em dólares*), e a proposta do site é que parte dos valores das vendas são revertidos para instituições ao redor do mundo que incentivam a alfabetização, inclusive no Brasil - ela também não cobra frete mas - diferente da Book Depository, suas encomendas podem demorar cerca de 03 meses para chegar - não me pergunte por que isso acontece, mas é o que acontece quando você compra algo nos EUA x Europa. Mesmo para livros normais, as entregas vindas da Inglaterra costumam bater de longe as entregas normais da Amazon ou Better World, por exemplo. As opções de pagamento são as mesmas da Book Depository: cartão de crédito internacional ou PayPal.

Vou pagar imposto de importação?
Deveria - mas provavelmente não vai, embora eu não possa garantir isso com 100% de certeza. As lojas acima enviam os Moleskines como "Blank Books", e comumente isso é suficiente para a nossa alfândega ignorar a entrega como "livros" - já tive algumas compras abertas e reembaladas na alfândega, mas mesmo assim compreendidas como livros, e portanto sem impostos. Infelizmente, a Amazon por exemplo não compreende dessa forma, e é por isso que ela não envia Moleskines para o Brasil.

*Uma nota para quem sofre do velho caso de "Meu amigo vai ao exterior e vai trazer um Moleskine para mim" - primeiro, tenha certeza que seu amigo vai viajar para os EUA e não para a Europa... Moleskines são quase tabelados: o que você paga U$ 15,00 nos EUA, sai por EU$ 15,00 na Europa e £$ 15 na Inglaterra, ou seja, embora o valor de face continue o mesmo, o resultado final vai ser bem diferente.

Moleskines são a única opção?
Nem de longe! Existem ótimos sketchbooks por preços razoáveis da Canson, Tilibra, Hahnemuhle etc., aqui no Brasil mesmo - em breve eu falarei sobre onde encontrá-los. Nos sites indicados acima você também encontra boas opções de marcas como Watson-Guptill e Sterling. A minha única ideia com este post é que você não faça parte do coro da desinformação - se você não quiser utilizar Moleskines depois de utilizá-los, tudo bem. Mas não deixe a falta de conhecimento e os preconceitos sejam a razão para isso.