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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Novos rumos: de onde venho e para onde vou?


Um pouco antes da pandemia se tornar o que se tornou, eu já havia comentado por aqui em janeiro de 2020 que estava difícil "criar" qualquer coisa... Muito desânimo, o mundo nessa pulsão de morte, que só se agravou com esse caos sanitário. Fiquei mais de um ano sem rabiscar coisa alguma que tivesse forma definida. Nos meses finais do ano passado até aconteceram muitos testes de cores, depois de montar uma coleção de marcas de lápis de cor nacionais para tentar encontra a melhor e mais barata, mas... Mesmo assim, nada significativo.

Então é bom ver que meu Instagram já tem (sem ironia) quatro rabisquinhos novos em 2021 -- e que trazem uma série de coisas animadoras para pensar... Por mais que eu ainda sofra para fazer olhos nivelados, simétricos e tridimensionais. Dá vontade de voltar ao começo, fazer uns exercícios a lápis grafite para retomar luz, sombra e a capacidade de fazer um sombreado com degrade de verdade; dá vontade de despirocar e fazer retratos doidos de qualquer jeito, dá vontade de retomar o lápis de cor, com mais vontade. O importante disso tudo é o "Dá vontade"; porque a vontade havia ido passear bem longe e ainda não havia retornado.

O que fica para o blog?

Nessa história de que é a vontade que move o mundo e os ânimos pessoais, não vejo muito sentido em ficar falando dos meus rabisquinhos como se houvesse grandes intenções e pensamentos por trás de cada um. Primeiro, porque não há: rabiscos, sketchs, desenhos despretensiosos -- não importa o nome que você prefira -- não deveriam ser tema para discussão, mas elementos de formação de pilha. Nós juntamos uns 100 e aí, talvez, tenhamos algum aprendizado para compartilhar que valha a pena. Durante esse tempo parada eu vi muito adolescente desenhando muito melhor do que eu já consegui um dia... Mas também, vi muito adolescente que já desenhou mais em um mês do que eu em um ano, então... Não tem muito como reclamar. 

Por conta de tudo isso, o resumo é: vou parar de perturbar vocês falando sobre os meus rabisquinhos, até porque eles têm um lar mais ou menos regular no Instagram (@cilla.sketchblock), onde em uma ou duas linhas eu digo tudo o que precisa ser dito sobre cada um deles. De tempos em tempos posso até dar um apanhado geral, falar para onde eles estão me levando, mas é isso -- no máximo, uma postagem semanal sobre os rumos da prática.

Nas demais publicações, vou focar mais no que me trouxe até aqui: postagens sobre aprender a desenhar, praticar, materiais... Coisas que possam auxiliar na criatividade de quem me segue e me visita -- Por que tem uma hora que, vendo tanto aquilo que você gosta, inevitavelmente você começa a se mexer. 

Então vamos nos mexer juntos.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Contracapa e Contratempos

Não vou abusar do tamanho da imagem nesse post, porque não está grande coisa (sem ironia pretendida, rs). Sabendo que é difícil "começar" a primeira  página de um sketchbook, eu resolvi abusar dessa vez e começar pela contracapa -- tirar esse "sentimento de pureza" que todo caderno novo tem, com todas aquelas páginas em branco. E é incrível como meia dúzia de rabiscos são capazes de fazer você repensar a vida, o universo e tudo mais.

Fica claro porque eu acho que os desenhos inspirados em Zentangle são tão reconfortantes: eles nunca dão errado. Eles podem até não ser magníficos, fazer as pessoas exclamarem "puxa vida, nunca vi nada tão maravilhoso em toda minha vida!" (especialmente quando se é como eu, e se tem um "dom" pra não deixar contrastes suficientes), mas eles sempre "dão certo". Exatamente porque cada um é único, e não há base pra comparação, eles simplesmente são aquilo, e não há muito o que você possa reclamar ou dizer "bem, não era bem isso que eu estava esperando", até porque você não estava esperando nada sem ser preencher toda a página. Mas basta colocar "uma cabecinha" no mix pra você relembrar algumas coisas:
  1. Como se está enferrujada.
  2. Não era bem isso que você esperava.
  3. "Ai, saudades das minhas aulas regulares" -- e de ter verba destinada pra escolhe-las.
E aqui entram as minhas principais críticas a sketchbooks e porque eu vou tentar algumas coisas diferentes (de verdade) dessa vez. 

Não vou lembrar em qual vídeo sobre aprendizagem/treinamento/motivação eu ouvi isso recentemente, mas fez todo o sentido. O especialista dizia que "Practice don't make it perfect, it makes permanent" -- ou "A prática não traz perfeição, mas permanência". Ou seja, praticar errado não vai fazer você começar a fazer certo, mas fazer com que você internalize e repita para sempre os erros. É isso que eu sinto com essas cabecinhas desenhadas. Se eu olhar as cabecinhas desenhadas nos últimos 5 anos, nas mesmas condições (sem referências ou com referências ruins, finalizadas a nanquim quando a estrutura não estava pensada pra isso etc.), não há muito ganho em qualidade, e elas parecem sempre a mesma coisa -- o que é algo diferente do que, por exemplo, quando eu trabalho com referências melhores em um material que eu tenho melhor domínio. Por exemplo:

E pode ser uma coisa minha com "sketchbooks" ou mesmo da maneira como eu aprendi o que foi possível -- e aí os cursos que eu fiz tem um bom papel nisso -- mas eu não acho que sketchbooks sejam o melhor lugar para esse tipo de prática.

Existe algo realmente "liberador" em gastar pilhas de papel de impressão (sim, estou falando com você Chamequinho) em desenhos que não estão sendo feitos pra posteridade mas para realmente aprender algumas coisas. Para mim, sketchbooks ficam na zona intermediária entre o aprendizado por repetição e a produção de "peças finais", então são melhores quando você vai repetir algo que já está estabelecido na sua cabeça ao invés de explorar algo que não se está confiante ainda. Faz sentido? Não sei -- mas sei que isso é muito do que me faz não ser tão "prolífica" quando eu gostaria, exatamente pq não tem espaço físico (de tamanho mesmo, pq eu gosto de ter do A4 pra cima pra aprender) e dá a qualquer coisa mais permanência do que ás vezes eu gostaria. Resumindo, sketchboosk pra mim é pra "pré-obras", não tanto para estudo. E eu decidi que esse ano não vou lutar contra isso -- vou usar mais folhas soltas que eu possa amassar e jogar fora se não der certo, sem muito peso na consciência.

A próxima coisa, que eu vou considerar um pouco antes de me comprometer com um caminho é escolher um dos livros de desenho pra ser o companheiro de prática. Fico sempre tentando escolher o "livro ideal", baseado naquilo que eu gostaria mais de aprender no momento, mas o livro "ideal" não existe e eu acabo não usando nenhum. Acho que agora eu vou escolher um nem que seja para ter uma figura de autoridade contra a qual me rebelar, rs. Vou tentar escolher um até o final da semana, mais de volta ao básico: lápis no papel, e sem muitas técnicas ainda. Vamos ver!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Atualmente, no Sketchbook

Ando meio perdida sobre o que rabiscar no Sketchbook, então qualquer coisa está valendo -- e muito poucas agradando (especialmente esse vai e vem entre uma coisa mais realista e algo mais cartoon). Está faltando decisão de pegar uma linha de desenvolvimento para seguir (escolher um livro para estudar, um curso para seguir ou algo assim).

Ainda estou atualizando as imagens quebradas do Blog -- mais uma página de backlog e algumas postagens perdidas foram atualizadas. Logo logo tudo estará no ar corretamente e podendo seguir em frente.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O que fazer com o desânimo!?

Por mais que eu tenha me comprometido a postar todo e qualquer rabisquinho por aqui e por mais que eu saiba que tudo que se faz é evolução... Às vezes cansa não é mesmo?

sexta-feira, 17 de março de 2017

Desenhar depois de adulto... Onde estão os brasileiros?

Pode parecer que eu estou ganhando algo da Sketchbook Skool pelos comentários, mas não estou: eu vejo vídeos como esses daí embaixo e fico me perguntando onde estão os brasileiros que querem desenhar simplesmente por desenhar? Encontro sempre toneladas e toneladas de blogs para quem está começando a desenhar tendo em mente pessoas que estão no máximo na casa dos 20 anos e que querem trabalhar nesse mercado -- e isso é muito bom mas... Onde estão as pessoas que querem desenhar simplesmente porque gostam? Existem por aqui? Se dão ao direito de ter um hobbie?

Começar a desenhar -- ou mesmo voltar a desenhar -- e se desenvolver nessa habilidade, depois dos 30, merece um enfoque completamente diferente de quem está começando por aí... E isso não está sendo coberto. Nem os cursos de arte, por exemplo, são voltados para educação continuada e desenvolvimento pessoal, mas em conquistar um título e habilidade necessário para o mercado de trabalho!

Onde estão vocês rabiscadores maduros?
Vamos nos unir!!!

Student Stories
https://www.youtube.com/watch?v=XuQYO8QSiWI

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Vamos soltar essa mão com Model Sheets?

Material na mão? Lugar confortável para rabiscar? Ok. Mas pode ser que agora você não saiba exatamente por onde começar. Independente do seu objetivo com desenho, é um pouco difícil fazer qualquer coisa se a sua mão estiver "durona". Algo que aprendi há muitos anos atrás nas aulas de desenho com o saudoso professor Waldyr Igayra é que poucas coisas soltam tanto a mão quanto desenhar personagens infantis -- especialmente os da Disney.  O ponto de bônus aqui, é que como os personagens são conhecidos você pode avaliar imediatamente a sua capacidade de conseguir semelhança.

Ao longo dos anos eu montei uma coleção de "Model Sheets" -- as folhas modelo de personagem que os animadores utilizam para desenhar sempre os personagens da mesma forma, e definir detalhes como posições e movimentos -- e fiz um arquivo de PDF (que está impresso aqui em casa em algum lugar). Se eu quero desenhar algo "bonitinho" sem ter que pensar muito a respeito, acabo utilizando como referência.

Se você quiser, vale escolher seu personagem/história preferida e dar uma busca no Google Images -- ou então...

Baixe o meu PDF (grátis, grátis) com 45 Model Sheets coletados da Internet aqui:
https://www.dropbox.com/s/50rsbahph0sl5k3/model_sheets.pdf?dl=0 

Sim, esse material tem copyright, e sim esses personagens são proprietários -- mas além do fato do mundo da "Fan-Art" ser bem flexível, não acho que você vai desenhar personagens da Disney e dizer que foi sua criação não é mesmo? Além disso, o Mickey Mouse no caso já está em domínio público.

domingo, 23 de outubro de 2016

Assuma seu espaço!

Tenho um lembrete no meu caderninho de afazeres (bullet journal, ou BoJu, é muito gourmet pra mim) que diz: OWN THE FUCKING DESK -- desculpe o linguajar, mas assim é mais preciso. Tenho uma prancheta profissional de desenho há 20 anos. Meus pais compraram para mim no segundo ano do ensino técnico -- apartamento pequeno, abri mão de ter uma cama fixa pra colocar a prancheta -- e a utilizei muito para projetos de arquitetura do 2º ao 4º ano do técnico -- mesmo que a motivação de tudo, até do técnico, fosse ter acesso a materiais para desenhar bastante, incluindo é claro, a prancheta.

O detalhe é que há uns 16 anos ela está regularmente parada. Quase tudo que rabisquei nesse período não foi feito nela e em uma boa parte desse tempo ela ficou sendo local de entulho. No último ano achei que isso era inaceitável e coloquei ela em condições perfeitas para desenhar... Até agora, não o fiz.

Você vai em aulas de desenhos com professores de 18 anos que desenham sem parar desde que conseguiram segurar um lápis, e eles não conseguem oferecer sugestões ou alternativas para esse tipo de "bloqueio" -- outros vão dizer que você não quer realmente fazer alguma coisa, senão estava fazendo, e não escrevendo a respeito. Mas o bloqueio é real, a resistência é palpável. E derrubar ambos é imprescindível.

Sentar no seu espaço, seja um canto no sofá ou um ateliê dos sonhos iluminado, e dizer: "É aqui que eu faço minha arte" -- seja qual for sua arte no momento -- é impressindível. Afinal  de contas, como diria Woody Allen: "80% do sucesso é comparecer". Compareça.

OWN YOUR FUCKING SPACE!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Inktober... Vai indo.

Mês de Outubro está sendo dedicado -- na medida do possível -- ao desafio do Inktober: um mês finalizando desenhos e rabiscos em tinta. Embora eu esteja numa fase um tanto revoltada com "puristas" em todas as categorias, quando o assunto é Inktober eu acabo sendo um pouco purista no conceito, e não ando satisfeita com o que estou fazendo.

A visão "purista" do desafio, é melhorar suas capacidades em "inking" que em português é a boa e velha arte final em nanquim/tinta preta. Quem já desenhou em lápis de qualquer cor e depois tentou "contornar" com nanquim ou caneta nanquim (fazer a famosa arte final) sabe que o desenho mais lindo e espontâneo fica engessado e travado quando as suas habilidades de arte-finalizar são limitadas. E esse Inktober deixou isso claro como a luz do sol para mim.

Desde então, eu tenho tentado brincar com algumas coisas: grafismos para aplicar luz e sombra no traço; nanquim amarelo para "colorir", e nesse exibido aqui: um pouco de aquarela. Nenhuma dessas coisas muda um fato básico: eu abordo o desenho de forma amadora, no mais claro sentido de "despreparada".

Não é uma questão de saber ou não desenhar -- estou cada vez mais convencida que as pessoas como eu, que tem problemas em desenhar o que querem, estão errando na abordagem mais do que nas habilidades...
  • A gente começa sem saber o que vai desenhar...
  • A gente começa sem referências.
  • A gente começa sem fazer sketchs de composição e thumbnails.
E de alguma forma a gente espera um resultado profissional, fazendo as coisas de um jeito que nem um profissional faria. E não tem como arte-finalizar bem desenho tosco... Simplesmente não é possível resolver problemas estruturais de casa, passando massa corrida.

De qualquer forma, gostei dessa coisa "temática" por mês -- ando bem inclinada a trabalhar um mês de aquarelas em Novembro. E quem sabe, para o mês que vem, eu consiga essa coisa de preparar um pouco antes de desenhar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Início de Inktober 2016 no YouTube (novo canal).

Praticamente uma semana de Inktober, e até agora as coisas estão em ordem -- muitas atualizações automáticas pelo Instagram, que podem dar a ideia que aqui foi meio que deixado de lado... Mas não é isso: estou testando maneiras de integrar redes sociais de uma forma prática e rápida para que até o meio do mês atualizar por aqui fique bem mais fácil.

Nessa ampliação de meios, estou testando a "inauguração" de um canal do YouTube, começando como muita gente começa: com um vídeo tosco! rs. Brincadeiras a parte, outra tentativa: o que eu posso produzir a partir do celular para o blog.

Gosto de acreditar que o ideal seria poder sentar no computador, com horário definido, calendário preparado e simplesmente preparar o conteúdo daqui -- mas como esse método "ideal" tem sido um tanto quanto inviável nos últimos meses, estou migrando para o plano B: o plano possível. Espero continuar nesse mundo possível por um tempo... É bem mais agradável.

domingo, 21 de agosto de 2016

Tortinho, na cara larga...

Rabisquei um rosto um pouco mais largo do que deveria (a esquerda). Ao terminar, percebi que tinha algo meio torto... Eu ainda me pergunto porque a gente só vê essas coisas depois que termina? Coloquei no Photoshop para ter certeza e ajustei (a direita)  -- só pra ver se eu não estava variando mesmo, não queria fazer uma correção perfeita... E não é que estava bem tortinho mesmo? Pouca coisa, mas faz uma diferença tremenda no resultado (tudo na vida é assim mesmo, não é?). Acho que é o que acontece quando você "pega em armas" sem muita frequência.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

E lá vamos nós... De novo!


Não quero que esse seja mais um ano de rabiscos toscos e sem sentido mas... Parecem que eles me perseguem, rs. Está difícil voltar pra cá regularmente -- tem algo me incomodando com relação a praticar desenho de maneira eventual, que eu ainda não sei como abordar corretamente por aqui, e nem sei se devo na verdade. Vou tentar superar!

domingo, 23 de agosto de 2015

Sem cabeças para nada... Nem a minha.


Sim, é uma tristeza mas... Eu só tenho mesmo essas coisinhas feias para mostrar. Não é que eu não esteja pensando no blog, muito pelo contrário: a partir de amanhã, e com um acontecimento especial para dia 31/08 (É surpresa!), o blog ganha atenção especial mas... Desenhar mesmo, tem sido sofrido - esses rabisquinhos no sketchbook A6 da TeNeus tem sido tudo o que eu consigo fazer, enquanto tomo o meu leitinho pela manhã e a Lívia ainda não percebeu que a mamãe tem lápis/lapiseiras/canetas legais nas mãos.

Dica: Para quem está em São Paulo, e tem acesso fácil ao metrô, eu recomendo dar um pulo em uma das lojas Daiso (endereços aqui: http://www.daisojapanbrasil.com.br/). Como quase tudo por lá é 6,99 (a alta do dólar quebrou um pouco a coisa do "preço único"), tem uma caneta tinteiro bem legal por 6,99 - simples, mas funciona bem para quem quer ter uma pena para rabiscar sempre à mão.



Estou tentando me forçar a desenhar de imaginação ultimamente, mas está difícil... Ainda falta saber de fato o que eu gostaria de estar desenhando. Figura humana sempre alegra a moça aqui, então eu vou tentando.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Nem sempre é o que parece.

Mais um estudo sobre os trabalhos realistas do Marcello Barenghi -- sempre em lápis de cor, enquanto o mocinho esperto utiliza várias técnicas ao mesmo tempo. Ou seja, reproduzir o desenho dessa forma é desafiante. O maior obstáculo? Tempo. Não estou acostumada a ficar tanto tempo em um trabalho. Estou no começo do segundo mês de aula e acabo de terminar meu segundo desenho. Para quem gosta de resolver tudo em uma sentada é... Frustrante na maior parte das vezes.

Acho que desenhos como esse são uma armadilha. Embora esteja plenamente ciente dos seus defeitos, aos olhos leigos ele é um trabalho muito legal... Dá satisfação de olhar, e aí que mora o perigo. Estudos sobre o trabalho alheio, ou fã arte em geral, constitui um território meio cinza para mim.

Se eu tivesse mais tempo para dedicar ao desenho e a pintura, talvez não em incomodasse tanto: esse seria um simples estudo no meio de uma produção autoral mais sólida... Mas não é assim. Quando tudo que eu consigo fazer é isso, fico pensando no que isso significa do ponto de vista "arte" -- não "Arte" com "A" maiúsculo, nem quero entrar nessa discussão -- mas arte como expressão artística: qual desenvolvimento posso ter se toda a "minha produção" for constituída de cópia do trabalho alheio?

No meu eterno debate sobre porque e para quê desenhar essa tem sido uma constante: a luta entre o que parece bom, e o que de fato é. Quero ser alguém que faz reproduções bonitas, ou aceito ser a pessoa que quebra a cabeça com alguns (muitos) trabalhos meia boca enquanto aprende a se expressar por conta própria?

Trabalho como esses são os trabalhos que fazem os outros olharem e admirarem. Mas embora eu também goste do resultado, me incomoda saber que eu não participei na escolha do tema, na escolha do olhar, não exercitei minha capacidade de observar, compor etc.

Eterno debate entre parecer bom... E ser de fato.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sempre mais do mesmo...

Recentemente eu decidi parar de mentir para mim... Não adianta ficar enchendo o Sketchbook de rabiscos (uma amiga gosta de brincar que são "artes naïve", rs) e achar que estou fazendo alguma coisa... Mesmo com toda tortura e necessidade de aprimoramento que a coisa precisa, eu gosto mesmo de arte figurativa, de realismo, de hiper realismo... Se eu chego lá ou não, é outra questão mas... Não vou ficar entretendo coisas tão fora do meu padrão para tentar despertar a minha criatividade.

Recentemente eu publiquei um link na página do Facebook (http://www.studentartguide.com/articles/art-sketchbook-ideas) só para relembrar que sketchbooks vem em todos os formatos e com todos os tipos de conteúdo. Estou me dando ao direito, então, de ser um pouco mais metódica sem muito peso na consciência.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Iluminuras

A definição é um pouco demais mas, eu gosto de colocar uma imagem para marcar a passagem de anos no sketchbook -- é claro que idealmente o sketchbook não deveria conhecer o termo "passagem de ano", mas aí já é uma outra questão.

Normalmente eu escolho uma imagem de algum artista que eu gosto e preparo uma impressão pra colar ali mas... Esse ano, em homenagem a aula de lápis de cor que eu começo a fazer na quinta-feira (fica para um próximo post), eu decidi fazer à mão em lápis de cor.

Por enquanto, mesma preocupação do ano passado -- não passar mais de um dia em cada rabisco... Então sem sombreados trabalhados ou cores mais uniformes -- fica para o dia que eu puder começar mais cedo e terminar mais tarde.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Novo Sketchbook Tilibra Academie

Modelo Antigo do Tilibra Academie
Preço médio: R$ 35,00.
Os rabiscos em si podem não sair mas, para o bem ou para o mal, os cadernos que pretendem carregá-los não param de entrar... Como a atual circunstância não permite a entrada de modelos caros, eu não posso deixar de testar quando modelos mais em conta entram no nosso tão escasso mercado nacional.

O modelo que você vê no início da postagem é exemplo de uma das opções nacionais, produzidas por uma grande marca já há alguns anos (Tilibra). Ele conta com 70 páginas de gramatura média e leve textura, em uma cor off-white (levemente creme). Como eu sou meio viciada em colecionar cadernos do tipo, tenho alguns em branco das duas opções - a menor (mais próxima do formato A4) e a maior (mais próxima do formato A3). Mas ser uma das primeiras entusiastas (ou como eles diriam no marketing, "early adopter") tem o seu custo -- grande parte do meu estoque não tem folhas "acid free", ou seja, não está preparado para o teste do tempo: irão amarelar. Já as versões mais recentes contam pelo menos com o selo de "acid free".

Como eu já comentei por aqui algumas vezes, eu não me dei 100% bem com esse sketchbook -- apesar da gramatura e textura da folha, eu encontrei mais dificuldade em criar destaques e sombras do que eu previa. Além disso, nenhuma das imagens scaneadas ficou muito como eu gostaria. Tirando esses detalhes, é um sketchbook de respeito: bom tamanho, bom acabamento e um preço condizente.

E o que podemos encontrar no novo modelo?

 

Mesmo com todas as qualidades do modelo original, eu não pude deixar de ficar MUITO curiosa com o lançamento do novo modelo. O primeiro fator, é claro, foi o preço -- que está na média de R$ 18,00, por um caderno tamanho A4, com 50 folhas (essa informação pode variar, e muito, dependendo do site que você acesse). Outra curiosidade foi em relação ao formato. Todos os sites que eu encontrei informam que é um caderno espiralado em cima mas... Será que as pessoas estão há tanto tempo no computador que elas tem dificuldade de perceber que se você não gostar nesse formato basta simplesmente... Virar o caderno???

Eu sei que, como você pode ver nas fotos, a arte dá a entender que o caderno deve ser utilizado na horizontal (ou estilo paisagem) mas... Vamos dar algum crédito aos consumidores não é?

Por dentro no entanto, nada de muito especial -- apesar de ser um sketchbook com papel de uma boa gramatura (150 g/m²), o papel é um offset comum, de alta alvura (branco, branco, branco). Não é acid free (vai amarelar com o tempo) e não suporta nenhuma técnica úmida (talvez apenas um nanquim leve se você tiver cuidado). Mas é o que uma média de R$ 18,00 garante por aqui... Mas se você quiser economizar e não fizer questão de uma encadernação espiral, você consegue comprar o mesmo tipo de folha (sulfite 150 g/m²) em blocos de 20 folhas na Papelaria Universitária, por exemplo.

Se vale a pena somente você poderá dizer. Mas existem algumas coisas que você pode levar em conta na hora de se decidir se esse é o sketchbook para você:

1. Esse vai ser um sketchbook para praticar ou para guardar e mostrar para os netos? Caso a segunda opção seja a sua opção, esse aqui pode lhe deixar na mão com o tempo.

2. Que materiais você irá usar? Lápis, hidrográficas, ok. Se você pretende utilizar aquarelas, aguadas de qualquer outra natureza (nanquim, acrílica) esse pode não ser o melhor companheiro para o seu trabalho.

3. Cabe dentro do seu bolso? No final das contas, esse é o fator crucial. Se você vem desenhando em folhas de papel de impressão (daqueles pacotões de 500 folhas ou 100), sem dúvida esse é upgrade -- a folha será melhor, o trabalho estará melhor organizado e você terá como acompanhar a sua evolução. Se você já vem desenhando em folhas próprias para desenho, mesmo que nos blocos estudantis, e está feliz com o resultado -- ou mesmo se você pretende experimentar técnicas diferentes a cada página, essa pode não ser a melhor opção para você. Melhor economizar seu rico dinheirinho em opções mais profissionais.

 Se você quiser mais detalhes técnicos, aqui você encontra a contracapa e ficha técnica do caderno.

Você pode encontrar o seu aqui:
 


domingo, 28 de setembro de 2014

Fora do Prumo

Continuando o sketchbook... Acabei de resolver um problema com o scanner que estava travando no meio da digitalização -- coisas de ter muitos aparelhos USB, e poucas entradas: faz você trabalhar com um hub, o que não é sempre a melhor solução. Continuo tentando aproveitar os dois lados da página; nem que seja para testar alguns materiais que eu ainda não utilizei. O "retrato" rabiscado à direita foi levemente inspirado em uma foto da minha mãe com 12 anos. Estava com preguiça de trabalhar o cabelo -- assumo -- então deixei parecendo que ela era loira... Muito longe da verdade.

Ainda me perturba muito essa coisa de eu ter uma tendência natural a deixar os olhos fora de prumo... Um sempre acaba um tantinho mais baixo que o outro. É uma coisa que está longe de passar despercebido depois mas que misteriosamente eu nunca percebo quando estou desenhando -- mesmo quando tento checar o desalinho com uma régua ou com um lápis por exemplo. Aqui no detalhe, por exemplo, eu corrigi a distorção no Photoshop: coloquei os dois olhos no mesmo nível, diminui a distância entre eles para um olho (que é a indicação básica de proporções) e deixei o olho da sua esquerda levemente maior que o da sua direita, já que, como a cabeça está levemente inclinada, isso deveria aparecer naturalmente... Não deu muuuitoooo certo, mas o suficiente para perceber que com um pouquinho mais de atenção a coisa teria ficado um pouquinho melhor.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sempre mais do mesmo...

Eu já tenho um blog específico para reclamar da vida para não ter que fazer isso por aqui. Mesmo assim acho que vale a pena atualizar... Não me cuidei direito essa semana: não dormi o suficiente, abusei das horas de trabalho, descuidei da alimentação. Aí nesse, justo nessa quinta e sexta que eu precisava dar força total, fiquei marcha lenta... E agora se assenta aquele resfriado do ano que eu sempre tenho, o que derruba para valer mesmo.

Dor de garganta, dores no corpo e calafrios são os meus amigos agora. Nadei, nadei e morri na praia com tudo que tinha que entregar essa semana então... Eu fico me perguntando de que vale tanto esforço se eu não consigo virar a entrega.

Ando reavaliando muita coisa... Só não sei quando eu terei oportunidade de colocar qualquer resolução em prática... Parece que eu estou sempre correndo atrás do próprio rabo -- as coisas grudam umas nas outras e eu simplesmente não tenho tempo de refletir... Nem sobre como aproveitar melhor os 20 minutinhos que eu dedico a isso.

Uma nota sobre o azul: é Ecoline... Comprei há um milhão de anos, e ainda não usei direito. E ela está ficando grossa - algo que não deveria. Resumo na Ópera: estragando materiais como nenhuma outra há 34 anos.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O poeta é um fingidor...

Não, eu não sou poeta. Mas eu entendo bem a parte do fingir... Tanto que, cansada de páginas e páginas que não tem cara da "art journal", eu resolvi fazer uma mais parecida com aquilo que encontro por aí... Mas é fake. A folhagem é fake, o rabisco é fake... É só para parecer, mas não é -- algo que eu entendo muito bem.

Mas deu para testar a nova Micron, deu para testar a tinteiro que está com tinta vermelha, e ainda deu para brincar de pontilhismo com canetinhas (como eu sou gente grande, tenho que chamar de marcador).

Um dia desses, quem sabe, isso tudo começa a fazer sentido.