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quinta-feira, 22 de abril de 2021

Para bom observador, meia imagem basta.


Brinquei comigo mesma que é impossível ter problemas de simetria facial se você desenhar apenas um lado do rosto... E parei por aí, porque era feriado e eu não queria lidar com o fato de que dois olhos no mesmo nível é uma tarefa... Complicada!

A postagem de hoje tem múltiplos objetivos:

1. Testar o envio de postagens pelo mailchimp!
Dona Google avisou que a partir de Julh/2021 ela vai dar mais um tiro em quem insiste em ler blogs... O primeiro foi quando ela extinguiu o Google Reader (não, eu ainda não superei). O segundo, agora, com o aviso que ela não vai entregar mais as postagens por e-mail via Feedburner. Resolvi me antecipar e migrar os assinantes do blog para o Mailchimp, cruzando os dedos que vai funcionar... Se você está lendo isso no seu e-mail, isso é muito boma.

2. Divulgar o Apoia.se da artista Camila Cabral.
Pandemia, Covida, mãe e filha rabisqueiras em casa há mais de um ano e... Muita união assistindo o canal da Camila Cabral no YouTube. Acho que em um ano nós voltamos em todos os vídeos já publicados e assistimos. Então ficou meio impossível não entrar no Apoia.se da artista para mais conteúdo ainda. Recomendo, todo domingo tem uma live exclusiva com conteúdo inicial sobre desenho -- e para participar as contribuições começam em R$ 5,00.

Espero não ficar longe por mais tanto tempo -- então vou guardar umas dicas extras na manga. E você? O que tem feito para viver, sobreviver e criar na atual circunstância? Parou com a arte, ou ela te salvou? 
Comente! Quero ouvir de você.



sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

De volta a cor...


Depois de quase 02 meses de Inktober, e muito preto e branco, finalmente algo com um pouco de cor... Não sei se vai muito além disso também -- quero ficar um tempo tentando ver o que é possível com uma caneta Bic quatro cores, já que uma coisa que o Inktober me mostrou é que limitar as escolhas nem sempre é algo ruim.

Como companhia, acabei montando um pequeno estoque desse Sketchbook da Amazon.com.br. Sempre que tem promoções especiais e eles fazem 3 livros importados por 2 no site, acabo pegando mais 3. Normalmente, o preço está por volta de 33 reais cada (o que já valeria a pena), mas nesses casos de promoção acaba saindo por 22 reais cada um. Ele é tamanho A5, espiral no topo (algo que eu também prefiro em relação aos encadernados) e com uma folha grossa o suficiente para mim (uns 120 g/m²), além de bem acetinada...

Depois de muito tempo tentado outros sketchbooks, cheguei a conclusão que essa é a combinação perfeita para o meu momento: fica ótimo desenhar a lápis, nanquim e canetas de todos os tipos -- durante o Inktober nenhuma vazou para o outro lado da página, algo que acontece regularmente quando eu uso o "Canson One", sketchbook padrão da Canson.

Das vantagens que só as pessoas doidinhas como eu compartilham: existe algo de libertador em você simplesmente virar a página e deixar tudo o que foi feito pra trás -- por mais que esteja tudo no mesmo caderno e você tenha um histórico, nessa composição eu não sinto que o que está sendo feito hoje precisa "ornar" com o que feio na página anterior... É sempre uma sensação de começar do zero, para o bem ou para o mal. Como eu continuo gostando de sketchbooks preenchidos dos dois lados, comecei a colar folhas soltas na página que fica em branco -- assim, a coisa fica mais "completa", sem vazar para o desenho de outro lado, que é algo triste dos meus sketchbooks antigos.

Revendo 2019

Nesse final de ano também, todas as plataformas começam a mandar suas retrospectivas -- e uma das que eu mais gosto é a do Spotify, que está na sequência. O gosto musical aqui não é o mais refinado ou antenado, mas se quiser experimentar o que se passa nesses ouvidos, uma amostra está na sequência.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Onde Comprar Materiais de Desenho e Pintura? - Presencial e Online

NOTA de Dezembro de 2019 -- Esse post tem mais de 03 anos, e está passando por uma nova atualização. Vou deixá-lo integral como publicado na época, mas as informações que não são mais válidas estarão realçadas em roxinho.

Essa postagem é uma atualização do meu artigo de setembro de 2012 (http://www.sketchblock.com.br/2012/09/montando-seu-arsenal-onde-comprar-os.html) com informações atualizadas sobre lojas e materiais artísticos, com atuação presencial e online.

Meu artigo sobre onde comprar materiais de desenho e pintura ainda é um dos mais acessados desse blog -- mas estava um pouco capenga e desatualizado dado os seus 04 anos de existência. Então, conforme prometido a bastante tempo, segue uma versão atualizada e ampliada dele. As considerações do último valem aqui: se você tiver dicas e sugestões de inclusão, deixe nos comentários -- eu prefiro inserir sempre quando tenho alguma experiência com a loja, então posso testar (que sofrido encontrar um novo local para encontrar coisas são “chatas”, rs).

Vamos as lojas!!

Especializadas com atendimento presencial e online (SP Capital)

A Casa do Artista
Foco: Artistas Profissionais
Pensa em um lugar paradisíaco para quem quer comprar materiais artísticos… Então você encontrou. Minha sensação nos últimos 04 anos (desde a última resenha) não mudou -- toda vez que eu entro pela porta da loja da Major Sertório eu penso seriamente em rodar de braços abertos em estilo “Noviça Rebelde” de alegria… Não faço, porque o ambiente sóbrio não permite (e pela região, se eu entrar assim é capaz que o segurança ache que eu estou embriagada e me conduza até a saída). Agora falando sério: pense em algo que você precisa, em qualquer técnica. Pensou? 99% de chances de que tenha (inclusive se for importado). Mas é claro, toda essa disponibilidade tem um preço -- e ele costuma ser maior do que o da concorrência. De 2012 para cá, o que mudou é que eu comprei online por aqui umas duas vezes, apesar de poder ir lá ao vivo -- e as duas vezes foram extremamente positivas: material super bem embalado (numa caixa de papelão muito linda e CHEIO de plástico bolha), postagem rápida, frete adequado. A única coisa que deixou um pouco a desejar na experiência é que o sistema deles não tem uma atualização constante do andamento do envio… Então enquanto você fica pensando “será que já enviou?” a encomenda chega.
  • Pontos Positivos: Grande variedade de materiais, em diversas técnicas e marcas.
  • Pontos Negativos: Preços um pouco maior que a média dos concorrentes, e alguns itens que você nunca encontra por aqui (por exemplo, lápis de cor Prismacolor Premier).
  • Bom lugar pra comprar: Boas marcas, em qualquer técnica.

Universitária
Foco: Estudantes
Um ótimo lugar para quem está começando. A variedade de artigos é limitada (condizente com as demandas de estudantes de artes plásticas, arquitetura, design, desenho etc.), mas os preços são um dos melhores dentre as opções que eu tenho aqui. Já comprei tanto presencialmente (em todas unidades) quanto online. Pessoalmente, até para eu que moro em São Paulo, a opção online não é muito atrativa: não sei como o site calcula o frete, mas me parece um pouco inadequado para o peso dos itens e local de entrega (até eu, com sistema do MercadoLivre consigo oferecer fretes mais atrativos para todo Brasil, e isso é uma raridade). Outra questão é que eles recentemente atualizaram o site… Está muito mais bonito, mas muito menos funcional. Antigamente eu buscava qualquer item com poucas palavras, e os resultados eram exatos -- hoje em dia, eu procuro por algo bem específico e tenho resultados de busca bizarros. Por exemplo, se eu busco por “Canson One”, em busca dos sketchbooks, eles vão aparecer somente na página 7, depois do site me mostrar mais de 60 itens da canson que nada tem de “One” para terem aparecido na frente. Outro dia procurei por uma aquarela da Koh-I-Noor e recebi de volta uma seleção de pincéis Tigre… Então realmente não sei o que acontece. Presencialmente, recomendo a loja da Humberto I, na Vila Mariana -- os atendentes de lá são muito gente fina, e deixam você pesquisar e explorar em paz.
  • Pontos Positivos: Bons preços, boa variedade para estudantes.
  • Pontos Negativos: Um pouco mais limitada para quem procura opções profissionais de materiais artísticos -- por exemplo: mais fácil encontrar uma aquarela Sakura e Pentel do que uma Talens, por exemplo.
  • Bom lugar pra comprar: Folhas avulsas e em blocos, Sketchbooks, Nanquim, Penas, e materiais de faculdade.

Fruto de Arte
Foco: Estudantes e Artistas Profissionais
Atualmente a loja mudou de endereço -- embora continue na mesma Marquês de Itu -- e ficou muito mais linda e chique. Ela é uma boa opção entre “A Casa do Artista” (nem tão cara) e “Universitária” (não é tão limitada) e como eu compro por lá há uns bons 15 anos, acho que sempre vale a pena a consulta. A única coisa que eu não gosto por lá, e não mudou em nada nos últimos 4 anos, é que não é uma loja que você possa explorar sossegada: tem sempre alguém querendo saber se “pode ajudar” -- e algumas situações meio traumáticas acontecem: a última vez que fui comprar um Canson One pra despachar pela minha lojinha, o atendente queria porque queria que eu levasse um Canson 180º -- muito mais caro, e que não era o que eu queria. Só consegui fazer ele desistir da insistência depois de ser grossa com ele, o que não é um recurso que eu goste de usar. Ou seja, para quem gosta de descobrir coisas novas, explorar e ficar babando em estantes e mostruários isso é um pouco irritante -- então eu acabo sempre olhando o preço online, e indo pontualmente para comprar um item específico. Mas agora que a loja está ainda mais linda, não poder ficar lá olhando sossegada me deixa um pouco mais triste do que costumava deixar. Recentemente também comprei online lá, para retirar na loja, e devo dizer que a qualidade do pacote me deixou muito sossegada pra pedir a entrega por correio no futuro -- muito cuidado e carinho.
  • Pontos Positivos: Um bom acervo, um bom preço e um lugar visualmente inspirador pra passear.
  • Pontos Negativos: “Posso ajudar?” -- não tem como, não gosto.
  • Bom lugar pra comprar: Qualquer coisa, só alegria aqui.

O Projetista
Foco: Estudantes e Profissionais de Arquitetura, Engenharia e atividades relacionadas.
Por algum motivo que eu desconheço, ainda hoje, vira e mexe alguém manda e-mail para o contato do blog pedindo orçamento de lista de materiais de Arquitetura e Design de Interiores -- se você é uma dessas pessoas, não mande e-mail para mim: mande diretamente para essa loja. “O projetista” é uma loja que fica no 8º andar de uma galeria no centro da cidade, e tem um ótimo acervo para estudantes de desenho técnico -- compro por lá há 20 anos, desde os tempos de Edificações, e eles continuam tendo um preço bem acessível. Já online… Atualmente, minha experiência comprando online foi pra lá de péssima. Tanto, que eu considerei seriamente se deveria continuar indicando a loja nessa nova atualização. Depois de muito pensar, cheguei a conclusão que se você for presencialmente, não tem problema e vale a pena. Se comprar online, não reclame de frustração comigo, rs. O que aconteceu? Três dias para confirmar um pagamento online por cartão de crédito que foi debitado na hora, sete dias para posicionar sobre o envio, 11 dias para a entrega. No meu único contato com a loja, a única explicação foi que eles estavam com muitos pedidos… Quem é a pessoa júnior no atendimento de uma loja que ao invés de pedir desculpas, ao invés de dizer que tiveram muitos pedidos e estão se adequando, diz simplesmente que tem muito sucesso, e não pode se comprometer com uma data? Pqp, coloca mais gente então… Pessoalmente, farei minha parte em garantir menos entregas não comprando mais online por lá (para mais, visite o “Reclame Aqui”)..
  • Pontos Positivos: Variedade para arquitetura, design e atividades afins com um bom preço..
  • Pontos Negativos: Algumas pessoas se sentem intimidadas em ter que subir a uma loja fechada para comprar (como lidar com aquela sensação de “agora que estou aqui, tenho que comprar” não é mesmo?) e o atendimento online inexistente (estou esperando uma resposta para um e-mail sobre manutenção da minha prancheta há uns 3 anos).
  • Bom lugar para comprar: réguas, esquadros, pranchetas, luminárias, canetas nanquim, compassos etc.

Online no Brasil (nas quais nunca comprei presencialmente)

Koralle (Porto Alegre - RS)
A Koralle tem loja física em Porto Alegre e também vende online -- acho que de todas as lojas, é a que eu mais comprei online (eles estavam com preços muito bons de sketchbooks da Canson há uns meses, e eu abasteci a lojinha regularmente). A seleção online é muito boa, o envio é rápido, eles oferecem o acompanhamento de todo o processo e embalam muito bem sua encomenda. A única desvantagem (para quem está longe, como eu) não é culpa deles, mas do custo Brasil: o frete sempre fica muito caro.

Grafitti (Curitiba - PR)
Minha opinião sobre a loja não mudou desde 2012: é uma loja legal, com boa seleção, bons preços e que eu já comprei online e fiquei satisfeita. Se você mora mais perto, talvez o frete não seja uma questão tão forte como pra mim.



Art Camargo (São Paulo - SP)
Outra loja online (dessa vez daqui de São Paulo) que eu sempre acabo olhando quando estou procurando alguma coisa, mas que por algum motivo eu ainda não comprei… Acho que preciso corrigir isso em breve. Se alguém já comprou, gostaria de saber o que acharam em questão de: preço, variedade, qualidade do envio etc.

Le Papier (Curitiba - PR) - Dica de Leitora!!
Desde o último post, essa foi uma colaboração dos leitores -- também ainda não comprei lá (acho que estou dormindo no ponto) mas pela questão de sempre: frete. Parece ter uma boa seleção e um bom preço.




Lojas de Escritório com material de desenho e pintura.

Kalunga
Uma das maiores lojas de escritório, com uma ótima presença online e diversas lojas (especialmente em São Paulo), a Kalunga pode ser uma ótima opção pra comprar presencialmente e online alguns itens específicos.
O que você pode encontrar aqui? Lápis de cor Faber-Castell, lápis grafite Faber e Staedtler, saquinhos e pastas A3, canetas nanquim descartáveis (Micron e Staedtler), blocos técnicos (Spiral) .

Staples
Uma Kalunga americana, já no Brasil com sua loja online há alguns anos -- e com uma loja física desde o ano passado na Av. Paulista. Ela tem diversos itens de marca própria e vende algumas coisas de papelaria gerais no site. No começo, os preços eram melhores -- agora já está mais para uma “Kalunga cara” nos itens nacionais, mas alguns itens de marca própria ainda são vantajosos.
O que você pode encontrar por aqui? Sketchbooks Tilibra Academie, lápis de cor (básicos), canetas gel, nanquins Acrilex.

Gimba
Assim como a Kalunda e a Staples, o foco da Gimba é material de Escritório. No entanto, na parte de material escolar ela tem algumas coisas interessantes para quem desenha: a melhor delas, lápis de cor Giotto a um bom preço.
O que você pode encontrar por aqui? Lápis de cor Giotto.

Suprioeste
Já comprei nessa loja da Zona Oeste de São Paulo umas duas vezes. Eles tem uma seleção interessante de materiais de desenho e pintura, embora o foco seja mais material de escritório também. O envio é rápido, mas não compro mais folhas aqui: no meu primeiro e único pedido feito de blocos de desenho aqui, eles vieram dobrados ao meio para caber na caixinha -- quase morri do coração… Sério.
O que você pode encontrar por aqui? Pincéis, tintas, paletas, folhas, apontadores, estiletes etc.

Internacionais (online).

Artifolk (Reino Unido - UK)
Uma das lojas internacionais que eu mais comprei -- apesar do preço ser em libras, quando eles enviam para o Brasil descontam o imposto local (então o frete quase sempre acaba ficando por conta dessa diferença). Até 1Kg, eles enviam pelo sistema de correio de Londres (então na maioria das vezes, se o pacote for pequeno, não vai ser taxado na alfândega aqui). Acima desse peso, eles usam sistemas de entrega internacional (como a DHL), então se prepare para pagar um frete maior (e imposto sobre produto e frete). Mas mesmo com a Libra ao preço que está, fantasticamente muitas coisa ainda ficam mais baratas do que aqui.

Dick Blick Art Materials (Estados Unidos - USA)
Online, acho que ninguém tem mais materiais do que a Dick Blick -- para brasileiros no entanto, ela só se torna uma opção se você estiver mesmo disposto a gastar: eles só enviam via Fedex ou UPS, então além do frete ser caro o imposto em cima de tudo torna tudo ainda mais caro. Em situações de vida ou morte, acho que vale a pena. Caso contrário, deixe para comprar por lá quando estiver passando pelos EUA.

JetPens (Estados Unidos - USA)
Um paraíso para quem quer comprar lápis e canetas de todo o tipo. Venho enrolando há anos para fazer uma compra aqui pois, apesar dos valores serem completamente em conta, o envio também é feito por empresas de entrega -- então, imposto garantido sobre frete (caro) e entrega. Eles oferecem uma opção mais barata de frete (pelo correio americano, sem registro) mas nessa modalidade não oferecem reembolso caso a encomenda não chegue (e direto dos EUA quase nunca chega se vier pelo correio). Arriscar aqui é para os fortes.

Amazon.com (Estados Unidos - USA e outros revendedores)
Embora a Amazon americana não envie muitos itens para o Brasil, alguns dos revendedores que utilizam seu site como portal enviam (especialmente os que estão na Europa). Já consegui comprar aqui lápis profissionais da Faber Castell e outros itens por preços bem vantajosos -- quando o dólar estava bem mais baixo, devo dizer. Mesmo assim, ainda é uma opção a se considerar.

Aliexpress.com (China)
Se você ainda não conhece o site que trás de tudo da China até a sua porta, essa é chance. Para desenho e Pintura, as coisas que eu mais recomendo são: pincéis, canetas nanquim (Micron Sakura), Aquarelas (especialmente aquarelas Sakura e Watson & Newton) e lápis de cor (Kooh-I-Noor e Marcelo Bianchi). Os únicos detalhes que eu gostaria de repassar são: esteja disposto a esperar de 60 a 90 dias (embora a maioria dos fretes seja grátis), faça mais pedidos pequenos ao invés de um pedido grande (menor chance de parar na alfândega) e não peça envio registrado (certeza de pagar imposto). Como o Brasil é um dos maiores compradores do site, agora eles já oferecem opções de pagamento até sem cartão internacional.

Quando em Paris (presencialmente)

Rougier&Plé
Pega o amor pela “Casa do Artista” e multiplica por 4… Um para cada andar dessa estonteante loja de materiais artísticos, que está num padrão que só podemos sonhar por aqui -- estilo grande supermercado mesmo, com carrinhos e cestinhas de compra, porque já sabem que você vai sair carregado. Estive por lá em Maio de 2012 e em Maio de 2013, e foi só amor -- foram anos de dólar/euro em preços mais aceitáveis, então tudo ainda saia mais interessante. Comprei muita coisa que por aqui é uma fortuna (aquarelas e papéis para aquarela, por exemplo) e outras que a gente não encontra por aqui.

Pra concluir…
Como você pode ver, opção é o que não falta. É tirar o cartão de crédito da carteira e ser feliz… Pelo menos até chegar a fatura!!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Estudo Deliberado: Livro ou Curso de Desenho?


Existe uma versão romântica e sofredora de mim que gosta de lembrar que até os 14 anos eu não tinha feito nenhum curso de desenho, e tinha 02 livros de Desenho da Coleção da Globo, que pouco ajudavam -- um era sobre Aquarela, falando de materiais que eu não tinha nem poderia comprar; e o outro de pintura a óleo... Mesmo problema. Adoro essa versão de mim, pq ela seria capaz de justificar muita inaptidão atual... Se as coisas tivessem continuado assim.

Mas de lá para cá já se passaram... 22 anos... Como é duro assumir isso! Muita coisa mudou, embora não do lado bom: eu fiz cursos na Quanta, na Arte Academia, na Área E, no Estúdio Igayara, no SENAC, Estúdio Maurício Takiguthi, na Academia de Animação SP... Dá até uma certa vergonha elencar tudo isso. Assim como dá uma certa vergonha encarar os livros de Desenho na estante -- Desse "À mão livre", o primeiro realmente útil, até hoje, são mais de 100 títulos sobre todos os assuntos que eu já quis aprender sobre desenho: figura humana, anatomia, luz e sombra, animação, cor, composição, perspectiva... You name it, I have it.

E agora que você já deve me odiar muito -- a intenção não era essa, mas a gente não pode controlar a reação dos outros -- vou falar sobre o porquê de tudo isso: se você não estiver realmente comprometido, tudo isso é irrelevante. E se você estiver realmente comprometido, tudo isso é desnecessário.

Existe uma séria romantização da importância das aulas de desenho e pintura -- elas são importantes, podem lhe ajudar a dar saltos palpáveis de qualidade... Mas não são mágicas. Durante muito tempo, meio fingindo que não, eu acreditei que fossem. Você pode fazer o curso completo, sentar na cadeira aula após aula, fazer exercício depois de exercício: se você não for além e praticar mais do que em aula, não adianta nada. A lógica do título, como "sente-se quatro anos no curso de Direito e se transforme em advogado" não funciona para profissões artísticas.

Eu tive "picos" de desenvolvimento ao longo dos anos, durante ou depois de cada um dos meus cursos -- mas eles não duraram, exatamente porque eu não pratiquei mais. Estava esperando, meio que subconscientemente, que ao final do curso eu me sentisse tão "agora estou fodona" que eu não pararia mais de desenhar. Mas as coisas funcionam exatamente ao contrário -- você não para de desenhar e, um dia, sem que perceba... Até que não está tão mau.

Por ter feito desenho em tantos lugares, eu posso resumir um curso de desenho para você em uma frase: sente a bunda e desenhe. Ok, posso detalhar: sente a bunda e copie. Desenhe cabeças, figuras humanas, perspectivas etc. E isso você pode copiar de livros -- aqui entram os livros -- e em quase todos os cursos citados, é exatamente isso que você vai fazer: copiar livros (mais precisamente, xerox de partes selecionadas de livros, tópicos a tópicos) -- e isso você também pode fazer em casa.

O grande diferencial das aulas não está naquilo que elas vão lhe ensinar, mas naquilo que elas vão corrigir. Existe a correção mais básica e fundamental do professor, que consegue corrigir erros e padrões errôneos enquanto você executa (uma mania de fazer algo de determinada forma que você não enxerga, uma pegada errada no lápis, uma forçada pra sair da zona de conforto de desenhar sempre a mesma coisa), e é claro; a correção de noção em relação aos pares: nada como olhar para o lado e ver um monte de gente BEM melhor do que você para inspirar, instigar e garantir que você não leve tão a sério aquele comentário da família que "você é o melhor desenhista que eles já viram" -- nada  como ampliar os horizontes, não é mesmo?

Se eu pudesse voltar no tempo e conversar com a garota de 14 anos que tinha muita vontade e nenhuma noção, eu diria que ela poderia ter aproveitado muito aqueles livros de aquarela e pintura a óleo sem ter nenhum dos dois. Ela poderia ter sentado, puxado uma folha de sulfite e tentado desenhar tudo aquilo... Com lápis número 2, com caneta BIC, nas folhas do caderno de matérias de professores que só faltavam, qualquer coisa. Teria sido mais útil do que esperar uma solução mágica que resolveria tudo.

Você pode não ter mais 14 anos, mas se está esperando ter aqueles 350 reais por mês para fazer uma aula que realmente vá lhe ensinar a desenhar, PARE. Compre um bom livro de desenho -- eu indicaria os do Andrew Loomis, apesar do inglês; mas qualquer outro que você goste do traço do artista serve também. Sente, e desenhe... Copie, repita, faça com outro material, leia a teoria -- Repita, repita, repita. Só por favor, não faça como eu: não espere a bala mágica que irá resolver todos os problemas.
Você não vai desenhar mais quando estiver bom. Você vai ficar bom por desenhar mais.

Olhar o índice dos livros que você pretende comprar é uma ótima tática pra escolher o livro ideal.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Vamos soltar essa mão com Model Sheets?

Material na mão? Lugar confortável para rabiscar? Ok. Mas pode ser que agora você não saiba exatamente por onde começar. Independente do seu objetivo com desenho, é um pouco difícil fazer qualquer coisa se a sua mão estiver "durona". Algo que aprendi há muitos anos atrás nas aulas de desenho com o saudoso professor Waldyr Igayra é que poucas coisas soltam tanto a mão quanto desenhar personagens infantis -- especialmente os da Disney.  O ponto de bônus aqui, é que como os personagens são conhecidos você pode avaliar imediatamente a sua capacidade de conseguir semelhança.

Ao longo dos anos eu montei uma coleção de "Model Sheets" -- as folhas modelo de personagem que os animadores utilizam para desenhar sempre os personagens da mesma forma, e definir detalhes como posições e movimentos -- e fiz um arquivo de PDF (que está impresso aqui em casa em algum lugar). Se eu quero desenhar algo "bonitinho" sem ter que pensar muito a respeito, acabo utilizando como referência.

Se você quiser, vale escolher seu personagem/história preferida e dar uma busca no Google Images -- ou então...

Baixe o meu PDF (grátis, grátis) com 45 Model Sheets coletados da Internet aqui:
https://www.dropbox.com/s/50rsbahph0sl5k3/model_sheets.pdf?dl=0 

Sim, esse material tem copyright, e sim esses personagens são proprietários -- mas além do fato do mundo da "Fan-Art" ser bem flexível, não acho que você vai desenhar personagens da Disney e dizer que foi sua criação não é mesmo? Além disso, o Mickey Mouse no caso já está em domínio público.

sábado, 22 de outubro de 2016

O que comprar pra começar a desenhar?

A minha versão pessoal é um pouco diferente do que vou recomendar, mas o espírito é o mesmo.
Depois do post de ontem (Não pare. Não pire), eu fiquei pensando no que eu compraria para começar a desenhar se não estivesse soterrada em material e intenções há tantos anos. Indispensável mesmo, só papel e lápis -- mas alguns extrinhas já dão boas condições para brincar bastante.

Minha listinha seria...

Materiais:
  • 01 Bloco de folhas (Layout) A4 com 50 folhas.
  • 01 Lápis HB.
  • 01 Lápis 6B.
  • 01 Borracha.
  • 01 Apontador.
  • 01 Prancheta.
  • 01 Caixa de Lápis de Cor 12 Cores.
  • 01 Caneta Esferográfica Preta.

Por que cada um desses? Vamos ver...


Papel Layout A4

Papel branco, liso, acetinado -- se dá bem com lápis, com esferográfica, com nanquim e com lápis de cor. Não é acid free (não é para deixar seus rabiscos para a posteridade) mas você compra um bloco por menos de 3,00 (Kalunga) e não sofre a cada rabisco que não sai do jeito que você espera. Eu gosto mais do que comprar um pacote de sulfite, pq estão todos juntas no bloco (mais fáceis de carregar, e guardar).

Lápis HB.

Muita gente vai falar que bom é ter um 2B -- eu discordo. 2B já é escuro demais se você está começando e tem a mão pesada. Um HB é perfeito pra fazer rascunhos, traçar estruturas e fazer leves sombreados. E não precisa, nesse começo, ser um Lumograph da Mars/Staedtler -- um Faber Castell Regent faz muito bem o serviço.

Lápis 6B.
 
Aqui você tem a outra ponta -- o mais escuro e macio da maioria das marcas. Se você tem a mão pesada, vai ter que aprender a segurar a mão com delicadeza pra não abusar. Se tiver a mão leve, começa a colocar algum contraste nas coisas. É claro, existem todas as gradações entre HB e 6B -- mas com esses dois, vc não precisa de mais nenhum se trabalhar o peso da sua mão... E é aí que eu acredito que está boa parte da diversão.

Borracha.

Dados os materiais anteriores, talvez aqui seja onde eu investiria mais -- e teria duas: uma borracha tradicional de melhor qualidade (hi-polymer) e uma borracha "artística"/"miolo de pão" (aquela molinha, como limpa-tipos, que limpa bem grafite. Eu tinha um professor que abominava borrachas -- mas não abria mão da miolo de pão.

Apontador.

Nove em cada dez -- insira a sua definição de sabe tudo aqui -- lhe dirão que o estilete é melhor que o apontador... É mesmo: pontas maiores e mais afiadas, melhor aproveitamento dos lápis etc., etc... O detalhe é: se vc está começando, boa chance que não saiba utilizar o estilete direito, ou que vá perder boa parte do tempo apontando os lápis e não desenhando. Se vamos começar a desenhar com regularidade, vamos começar: pega um apontador com um bom reservatório (para não ficar espalhando casquinhas pelo mundo) e siga em frente.

Prancheta.
Não precisa ser uma Trident A4 de fórmica que custa 40 reais -- pode ser aquela pranchetinha de responder formulário, de mdf que custa no máximo 4,00 (De novo, Kalunga). Você só precisa de um apoio firme pro papel que possa levar pra onde for.

Caixa de Lápis de Cor 12 Cores.


Você não precisa começar com uma caixa de lápis de cor de 12 cores -- mas que vai ser legal ter uma, vai. Você pode começar a brincar com rascunhos em cores diferentes, fazer umas hachuras em cor, ou mesmo colorir com combinações básicas de cores -- é um esbanjar no momento que vai lhe dar alegria. Um dia no futuro eu falo sobre marcas de lápis de cor no contexto de pintura de lápis de cor, mas no momento guarde o seguinte: compre uma Faber-Castell vermelha simples de 12 cores (ou se quiser esbanjar mesmo, aquarelável). Um dia eu explico melhor, mas vamos ao FAQ básico: 1) Pode ser outra marca (BIC, Staedtler, etc.)? Não -- a menos que seja Giotto ou Mapped. 2) Pode ser aquelas que tem 24 cores em 12 lápis? Não. 3) Pode ser aquele apagável da Faber? Deus, não! Nunca.

Caneta Esferográfica Preta


Inicialmente eu tinha colocado aqui uma caneta nanquim mas... Uma esferográfica preta, no momento e no contexto de estar começando, não deixa nada a desejar -- ainda permite que você experimente por um valor bem mais em conta. E não precisa ser esbanjador aqui: qualquer BIC Cristal, Faber-Castel ou Paper Matte de menos de 1,00 faz o trabalho muito bem -- apenas se certifique de pegar uma com a tinta fluíndo. Ninguém merece, nem para desenhar, esferográfica falecendo no papel.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Não pare. Não pire.

Quer começar a desenhar, rabiscar, ilustrar, fazer arte! Parabéns, bem-vindo ao grupo. Só não pare antes de começar porque você não sabe o papel correto, a melhor caneta, o lápis ideal ou o que for. Para rabiscar vale qualquer coisa, qualquer coisa mesmo -- até Bic Cristal em papel de impressora. Só não vale parar paralisado pela dúvida.

Mas também não pire. É claro que para cada fim existe uma ferramenta mais adequada -- papéis principalmente. Não fique tentando aquarelar em sulfite, vendo o resultado tosco e achando que aquilo é resultado exclusivo da sua falta de experiência, que você nunca vai dominar a técnica.

Com o tempo, você vais aprendendo a equilibrar a prática, a experiência e o conhecimento dos materiais e ferramentas.

Só não pare.
Só não pire.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Minha Primeira Revista Sobre Lápis de Cor - BEDA #14

Nos últimos quinze anos eu fui juntando um bom volume de material de referência sobre lápis de cor, de autoras que são consideradas especialistas no assunto: Alyona Nickelsen, Bet Borgeson, Lee Hammond, Ann KullBerg, Janie Gildow, e mais alguns perdidos por aqui nas coisas. Cheguei até a me inscrever em um curso a distância sobre Lápis de Cor da London Art College que não foi para frente -- eu sempre tive que fazer minhas aspirações pessoais competirem por lugar com as minhas obrigações de trabalho e essas sempre perderam miseravelmente.

Sempre considerei o lápis de cor um método mais agradável do que as tintas por exemplo. Até hoje, estou procurando alguma tinta com a qual eu sinta uma sensação agradável ao trabalhar. Já com lápis de cor o resultado é mais previsível, pelo menos para mim, e isso me agrada um pouco mais. Sem contar que, embora os lápis de cor profissionais sejam caros (e mesmo assim, bem mais baratos que as versões profissionais de algumas tintas), ainda é possível fazer um trabalho visualmente muito profissional com lápis e papel escolar... E desde que eu descobri isso, eu me pergunto porque nenhum professor de educação artística foi capaz de mostrar isso durante meu ensino primário... Teria sido bem mais animador.

Mas toda essa paixão começou bem antes desses livros de referência e de saber da existência desses materiais de ótima qualidade, com uma revistinha muito simples e de publicação nacional.

A Arte no Lápis de Cor (Ano 1 - n.º 1 - Editora Escala)

 

Publicada em meados da década de 1990 (nunca soube ao certo quando, a edição não informa), essa revista apresentava o trabalho da artista plástica "Aleixa de Oliveira" (clique no link e escute a musiquinha de fundo do site por sua conta e risco). Eu não sei quanto tempo depois da publicação eu encontrei essa revistinha em uma banca de sebo aqui no bairro de Santana em SP, mas eu sei que ela tinha tudo pra me chamar muita atenção:

1. Apresentava um trabalho com características realistas;
2. Com um material que eu tinha em casa (outro dia, talvez amanhã, tratemos dos traumas de ser exposta a mais do que você pode alcançar no momento);
3. E ela garantia que seguindo o passo a passo você poderia chegar lá -- e depois eu descobri que seguindo o passo a passo, você realmente chegava.

Depois dessa revista, a minha percepção sobre materiais baratos e profissionais mudou, o meu respeito e interesse pelo lápis de cor cresceu, e até hoje eu estou meio viciada em ver o que você pode fazer com eles.

Lógico que com o tempo, eu passei a ver algumas coisa -- por exemplo, que o meu gosto e o que eu chamo de "características realistas" mudou um pouco; que alguns dos passo a passos tem algumas peculiaridades por terem sido ensinados por uma artista autodidata (sem que isso seja pejorativo a ela de nenhuma forma); e que é lógico: é muito libertador poder fazer um trabalho vistoso com lápis escolar e papel escolar mas, que se você quiser, por exemplo, trabalhar profissionalmente com isso você terá que utilizar materiais mais profissionais... Caso contrário correrá o risco de vender uma pintura que perderá as cores em poucos anos.

Acho interessante apenas que a Editora Escala que publica tantos títulos sobre desenho, inclusive reeditando muita coisa igual em revistas diferentes, nunca tenha se dado ao trabalho de reeditar esse material. Acho que seria interessante mostrar para quem está começando um material com possibilidades realistas e acessível, ao invés de ficar fazendo hype de Copic Markers, por exemplo.