Mostrando postagens com marcador Rabiscos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rabiscos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Desafios -- e aprendizados!

Em maio eu lancei um "auto desafio" de desenho para tentar produzir mais. Assim como nos meus primeiros anos de Inktober, consegui ir bem nos primeiros 10 dias do mês -- depois, eu assumo: larguei mão, abandonei completamente.

Serviu para aprender algumas coisas -- na verdade, relembrar o que faz esse tipo de desafio funcionar:
  1. Tenha um plano. E por um plano eu quero dizer: defina materiais, referências e mesmo se vai abordar de uma forma temática as propostas diárias. Em 2019, eu decidi que iria fazer todos os temas do Inktober em Zentangle, com o nome do tópico do dia escrito no desenho e em um sketchbook específico -- nunca um desafio deu tão certo. Nesse, não pensei nisso, e a cada dia, já não bastasse lidar com o tema do dia, eu tinha que escolher materiais, pensar em referências, etc. É muita coisa.  Reduza o seu esforço diário a sentar em um determinado horário e trabalhar.
  2. Faça rascunhos e miniaturas (thumbnails). Vamos esquecer essa coisa de pessoa que olha a folha/tela em branco e então começa psicografar a obra perfeita. Escolha referências, rascunhe o que pretende desenhar, teste composições e aí então, faça o desenho sobre o qual for trabalhar. E se você, como eu, é uma pessoa com problemas em "imaginar" o desenho -- no meu caso é pelo fato de texto ser uma linguagem muito mais automática -- escreva o que você quer ver no desenho, descreva como gostaria que fosse a imagem, e então vá buscar referências e teste composições nesse sentido.
  3. Marque um horário, o mais cedo possível. Sempre é possível correr com as coisas obrigatórias do dia... Mas as coisas que você vai fazer voluntariamente, para você, tem uma tendência a não caber no final do dia. É um dos mistérios da produtividade. 
E você? Já participou de algum desafio? Tem alguma dica ou sugestão que gostaria de compartilhar?

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Novos rumos: de onde venho e para onde vou?


Um pouco antes da pandemia se tornar o que se tornou, eu já havia comentado por aqui em janeiro de 2020 que estava difícil "criar" qualquer coisa... Muito desânimo, o mundo nessa pulsão de morte, que só se agravou com esse caos sanitário. Fiquei mais de um ano sem rabiscar coisa alguma que tivesse forma definida. Nos meses finais do ano passado até aconteceram muitos testes de cores, depois de montar uma coleção de marcas de lápis de cor nacionais para tentar encontra a melhor e mais barata, mas... Mesmo assim, nada significativo.

Então é bom ver que meu Instagram já tem (sem ironia) quatro rabisquinhos novos em 2021 -- e que trazem uma série de coisas animadoras para pensar... Por mais que eu ainda sofra para fazer olhos nivelados, simétricos e tridimensionais. Dá vontade de voltar ao começo, fazer uns exercícios a lápis grafite para retomar luz, sombra e a capacidade de fazer um sombreado com degrade de verdade; dá vontade de despirocar e fazer retratos doidos de qualquer jeito, dá vontade de retomar o lápis de cor, com mais vontade. O importante disso tudo é o "Dá vontade"; porque a vontade havia ido passear bem longe e ainda não havia retornado.

O que fica para o blog?

Nessa história de que é a vontade que move o mundo e os ânimos pessoais, não vejo muito sentido em ficar falando dos meus rabisquinhos como se houvesse grandes intenções e pensamentos por trás de cada um. Primeiro, porque não há: rabiscos, sketchs, desenhos despretensiosos -- não importa o nome que você prefira -- não deveriam ser tema para discussão, mas elementos de formação de pilha. Nós juntamos uns 100 e aí, talvez, tenhamos algum aprendizado para compartilhar que valha a pena. Durante esse tempo parada eu vi muito adolescente desenhando muito melhor do que eu já consegui um dia... Mas também, vi muito adolescente que já desenhou mais em um mês do que eu em um ano, então... Não tem muito como reclamar. 

Por conta de tudo isso, o resumo é: vou parar de perturbar vocês falando sobre os meus rabisquinhos, até porque eles têm um lar mais ou menos regular no Instagram (@cilla.sketchblock), onde em uma ou duas linhas eu digo tudo o que precisa ser dito sobre cada um deles. De tempos em tempos posso até dar um apanhado geral, falar para onde eles estão me levando, mas é isso -- no máximo, uma postagem semanal sobre os rumos da prática.

Nas demais publicações, vou focar mais no que me trouxe até aqui: postagens sobre aprender a desenhar, praticar, materiais... Coisas que possam auxiliar na criatividade de quem me segue e me visita -- Por que tem uma hora que, vendo tanto aquilo que você gosta, inevitavelmente você começa a se mexer. 

Então vamos nos mexer juntos.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Para bom observador, meia imagem basta.


Brinquei comigo mesma que é impossível ter problemas de simetria facial se você desenhar apenas um lado do rosto... E parei por aí, porque era feriado e eu não queria lidar com o fato de que dois olhos no mesmo nível é uma tarefa... Complicada!

A postagem de hoje tem múltiplos objetivos:

1. Testar o envio de postagens pelo mailchimp!
Dona Google avisou que a partir de Julh/2021 ela vai dar mais um tiro em quem insiste em ler blogs... O primeiro foi quando ela extinguiu o Google Reader (não, eu ainda não superei). O segundo, agora, com o aviso que ela não vai entregar mais as postagens por e-mail via Feedburner. Resolvi me antecipar e migrar os assinantes do blog para o Mailchimp, cruzando os dedos que vai funcionar... Se você está lendo isso no seu e-mail, isso é muito boma.

2. Divulgar o Apoia.se da artista Camila Cabral.
Pandemia, Covida, mãe e filha rabisqueiras em casa há mais de um ano e... Muita união assistindo o canal da Camila Cabral no YouTube. Acho que em um ano nós voltamos em todos os vídeos já publicados e assistimos. Então ficou meio impossível não entrar no Apoia.se da artista para mais conteúdo ainda. Recomendo, todo domingo tem uma live exclusiva com conteúdo inicial sobre desenho -- e para participar as contribuições começam em R$ 5,00.

Espero não ficar longe por mais tanto tempo -- então vou guardar umas dicas extras na manga. E você? O que tem feito para viver, sobreviver e criar na atual circunstância? Parou com a arte, ou ela te salvou? 
Comente! Quero ouvir de você.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Ferrugem

Ok. Comecei a primeira página do Sketchbook novo... Quase meia noite, mesmo assim calor infernal, mão suando e eu fazendo de tudo pra não acabar com o papel... Fiz o rascunho a lápis, depois quis definir melhor com meu Prismacolor Color-ase lavanda... Não deu certo fui pro Azul... Não deu certo fui pro vermelho... Não deu certo voltei pro grafite -- e aí você tem essa coisa a amarronzada que em resumo... Não deu certo.

Como a ideia esse ano não é arremessar o sketchbook longe cada vez que eu ficar insatisfeita e demorar meses pra voltar, o meu "bom comprometimento" (estou tentando, rs), diz que eu devo aprender com essa situação. Então vamos lá, o que eu aprendi com essa situação?

Primeiro: muita atenção a sua referência -- para lhe fazer justiça. Embora essa tenha me ajudado a fazer um rosto um pouco mais realista, eu não fiz justiça a referência e acabei desenhando "outra pessoa". Acho que isso é ok quando você está buscando referências para "inspiração", mas não quando você está tentando praticar precisão.

Tamanho importa. Como eu disse anteriormente, faz bastante tempo que eu não desenho regularmente -- então é claro que suas habilidades "retrocedem". E acho que a principal coisa que retrocede é a sua capacidade de "simplificação". Por exemplo: quando você está acostumado a desenhar rostos em formato A4, A3, você precisa estar atento aos detalhes das características faciais por exemplo... E no tamanho grande é mais fácil fazer isso. Quando você está "desenvolto" e vai desenhar menor, você consegue simplificar melhor. Quando você perdeu desenvoltura -- como parece ser o meu caso -- você tenta colocar muito detalhe num espaço muito pequeno (meu sketchbook atual é A5) e as coisas ficam borradas. Então ou eu começo a praticar "grande" de novo, ou utilizo esse sketchbook menor para fazer "detalhes maiores".

Se atenha a uma técnica para que você possa dominá-la -- não para que ela te domine. Assumo minha culpa: eu adoro assistir "Sketchbook Tours" no YouTube. Aí você vê aqueles sketchbooks que parecem uma explosão de cores, e quer fazer igual... E às vezes se dá mal como eu. Acho que se você vai usar seu tempo criativo pra produção de Sketchs, não tem problema misturar várias técnicas (ainda estou devendo um post sobre a diferença entre Sketch, Desenho e Ilustração). Mas se você está esperando melhorar em algo, não dá pra treinar assunto, técnica, composição e o diabo a quatro ao mesmo tempo. Tenho que ser mais comedida e aceitar voltar ao bom, velho e simples grafite por um tempo.

A maior dificuldade em continuar, são exatamente esses dias nos quais você se dedica, e o resultado é "Meh". Não dá pra mostrar pra ninguém e dizer "olha que bonito que eu fiz" -- não dá nem para dizer isso para si mesma e ganhar um tapinha nas costas. Vou assumir que é mais um tijolo no muro, e virar a página para o próximo.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Rascunhos em Rosa...

Mais uma cabeça para a coleção de cabeças.
Segunda coisa mais rabiscada depois de cabeças.

Faz um bom tempo que eu fiz esses dois -- o primeiro, no caderninho de rascunho que eu comprei na Miniso (não vou chamar de sketchbook, já que o papel briga com lápis de desenho, rs) e o segundo foi a divisória inicial do meu Bullet Journal que acabou de acabar...

Estou meio distante de qualquer tipo de sketch. Primeiro por conta do Blog novo (o Omni Journal Brasil, onde eu falo de cadernos e journaling -- mais em breve), depois pelos freelas ganha pão e terceiro... Desânimo.

Gosto muito de fazer esses rabisquinhos -- tanto que toda vez que começo a ficar mais produtiva neles começo a me questionar por que não estou fazendo mais deles (boletos? Obrigações? Tudo um pouco?) e digamos que "esse sorriso vai ser mau pros negócios", como diria a Satine em Moulin Rouge (puxei do baú agora, não?).

Vou assumir o modo "meio deprê pós apocalíptico" para dizer uma coisa: às vezes eu fico pensando que quando eu ficar mais velha -- se eu chegar a tanto -- eu vou passar o fina dos meus dias lamentando não ter feito mais isso. Eu não gostaria dessa sensação para mais ninguém. Então se for o seu caso, corre para o seu caderno e desenha.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Atualmente, no Sketchbook

Ando meio perdida sobre o que rabiscar no Sketchbook, então qualquer coisa está valendo -- e muito poucas agradando (especialmente esse vai e vem entre uma coisa mais realista e algo mais cartoon). Está faltando decisão de pegar uma linha de desenvolvimento para seguir (escolher um livro para estudar, um curso para seguir ou algo assim).

Ainda estou atualizando as imagens quebradas do Blog -- mais uma página de backlog e algumas postagens perdidas foram atualizadas. Logo logo tudo estará no ar corretamente e podendo seguir em frente.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Na bolsa, por sete anos…

Fonte: https://www.instagram.com/p/BkjK_XzF-Ij/
Sketchbook Ando Hiroshige A6 da teNeus, com lapiseira 0.5 (com grafite 4B)
Rabisco da noite de 27/06, feito em um Sketchbook A6, com a minha lapiseira de trabalho — uma de um dos estojos de escrita, não de desenho (acredite, quando você é a “louca dos materiais” dá para fazer vááááárias divisões desse tipo). De vez em quando eu gosto de fazer esses rabisquinhos sem referência para ver como está a minha capacidade de desenhar de imaginação.  Especialmente nesse sketchbook — é o que eu uso quando estou fora de casa (normalmente na minha mãe) e não quero carregar peso ou volume.

No entanto, o que assusta mesmo, é que esse é um “sketchbook de bolsa” há 7 anos. E está “quase” na metade. Eu sei, pode dizer: tem que ter muita cara de pau para admitir isso. Ele não tem um volume absurdo de folhas (as clássicas 80 de um papel parecido com pólen, ainda mais liso), então deveria ser o tipo de caderno que você deixar na bolsa por no máximo um ano e termina, não é mesmo?

O que me leva a uma consideração:
O que faz um sketchbook útil ou não?


Tamanho é Documento!

Nesse caso, eu acho que o tamanho é uma questão fundamental. Um sketchbook A6 (um quarto de folha A4) é muito pequeno. Serve pra vc fazer rabisquinhos de uma maneira concentrada em um papel legal, mas não é um lugar para desenvolver suas habilidades de desenho: há pouca possibilidade de detalhes, você não trabalha tanto o movimento do braço (fica impossível, como dizem por aí, “largar o braço”) e você não chega nem a enfrentar grandes problemas de composição (não há espaço nas páginas para deixar muita área livre, mal há espaço para desenhar).

Sei que eu sou uma grande defensora (mais para os outros do que para mim mesma) que qualquer superfície serve quando você está tentando praticar desenho — mas se você está começando, ou se quer praticar algum estudo específico (sólidos, anatomia etc.) eu não recomendaria uma sketchbook tão pequeno. Na verdade, eu recomendaria apenas aqueles que estão de A4 para cima. Quando você pratica algum tema específico, é interessante comparar diversas tentativas, ver o que você acertou em uma e outra… E isso fica bem difícil quando cada tentativa está numa página diferente.

Pelo menos para mim, sketchbooks menores (A5 ou A6) são bons para quando o seu único objetivo é agradar a si mesmo — fazer desenhos descompromissados com uma prática focada, aqueles que você faz o que dá na telha e não quer uma folha intimidadora que vai precisar de horas para ser preenchida. Esse é um dos motivos pelos quais eu sei que seria melhor praticar em folhas A3 quando vou desenhar algo avulso, mas ainda insisto em A4. Toda vez que penso em desenhar em A3 eu imagino que vai ser difícil concluir o desenho em apenas “uma sentada” e a perspectiva de ficar dias na mesma folha, sem aquela sensação de “completude”, parece algo complicado para alguém que não dedica a maior parte do seu tempo a essa prática (infelizmente).

E eu nem sequer entrei em questões fundamentais como “tipo de papel” e “encadernação”, por que isso daria conteúdo para muitos e muitos posts, rs.

Notas sobre a Faxina: como eu mencionei no post de ontem, eu percebi que as postagens antigas feitas de maneira automática do Instagram para o Blogger bugaram, e eu fiquei com diversas postagens com imagens quebradas, sem visualização. Hoje, depois de uma investigação mais profunda eu fiquei apenas um pouco mais triste: o problema está afetando postagem de até 02 anos… Então existem páginas e páginas do blog para serem corrigidas. Hoje eu fiz uma página (a anterior mais recente) e planejo atualizar todas as demais até o final de Julho. O bom dessa revisão é que estou conseguindo fazer uma revisão dos principais temas do blog em geral (e encontrar algumas promessas não cumpridas com relação a conteúdo, que precisam ser retomadas).

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Não fui a lugar nenhum (literal e metaforicamente)

Rosto de Imaginação
Sketchbook Canson A5
Prismacolor Verithin Azul, Vermelho e Lavanda

Fui olhar o blog essa semana e fiquei surpresa que estamos chegando no meio do ano e eu praticamente não postei nada. O que mudou de 2017 para cá? Não muita coisa -- apenas desativei a publicação automática do Instagram aqui no blog, algo que mantinha o endereço mais "agitado".

Corri para o IFTTT para reativar a publicação e já estava feliz... Até que percebi que todas as publicações feitas dessa forma no ano passado não estão mais visíveis (e eu não faço ideia do porque, não atualizei nada no Instagram). Respirei fundo, me conformei que vou ter que voltar editando postagem por postagem para corrigir o problema... Tudo bem que não vai refletir no Feed, mas pelo menos garante que qualquer um que achar esse blog não vai achar que é maluco -- um blog sobre desenhar com as imagens todas quebradas.

Isso significa que tenho que ser um pouco mais "diligente" com o que eu posto no Instagram -- normalmente a ideia é postar lá e fazer uma postagem mais completa aqui mas... Assumo, nem sempre a preguiça permite, então demora... Além disso, nem sempre eu tenho algo para dizer sobre qualquer rabisquinho que eu posto online... Ás vezes é simplesmente o resultado da vitória do dia (Um "hoje eu consegui desenhar") e não há muito mais a dizer no dia -- e gosto de acreditar que é exatamente isso que está para mudar.

Esse blog esta no ar há alguns anos... Vai completar 06 anos em 1º de Setembro... E durante todo esse tempo ele tem sido levado como tudo em minha vida -- eu vou tocando, esperando que algum resultado especial aconteça, sem ter uma intenção definida do que eu quero que esse espaço seja. E se tem uma coisa que eu aprendi, de vez, no último ano é que que as coisas só se realizam com intenção -- na maioria das vezes não necessariamente da forma que você gostaria mas, precisam que vc imponha alguma intenção... Senão tudo mareia e desanda, não vira nada.

Ainda não tenho 100% da minha intenção definida para aqui, mas está quase. Para Julho, eu pretendo voltar por aqui mais regularmente. Se você estiver por aqui, a visita será bem-vinda.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Rage Against the Artistic -- Como evitar?

Postagens Recentes do meu Instagram, em: https://www.instagram.com/prixdekanun/
Tenho plena consciência do ridículo que é dizer que está de volta em 25 de Janeira e ficar praticamente 3 meses sem postar nada. Por essa falha, me desculpem. 

Pra dizer a verdade, 2018 me trouxe sentimentos em relação ao meu "fazer artístico" (se é que eu posso chamar assim), que há tempos eu não sentia... O principal deles:


Parece doido dizer que uma prática a qual a gente normalmente recorre pra relaxar venha causando esse efeito, mas é verdade. Estou sempre com raiva. E pra ser sincera, nem me incomoda tanto essa questão de "relaxar", porque eu sempre considerei isso um efeito colateral, não meu principal objetivo mas... Estou com raiva, sempre.

Raiva te estar em um ponto do meu desenvolvimento em que viver disso, sobre qualquer forma, não é uma opção. Raiva de todo o resto da vida ter prioridade sobre isso -- então pilhas de sketchbooks, caixas de materiais e referências se tornam inquisitivas e não inspiradoras. O sketchbook ao meu lado me dá a entender muito mais um "E aí? Nada de novo não é?" do que um "Venha aqui amiguinha!"

E então eu sigo feeds de artistas e ilustradores, e eles me parecem tão perdidos sob o ponto de vista de marketing/business do seu próprio fazer artístico, e fico com raiva do "Deus dá asas pra quem não sabe voar". Acompanho os grupos de Desenho do Facebook e é tanto erro primário de português, tanta gente perguntando "lápis bom pra desenho realista" (naquele nível "o material mágico que vai mudar a minha vida"), que a minha raiva com um setor que quer reconhecimento profissional mas ainda é tosco em todos os demais aspectos ainda piora.

Por último, tenho raiva de mim -- principalmente pq eu sei o que gera toda essa raiva: CONSUMIR DEMAIS, PRODUZIR DE MENOS.

Raiva e Indigestão Informacional

Feeds da artististas no Twitter, Facebook e Instagram são legais -- inpiram e fazem babar, na maior parte das vezes. Vídeos de "Sketchbook Tour" no Youtube também são legais -- mas quando você quer desenhar e pintar, nada substitui ter um sketchbook ou pasta cheios e poder dizer "olha tudo o que eu fiz no último mês". Se você não tem esse registro, se você não sabe o que está fazendo e onde está indo, é normal que a frustração se instale. E da frustração para a raiva é um pulo.

O consumo dessas informações, no final das contas, se assemelha bastante ao consumo de comidas com alto teor de carboidrato e gorduras -- na hora pode até parecer uma delícia, mas a indigestão e o mal estar que provocam, quase sempre não valem a pena.

Menos é mais

Outro aspecto importante da prática artística é o foco: saber o que você quer fazer e onde está indo. Tenho comprometido essa questão desde o meu último Inktober. Eu adoro essas artes com linhas bem marcadas. Essa gente que desenha só com tinta e faz trabalhos super detalhados que não precisam de aplicação de tons para serem compreensíveis. Gente que é "boa de linha" -- o que não é o meu caso. Eu tenho tentado, mas falta bagagem. Insistir nisso (e de maneira meio aleatória como eu tenho feito, tem me frustrado bastante).

E desenho e pintura são áreas de estudo em que a frustração são constantes se o objetivo não for traçado com cuidado. São tantas coisas e assuntos para aprender e praticar, tantas técnicas, que se você não tomar cuidado desiste por se perceber com proficiência mínima em todas. Quando eu era menor, e queria colecionar os livros da Globo sobre desenho e pintura, tinha essa ilusão de que seria uma "artística completa" quando dominasse todo aquele conjunto de coisas... Que uma artista completa saberia pintar a óleo, aquarela, acrílica, guache, lápis de cor, pasteis -- e que exibiria igual proficiência em temas como figura humana, paisagens, animais, naturezas mortas. E embora eu saiba hoje em dia o quanto isso é irreal, racionalmente, eu admito: uma parte importante de mim ainda sente que isso é verdadeiro, e faz com que eu oscile... Ora eu faço algo mais estlizado, próximo ao cartoon, outras horas eu faço algo com ambições mais realistas.

E nessa indecisão de temas, materiais e abordagens eu fico sempre patinando aos trancos e barrancos na mediocridade em todos eles. Resultado? Mais frustração, e mais raiva.


Mais um componente que eu não sei o nome

Além de tudo isso, existe mais um "componente da raiva" que eu não consigo identificar. Eu sei que está relacionado com essa coisa de todo mundo com ambições artísticas abaixo de 25 querer ser ilustrador enquanto desenha o mesmo tipo de coisas no Instagram e com o fato de todo mundo acima de 35, quando mantém esse "fazer artístico" assume esse mote "Sketchbook Skool" de "qualquer coisa tá valendo, o que vale é a experiência". Fico irritada com essa dicotomia de uma fase em que tudo se justifica na construção de uma carreira e que depois de certa idade "o importante é participar" -- como quem diz "se não é por dinheiro, qualquer coisa tá valendo".. Como se fosse meio "criminoso" buscar a excelência em algo que não tem finalidade profissional/financeira imediata. Um "culto ao amadorismo tosco", por assim dizer -- que só é um hobbie se for feito nas coxas e sem grandes expectativas.

Resumindo...

Como evitar essa raiva? Boa pergunta. Ainda estou no processo de tentar vencê-la. Mas algo me diz que parar de consumir tanto a produção alheia (seja de trabalho, seja de ideias) e focar mais na minha prática e consistência, terá um impacto benéfico em tudo isso.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O que fazer com o desânimo!?

Por mais que eu tenha me comprometido a postar todo e qualquer rabisquinho por aqui e por mais que eu saiba que tudo que se faz é evolução... Às vezes cansa não é mesmo?

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Pequenas Práticas

Com esse rabisquinho eu totalizo 90 rabisquinhos no ano... Sabe o que isso signifca? Que dentro do meu acompanhamento anual -- meus álbuns no Flickr onde eu acompanho a produção anual desde o que eu encontrei nos meus arquivos a partir de 1994-- esse é o meu terceiro ano mais "produtivo", ficando atrás dos anos de 2001/2002 (um pacote que eu não consegui desmembrar) e do ano de 2008.

Isso é legal e igualmente triste... Pensar que em quase 365 dias no ano eu fui capaz de rabiscar alguma coisinha (que na maioria das vezes não totalizou nem uma hora) 90 vezes... Menos de 90 horas do ano... Menos de 12 dias úteis dedicados, me desanima. Acho difícil que eu não tenha gastado mais horas no ano com coisas mais inúteis e insignificantes como jiboiar na frente da TV, ou de braços cruzados curtindo uma raiva da vida...

E assim como se estala os dedos, a vida passa e você percebe que não fez quase nada -- um quase nada melhor do que em muitos anos, mas mesmo assim... Quase nada. Para 2018 eu estou pensando em aplicar algumas técnicas de acompanhamento da produção mais simples e dedicadas, acompanhando num planner os dias em que eu fiz alguma coisa (e o que fiz), tentando dedicar 15 minutos diários em um horário fixo (pelo menos) e preparando algumas referências para estudo com antecedência.

Quem sabe assim, além de produzir um pouco mais, eu também melhoro a prática e amplio a qualidade dos resultados.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Só de olho em como melhorar no desenho...

Para variar um pouquinho, um rabisquinho que não cruzou a barra para o Instagram, especialmente para ilustrar esse post... Faz tempo que não escrevo por aqui diretamente -- estou envolvida, atualmente, na tentativa de engatar de verdade com o hábito de rabiscar diariamente, e as publicações no Instagram tem ajudado nessa questão de ficar visível o resultado... E ainda fez com que o blog não ficasse tão parado por aqui.

Tenho pensado muito naquilo que posso fazer para melhorar no desenho... Depois de tantos textos sobre aprendizagem, garra, evolução etc., cheguei a conclusão que a melhoria é resultado de 03 coisas básicas: Diversão, Prática Deliberada e Trabalho no Dia a Dia... É a diversão que faz a gente gostar da coisa, a prática deliberada que faz a gente "consertar" e aprender peculiaridades mas, é a "água batendo na bunda" do trabalho cotidiano que faz a gente "performar" (como misteriosamente gosta todo gerente de RH).

Não é de se admirar que seja realmente mais difícil aprender depois de adulto -- quando o tempo para diversão é restrito, a gente não quer gastar o tempo que tem com práticas "chatas" e quando o ganha pão depende de outras atividades.

Por conta disso, estou pensando em como integrar tudo isso em uma prática pessoal -- em como ter tempo para se divertir com o desenho, em ter tempo para analisar as principais deficiências e trabalhar nelas e, ter algum tipo de saída com objetivo financeiro para isso -- mesmo que por hora seja o tipo de produto que ninguém pediu, e ninguém quer (é a vida, não é mesmo?).

É claro que esse comprometimento não conseguirá acontecer no volume e quantidade que alguém de 17 anos poderia colocar na coisa mas... Dá pra abraçar o "devagar e sempre", já que, na verdade, são os hábitos constantes as ferramentas mais capazes de gerar mudança e evolução. E eu estou toda na internalização do "vamos mudar os hábitos primeiro"... Quem sabe agora engata.