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sexta-feira, 17 de março de 2017

Desenhar depois de adulto... Onde estão os brasileiros?

Pode parecer que eu estou ganhando algo da Sketchbook Skool pelos comentários, mas não estou: eu vejo vídeos como esses daí embaixo e fico me perguntando onde estão os brasileiros que querem desenhar simplesmente por desenhar? Encontro sempre toneladas e toneladas de blogs para quem está começando a desenhar tendo em mente pessoas que estão no máximo na casa dos 20 anos e que querem trabalhar nesse mercado -- e isso é muito bom mas... Onde estão as pessoas que querem desenhar simplesmente porque gostam? Existem por aqui? Se dão ao direito de ter um hobbie?

Começar a desenhar -- ou mesmo voltar a desenhar -- e se desenvolver nessa habilidade, depois dos 30, merece um enfoque completamente diferente de quem está começando por aí... E isso não está sendo coberto. Nem os cursos de arte, por exemplo, são voltados para educação continuada e desenvolvimento pessoal, mas em conquistar um título e habilidade necessário para o mercado de trabalho!

Onde estão vocês rabiscadores maduros?
Vamos nos unir!!!

Student Stories
https://www.youtube.com/watch?v=XuQYO8QSiWI

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Inktober... Vai indo.

Mês de Outubro está sendo dedicado -- na medida do possível -- ao desafio do Inktober: um mês finalizando desenhos e rabiscos em tinta. Embora eu esteja numa fase um tanto revoltada com "puristas" em todas as categorias, quando o assunto é Inktober eu acabo sendo um pouco purista no conceito, e não ando satisfeita com o que estou fazendo.

A visão "purista" do desafio, é melhorar suas capacidades em "inking" que em português é a boa e velha arte final em nanquim/tinta preta. Quem já desenhou em lápis de qualquer cor e depois tentou "contornar" com nanquim ou caneta nanquim (fazer a famosa arte final) sabe que o desenho mais lindo e espontâneo fica engessado e travado quando as suas habilidades de arte-finalizar são limitadas. E esse Inktober deixou isso claro como a luz do sol para mim.

Desde então, eu tenho tentado brincar com algumas coisas: grafismos para aplicar luz e sombra no traço; nanquim amarelo para "colorir", e nesse exibido aqui: um pouco de aquarela. Nenhuma dessas coisas muda um fato básico: eu abordo o desenho de forma amadora, no mais claro sentido de "despreparada".

Não é uma questão de saber ou não desenhar -- estou cada vez mais convencida que as pessoas como eu, que tem problemas em desenhar o que querem, estão errando na abordagem mais do que nas habilidades...
  • A gente começa sem saber o que vai desenhar...
  • A gente começa sem referências.
  • A gente começa sem fazer sketchs de composição e thumbnails.
E de alguma forma a gente espera um resultado profissional, fazendo as coisas de um jeito que nem um profissional faria. E não tem como arte-finalizar bem desenho tosco... Simplesmente não é possível resolver problemas estruturais de casa, passando massa corrida.

De qualquer forma, gostei dessa coisa "temática" por mês -- ando bem inclinada a trabalhar um mês de aquarelas em Novembro. E quem sabe, para o mês que vem, eu consiga essa coisa de preparar um pouco antes de desenhar.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Será que eu mereço?

05 dias do mês já se passaram e eu ainda não consegui "quebrar" o sketchbook novo... Ai, ai, ai... Essas brancuras assustadoras. Como eu estou separando um material para estudo mais intenso até o final do ano, acabei entrando em crise semelhante ao escolher um caderno muito bonito que está na estante esperando ser escolhido há um bom tempo. O que me fez pensar: tu tens problemas? Claro! E depois: qual o problema de escolher o caderno bonito para os seus projetos?

Como a terapia internética não é completamente o foco por aqui, vamos para a versão simples: eu não acho que eu mereço o caderno bonito, eu não acho que eu mereço o sketchbook bonito... Mesmo tendo escolhido, comprado, pagado -- e nesse caso, feito -- parece que é meio demais pra mim... Que nesse estado de desenvolvimento, eu deveria mais é estar desenhando em muitas folhas de sulfite de impressão e quando eu estivesse mesmo "produzindo", aí eu mereceria essa versão mais "profi" de produção.

Sim, doido!

Mas eu já descobri que a vida e a produção de "Criativos Marginais" (esses que vivem na margem da produção criativa, não criminosos criativos) é realmente repleta de uma série de "mimimis" que não competem ao meio, e que poderiam muito bem ser resolvidas com a internalização das palavras de ordem da NIKE:
JUST DO IT.

Então... Põe esse lápis no papel e risca!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Setembro chegou!

Começando o mês, com um skethcbook novo (artesanal, feito por essas mãozitas) especialmente para o mês. Enquanto eu vou praticando a confecção de algumas coisas para minha lojinha da Elo7, a minha principal cliente continua sendo eu.

Resolvi parar de bater a cabeça na parede e testar algumas "suposições" que eu já tenho há algum tempo: que eu produzo mais e melhor em sketchbooks que eu mesma faço. Que eu faço coisas mais interessantes e caprichadas quando o papel é melhor -- nesse são 30 folhas A5 de Canson 220 g/m² (C'grain), uma para cada dia do mês -- e eu posso experimentar com quase qualquer material (se eu me animar, vou fazer um específico com papel de aquarela). A última suposição a ser testada é que eu me dou melhor com espiral superiores, que deixam mais espaço livre na folha. E dessa vez eu resolvi ser "ultimate" no conceito -- encadernei apenas com duas argolas, fazendo apenas dois furos discretos na folhas -- dessa forma, se eu quiser depois dá para reaproveitar a capa, retirar os desenhos para escanear ou mesmo completar com mais folhas ao longo do tempo -- no final de Setembro batemos o martelo sobre o que deu a experiência.

domingo, 21 de agosto de 2016

Tortinho, na cara larga...

Rabisquei um rosto um pouco mais largo do que deveria (a esquerda). Ao terminar, percebi que tinha algo meio torto... Eu ainda me pergunto porque a gente só vê essas coisas depois que termina? Coloquei no Photoshop para ter certeza e ajustei (a direita)  -- só pra ver se eu não estava variando mesmo, não queria fazer uma correção perfeita... E não é que estava bem tortinho mesmo? Pouca coisa, mas faz uma diferença tremenda no resultado (tudo na vida é assim mesmo, não é?). Acho que é o que acontece quando você "pega em armas" sem muita frequência.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Vamos desenvolver uma relação mais saudável com o desenho?

Toda hora começando um novo sketchbook... Mas não muito. Esse é velhinho, mas estava aqui parado há algum tempo, sem ganhar rabisco nenhum. Então acabei riscando pra "inaugurar", acabar com essa aura de "precioso dele".

Guardei vários sketchbooks meio começados há algum tempo, para focar em alguns poucos... E já é muito... Vou tentar desenvolver uma relação mais saudável com o desenho -- sem tantas expectativas.

E por hoje, é isso.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

E lá vamos nós... De novo!


Não quero que esse seja mais um ano de rabiscos toscos e sem sentido mas... Parecem que eles me perseguem, rs. Está difícil voltar pra cá regularmente -- tem algo me incomodando com relação a praticar desenho de maneira eventual, que eu ainda não sei como abordar corretamente por aqui, e nem sei se devo na verdade. Vou tentar superar!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Sketchbook Canson One - Uma ótima opção para começar.

Se você está procurando um sketchbook para começar a rabiscar, hoje eu vou falar de uma ótima opção: o sketchbook One da Canson. Você o encontra em diversas lojas (no final do post eu trago algumas opções) e em diversos tamanhos (do A6 de bolso até um imponente A3).

O Sketchbook é preto, capa dura e possui 100 folhas brancas de gramatura 100 g/m2 -- infelizmente, as folhas não são acid free, o que significa que ele pode amarelar com o tempo, mas como o preço vale a pena, é ótimo para quem está começando e quer fazer rabiscos descompromissados.

Atualmente eu estou com um A5 "em aberto" (que é como eu chamo sletchbooks começados mas ainda não finalizados). Já experimentei com grafite, lápis de cor, aquarela, marcadores e nanquim e foi tudo mais ou menos sossegado -- é claro que, marcadores irão vazar para o outro lado da folha, e as aguadas de aquarela e nanquim, além de leves, precisam ser deixadas abertas para secar e depois bem fechadas para desentortar a folha, mas mesmo assim dá para o gasto.

Alguns rabiscos criados no Canson One
Para comprar:

Se você quiser experimentar, os melhores lugares para encontrá-los online são:

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Iluminuras

A definição é um pouco demais mas, eu gosto de colocar uma imagem para marcar a passagem de anos no sketchbook -- é claro que idealmente o sketchbook não deveria conhecer o termo "passagem de ano", mas aí já é uma outra questão.

Normalmente eu escolho uma imagem de algum artista que eu gosto e preparo uma impressão pra colar ali mas... Esse ano, em homenagem a aula de lápis de cor que eu começo a fazer na quinta-feira (fica para um próximo post), eu decidi fazer à mão em lápis de cor.

Por enquanto, mesma preocupação do ano passado -- não passar mais de um dia em cada rabisco... Então sem sombreados trabalhados ou cores mais uniformes -- fica para o dia que eu puder começar mais cedo e terminar mais tarde.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Novo Sketchbook Tilibra Academie

Modelo Antigo do Tilibra Academie
Preço médio: R$ 35,00.
Os rabiscos em si podem não sair mas, para o bem ou para o mal, os cadernos que pretendem carregá-los não param de entrar... Como a atual circunstância não permite a entrada de modelos caros, eu não posso deixar de testar quando modelos mais em conta entram no nosso tão escasso mercado nacional.

O modelo que você vê no início da postagem é exemplo de uma das opções nacionais, produzidas por uma grande marca já há alguns anos (Tilibra). Ele conta com 70 páginas de gramatura média e leve textura, em uma cor off-white (levemente creme). Como eu sou meio viciada em colecionar cadernos do tipo, tenho alguns em branco das duas opções - a menor (mais próxima do formato A4) e a maior (mais próxima do formato A3). Mas ser uma das primeiras entusiastas (ou como eles diriam no marketing, "early adopter") tem o seu custo -- grande parte do meu estoque não tem folhas "acid free", ou seja, não está preparado para o teste do tempo: irão amarelar. Já as versões mais recentes contam pelo menos com o selo de "acid free".

Como eu já comentei por aqui algumas vezes, eu não me dei 100% bem com esse sketchbook -- apesar da gramatura e textura da folha, eu encontrei mais dificuldade em criar destaques e sombras do que eu previa. Além disso, nenhuma das imagens scaneadas ficou muito como eu gostaria. Tirando esses detalhes, é um sketchbook de respeito: bom tamanho, bom acabamento e um preço condizente.

E o que podemos encontrar no novo modelo?

 

Mesmo com todas as qualidades do modelo original, eu não pude deixar de ficar MUITO curiosa com o lançamento do novo modelo. O primeiro fator, é claro, foi o preço -- que está na média de R$ 18,00, por um caderno tamanho A4, com 50 folhas (essa informação pode variar, e muito, dependendo do site que você acesse). Outra curiosidade foi em relação ao formato. Todos os sites que eu encontrei informam que é um caderno espiralado em cima mas... Será que as pessoas estão há tanto tempo no computador que elas tem dificuldade de perceber que se você não gostar nesse formato basta simplesmente... Virar o caderno???

Eu sei que, como você pode ver nas fotos, a arte dá a entender que o caderno deve ser utilizado na horizontal (ou estilo paisagem) mas... Vamos dar algum crédito aos consumidores não é?

Por dentro no entanto, nada de muito especial -- apesar de ser um sketchbook com papel de uma boa gramatura (150 g/m²), o papel é um offset comum, de alta alvura (branco, branco, branco). Não é acid free (vai amarelar com o tempo) e não suporta nenhuma técnica úmida (talvez apenas um nanquim leve se você tiver cuidado). Mas é o que uma média de R$ 18,00 garante por aqui... Mas se você quiser economizar e não fizer questão de uma encadernação espiral, você consegue comprar o mesmo tipo de folha (sulfite 150 g/m²) em blocos de 20 folhas na Papelaria Universitária, por exemplo.

Se vale a pena somente você poderá dizer. Mas existem algumas coisas que você pode levar em conta na hora de se decidir se esse é o sketchbook para você:

1. Esse vai ser um sketchbook para praticar ou para guardar e mostrar para os netos? Caso a segunda opção seja a sua opção, esse aqui pode lhe deixar na mão com o tempo.

2. Que materiais você irá usar? Lápis, hidrográficas, ok. Se você pretende utilizar aquarelas, aguadas de qualquer outra natureza (nanquim, acrílica) esse pode não ser o melhor companheiro para o seu trabalho.

3. Cabe dentro do seu bolso? No final das contas, esse é o fator crucial. Se você vem desenhando em folhas de papel de impressão (daqueles pacotões de 500 folhas ou 100), sem dúvida esse é upgrade -- a folha será melhor, o trabalho estará melhor organizado e você terá como acompanhar a sua evolução. Se você já vem desenhando em folhas próprias para desenho, mesmo que nos blocos estudantis, e está feliz com o resultado -- ou mesmo se você pretende experimentar técnicas diferentes a cada página, essa pode não ser a melhor opção para você. Melhor economizar seu rico dinheirinho em opções mais profissionais.

 Se você quiser mais detalhes técnicos, aqui você encontra a contracapa e ficha técnica do caderno.

Você pode encontrar o seu aqui:
 


domingo, 28 de setembro de 2014

Fora do Prumo

Continuando o sketchbook... Acabei de resolver um problema com o scanner que estava travando no meio da digitalização -- coisas de ter muitos aparelhos USB, e poucas entradas: faz você trabalhar com um hub, o que não é sempre a melhor solução. Continuo tentando aproveitar os dois lados da página; nem que seja para testar alguns materiais que eu ainda não utilizei. O "retrato" rabiscado à direita foi levemente inspirado em uma foto da minha mãe com 12 anos. Estava com preguiça de trabalhar o cabelo -- assumo -- então deixei parecendo que ela era loira... Muito longe da verdade.

Ainda me perturba muito essa coisa de eu ter uma tendência natural a deixar os olhos fora de prumo... Um sempre acaba um tantinho mais baixo que o outro. É uma coisa que está longe de passar despercebido depois mas que misteriosamente eu nunca percebo quando estou desenhando -- mesmo quando tento checar o desalinho com uma régua ou com um lápis por exemplo. Aqui no detalhe, por exemplo, eu corrigi a distorção no Photoshop: coloquei os dois olhos no mesmo nível, diminui a distância entre eles para um olho (que é a indicação básica de proporções) e deixei o olho da sua esquerda levemente maior que o da sua direita, já que, como a cabeça está levemente inclinada, isso deveria aparecer naturalmente... Não deu muuuitoooo certo, mas o suficiente para perceber que com um pouquinho mais de atenção a coisa teria ficado um pouquinho melhor.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Mais um inacabado.

Como o rascunho diz, comecei mais um sketechbook... Já não sei quantos eu tenho em andamento, mas eu já sei por exemplo que eu gosto muito, muito, muito mais desse papel da Canson do que de todos os outros últimos que tenho usado. Não é caro, tem uma estrutura boa, vários tamanhos... Ganha um beijo. Se alguém se interessar, é esse aqui:
http://www.papelariauniversitaria.com.br/produtos/caderno-one-sketch-book-100fl-a5-canson.htm

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sempre mais do mesmo...

Eu já tenho um blog específico para reclamar da vida para não ter que fazer isso por aqui. Mesmo assim acho que vale a pena atualizar... Não me cuidei direito essa semana: não dormi o suficiente, abusei das horas de trabalho, descuidei da alimentação. Aí nesse, justo nessa quinta e sexta que eu precisava dar força total, fiquei marcha lenta... E agora se assenta aquele resfriado do ano que eu sempre tenho, o que derruba para valer mesmo.

Dor de garganta, dores no corpo e calafrios são os meus amigos agora. Nadei, nadei e morri na praia com tudo que tinha que entregar essa semana então... Eu fico me perguntando de que vale tanto esforço se eu não consigo virar a entrega.

Ando reavaliando muita coisa... Só não sei quando eu terei oportunidade de colocar qualquer resolução em prática... Parece que eu estou sempre correndo atrás do próprio rabo -- as coisas grudam umas nas outras e eu simplesmente não tenho tempo de refletir... Nem sobre como aproveitar melhor os 20 minutinhos que eu dedico a isso.

Uma nota sobre o azul: é Ecoline... Comprei há um milhão de anos, e ainda não usei direito. E ela está ficando grossa - algo que não deveria. Resumo na Ópera: estragando materiais como nenhuma outra há 34 anos.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O poeta é um fingidor...

Não, eu não sou poeta. Mas eu entendo bem a parte do fingir... Tanto que, cansada de páginas e páginas que não tem cara da "art journal", eu resolvi fazer uma mais parecida com aquilo que encontro por aí... Mas é fake. A folhagem é fake, o rabisco é fake... É só para parecer, mas não é -- algo que eu entendo muito bem.

Mas deu para testar a nova Micron, deu para testar a tinteiro que está com tinta vermelha, e ainda deu para brincar de pontilhismo com canetinhas (como eu sou gente grande, tenho que chamar de marcador).

Um dia desses, quem sabe, isso tudo começa a fazer sentido.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Se o limão é cocinero...

Dê um desconto pelo título... Vc já assistiu o comercial do "limão cocinero"? Aquele diabo de música entra no cérebro e não sai mais...

Fora isso, estou em crise com o meu sketchbook... Ele não vira um art journal, um diário ilustrado e muito menos um caderno de prática. Não sei se a minha vida é muito digna de "nota ilustrada"... Acho que eu ainda sou mais fã de um diário escrito do que de um diário ilustrado e, quando abro o caderno para desenhar eu gostaria que o resultado fosse mais realista e menos "engraçadinho".

Esse aí é (ou era) meu timer de cozinha... Digo era, porque eu sempre quis um desses timers mecânicos que fizessem barulhinho para marcar meus pomodoros (longa história)... Esse deve ter feito isso umas três vezes na vida. Aí como bom produto chinesinho, ele só fica de cá para lá em casa parecendo bonito. O trabalho de timer de verdade é agora realizado por um eletrônico que me deixa menos na mão, não faz barulho fora de hora e é bem mais customizável. 


terça-feira, 15 de julho de 2014

Mierda!

Ok, eu tenho que admitir que estou fazendo as coisas bem meia boca ultimamente... Mierdas, mierdas, mierdas! Não estou me dando ao trabalho de olhar direito para o que estou desenhando, estou querendo apenas a página completa, e passar para a próxima.

Quando eu estava fazendo um sketchbook com o papel mais acetinado, eu estava reclamando que demorava para sombrear mas... Eu estou começando a ficar com saudade dele nos últimos dois... Esse papel mais áspero que tem textura mas não aguenta nada, fica meio úmido etc., não me agrada muito.

Prometo ser mais cautelosa no próximo sketch -- olhar melhor, gastar mais tempo, não finalizar de qualquer jeito apenas para bater cartão. Acho que o que me incomoda nessas tentativas de "Art Journaling" é que não estou tão interessada em documentar minha vida (pra isso eu tenho meu diário) quanto estou em melhorar no desenho... E no quesito "melhorar no desenho", fazer as coisas desse jeito não adianta muita coisa.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Em (algum) movimento

Nesse domingo eu tentei documentar a minha tentativa de trabalhar... Não deu certo. A semana foi extremamente desgastante e quando o final de semana chegou tudo o que eu queria -- e consegui fazer -- era dormir. Tem épocas que acontece dessas de eu empacar como um burro velho. Poderia analisar isso de mil maneiras, mas vou ficar com a simples e clara colaboração entre cansaço e preguiça.

Uma coisa eu devo deixar registrado em favor desses sketchs tortos que estou fazendo -- eles não levam nem 20 minutos. Nem precisa dizer "não diga!!!"; rs. Eu sei que a qualidade deixa isso claro mas... Vinte minutos que ajudam bastante a resolver a angustia de estar empacada, pelo menos nessa área.

Mas vale relembrar que quando eu dedico o mínimo de tempo possível a isso, a coisa se torna altamente perigosa. Perspectivas, vontades, desejos... Tudo muda e eu começo a pensar se estou fazendo a coisa certa da vida, como tudo isso é muito melhor e "malditas responsabilidades", "malditas contas" etc., etc... Não é muito bom começar a pensar esse tipo de coisa quando você tem uma porção de coisas para fazer. Não é mesmo.

domingo, 13 de julho de 2014

Alerta de Rabisco!

Não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos, e não se pode terminar um sketchbook sem começá-lo -- mesmo que de maneira vergonhosa.Então como as aulas da SketchBook Skool estão andando e eu estou ficando para trás (nas lições de casa, os vídeos em geral estão em dia), resolvi fazer a primeira lição: desenhar um objeto de valor sentimental... Como eu sou "rebelde", não fiquei com vontade e decidi desenhar meu marido jogando Battlefield 3 no computador, que algumas vezes é muito mais imóvel do que muito objeto.

A próxima lição de casa é documentar a semana dessa forma, e postar uma foto de alguma(s) das páginas por lá... Tenho que começar com isso.


SKETCHBOOK 120G
(HAHNEMUHLE)
Você encontra aqui!
Como eu disse que separei um sketchbook diferente para isso -- diferente do Tilibra que eu estava utilizando para os sketchs um pouco mais trabalhados -- achei interessante mostrar qual. Estou usando o Hannemuhle 120g de capa preta (tamanho A5, um pouco maior que um Moleskine Large). Ele não foi feito para técnicas úmidas, mas até que aguenta bem uma leve aguada com aquarela ou nanquim...  Mas em compensação, estou usando uma caneta da Cretacolor (está aí abaixo), que é baratinha, bem gostosa mas... Nesse papel ela vaza para o outro lado então... Amanhã ela provavelmente será substituída por uma esferográfica preta.

Essa caneta você encontra aqui!

De resto, esse foi um começo nem um pouco ambicioso... Mas ainda não sei se o que mais vale é sketchbook preenchido, ou sketchbook preenchido direito... Dizem que é nosso papel garantir a quantidade, e de Deus a qualidade... Então estou terceirizando muito o trabalho para ele, coitado.

sábado, 12 de julho de 2014

Pisando em águas desconhecidas...

Sketchbook Skool começou em 04/07, e no momento eu me pergunto onde eu estava com a cabeça de gastar R$ 245,00 nisso. Não, o curso não é ruim... O ruim é gastar esse valor apenas por motivação; e ainda não saber como passar por um certo preconceito que eu tenho em relação a "Art Journals". É realmente isso que eu quero fazer, artisticamente falando? No meu outro blog, eu estava discutindo que talvez fosse a hora de me conformar com a extensão das minhas capacidades "artísticas" e sentar alegremente ao lado das tiazinhas que fazem pinturas a óleo de cavalos para colocar nas paredes de pizzarias e restaurantes... Em menos de um mês eu estou fazendo 34 anos e, chega uma hora em que você tem que aceitar que muito que você desejou e sonhou para a sua vida simplesmente não vai acontecer. Sinto muito se essa "vibe" para baixo deixa triste alguém que passe por aqui em busca de "inspiração", mas é assim que eu me sinto ultimamente, e é isso que está refletindo negativamente na quantidade de postagens não feitas nesse blog.

Rabisco - 01/10/2011
Olá! Eu sou uma "arte naif";
que veio lá de 2011
para assombrar você!


De qualquer forma, acabei resgatando um Sketchbook de 2011 no qual eu só tinha utilizado uma página com a Arte Naif ao lado (sim, eu tenho vergonha de dizer que vários desses existem, ao longo dos anos, que quando você não sabe muito bem o que está fazendo, o melhor é chamar de Arte Naif mesmo, rs)... Ele aguenta bem aquarela, e como a ideia é fazer um diário com o dia a dia em alguns materiais diferentes... Bem, mais diferente do que eu estou acostumada, só aquarela.

E aquarela é uma tristeza a parte... Comprei uma Talens Van Gogh há uns 02 anos, de 15 pastilhas, ótima aquarela -- para o dia em que eu aprendesse... Mas aí eu moro em uma casa muito úmida, e toda vez que vou olhar a aquarela ela deu uma mofada em cima... E lá toca eu limpar todas as pastilhas com extremo cuidado para perder o mínimo de tinta possível. Acabei chegando a conclusão que, se eu não usar ela agora, mesmo sabendo "meiaboquisticamente" como utilizá-la, guardá-la para o futuro é quase garantia que ela não verá a luz do dia.

Detalhe do detalhe desenhado na primeira página depois de 2011
para dizer que dalí para frente eu estaria pisando em 2014.
E aí, para não ficar completamente travada, eu rabisco essas tranqueiras, que em minha defesa eu não gostaria de compartilhar nem com um terapeuta tentando entender a minha mente...O que me leva a repensar a questão do "compartilhar tudo"... Há 06 anos atrás quando eu realizei o desafio do Zen Habits e desenhei durante um mês inteiro, qualquer coisa, compartilhar tudo tinha sentido. Hoje em dia, no entanto, eu tenho as minhas dúvidas...

Preferia mostrar apenas quando eu faço coisas assim:

Rascunho 29

Ao invés de coisas assim.