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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Começando Janeiro

Depois de uma longa temporada vivendo exclusivamente dentro da minha cabeça, consegui fazer "um rabisquinho" nesse final de semana, ainda nas terras do "Zentangle" -- não é o tipo de coisa que agrada muito nos "Instagrams da vida" como eu teho comprovado, mas é algo que controla um pouco o estresse. Se eu posso dar uma dica, seria apenas fazer esse tipo de coisa sempre em folha boa -- esse aí foi feito em um caderno de desenho mais "pobrinho" -- desses de cartografia que vendem em todas papelarias -- e a tinta vazou por mais umas duas folhas, rsrs. E olha que eu estava usando canetas hidrográficas bem calminhas, nada de marcador permanente.

Tenho passado uns dias bem "deprê" com relação a tudo criativo. Eu imagino que a batalha pra se manter produzindo qualquer coisa criativa é diferente para cada uma das pessoas mas, a minha ainda é "Por quê?". Com 39 anos, cada vez eu me preocupo mais que vou morrer sem ter conseguido responder essa pergunta. Por que gastar tempo fazendo esse tipo de coisa? Por que essa "vontade" de estar envolvida com algo desse tipo nunca me deixa? Por que fazer esse tipo de coisa com tanta coisa de casa pra fazer, conta pra pagar e isso nem de longe ajuda em algo desse tipo? Por que criar qualquer coisa nesses anos "trevosos" que nos encontramos em diversos aspectos?

Há algum tempo, conversando com uma amiga, nós discutíamos que o mundo está em uma pulsão de morte (Tânato), e que, na atual circunstância se você não se envolve ativamente na criação de algo, acaba se deixando levar por esses "humores" do mundo, quando vê está sem esperança, deprimido, ansioso. É assim que eu me sinto na maior parte do tempo, então TALVEZ o único porque que realmente importe no momento, seja esse. Trazer ao mundo algo minimamente esteticamente agradável, e atrasar, mesmo que seja em alguns segundos, o relógio da própria destruição.

Questionamentos sombrios por um rabisquinho não é? Provavelmente -- mas é como diz a minha biografia do Instagram: "Riscando páginas pra marcar a vida". Nem que seja para garantir que, por hora, ainda estamos aqui.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Is there anyone in home?

Tudo que vocês perderam no Instagram -- não foi grande coisa.
Quase um ano fora! Alguém sentiu a minha falta? Não faz mal... Estou de volta desse lugar confortavelmente entorpecido da falta de postagens... A verdade? Eu não sabia o que escrever, e não estava fazendo um único rabisquinho para compartilhar. É difícil falar sobre criatividade no cotidiano quando não se está criando nada.

Para mim, sempre foi muito claro o meu principal foco por aqui: falar com quem quer começar ou continuar a desenhar, depois dos 30, cambaleando todas as obrigações com isso -- se você não está nessa faixa, não tem problema, mas saiba que meu foco não está em como monetizar a atividade artística, nem como fazer uma carreira disso. Eu queria apenas um espaço seguro para as pessoas encararem isso como hobby. Mas no último ano ficou claro pra mim: brasileiros não tem hobbies.

Não é nenhuma característica exclusivamente cultural. É o resultado da vida -- quando as contas não fecham com o emprego formal (ou principal, melhor dizer assim), é natural que qualquer coisa realizada de apoio seja pensada pra criar uma renda extra. Então falta, além de tempo, dinheiro para investir num hobby. Além disso, existem algumas definições "acadêmicas" que são necessárias para um hobby: a busca de maestria, a regularidade. Fazer algo esporádico e sem critérios não é um hobbie -- é uma atividade de lazer. Nada errado com isso, mas é difícil "falar a sério" sobre uma diversão esporádica.

E eu sinceramente não sei se existe por aí muita gente que queira o mesmo que eu com o desenho... Não sei nem se dá pra encher um Uber compartilhado com elas. Eu vejo o pessoal que se reúne nos finais de semana pra comer umas guloseimas e desenhar em cafés e casas de chá nos encontros da Sketchbook Skool na Europa e Estados Unidos e dá uma invejinha... Da atividade, e de viver num lugar em que você pode ficar sentado duas horas desenhando com um pedaço de bolo e café na mesa sem que alguém lhe jogue olhares tortos de "vai liberar a mesa ou não". Sinto que a gente vive num lugar que não é muito afeito para a socialização...

Há alguns meses, pensei em montar um sketchponto... Cheguei a pensar em convidar algumas amigas pra levar os cadernos, os materiais, sentar e desenhar... Numa manhã de sábado. Poderia levar umas xerox pra orientar alguns exercícios pra quem quisesse aprender a desenhar coisas específicas mas... E lugar? Vamos sentar nos parques que são poucos, e poucos bancos tem? Invadir uma cafeteria e lidar com o desconforto? Sentar em algum SESC? Disputar um chãozinho no Centro Cultural. Sinto que faltam alternativas.

Então por hora, comprei um caderninho de notas da Miniso -- como se eu precisasse de mais um sketchbook -- e comecei a rabiscar... Rabiscar mesmo. Espero que por pegar um caderno que está no meio termo entre algo muito barato que me faz sofrer (folhas finas demais são um horror) e algo caro que eu não tenho coragem de usar, eu consiga romper esse limite de "tudo tem que ser lindo", que faz com que eu não faça nada. Mas reconheço: sinto falta de uma estrutura, como a de uma aula, que me force a fazer algo orientado.

Nesse ponto, ser uma Designer Instrucional é contraproducente -- eu realmente acho que é possível criar uma trilha de aprendizagem pra desenho/pintura na minha vida -- mas são tantos temas, e temas tão amplos, que eu simplesmente não consigo estruturar tudo numa linha de aprendizagem. E mesmo quando eu consigo minimamente planejar uma trilha inicial, eu me rebelo demais com meu próprio plano. Começo falando que vou treinar formas básicas e grafite, e quando vejo estou desenhando pessoas em nanquim... Não me obedeço.

Faz um tempo que cheguei a conclusão que Aprender a Desenhar e Pintar de forma efetiva requer 04 etapas (qualquer dia falo delas), mas me revolto constantemente na hora de colocá-las em prática. Espero um príncipe artista que chegará com um cavalete em branco para me salvar. Só que ele não vem, e eu continuo confortavelmente entorpecida no meu marasmo.

Pink Floyd - Comfortably Numb Pulse HD - 125kbps, 44KHz Audio
https://youtu.be/vi7cuAjArRs

sábado, 4 de junho de 2016

Parou por quê? Por que parou?

Fiz uma pausa de exatos 30 dias por aqui, mas estou de volta. Ninguém morreu. Ninguém foi às ruas... Tudo de boa. Depois de 30 dias blogando diariamente no BEDA, foi necessário. Não que eu tenha ficado sem assunto ou sem necessidade de escrever mas.. Não posso deixar de escapar do "Por quê?" e "Pra quê?" que sempre me assolam quando o assunto é esse blog.

Definitivamente, seguir um hobbie depois dos 30 quando ele não é seu ganha pão é uma atitude heroica... E eu não sou das pessoas mais heroicas que eu conheço... Nem remotamente...

Sigo diversos grupos de ilustradores, arte, desenho e assuntos relacionados do Facebook... Fico assustada com a quantidade de gente competente que existe... Mas dada a situação política e social do país, também me assusta que tanta gente relacionada a arte tenha visões tão tacanhas e preconceituosas sobre o mundo. Junte isso aos meus últimos professores de desenho e ilustração, com os quais os meus santos não bateram por motivos unicamente pessoais (xinga a mãe mas não segue e compartilha "Revoltados Online" por favor), e eu fiquei em uma profunda crise de "Essa não é minha tribo, não pode ser minha tribo".

Então já que no momento eu não tiro um centavo dessa atividade -- nas lojinhas eu até tiro uns trocos, mas as pessoas compram produtos específicos, nada relacionados ao blog sem ser pela área de atuação -- eu resolvi seguir uma recomendação bem básica dada aos bloggers desde que eu comecei o meu primeiro lá pelos idos de 2002: escreva aquilo que você gostaria de ler.

Admito que escrever para mim; sobre meus problemas, minhas limitações e meus avanços (ou retrocessos), dar dicas que eu gostaria de ter recebido anos atrás nessa área rabisqueira vai ser bem menos interessante para diversas pessoas, e um conteúdo limitado para muitas delas... Por isso eu peço desculpas, mas, por hora, é o que dá para fazer.

Rabisco que ilustra o post:
Estou começando uma série de "recontagens" nos sketchs. Quero chegar até 400 até o final do ano. Esse foi o número 1... Vamos ver até onde 2016 nos leva.

https://flic.kr/p/HitgCQ

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Minhas Sinceras Desculpas

Pela milésima vez, peço desculpas. Deixei quem ainda visita o blog na mão, me deixei também na mão. Logo depois do último post, fiquei ruim, perdi o ânimo e comecei a me perguntar se qualquer coisa dessas vale a pena.
 
Recentemente, depois de muito considerar, cheguei a conclusão que vale a pena sim... De um ponto de vista bem pessoal... Mas tudo bem.
 
Segunda-feira estou de volta a programação proposta... Enquanto isso, deixo com vocês um resultado dos poucos trabalhos do #inktober.