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sábado, 15 de abril de 2017

Qual o ponto de "What's the point?"

Passei pelo Instagram para minha postagem habitual de rabisquinhos. Antigamente eu postava tudo direto no Flickr, mas hoje em dia eu mando primeiro pro Instagram e o IFTTT faz o serviço de arquivar no Flickr... Mas funcionamentos técnicos e à parte, vamos ao assunto.

Hoje em dia o Instagram se tornou o meu ponto principal de inspiração. Vejo vários artistas que admiro, a produção de vários colegas online, o conteúdo que é escolhido por curadoria em alguns perfis e... Uau! Como tem gente produzindo. E como tem gente produzindo coisas incríveis.

Nesse momento eu volto aos meus rabisquinhos e, impossível não pensar: "What's the point?", ou qual o sentido de ficar inserindo essas gotas ridiculas nesse mar cheio de pérolas... Mas hoje, além disso fiquei pensando... Qual o ponto de perguntar qual é o ponto?

Não é uma questão de metalinguagem nem de filosofia. Recentemente eu já havia comentado dessa mania de ficar pensando no que esses rabisquinhos fazem no mundo (e a inutilidade de pensar assim), mas aparentemente essa é uma lição que demora para ser assimilada.

Quando a gente pergunta isso, está olhando para os outros. E está esperando algo diferente do que deveria. Por exemplo: o que eu gostaria? De postar coisas ridículas assim e descobrir, no meu mundinho limitado, que são as coisas mais lindas que já foram postadas no mundo? Quero desenhar, quero melhorar ou simplesmente quero tapinha nas costas e joinha nas páginas?

Não tem nada errado em querer ser reconhecido. Faz bem pro ego, dá incentivo nos dias ruins mas... Não pode ser o único incentivo. 

Ainda estou longe de saber, no grande esquema das coisas, o que acrescenta ao mundo a gente rabiscando papel sem ganhar nada com isso, sem ajudar ninguém diretamente com isso. Talvez, no máximo, libertar os outros para uma vida em que tem a liberdade de fazerem o que bem entender... Filosófico demais? Talvez.

Mas realmente: cada vez mais consciente que não é o ponto perguntar "What's the point?"

sábado, 1 de abril de 2017

Entre Paixão e Razão - BEDA #01

Try for reason...
But passion never lives, it dies with reason.
Franz Ferdinand

Vou contar aqui algo que eu nunca contei a ninguém. Algo que eu tenho tentado ignorar há anos, mas que volta sempre com força total em momentos como os dessa semana: a história de como eu bombei minha aula optativa de pintura na faculdade...

Mas antes... Uma prévia.

No meu ultimo post por aqui eu falei do meu "Desafio 283", ou como, faltando 283 dias para o final do ano, eu iria me comprometer a fazer 283 rascunhos até o final do ano. Estava indo bem mas, de repente: travei.

Queria poder dizer que a minha autocrítica é a culpada. Que vendo o que muita gente profissional posta nas redes sociais, deu até vergonha dos meus garranchos... Ou que vendo o que muitos amadores que se dedicam a Sketchbooks há muito mais tempo publicam, eu me senti desanimada... Isso afeta, é claro -- mas talvez, no máximo, uns 10%.

A verdade é -- ou pelo menos eu acredito que seja -- que eu não consigo lidar com essa energia. É muito confortável passar a vida dizendo que eu deveria desenhar mais e estar mais presente nos meus Sketchbooks. É muito fácil dizer que qualquer pessoa tem 10 minutos para dedicar a isso diariamente. Mas quando eu começo a rabiscar regularmente... Isso me engole. 10 minutos viram 1 hora, um rabisco por dia vira dois, e eu começo a não ter vontade de fazer nada que não seja isso. Parece bom? De certa forma... Mas faz eu ficar sem saco para projetos de trabalho que pagam as contas, sem saco pras coisas de casa, sem saco pra qualquer outra coisa... Aí eu fujo, e zero o placar; simplesmente por que eu preciso voltar a ser funcional, e esses rabiscos não pagam as contas ou lavam a louça.

E aí me lembro: optativa de Pintura, em Artes Plásticas, quando eu cursava Publicidade. Já se vão 13 anos aí, e tudo que eu tenho que dizer é: eu bombei feio. Acho que fui ao todo em no máximo 3, 4 aulas do semestre. Ao ideia da aula era escolher um material (eu escolhi pasteis porque eram algo que eu sempre gostei visualmente, mas acabei evitando utilizar), e fazer pinturas de observação pela faculdade, em casa, onde fosse. Era tão bom estar ali, fazia eu me sentir tão bem apesar dos resultados, que começou a dar tilt na minha cabeça sobre o que eu estava fazendo da vida (na época eu trabalhava meio período numa empresa, e comecei a me perguntar demais o que fazia ali). Aí eu comecei a ficar nervosa de ir as aulas... Comecei a me atrasar, alguns dias ficava sentada nos bancos próximo ao ponto de ônibus que eu chegava, suando frio e tentando me convencer que em 15 minutos eu entraria... Ou meia hora... Ou uma hora... Ou quem sabe, como já era tarde, na próxima semana eu entraria na hora. Depois de umas 02 a 03 semanas disso, a faculdade entrou em greve e eu convenientemente perdi os contatos necessários para saber sobre as reposições necessárias -- que eu imagino que nem houveram pq adesões reais a greve na faculdade sempre eram de uns 10% das aulas, então é provável que a aula tenha continuado durante a greve. Eu não olhei mais pra trás, nunca mais procurei saber -- me conformei em ter que conseguir aqueles créditos em outro semestre, deixei quieto.

Mas essa questão nunca ficou quieta.

Eu vi esse padrão se repetir quando fui pra Quanta...
Se repetiu quando fui pra Academia de Animação (chegando ao cúmulo de pagar 100% de um curso caro e abandonar 04 meses antes do fim -- embora aqui um professor com ideias horrendas  sobre a vida e a humanidade tenham também alguma influência)...
Se repetiu também quando fui aprender pintar em lápis de cor na ÁreaE.

Até hoje eu acreditava, sinceramente, que esse abandono tinha a ver com qualidade -- mas quando eu passei três dias desenhando de novo e esse sentimento apareceu novamente... Bem, tive que reavaliar algumas coisas.

A gente passa a vida querendo encontrar a nossa "paixão"... Mas e se a grande questão não for encontrar a nossa paixão, mas aceitar ser consumido por ela? O que eu percebi essa semana é que talvez a questão que me afasta do papel talvez não seja a procrastinação... Mas o medo do pode acontecer se eu mandar todo resto as favas e não me afastar mais dele.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Retrospectiva BEDA 2016¨(Abril) - Aprendizados

Abril chegou ao fim, e com ele o desafio BEDA (Blog EveryDay April) 2016. Foram 30 dias de postagens, com coisas que eu gostaria de compartilhar (outras nem tanto) durante todo o mês de Abril. Não sei se alguém achou essa empreitadas útil — ainda estou pessoalmente na dúvida — mas deu pra aprender muita coisa por aqui.

1. Postar diariamente é possível!
Não é fácil, mas é possível. Embora eu ainda tenha a meta de começar a fazer pelo menos um rascunho por dia e postar, o blog não precisa se resumir a isso. Com um pouco de planejamento — e um calendário editorial azeitado — é possível produzir coisas que façam sentido para mim, e ajudem um pouco quem me visita por aqui.

2. Planejamento é tudo.
Minhas micro férias quase colocaram tudo a perder — eu não havia pensado em como colocaria no ar os posts programados para a semana do feriado apenas com o celular, então tive que adiar alguns posts que seriam impossível por celular(que acabaram tão adiados que só vão ao ar essa semana). Por aqui, ainda foi possível remediar — no meu blog pessoal fez com que o projeto desse água. Mas cansada de ficar pensando diariamente no que escrever por aqui, isso fez com que eu finalmente configurasse uma maneira mais “mobile” de postar por aqui, e colocasse o calendário editorial em prática — e agora eu sei com uma boa antecedência o que vai no ar e quando.

3. “I have to practice what I preach”.
Sim… Eu tenho plena consciência do quanto é ridículo ter um blog sobre desenho e a necessidade de praticar e não praticar diariamente — passar 30 dias postando e ver que desses 30 dias eu tenho apenas 4 rascunhos para mostrar é triste. Pessoalmente esse é o meu maior desafio.

No fim das contas, foi um intensivo em “o que fazer”, “o que não fazer” e “o que pode ser feito”, de maneira prática. Ao longo desses anos de blog eu parei para pensar diversas vezes no que fazer por aqui — um BEDA poderia ter deixado as coisas claras há muito mais tempo.

Se você ficou interessado em fazer uma retrospectiva de todas as postagens desse BEDA, basta acessar esse link: http://www.sketchblock.com.br/search/label/BEDA2016

sábado, 30 de abril de 2016

Chegou o Fim... De Abril - BEDA #30

Nos últimos minutos do mês para dizer que... Ufa! Chegamos ao fim.
30 dias postando me ensinaram muita coisa -- que eu compartilho a partir de amanhã -- mas a principal delas, que há muito espaço para melhoria por aqui.

Então faço votos de que você aproveite seu final de sábado a noite, que amanhã outro mês começa e... Precisamos dos nossos lápis em punho.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

"Artista"... Eita Palavra Complicada - BEDA #29

Assisti um vídeo dentro das minhas inscrições do YouTube que me irritou profundamente -- embora eu ainda não consiga formular em todos os níveis porque ele me irritou tanto, mas estamos chegando lá (caso você fique curioso, o link está aqui: https://youtu.be/5L23Q7fFR9c). Tenho uma relação meio que de "amor e ódio" com esse canal -- acho que tecnicamente o cara dá umas dicas boas, mas quando ele vai falar de "arte", mercado e profissão, apesar de ele ser novo, sai de dentro do coração e da cabeça um velhinho de 60 anos, com uma visão meio complicada do mundo... Diria que um equivalente "taxista" da produção visual, mas tudo bem. Não digo que o cara está errado -- com certeza ele tem bastante experiência prática na qual basear suas opiniões. Mas ao longo dos anos, tenho percebido uma tendência em quem trabalha com Design Gráfico, Ilustração e afins a ter uma visão de mundo um pouco complicada, generalizando o mundo por suas experiências pessoais. Isso me irrita.

Se você assistir o tal do vídeo, quero que você perceba o uso da palavra "artista", que foi o que mais me irritou. Eu sei que artista é uma palavra complicada. Complicada como "criativo", por exemplo -- onde estão os limites? O que define uma pessoa ser "artista", "criativo" e outro não -- pois afinal, o que é arte? O que é criatividade? Não faltam definições, assim como não faltam pessoas no mundo... Mas definitivamente me irrita profissionais com atividades específicas; como ilustradores, desenhistas, designers gráficos etc., se intitularem como "artistas" porque exercem essas atividades de maneira remunerada. Você não precisa ganhar dinheiro com isso para se considerar um "artista"... De fato, na maior parte das vezes, por mais que você seja um artista com trabalhos autorais (e sim, eu puxo a sardinha que arte, independente do nível, precisa de um composto autoral identificável) a atividade que faz você ganhar dinheiro não é essa: é design, é ilustração -- nem todo site precisa ser uma obra de arte, nem todo mascote de supermercado precisa competir com a Monalisa... E está ok. Parece que os profissionais de atividades visuais tem mais problemas em entender isso -- redatores, por exemplo, não esperam escrever um folder pensando "WHWD - What Hemingway Would Do?".

Se vamos falar de artistas, eu fecho mais com a abordagem do Jazza do canal "Drawing With Jazza". A coisa é mais ampla do que as pessoas financeiramente envolvidas tendem a dar a entender. Embora ele esteja mais focado em acabar com os preconceitos relativos aos meios e tipos de produção, eu acho que o mesmo raciocínio se aplica as pessoas que a realizam. As coisas tratadas no vídeo inicial do Tiago, podem definir se você será um desenhista/ilustrador melhor ou pior -- mas são incapazes de definir se você será ou não um artista... Quanto mais se será um artista melhor ou pior. Pensamentos assim, são o que fazem muita gente largar os lápis depois dos 20 (ou até antes) simplesmente porque não tem "o que é preciso para ser um artista profissional"... Não tem essa de "artista profissional". Tem arte. Tem gente que faz. Tem gente que ganha dinheiro com isso. Tem gente que gasta de dinheiro com isso. Está tudo ótimo pra todo mundo se você estiver feliz com aquilo que está fazendo, da forma como está fazendo.

Draw With Jaza - How to (NOT) be an artist - https://youtu.be/h8L-0VR6PP4

quinta-feira, 28 de abril de 2016

25 Mil Dias... O que fazer com eles? - BEDA #28

Estava dando uma olhada em fotos antigas de sketchbooks e materiais de desenho. Tentando achar algum padrão nos tempos em que a produção foi mais intensa e... Nada. Padrão mesmo só existe nos momentos em que nada é feito: a "vida" toma conta e nada mais consegue ter o papel principal.
Dá um misto de tristeza e ansiedade -- tristeza pelo tempo perdido, ansiedade porque talvez o tempo que reste não seja suficiente para fazer qualquer coisa que realmente me agrade em relação a essa área da minha vida.
Acabei vendo uma campanha da Reebok sobre como temos apenas uma média de 25 mil dias de vida -- descontando situações surpresas, é claro -- se a gente não sabe o que fazer hoje ou amanhã, será que consegue ter uma ideia do que gostaria ter feito quando esses 25 mil dias se esgotarem??
A vida passa, sonhos e prioridades mudam mas... Fico me perguntando como eu vou encarar a preguiça que bate nesses dias daqui a 10, 20 ou 30 anos, por exemplo.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Já Pensou em Participar de um "Sketchbook Project"? - BEDA #27

Já pensou em ter um sketchbook arquivado em uma biblioteca em Nova York, viajando por diversas cidades dos EUA e algumas da Europa? Eu já pensei nisso algumas vezes (3 vezes para ser exata), mas não deu muito certo.
Como funciona o Sketchbook Project? Você paga a taxa de participação (antigamente 25 dólares) e recebe um sketchbook em branco pelo correio. Durante o ano você preenche o dito cujo com aquilo que lhe der na telha (ou de acordo com um tema pré-definido por você na hora do pagamento da taxa) e depois da finalização, supera a ansiedade de separação e manda ele de volta para Nova York.
Por uma tarifa extra, eles escaneiam seu sketchbook e o deixam disponível online para que você possa matar a saudade.
Por que não deu certo pra mim?
Por mais que eu tenha sonhos malucos que novos materiais irão construir novos hábitos, isso não acontece. Os dias passam e o sketchbook continua lá -- melhor construir o hábito primeiro, antes de arriscar seu rico dinheirinho.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Saudades do Louvre - BEDA #26

Não é pra parecer chique -- até pq nem dá mesmo -- mas estou com saudades do Louvre. Mas saudades de aproveita-lo de uma maneira melhor do que meio dia de passeio em uma estadia de 2 dias.
Mas eu sei que é um sonho: aquele lugar tem mais turista do que a 25 de Março tem gente na véspera de Natal... Parar para olhar qualquer coisa por mais de 1 minuto e interromper o fluxo é falta grave, digna de empurrão.
Imagine então sentar pra desenhar algo... Puro sonho.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Esgotamento - BEDA #25

Sorte que eu ainda não tinha publicado o meu primeiro rabisco da série do feriado... Assim acabou tendo algo pra mostrar hoje que eu estou simplesmente esgotada. Estou precisando me movimentar mais...

domingo, 24 de abril de 2016

sábado, 23 de abril de 2016

Mais um Rabisco - BEDA #23

Continuando as postagens suscintas de viagem. Mais um rabisco no sketchbook novo para ver se esse vai pra frente mais rápido. Logo logo voltamos a nossa programação normal.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Sketch do Descobrimento - BEDA #22


Dia 22 de Abril. Dia do Descobrimento. Pra comemorar -- hahahaha -- estou iniciando um sketchbook novo. Resolvi brincar um pouco com a aquarela nova, mas como eu não entendo muito disso, acabei fazendo graça de esferográfica por cima... Depois eu escaneio melhor, mas por hora a fotinho meia boca do celular vai ter que bastar.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Kit de Viagem - BEDA #21

De sossego, descansando longe de casa no feriado prolongado. Não sei se vai ser proveitoso, mas trouxe o meu kit básico de viagem. Inclui apenas itens para rabiscar e uma aquarela de pastilhas por via das dúvidas. Torcendo por novidades no retorno.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

I'm sick - BEDA #20

Hoje eu vou fazer um teste bem diferente. As postagens durante o feriadão serão feitas direto do celular -- vamos ver no que dá.
A foto que eu espero que acompanhe esse post é meu atestado de doença: que pessoa louca, que diz que gosta de desenhar, tem o seu estojo de pintura de infância, nessas condições há pelo menos 22 anos?
Se vc conhecer alguém, me avise -- estou precisando montar um grupo de apoio.

Deu Branco - BEDA #19

Uma das maiores dificuldades em relação ao BEDA nesse blog, nem tem sido o que escrever -- acredite, eu tenho um lindo calendário editorial quase todo preenchido e planejado para isso aqui. No entanto, eu só consigo parar para escrever quando a Lívia (minha filha de 02 anos, 3 meses, e 2.1 Gigawatts de potência) dorme. E ela tem feito isso religiosamente às 22:15 nesses dias... O que me deixa com 1 hora e 45 minutos para comer alguma coisa, finalizar minha pesquisa, escrever, juntar imagens e... Fazer isso para 02 blogs (porque a atividade também corre solta no PrixLifeBox).

Hoje, por exemplo, a ideia era falar sobre como escolher um sketchbook -- iria ser um post extenso, pra considerar atributos como marca, tipo de papel, tamanho, finalidade de uso etc... Mas deu branco, não deu... Vou ter que me contentar (e espero que contente vocês também), com o vídeo da Koosje Koene falando sobre as vantagens de manter um "Art Journal" (quando você olha o dela, você percebe imediatamente, rs).

Amanhã devo ir pessoalmente retirar uma compra na "Fruto da Arte" -- agora estou oficialmente pronta para atualizar meu post de 2012 sobre onde comprar material, já que acabei de comprar online na última loja que faltava da relação (em 2012 eu comprava em todas elas pessoalmente, mas ainda não tinha comprado online), então todas as opiniões estão atualizadas. Veremos.

Draw Tip Tuesday: Journal Pages - Koosje Koene
https://youtu.be/bdnziV29AX0

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Quem Espera, Sempre Cansa - BEDA #18

É de assustar o quanto de tempo da vida passa sem que a gente preste atenção se acabarmos não tomando cuidado. Estava folheando o livro da imagem -- "Creative is a verb", de Patti Dig, tentando encontrar inspiração para rabiscar e me dei conta que eu não rabisco nada de novo há exatamente um mês... Estou enrolando e enchendo aqui de postagem, sem de fato colocar a mão na massa.

Por mais que eu tenha problemas com o pessoal do "rabisque qualquer coisa e seja feliz", acho que pelo menos um ponto positivo dessa abordagem é não ficar paralisado, esperando uma luz divina lhe iluminar e dar vontade, inspiração, tempo e essas coisas.

Vamos nos esforçar mais agora? Vou tentar.

sábado, 16 de abril de 2016

Começando Pelo Lugar Errado: Meus Primeiros Livros de Desenho e Pintura - BEDA #16

Há muito tempo atrás -- mas ainda nessa galáxia -- a Editora Globo publicou a coleção "Desenho e Pintura". E a garotinha de 9/10 anos que eu era (nunca consigo ter certeza do ano, se foi em 1989 ou 1990) ficou maluca com a ideia de ter uma coleção de livros que de fato lhe ensinariam a desenhar e pintar. Então ela pentelhou o pai da melhor forma possível para que ele comprasse essa coleção. Ele comprou os dois volumes iniciais, pq... Bem, vc já viu alguma coleção que não tente te pegar dando logo no início 02 livros?

Infelizmente, para não escapar da tradição de coleções incompletas da família, essa também parou por aí -- meu pai dizia que era muito cara (ainda mais quando descobriu que ela ainda teria mais 10 volumes) e achou que eu não fiquei animada o suficiente com os dois primeiros... Não é que eu não fiquei animada, hoje em dia eu sei reconhecer que o sentimento na verdade foi: frustração.

Veja bem, ninguém na minha família é "artístico praticante" -- especialmente não em desenho e pintura -- então ninguém conseguiu avaliar muito bem o quão fora da minha alçada esses livros estavam: eles falavam de papéis que até então eu nem sabia que existiam, que depois disso (mundo pré internet) eu continuava sem saber onde encontrar e de materiais importados que eu nem sabia onde conseguir... Dar para uma criança um livro sobre aquarela, quando a da Faber-Castell era um sonho de consumo, não ressoava muito.

Esses livros me assombraram por anos, mesmo tendo sido dado com as melhores das intenções -- e até hoje, mesmo depois de ter completado a coleção via sebo -- eu ainda culpo muito do trauma que eles causaram pelo acúmulo de materiais de desenho e uma surreal esperança que adquirir esses materiais vá de fato fazer alguma diferença na minha vida. Durante muitos anos eu fiquei com a minha mente de criança obcecada com o fato de que eu não conseguia fazer as coisas como "devia" porque eu não tinha os materiais certos, como os dos livros.

Acesso a bons professores, pessoas que mexessem com arte ou qualquer coisa do tipo poderiam ter corrigido essa minha distorção -- mas mesmo a minha primeira aula de desenho foi acontecer uns 05 anos mais tarde, e lá o estrago mental já estava feito.

Por isso que até hoje, toda vez que eu conheço alguém que pira em materiais específicos, eu fico martelando a mesma tecla de que "isso não importa" -- é claro que existe uma diferença entre uma aquarela da Faber e uma Lukas, ou um lápis n.2 e um lumograph... Mas ela não é significativa o suficiente para evitar que você faça o que quer.

Adoraria ter escutado isso, repetidas vezes, com 10 anos de idade.
E então vou ficar repetindo isso pelo resto da vida, sempre que puder.
Se você quer desenhar, "mas não tem os materiais certos", NUNCA, NUNCA, NUNCA deixe isso lhe atrapalhar -- você só precisa de papel, lápis ou caneta. Só isso, de qualquer qualidade. E nunca deixe de fazer o que gosta se alguém lhe disser o contrário.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Feliz dia do Desenhista! - BEDA #15

Hoje é comemorado o dia mundial do desenhista -- em homenagem ao aniversário de Leonardo Da Vinci (15/04/1452)... Sim, o cara fez uma porção de coisas da vida e foi homenageado com um dia especial por causa dos desenhos dele... Não que os desenhos valham menos, não é isso -- só estou notando a curiosidade da vida: você pode fazer uma porção de coisas, mas não sabe como ou com qual importância isso vai atingir as pessoas.

Vou aproveitar o dia e o tema para compartilhar o artigo "Let’s get rid of Art Education in schools", do blog do Danny Gregory, já mencionado aqui diversas vezes. Ele faz um panorama interessante sobre o ensino de arte nos EUA -- que tristemente, não é tão diferente daqui.

E por hoje é só pessoal!
Até o BEDA #16.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Minha Primeira Revista Sobre Lápis de Cor - BEDA #14

Nos últimos quinze anos eu fui juntando um bom volume de material de referência sobre lápis de cor, de autoras que são consideradas especialistas no assunto: Alyona Nickelsen, Bet Borgeson, Lee Hammond, Ann KullBerg, Janie Gildow, e mais alguns perdidos por aqui nas coisas. Cheguei até a me inscrever em um curso a distância sobre Lápis de Cor da London Art College que não foi para frente -- eu sempre tive que fazer minhas aspirações pessoais competirem por lugar com as minhas obrigações de trabalho e essas sempre perderam miseravelmente.

Sempre considerei o lápis de cor um método mais agradável do que as tintas por exemplo. Até hoje, estou procurando alguma tinta com a qual eu sinta uma sensação agradável ao trabalhar. Já com lápis de cor o resultado é mais previsível, pelo menos para mim, e isso me agrada um pouco mais. Sem contar que, embora os lápis de cor profissionais sejam caros (e mesmo assim, bem mais baratos que as versões profissionais de algumas tintas), ainda é possível fazer um trabalho visualmente muito profissional com lápis e papel escolar... E desde que eu descobri isso, eu me pergunto porque nenhum professor de educação artística foi capaz de mostrar isso durante meu ensino primário... Teria sido bem mais animador.

Mas toda essa paixão começou bem antes desses livros de referência e de saber da existência desses materiais de ótima qualidade, com uma revistinha muito simples e de publicação nacional.

A Arte no Lápis de Cor (Ano 1 - n.º 1 - Editora Escala)

 

Publicada em meados da década de 1990 (nunca soube ao certo quando, a edição não informa), essa revista apresentava o trabalho da artista plástica "Aleixa de Oliveira" (clique no link e escute a musiquinha de fundo do site por sua conta e risco). Eu não sei quanto tempo depois da publicação eu encontrei essa revistinha em uma banca de sebo aqui no bairro de Santana em SP, mas eu sei que ela tinha tudo pra me chamar muita atenção:

1. Apresentava um trabalho com características realistas;
2. Com um material que eu tinha em casa (outro dia, talvez amanhã, tratemos dos traumas de ser exposta a mais do que você pode alcançar no momento);
3. E ela garantia que seguindo o passo a passo você poderia chegar lá -- e depois eu descobri que seguindo o passo a passo, você realmente chegava.

Depois dessa revista, a minha percepção sobre materiais baratos e profissionais mudou, o meu respeito e interesse pelo lápis de cor cresceu, e até hoje eu estou meio viciada em ver o que você pode fazer com eles.

Lógico que com o tempo, eu passei a ver algumas coisa -- por exemplo, que o meu gosto e o que eu chamo de "características realistas" mudou um pouco; que alguns dos passo a passos tem algumas peculiaridades por terem sido ensinados por uma artista autodidata (sem que isso seja pejorativo a ela de nenhuma forma); e que é lógico: é muito libertador poder fazer um trabalho vistoso com lápis escolar e papel escolar mas, que se você quiser, por exemplo, trabalhar profissionalmente com isso você terá que utilizar materiais mais profissionais... Caso contrário correrá o risco de vender uma pintura que perderá as cores em poucos anos.

Acho interessante apenas que a Editora Escala que publica tantos títulos sobre desenho, inclusive reeditando muita coisa igual em revistas diferentes, nunca tenha se dado ao trabalho de reeditar esse material. Acho que seria interessante mostrar para quem está começando um material com possibilidades realistas e acessível, ao invés de ficar fazendo hype de Copic Markers, por exemplo.