segunda-feira, 17 de março de 2014

Mamilos pro Zuckerberg!

Feliz Saint Patrick's Day a todos! 

Como São Patrício expulsou as cobras de toda Irlanda, espero que ele possa pelo menos expulsar as minhocas da cabeça dessa que vos fala.

Estava pensando em deixar esse rabisco tosquinho sumir numa pilha de próximos a serem postados mas... Desde 11/03 ainda não consegui essa coisa supervalorizada de "próximos"... E como eu vou voltar agora com os meus rabiscos um pouco mais zelosos como do ano passado (vou deixar essa coisa de "Art Journaling" mais escondida até ganhar volume para o que há de ruim passar despercebido), é provavel que esse rabisco destoasse um pouco das próximas postagens.

Mas existe uma série de motivos para postar isso por aqui (daqueles motivos que provavelmente me deixam feliz, mas não fazem a mínima diferença para você querido leitor -- ou será que faz?):
  1.  Depois de anos de luta, consegui um software no Photoshop que faz com que o scanner "enxergue" direito desenhos a lápis... Aproveitei até para re-escanear alguns do ano passado que me deixavam muito descontente com o resultado.

  2. O bom de você ter sua própria plataforma, é que você põe aquilo que lhe apetece, diferente do que você poderia fazer no Facebook, por exemplo! Tome esses mamilos Mark Zuckerberg!

  3. Desenhei minha caneca predileta num dia... Quebrei a dita cuja no outro depois de 03 anos... Acho melhor tomar mais cuidado... Não com a caneca, mas com aquilo que desenho.
Bem, é isso!
Na próximo venho com notícias sobre os livros.

07/365
07/365 - Ainda nessa de tentar aprender o tal do "Art Journaling".

terça-feira, 11 de março de 2014

Livros para 2014!

Esses são os 10% que dão certo, rs.
Continuando o tema "2014 is full of CRAP" -- vamos explicar de onde vem tanto desenho tosco. A culpa de tudo são os livros, ou mais precisamente o livro "Artist's Journal Workshop" que terminei de ler no carnaval.

Basicamente, o livro é um tratado de porque e como você deveria manter um "Artist Journal" (poderia traduzir livremente como um Diário Artístico ou Diário do Artista).

Diferente de um sketchbook, cujo o objetivo normalmente é produzir arte e rascunhos com o objetivo ou de "se expressar" ou melhorar; no "Journal" ou "Diário" é apenas registrar o que acontece no dia a dia, da maneira que você quiser, testar materiais etc, etc.

Muito inspirador... Tanto que eu até decidi tentar como você pode ver nesse e no post anterior mas... Deus me livre! Uma coisa é você olhar imagens de vários artistas fazendo suas anotações e rascunhos... Outra coisa é você que ainda não consegue nem rabiscar muito, nem tem ideia do que dizer com imagens, tentando montar rabiscos...

Eu li a versão digital...
Mas esse é um livro que no futuro
eu gostaria de ter a versão impressa,
ele é muito bonito.
E quando chego a pensar na parte "compartilhamento" da minha proposta, a coisa fica mais complicada... Em um sketchbook na maioria das vezes já é vergonhoso abrir publicamente o que está fazendo... Nesse então, com partes pensadas para serem escritas... Fica um pouco mais complicado -- Acho que além de "mau desenho", estou sofrendo com autocensura no processo.

Tudo isso me faz ter certeza de uma coisa... Eu sou pragmática para tudo (embora caótica na execução). Dificilmente manter um caderno desse tipo, deixando o "o dia me inspirar" iria acrescentar algo a minha capacidade produtiva. Seria mais útil se eu aplicasse alguma lógica do tipo: "Às segundas eu desenho meu bebê", "Às terças eu desenho algo da minha cozinha" etc. Assim como no sketchbook eu tinha uma série de referências pré-selecionadas... Não funciona se eu decidir exatamente o que fazer (eu dou o cano) e não funciona ao estilo professora de primário ("Vamos fazer uma redação com tema livre" rs). Para as coisas funcionarem comigo, eu tenho que permitir escolhas -- mas dentro de um limite de escolhas pré-definidos! Coisa de doido... Mas acho que o segredo no final das contas é descobrir o que funciona para a gente já que não há fórmulas que funcionem igualmente para todas as pessoas.



Mas e os livros para 2014?

Baseada na inspiração do livro anterior, eu decidi montar uma lista de livros para repassar ao longo do ano. Tentei escolher os mais básicos possíveis dentre toda a minha biblioteca de desenho e pintura (olha que são muitos), porque esses falam de conceitos fundamentais... E cada vez mais tenho certeza que quando as coisas não vão da maneira que a gente quer (em qualquer assunto) o melhor é parar e se voltar para os princípios básicos... Sempre tem alguma coisa ignorada que, quando aprendida corretamente, faz uma grande diferença.

Seguem os escolhidos, em ordem alfabética por sobrenome do autor (muito ABNT da minha parte, rs) -- é claro que até o final do ano alterações são possíveis mas, vou tentar manter essa lista:

1.    BECCIA, C. Digital painting for the complete beginner. 1. ed. New York: Watson Guptill, 2012. 160 p.
2.    EDWARDS, B. Desenhando com o lado direito do cérebro. Tradução de Ricardo Silveira. 2. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000. 299 p.
3.    EDWARDS, B. Desenhando com o artista interior: um guia inspirador e prático para desenvolver seu potencial criativo. Tradução de Maria Cristina Guimarães Cupertino. 1. ed. São Paulo: Claridade, 2002. 248 p.
4.    GREGORY, D. The creative license: giving yourself permision to be the artist you truly are. 1. ed. New York: Hyperion, 2006. 198 p.
5.    HALLAWELL, P. À mão livre: a linguagem do desenho. 1. ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos, v. 1, 1994. 96 p.
6.    HALLAWELL, P. À mão livre 2: técnicas de desenho. 1. ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos, v. 2, 1996. 72 p.
7.    HODDINOTT, B. Desenho para Leigos. Tradução de Raphael Bonelli. 1. ed. Rio de Janeiro: Alta Books, 2010. 325 p.
8.    LOOMIS, A. Drawing heads and hands. 1. ed. London: Titan Books, 2011. 155 p.
9.    LOOMIS, A. Creative illustration. 1. ed. London: Titan Books, 2012. 300 p.
10. LOOMIS, A. Succesful drawing. 1. ed. London: Titan Books, 2012. 160 p.
11. LOOMIS, A. Figura drawing for all it's worth. 1. ed. London: Titan Books, 2013. 204 p.
12. LOOMIS, A. Fun with a pencil. 1. ed. London: Titan Books, 2013. 120 p.


E para acabar o post, os outros 90%:


06/365
06/365 - Eu digo que 90% de tudo é porcaria... Isso é 90%! rs

sábado, 8 de março de 2014

"Take What You Can When You Can"

Recomeçar, na quase totalidade das vezes, não é pegar o bastão onde você parou... E sim retornar a um duro e desgastante começo. 

Depois de praticamente 05 meses parada, em 20/02 eu comecei a rabiscar algumas coisa -- ainda não no meu sketchbook... Eu tinha um Moleskine Cahier parado por aqui há alguns anos, com a capa toda caracterizada para Fevereiro, e achei que era um bom timing para colocá-lo em uso (caso contrário só faria sentido em 2015)... Estou tentando fazer um "diário" desenhado... Escrevo algumas coisas, rabisco o que der na telha. Mas o resultado tem sido tão infantil e travado, digno de alguns anos atrás, que chega a desanimar.

Eu sei que com um bebê de 02 meses em casa que requer atenção total, eu não posso ser tão dura comigo mesmo -- "Take what you can, when you can" como diz o título.

Sei também que quando você estipula uma meta de quantidade (como os 365 rabiscos desse ano) não pode ficar tão crítica em relação a qualidade... 90% de tudo (talvez mais) é sempre lixo... Mas fico levemente feliz de poder dizer que 2014 começou de fato por aqui.

01/365 - Sereias... Eu tenho mania de desenhar sereias... Quem sabe um dia eu aprendo direito. 

02/365 - No ritmo da apuração da vencedora do Carnaval de São Paulo em 2014. Eu só fui acrescentando coisas e mais coisas... Sei lá no que deu.

03/365 - Sem comentários, um dia eu dou a referência desse desenho o tratamento que ela realmente merece.

04/365 - Estampas? Rabiscos? O que você vê aqui: é o que provavelmente é.

05/365 - Minhas considerações sobre um amargo retorno.