quarta-feira, 11 de julho de 2018

Atualmente, no Sketchbook

Ando meio perdida sobre o que rabiscar no Sketchbook, então qualquer coisa está valendo -- e muito poucas agradando (especialmente esse vai e vem entre uma coisa mais realista e algo mais cartoon). Está faltando decisão de pegar uma linha de desenvolvimento para seguir (escolher um livro para estudar, um curso para seguir ou algo assim).

Ainda estou atualizando as imagens quebradas do Blog -- mais uma página de backlog e algumas postagens perdidas foram atualizadas. Logo logo tudo estará no ar corretamente e podendo seguir em frente.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Na bolsa, por sete anos…

Fonte: https://www.instagram.com/p/BkjK_XzF-Ij/
Sketchbook Ando Hiroshige A6 da teNeus, com lapiseira 0.5 (com grafite 4B)
Rabisco da noite de 27/06, feito em um Sketchbook A6, com a minha lapiseira de trabalho — uma de um dos estojos de escrita, não de desenho (acredite, quando você é a “louca dos materiais” dá para fazer vááááárias divisões desse tipo). De vez em quando eu gosto de fazer esses rabisquinhos sem referência para ver como está a minha capacidade de desenhar de imaginação.  Especialmente nesse sketchbook — é o que eu uso quando estou fora de casa (normalmente na minha mãe) e não quero carregar peso ou volume.

No entanto, o que assusta mesmo, é que esse é um “sketchbook de bolsa” há 7 anos. E está “quase” na metade. Eu sei, pode dizer: tem que ter muita cara de pau para admitir isso. Ele não tem um volume absurdo de folhas (as clássicas 80 de um papel parecido com pólen, ainda mais liso), então deveria ser o tipo de caderno que você deixar na bolsa por no máximo um ano e termina, não é mesmo?

O que me leva a uma consideração:
O que faz um sketchbook útil ou não?


Tamanho é Documento!

Nesse caso, eu acho que o tamanho é uma questão fundamental. Um sketchbook A6 (um quarto de folha A4) é muito pequeno. Serve pra vc fazer rabisquinhos de uma maneira concentrada em um papel legal, mas não é um lugar para desenvolver suas habilidades de desenho: há pouca possibilidade de detalhes, você não trabalha tanto o movimento do braço (fica impossível, como dizem por aí, “largar o braço”) e você não chega nem a enfrentar grandes problemas de composição (não há espaço nas páginas para deixar muita área livre, mal há espaço para desenhar).

Sei que eu sou uma grande defensora (mais para os outros do que para mim mesma) que qualquer superfície serve quando você está tentando praticar desenho — mas se você está começando, ou se quer praticar algum estudo específico (sólidos, anatomia etc.) eu não recomendaria uma sketchbook tão pequeno. Na verdade, eu recomendaria apenas aqueles que estão de A4 para cima. Quando você pratica algum tema específico, é interessante comparar diversas tentativas, ver o que você acertou em uma e outra… E isso fica bem difícil quando cada tentativa está numa página diferente.

Pelo menos para mim, sketchbooks menores (A5 ou A6) são bons para quando o seu único objetivo é agradar a si mesmo — fazer desenhos descompromissados com uma prática focada, aqueles que você faz o que dá na telha e não quer uma folha intimidadora que vai precisar de horas para ser preenchida. Esse é um dos motivos pelos quais eu sei que seria melhor praticar em folhas A3 quando vou desenhar algo avulso, mas ainda insisto em A4. Toda vez que penso em desenhar em A3 eu imagino que vai ser difícil concluir o desenho em apenas “uma sentada” e a perspectiva de ficar dias na mesma folha, sem aquela sensação de “completude”, parece algo complicado para alguém que não dedica a maior parte do seu tempo a essa prática (infelizmente).

E eu nem sequer entrei em questões fundamentais como “tipo de papel” e “encadernação”, por que isso daria conteúdo para muitos e muitos posts, rs.

Notas sobre a Faxina: como eu mencionei no post de ontem, eu percebi que as postagens antigas feitas de maneira automática do Instagram para o Blogger bugaram, e eu fiquei com diversas postagens com imagens quebradas, sem visualização. Hoje, depois de uma investigação mais profunda eu fiquei apenas um pouco mais triste: o problema está afetando postagem de até 02 anos… Então existem páginas e páginas do blog para serem corrigidas. Hoje eu fiz uma página (a anterior mais recente) e planejo atualizar todas as demais até o final de Julho. O bom dessa revisão é que estou conseguindo fazer uma revisão dos principais temas do blog em geral (e encontrar algumas promessas não cumpridas com relação a conteúdo, que precisam ser retomadas).

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Não fui a lugar nenhum (literal e metaforicamente)

Rosto de Imaginação
Sketchbook Canson A5
Prismacolor Verithin Azul, Vermelho e Lavanda

Fui olhar o blog essa semana e fiquei surpresa que estamos chegando no meio do ano e eu praticamente não postei nada. O que mudou de 2017 para cá? Não muita coisa -- apenas desativei a publicação automática do Instagram aqui no blog, algo que mantinha o endereço mais "agitado".

Corri para o IFTTT para reativar a publicação e já estava feliz... Até que percebi que todas as publicações feitas dessa forma no ano passado não estão mais visíveis (e eu não faço ideia do porque, não atualizei nada no Instagram). Respirei fundo, me conformei que vou ter que voltar editando postagem por postagem para corrigir o problema... Tudo bem que não vai refletir no Feed, mas pelo menos garante que qualquer um que achar esse blog não vai achar que é maluco -- um blog sobre desenhar com as imagens todas quebradas.

Isso significa que tenho que ser um pouco mais "diligente" com o que eu posto no Instagram -- normalmente a ideia é postar lá e fazer uma postagem mais completa aqui mas... Assumo, nem sempre a preguiça permite, então demora... Além disso, nem sempre eu tenho algo para dizer sobre qualquer rabisquinho que eu posto online... Ás vezes é simplesmente o resultado da vitória do dia (Um "hoje eu consegui desenhar") e não há muito mais a dizer no dia -- e gosto de acreditar que é exatamente isso que está para mudar.

Esse blog esta no ar há alguns anos... Vai completar 06 anos em 1º de Setembro... E durante todo esse tempo ele tem sido levado como tudo em minha vida -- eu vou tocando, esperando que algum resultado especial aconteça, sem ter uma intenção definida do que eu quero que esse espaço seja. E se tem uma coisa que eu aprendi, de vez, no último ano é que que as coisas só se realizam com intenção -- na maioria das vezes não necessariamente da forma que você gostaria mas, precisam que vc imponha alguma intenção... Senão tudo mareia e desanda, não vira nada.

Ainda não tenho 100% da minha intenção definida para aqui, mas está quase. Para Julho, eu pretendo voltar por aqui mais regularmente. Se você estiver por aqui, a visita será bem-vinda.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Rage Against the Artistic -- Como evitar?

Postagens Recentes do meu Instagram, em: https://www.instagram.com/prixdekanun/
Tenho plena consciência do ridículo que é dizer que está de volta em 25 de Janeira e ficar praticamente 3 meses sem postar nada. Por essa falha, me desculpem. 

Pra dizer a verdade, 2018 me trouxe sentimentos em relação ao meu "fazer artístico" (se é que eu posso chamar assim), que há tempos eu não sentia... O principal deles:


Parece doido dizer que uma prática a qual a gente normalmente recorre pra relaxar venha causando esse efeito, mas é verdade. Estou sempre com raiva. E pra ser sincera, nem me incomoda tanto essa questão de "relaxar", porque eu sempre considerei isso um efeito colateral, não meu principal objetivo mas... Estou com raiva, sempre.

Raiva te estar em um ponto do meu desenvolvimento em que viver disso, sobre qualquer forma, não é uma opção. Raiva de todo o resto da vida ter prioridade sobre isso -- então pilhas de sketchbooks, caixas de materiais e referências se tornam inquisitivas e não inspiradoras. O sketchbook ao meu lado me dá a entender muito mais um "E aí? Nada de novo não é?" do que um "Venha aqui amiguinha!"

E então eu sigo feeds de artistas e ilustradores, e eles me parecem tão perdidos sob o ponto de vista de marketing/business do seu próprio fazer artístico, e fico com raiva do "Deus dá asas pra quem não sabe voar". Acompanho os grupos de Desenho do Facebook e é tanto erro primário de português, tanta gente perguntando "lápis bom pra desenho realista" (naquele nível "o material mágico que vai mudar a minha vida"), que a minha raiva com um setor que quer reconhecimento profissional mas ainda é tosco em todos os demais aspectos ainda piora.

Por último, tenho raiva de mim -- principalmente pq eu sei o que gera toda essa raiva: CONSUMIR DEMAIS, PRODUZIR DE MENOS.

Raiva e Indigestão Informacional

Feeds da artististas no Twitter, Facebook e Instagram são legais -- inpiram e fazem babar, na maior parte das vezes. Vídeos de "Sketchbook Tour" no Youtube também são legais -- mas quando você quer desenhar e pintar, nada substitui ter um sketchbook ou pasta cheios e poder dizer "olha tudo o que eu fiz no último mês". Se você não tem esse registro, se você não sabe o que está fazendo e onde está indo, é normal que a frustração se instale. E da frustração para a raiva é um pulo.

O consumo dessas informações, no final das contas, se assemelha bastante ao consumo de comidas com alto teor de carboidrato e gorduras -- na hora pode até parecer uma delícia, mas a indigestão e o mal estar que provocam, quase sempre não valem a pena.

Menos é mais

Outro aspecto importante da prática artística é o foco: saber o que você quer fazer e onde está indo. Tenho comprometido essa questão desde o meu último Inktober. Eu adoro essas artes com linhas bem marcadas. Essa gente que desenha só com tinta e faz trabalhos super detalhados que não precisam de aplicação de tons para serem compreensíveis. Gente que é "boa de linha" -- o que não é o meu caso. Eu tenho tentado, mas falta bagagem. Insistir nisso (e de maneira meio aleatória como eu tenho feito, tem me frustrado bastante).

E desenho e pintura são áreas de estudo em que a frustração são constantes se o objetivo não for traçado com cuidado. São tantas coisas e assuntos para aprender e praticar, tantas técnicas, que se você não tomar cuidado desiste por se perceber com proficiência mínima em todas. Quando eu era menor, e queria colecionar os livros da Globo sobre desenho e pintura, tinha essa ilusão de que seria uma "artística completa" quando dominasse todo aquele conjunto de coisas... Que uma artista completa saberia pintar a óleo, aquarela, acrílica, guache, lápis de cor, pasteis -- e que exibiria igual proficiência em temas como figura humana, paisagens, animais, naturezas mortas. E embora eu saiba hoje em dia o quanto isso é irreal, racionalmente, eu admito: uma parte importante de mim ainda sente que isso é verdadeiro, e faz com que eu oscile... Ora eu faço algo mais estlizado, próximo ao cartoon, outras horas eu faço algo com ambições mais realistas.

E nessa indecisão de temas, materiais e abordagens eu fico sempre patinando aos trancos e barrancos na mediocridade em todos eles. Resultado? Mais frustração, e mais raiva.


Mais um componente que eu não sei o nome

Além de tudo isso, existe mais um "componente da raiva" que eu não consigo identificar. Eu sei que está relacionado com essa coisa de todo mundo com ambições artísticas abaixo de 25 querer ser ilustrador enquanto desenha o mesmo tipo de coisas no Instagram e com o fato de todo mundo acima de 35, quando mantém esse "fazer artístico" assume esse mote "Sketchbook Skool" de "qualquer coisa tá valendo, o que vale é a experiência". Fico irritada com essa dicotomia de uma fase em que tudo se justifica na construção de uma carreira e que depois de certa idade "o importante é participar" -- como quem diz "se não é por dinheiro, qualquer coisa tá valendo".. Como se fosse meio "criminoso" buscar a excelência em algo que não tem finalidade profissional/financeira imediata. Um "culto ao amadorismo tosco", por assim dizer -- que só é um hobbie se for feito nas coxas e sem grandes expectativas.

Resumindo...

Como evitar essa raiva? Boa pergunta. Ainda estou no processo de tentar vencê-la. Mas algo me diz que parar de consumir tanto a produção alheia (seja de trabalho, seja de ideias) e focar mais na minha prática e consistência, terá um impacto benéfico em tudo isso.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

E estamos de volta...

Estou virando a Tia do Zentangle!
A ideia inicial depois do último post de 2017 era ficar um tempo "de férias". Não postar nada, apenas pensar na vida, fazer um apanhado de tudo que eu andei fazendo e pensando em 2017. Mas esse tempo acabou se prolongando mais do que o esperado... E aí quando você vai ver, não sabe ao certo sobre o que falar, quando falar... E vai atrasando o seu retorno. Coisa básica de procrastinador profissional.

Mas agora estou de volta!!!

O inicio de 2018 não foi tão cheio de enrolação quanto o de 2017, mas ainda não foi um marco da produção como eu esperava. Algumas novidades aconteceram, que eu vou tratar em mais detalhes em posts futuros.

1 - Estou com essa mania de rabiscos que você vê na imagem que ilustra o post. Não estou fazendo coisas muito figurativas, apenas brincando com as canetas nanquim e as canetas pincéis. O que me leva a...

2 - Uma nova maneira de praticar. Fiz uns testes em alguns dias sobre incluir uma fase de "aquecimento" no desenho... Escolhi um caderno de desenho bem baratinho (desses de papelaria escolar mesmo) apenas pra fazer rabiscos de aquecimento por uns 15 minutos... Rabiscar espirais, elipses, linhas, formas, padrões, sombrear um pouco. A ideia (que eu preciso testar mais pra ver se é realmente proveitosa como eu acho) é tirar um pouco do "nervoso" que eu sinto quando pego o sketchbook e não sei o que fazer, e além de tudo estou enferrujada. Depois desses 15 minutos eu já estou mais "calma" pra pegar um tema de prática normal, ou desenhar algo de cabeça sem tanta ansiedade (que normalmente se reflete no papel). Existem umas fases adicionais que eu preciso colocar em prática mas vamos vendo.

3 - Encerrei a minha assinatura no Drawing Tutorials Online. Ainda amo, mas ficou caro pro meu bolso (pelo menos anualmente). Falo mais a respeito no futuro.

4 - Fiz a inscrição no SVSLearn (o site de ensino do criador do Inktober, com outros profissionais de ilustração e desenho). Em fevereiro já estou cancelando a assinatura pq a qualidade do site ficou BEM aquém do que eu esperava.

5 - Sketchbooks escolhidos. Em 2017 eu demorei pra escolher um sketchbook para começar o ano... Em 2018 eu liguei o dane-se e decidi usar todos os que já estão rabiscados e mais alguns -- isso não necessariamente se refletiu ainda no volume de produção (ou sequer na qualidade dela).

6 - Entrei em um grupo de Desenho Realista no Facebook que me dá nos nervos. Eu faço parte de 03 grupos de desenho/pintura/ilustração no Facebook que são fantásticos e só me dão alegria: um fechado que eu dei a sorte de entrar anos atrás quando eles não eram tão fechados assim (com artistas fantásticos, a maioria inclusive autores de livros de lápis de cor), o da SketchBook Skool e o EveryDay Matters (esses dois são basicamente o mesmo tipo de pessoas, e a vibe de todo mundo é muito boa). Aí eu não sei como (realmente não sei), acessei o Facebook pra ver notificações e quando vejo estou na página desse grupo de desenho realista no qual você precisava solicitar a participação (o que costuma ser um filtro bom... Ledo engano. Tem gente de todos os níveis de desenvolvimento, algo que não seria necessariamente ruim se conseguissem manter o mesmo nível de respeito com todos, se a maioria soubesse escrever "lápis" -- acredite -- e se não tivesse tread de discussão sobre como sulfite é bom para desenho realista. Dizem que quando você se enerva absurdamente com algo é sinal de algo sobre o qual deveria agir... Mas aqui eu não sei muito bem o que fazer.

É isso, em resumo.
Em breve, as coisas mais detalhadas, de uma maneira que seja útil para todos.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O que fazer com o desânimo!?

Por mais que eu tenha me comprometido a postar todo e qualquer rabisquinho por aqui e por mais que eu saiba que tudo que se faz é evolução... Às vezes cansa não é mesmo?

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Pequenas Práticas

Com esse rabisquinho eu totalizo 90 rabisquinhos no ano... Sabe o que isso signifca? Que dentro do meu acompanhamento anual -- meus álbuns no Flickr onde eu acompanho a produção anual desde o que eu encontrei nos meus arquivos a partir de 1994-- esse é o meu terceiro ano mais "produtivo", ficando atrás dos anos de 2001/2002 (um pacote que eu não consegui desmembrar) e do ano de 2008.

Isso é legal e igualmente triste... Pensar que em quase 365 dias no ano eu fui capaz de rabiscar alguma coisinha (que na maioria das vezes não totalizou nem uma hora) 90 vezes... Menos de 90 horas do ano... Menos de 12 dias úteis dedicados, me desanima. Acho difícil que eu não tenha gastado mais horas no ano com coisas mais inúteis e insignificantes como jiboiar na frente da TV, ou de braços cruzados curtindo uma raiva da vida...

E assim como se estala os dedos, a vida passa e você percebe que não fez quase nada -- um quase nada melhor do que em muitos anos, mas mesmo assim... Quase nada. Para 2018 eu estou pensando em aplicar algumas técnicas de acompanhamento da produção mais simples e dedicadas, acompanhando num planner os dias em que eu fiz alguma coisa (e o que fiz), tentando dedicar 15 minutos diários em um horário fixo (pelo menos) e preparando algumas referências para estudo com antecedência.

Quem sabe assim, além de produzir um pouco mais, eu também melhoro a prática e amplio a qualidade dos resultados.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Referência, Paciência e Consciência

Gosto de pensar que a moça está dizendo "Sério que você desenhou a minha mão assim?", rs. Sempre me surpreende que a qualidade do que eu desenho muda significativamente de um rabisco pra outro, e a questão cronológica não tem nada com isso -- posso pegar coisas de anos atrás muito melhor do que hoje, e vice versa.

Hoje em dia eu já aceitei que algumas coisas influenciam
  • Referências e Biblioteca Mental.
  • Paciência no momento do desenho.
  • Integração dos materiais escolhidos.
Por exemplo: Esse sketchbook da Canson não reage muito bem com lápis -- ele é mais poroso, então é melhor pra esfumaçar as coisas ou, se você quer fazer desenhos com linhas mais definidas, precisa no máximo utilizar uma lapiseira 0.5.

Como estou fora de casa esses dias, meus materiais estão um tanto quanto limitados -- assim como meu acesso a referências e meu estoque de paciência, então... Nada muito significativo é produzido.

Não consigo deixar de sonhar com a semana entre o Natal e o Ano Novo... Com nenhuma responsabilidade séria com terceiros, em casa, podendo simplesmente colocar uma música, um filme e rabiscar descompromissadamente sem ninguém encher o saco...

Eu sei, eu sei... Pura situação imaginária.
Mas desses sonhos vivem os sketchers diletantes.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Não é toda prática que leva a perfeição...

Teoricamente eu sei o que eu deveria estar fazendo. Deveria estar selecionando um determinado assunto ou tema (figura humana, anatomia, poses etc.), selecionando uma série de referências, praticando rascunhar a partir dessas referências até aumentar a memorização das formas na minha biblioteca mental, e depois trabalhar esse mesmo assunto/tema em diversas técnicas, para praticar melhor cada uma delas (lápis, aquarela, nanquim, lápis de cor... O que desse vontade de praticar).

Mas na prática, isso não acontece. Não, como já visto, porque eu não saiba o que devo fazer, mas porque no final de um dia cheio de outras obrigações, eu resolvo separar no máximo uma meia hora pra rascunhar alguma coisa antes de cair de sono no dia com a sensação de que eu não fiz nada por mim... Ou seja, no final, embora eu tenha "praticado", isso não confere tanta melhoria -- a prática para evoluir é outra (deliberada e verificável). A realidade, no final das contas, é bem mais triste do que o sonho de ter tempo e espaço para dedicar a isso -- mesmo que, por hora, essa não seja uma atividade com potencial de sustentar a vida financeiramente.

 Durante muito tempo eu me debati com a ideia do por quê? Por que uma mulher que já passou dos trinta há um bom tempo, e que não ganha dinheiro com isso, deveria investir mais tempo em dinheiro em uma atividade como essa, sem nenhuma contrapartida financeira... Vou mesmo ficar comprando material, sentando pra fazer esse tipo de rabisco quando tem projeto na fila, louça pra lavar, casa pra arrumar?

Atualmente eu ainda não achei uma resposta que me satisfaça 100% -- mas uma coisa eu sei: eu não tenho escolha. Eu posso viver dividindo o tempo entre isso e todo o resto... Ou posso murchar pra tudo. Fechar isso dentro de uma caixinha de deixar pra lá não é uma opção.

Talvez esse tipo de coisa são seja simplesmente um dom.
Talvez seja apenas maldição -- que nada mais é que um dom ou talento que ainda não encontrou expressão.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Saindo do Bode do Inktober!

Estou me esforçando para sair do "Bode" do Inktober -- desde o final do desafio, bateu um "Meh!!!" que não me deixava animada a rabiscar nada... Mas aí o tempo passou, lembrei que eu ainda tenho essa meta maluca de terminar esse sketchbook até o final do ano então... Vamos lá. As semanas estão corridas -- e acho que estarão assim até o Natal -- então qualquer rabisquinho já me deixa feliz.