domingo, 21 de agosto de 2016

Tortinho, na cara larga...

Rabisquei um rosto um pouco mais largo do que deveria (a esquerda). Ao terminar, percebi que tinha algo meio torto... Eu ainda me pergunto porque a gente só vê essas coisas depois que termina? Coloquei no Photoshop para ter certeza e ajustei (a direita)  -- só pra ver se eu não estava variando mesmo, não queria fazer uma correção perfeita... E não é que estava bem tortinho mesmo? Pouca coisa, mas faz uma diferença tremenda no resultado (tudo na vida é assim mesmo, não é?). Acho que é o que acontece quando você "pega em armas" sem muita frequência.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Matemática Cruel

23 anos de rabiscos documentados no Flickr (http://bit.ly/29WnzII)
823 rabiscos levantados no processo...
Como eu sei que muita coisa se perdeu antes dessa história de documentar, vou ser generosa e imaginar que produzi uns 20% a mais...  988 rabiscos.
988 rabiscos, em 23 anos... 43 rabiscos ao ano (na média).

Fila de uns 30 Sketchbooks em branco ou apenas começados esperando atenção.
Que cada um deles tenha umas 70 folhas (apenas os com menos páginas tem isso, então a média já está generosa), tenho 2100 folhas de sketchbooks a preencher...
Se juntar com blocos de desenho e papéis avulsos, esse total vai fácil para umas 2500 folhas (em páginas seria o dobro).

Se eu seguisse a minha média de 43 rabiscos/ilustrações por ano, nos próximos anos, teria material de desenho pelos próximos 58 anos.
Como eu estou com 35 (no inferno astral dos 36) e me alimento mal, sou sedentária e estou acima do peso, é generoso dizer que tenho material de desenho pelo resto da vida.

Mas vamos ser otimistas... Digamos que eu me torne outra pessoa, e faça realmente um desenho todos os dias a partir de agora... São 6 anos (quase 7) de material...
Se eu me tornasse hiper-produtiva, e produzisse dez vezes mais que hoje... Seriam 5 anos (quase 6) de material.

E eu não preciso entrar nem na parte do material para rabiscar o sketchbook em si... Eu fiz um curso de desenho no SENAC em 1994, e ainda tenho os lápis graduados que usei no curso. Então com as caixas de Cretacolor, Staedtler, Faber e Cis Nataraj que eu tenho, é seguro dizer que não precise de mais nada pra esses 58 anos de desenho.

Então...

POR QUE DIABOS EU NÃO DESENHO REGULARMENTE?

Uma pessoa sensata diria que isso não acontece porque apesar de eu gostar disso, eu não valorizo o suficiente para fazer algo a respeito. É uma resposta sensata... Mas como a maioria das respostas sensatas, é um monte de besteira.

Pessoas um pouco menos sensatas sabem que existem diversas coisas muito importantes e valorizadas em nossas vidas que, acabam, de uma forma ou de outra, tratadas como secundárias: relacionamentos, família, amigos, saúde... Mesmo sabendo algumas vezes que estamos na estrada pra destruição, a gente pisa no acelerador e fica esperando bater em um muro ou um poste. Às vezes, mais desesperados, a gente procura por esse muro ou esse poste como o momento mágico que vai mudar tudo: vamos começar a nos comportar direito, nos importar, nos valorizar e sair saltitando em direção aos nossos sonhos.

Não acontece assim.

Olhando os álbuns e os números, não pude nem me dar ao luxo de me enganar e dizer que quando a vida cobra demais essas coisas ficam de lado. Misteriosamente, as maiores produções são dos períodos mais atribulados. As melhores, ainda mais.

O diabo aqui -- pelo menos o meu -- é saber PORQUÊ fazer isso.
E não dá, simplesmente não dá, para entender isso intelectualmente... Tem que colocar o lápis no papel e tentar descobrir para onde ele te leva.
A questão é: como colocar o lápis no papel, dia após dia, regularmente, sem se perder no caminho.

Postagem com altas doses de instrospecção filosófica.
Desculpe aos envolvidos que conseguiram chegar até aqui.
Mas se tiverem ideias... Eu realmente gostaria de ouvi-las. 

sábado, 4 de junho de 2016

Parou por quê? Por que parou?

Fiz uma pausa de exatos 30 dias por aqui, mas estou de volta. Ninguém morreu. Ninguém foi às ruas... Tudo de boa. Depois de 30 dias blogando diariamente no BEDA, foi necessário. Não que eu tenha ficado sem assunto ou sem necessidade de escrever mas.. Não posso deixar de escapar do "Por quê?" e "Pra quê?" que sempre me assolam quando o assunto é esse blog.

Definitivamente, seguir um hobbie depois dos 30 quando ele não é seu ganha pão é uma atitude heroica... E eu não sou das pessoas mais heroicas que eu conheço... Nem remotamente...

Sigo diversos grupos de ilustradores, arte, desenho e assuntos relacionados do Facebook... Fico assustada com a quantidade de gente competente que existe... Mas dada a situação política e social do país, também me assusta que tanta gente relacionada a arte tenha visões tão tacanhas e preconceituosas sobre o mundo. Junte isso aos meus últimos professores de desenho e ilustração, com os quais os meus santos não bateram por motivos unicamente pessoais (xinga a mãe mas não segue e compartilha "Revoltados Online" por favor), e eu fiquei em uma profunda crise de "Essa não é minha tribo, não pode ser minha tribo".

Então já que no momento eu não tiro um centavo dessa atividade -- nas lojinhas eu até tiro uns trocos, mas as pessoas compram produtos específicos, nada relacionados ao blog sem ser pela área de atuação -- eu resolvi seguir uma recomendação bem básica dada aos bloggers desde que eu comecei o meu primeiro lá pelos idos de 2002: escreva aquilo que você gostaria de ler.

Admito que escrever para mim; sobre meus problemas, minhas limitações e meus avanços (ou retrocessos), dar dicas que eu gostaria de ter recebido anos atrás nessa área rabisqueira vai ser bem menos interessante para diversas pessoas, e um conteúdo limitado para muitas delas... Por isso eu peço desculpas, mas, por hora, é o que dá para fazer.

Rabisco que ilustra o post:
Estou começando uma série de "recontagens" nos sketchs. Quero chegar até 400 até o final do ano. Esse foi o número 1... Vamos ver até onde 2016 nos leva.

https://flic.kr/p/HitgCQ

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Rabiscos do Feriado - finalmente escaneados e no Flickr

Do, or do not. There is no try! Que a força esteja com a gente.

Hoje é o "Maythe4th", ou dia "Star Wars" -- eu nem sou tão fã assim da série (sou uma nerd mais para Star Trek mesmo), mas achei que hoje era um dia interessante para me "recompromissar" com as metas do blog -- afinal, vamos confiar na força, pra ver se a coisa vai em frente. Produção de 2016 está parada -- 09 rabisquinhos até agora, 04 deles no último feriado então... Vamos combinar que isso é patético.

Hora de organizar as referências, as fontes de estudo e as possibilidades... Que são:

DTO - Drawing Tutorials Online.
http://www.drawing-tutorials-online.com/
Eu ainda tenho 08 meses da minha anuidade de assinatura -- então vamos usar para valer, não vamos? Nesse ano não vai dar para investir tempo ou dinheiro em um curso presencial, então vamos tirar tudo que o online tem a nos oferecer -- por exemplo, a possibilidade de críticas semanais dos meus desenhos. Além disso, para quem, como eu, adora figura humana ensinada de um jeito clássico, é o lugar perfeito -- tutoriais em anatomia, retrato, figura humana em detalhes etc. Vou voltar a assistir regularmente, e seguir os exercícios... Já dá um bom caldo.

Livros, livros e mais livros...
Vocês verão... Eu tenho uma biblioteca invejável de tempo de mimosas mais obesas -- pela programação do meu calendário editorial, todos os sábados eu vou resenhar e apresentar um deles. Paralelo a essa "revisão do acervo", eu vou estudá-los de um em um, de pouco em pouco -- eventualmente quando eu achar algo muito interessante, eu posto por aqui.

Illustration Friday.
http://www.illustrationfriday.com/
Aqui, a ideia é tirar o foco do estudo e investir algum tempo em criação -- essa história de estudar, quando a gente não ganha dinheiro diretamente com isso na vida, pode fazer a gente se perder um pouco sem saber o porquê estuda, ou se está fazendo alguma diferença de fato. Com uma proposta semanal de produção "criativa", dá para testar como vão as habilidades.

E é isso -- vou me comprometer com áreas, sem fechar malucamente números e datas... E vamos ajustando com a carroça andando. Não estou nem me importando que estamos em Maio -- antes tarde do que nunca.


terça-feira, 3 de maio de 2016

Lentes de Estudo: Conceitos, Temas e Técnicas

Desde aquele post sobre como estruturar referências (aqui), eu fiquei meio que "pirando" em como é difícil essa coisa de realmente estudar desenho... Não é de se admirar que muita gente pare em um ponto, desista, não saiba o que fazer ou se sinta sobrecarregada.

Pelo fato de trabalhar como Designer Instrucional, eu acho extremamente difícil abordar qualquer assunto para estudo sem ter uma ideia do todo e de onde aquilo que eu quero aprender se insere -- então comecei a desenhar um mapa mental com as principais "lentes" ou perspectivas que você pode utilizar na hora de aprender -- já percebi que muitas das minhas travas em relação ao desenho estão aí por conta de olhar o sketchbook e não saber muito bem o que fazer com ele: por onde começar, qual a prioridade, o que mesmo eu estou querendo praticar.

Se você quiser ir acompanhando o Mapa Mental completo, ele está em confecção nesse link:
https://www.mindmeister.com/695138380/estudando-desenho 

Por hora, estou tentando dividir referências e práticas em três lentes:

1. Conceitos Básicos.
Estou chamando de conceitos básicos itens como: linha, tom, forma, composição, cores etc. Entendimentos fundamentais que você precisa ter sobre desenho, mas que independem do tema que você quer desenhar (sejam humanos ou robôs do espaço) e muito menos da técnica utilizada.  Embora eu não tenha a ambição de dominá-los completamente antes de passar para os próximos itens, conhecer um pouquinho deles mais a fundo ajuda a diminuir o tempo de "quebrada de cabeça".

2. Temas.
Tema é aquilo que você quer desenhar: pessoas, cachorros, barcos, árvores etc. Temas são estudados com a aplicação dos conceitos básicos, em uma determinada técnica -- mas não estão limitados por elas. Na minha opinião de mortal, é aqui que muita gente se perde -- livros como com títulos como "como desenhar cães?", "como desenhar retratos?", "como pintar paisagens?" e afins, lidam com temas específicos, aplicando conceitos básicos em determinadas técnicas -- mas não deixam nenhuma dessas coisas claras. Aí a pessoa até apreende um pouco dos conceitos básicos e das técnicas, mas não consegue transpor isso para outros temas... E trava.

3. Técnicas.
São os materiais propriamente ditos: grafite, lápis de cor, nanquim, aquarela etc. Depois do boom dos livros de adultos para colorir, estamos tendo o "boom" dos "ilustradores aquarelistas". Até gostar da técnica, tudo bem -- também acho linda. Mas há um limite de cabeças aquareladas com anatomia duvidosa que o mundo precisa. Pessoalmente eu acho um caminho meio estranho gastar uma grana em uma técnica tão cara e ir aprendendo o resto aos poucos (como construir um telhado bonito, enquanto monta fundações e paredes), mas... Cada um cada um.

E no dia a dia, o que tudo isso significa?
Primeira coisa, que há muito a estudar. Segunda coisa, que toda vez que você abre seu sketchbook ou pega uma folha para rabiscar, tenha isso em mente: o que vou praticar hoje, em cada um desses conceitos -- vou estudar figura humana, valorizando a linha, com marcadores? Qual o meu foco real: a figura humana, a linha ou o marcador? Ter clareza sobre isso é fundamental para ter certeza que você está praticando aquilo que realmente lhe interessa.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Retrospectiva BEDA 2016¨(Abril) - Aprendizados

Abril chegou ao fim, e com ele o desafio BEDA (Blog EveryDay April) 2016. Foram 30 dias de postagens, com coisas que eu gostaria de compartilhar (outras nem tanto) durante todo o mês de Abril. Não sei se alguém achou essa empreitadas útil — ainda estou pessoalmente na dúvida — mas deu pra aprender muita coisa por aqui.

1. Postar diariamente é possível!
Não é fácil, mas é possível. Embora eu ainda tenha a meta de começar a fazer pelo menos um rascunho por dia e postar, o blog não precisa se resumir a isso. Com um pouco de planejamento — e um calendário editorial azeitado — é possível produzir coisas que façam sentido para mim, e ajudem um pouco quem me visita por aqui.

2. Planejamento é tudo.
Minhas micro férias quase colocaram tudo a perder — eu não havia pensado em como colocaria no ar os posts programados para a semana do feriado apenas com o celular, então tive que adiar alguns posts que seriam impossível por celular(que acabaram tão adiados que só vão ao ar essa semana). Por aqui, ainda foi possível remediar — no meu blog pessoal fez com que o projeto desse água. Mas cansada de ficar pensando diariamente no que escrever por aqui, isso fez com que eu finalmente configurasse uma maneira mais “mobile” de postar por aqui, e colocasse o calendário editorial em prática — e agora eu sei com uma boa antecedência o que vai no ar e quando.

3. “I have to practice what I preach”.
Sim… Eu tenho plena consciência do quanto é ridículo ter um blog sobre desenho e a necessidade de praticar e não praticar diariamente — passar 30 dias postando e ver que desses 30 dias eu tenho apenas 4 rascunhos para mostrar é triste. Pessoalmente esse é o meu maior desafio.

No fim das contas, foi um intensivo em “o que fazer”, “o que não fazer” e “o que pode ser feito”, de maneira prática. Ao longo desses anos de blog eu parei para pensar diversas vezes no que fazer por aqui — um BEDA poderia ter deixado as coisas claras há muito mais tempo.

Se você ficou interessado em fazer uma retrospectiva de todas as postagens desse BEDA, basta acessar esse link: http://www.sketchblock.com.br/search/label/BEDA2016

sábado, 30 de abril de 2016

Chegou o Fim... De Abril - BEDA #30

Nos últimos minutos do mês para dizer que... Ufa! Chegamos ao fim.
30 dias postando me ensinaram muita coisa -- que eu compartilho a partir de amanhã -- mas a principal delas, que há muito espaço para melhoria por aqui.

Então faço votos de que você aproveite seu final de sábado a noite, que amanhã outro mês começa e... Precisamos dos nossos lápis em punho.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

"Artista"... Eita Palavra Complicada - BEDA #29

Assisti um vídeo dentro das minhas inscrições do YouTube que me irritou profundamente -- embora eu ainda não consiga formular em todos os níveis porque ele me irritou tanto, mas estamos chegando lá (caso você fique curioso, o link está aqui: https://youtu.be/5L23Q7fFR9c). Tenho uma relação meio que de "amor e ódio" com esse canal -- acho que tecnicamente o cara dá umas dicas boas, mas quando ele vai falar de "arte", mercado e profissão, apesar de ele ser novo, sai de dentro do coração e da cabeça um velhinho de 60 anos, com uma visão meio complicada do mundo... Diria que um equivalente "taxista" da produção visual, mas tudo bem. Não digo que o cara está errado -- com certeza ele tem bastante experiência prática na qual basear suas opiniões. Mas ao longo dos anos, tenho percebido uma tendência em quem trabalha com Design Gráfico, Ilustração e afins a ter uma visão de mundo um pouco complicada, generalizando o mundo por suas experiências pessoais. Isso me irrita.

Se você assistir o tal do vídeo, quero que você perceba o uso da palavra "artista", que foi o que mais me irritou. Eu sei que artista é uma palavra complicada. Complicada como "criativo", por exemplo -- onde estão os limites? O que define uma pessoa ser "artista", "criativo" e outro não -- pois afinal, o que é arte? O que é criatividade? Não faltam definições, assim como não faltam pessoas no mundo... Mas definitivamente me irrita profissionais com atividades específicas; como ilustradores, desenhistas, designers gráficos etc., se intitularem como "artistas" porque exercem essas atividades de maneira remunerada. Você não precisa ganhar dinheiro com isso para se considerar um "artista"... De fato, na maior parte das vezes, por mais que você seja um artista com trabalhos autorais (e sim, eu puxo a sardinha que arte, independente do nível, precisa de um composto autoral identificável) a atividade que faz você ganhar dinheiro não é essa: é design, é ilustração -- nem todo site precisa ser uma obra de arte, nem todo mascote de supermercado precisa competir com a Monalisa... E está ok. Parece que os profissionais de atividades visuais tem mais problemas em entender isso -- redatores, por exemplo, não esperam escrever um folder pensando "WHWD - What Hemingway Would Do?".

Se vamos falar de artistas, eu fecho mais com a abordagem do Jazza do canal "Drawing With Jazza". A coisa é mais ampla do que as pessoas financeiramente envolvidas tendem a dar a entender. Embora ele esteja mais focado em acabar com os preconceitos relativos aos meios e tipos de produção, eu acho que o mesmo raciocínio se aplica as pessoas que a realizam. As coisas tratadas no vídeo inicial do Tiago, podem definir se você será um desenhista/ilustrador melhor ou pior -- mas são incapazes de definir se você será ou não um artista... Quanto mais se será um artista melhor ou pior. Pensamentos assim, são o que fazem muita gente largar os lápis depois dos 20 (ou até antes) simplesmente porque não tem "o que é preciso para ser um artista profissional"... Não tem essa de "artista profissional". Tem arte. Tem gente que faz. Tem gente que ganha dinheiro com isso. Tem gente que gasta de dinheiro com isso. Está tudo ótimo pra todo mundo se você estiver feliz com aquilo que está fazendo, da forma como está fazendo.

Draw With Jaza - How to (NOT) be an artist - https://youtu.be/h8L-0VR6PP4

quinta-feira, 28 de abril de 2016

25 Mil Dias... O que fazer com eles? - BEDA #28

Estava dando uma olhada em fotos antigas de sketchbooks e materiais de desenho. Tentando achar algum padrão nos tempos em que a produção foi mais intensa e... Nada. Padrão mesmo só existe nos momentos em que nada é feito: a "vida" toma conta e nada mais consegue ter o papel principal.
Dá um misto de tristeza e ansiedade -- tristeza pelo tempo perdido, ansiedade porque talvez o tempo que reste não seja suficiente para fazer qualquer coisa que realmente me agrade em relação a essa área da minha vida.
Acabei vendo uma campanha da Reebok sobre como temos apenas uma média de 25 mil dias de vida -- descontando situações surpresas, é claro -- se a gente não sabe o que fazer hoje ou amanhã, será que consegue ter uma ideia do que gostaria ter feito quando esses 25 mil dias se esgotarem??
A vida passa, sonhos e prioridades mudam mas... Fico me perguntando como eu vou encarar a preguiça que bate nesses dias daqui a 10, 20 ou 30 anos, por exemplo.