sábado, 15 de abril de 2017

Qual o ponto de "What's the point?"

Passei pelo Instagram para minha postagem habitual de rabisquinhos. Antigamente eu postava tudo direto no Flickr, mas hoje em dia eu mando primeiro pro Instagram e o IFTTT faz o serviço de arquivar no Flickr... Mas funcionamentos técnicos e à parte, vamos ao assunto.

Hoje em dia o Instagram se tornou o meu ponto principal de inspiração. Vejo vários artistas que admiro, a produção de vários colegas online, o conteúdo que é escolhido por curadoria em alguns perfis e... Uau! Como tem gente produzindo. E como tem gente produzindo coisas incríveis.

Nesse momento eu volto aos meus rabisquinhos e, impossível não pensar: "What's the point?", ou qual o sentido de ficar inserindo essas gotas ridiculas nesse mar cheio de pérolas... Mas hoje, além disso fiquei pensando... Qual o ponto de perguntar qual é o ponto?

Não é uma questão de metalinguagem nem de filosofia. Recentemente eu já havia comentado dessa mania de ficar pensando no que esses rabisquinhos fazem no mundo (e a inutilidade de pensar assim), mas aparentemente essa é uma lição que demora para ser assimilada.

Quando a gente pergunta isso, está olhando para os outros. E está esperando algo diferente do que deveria. Por exemplo: o que eu gostaria? De postar coisas ridículas assim e descobrir, no meu mundinho limitado, que são as coisas mais lindas que já foram postadas no mundo? Quero desenhar, quero melhorar ou simplesmente quero tapinha nas costas e joinha nas páginas?

Não tem nada errado em querer ser reconhecido. Faz bem pro ego, dá incentivo nos dias ruins mas... Não pode ser o único incentivo. 

Ainda estou longe de saber, no grande esquema das coisas, o que acrescenta ao mundo a gente rabiscando papel sem ganhar nada com isso, sem ajudar ninguém diretamente com isso. Talvez, no máximo, libertar os outros para uma vida em que tem a liberdade de fazerem o que bem entender... Filosófico demais? Talvez.

Mas realmente: cada vez mais consciente que não é o ponto perguntar "What's the point?"

Sketch do dia


Só para não enferrujar. #sketchbook #sketch #sketchdaily #artjournal #dailyart #rabiscos #rascunho #cadernoscriativos - via Instagram, em: http://ift.tt/2oKLDUd.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Sketch do dia


Só pra comprovar a tese que como grifatexto, o marcador gel dá Faber-Castell é um ótimo giz de cera rosa. #sketchbook #sketch #rascunho #rabiscos #dailyart #dailysketch - via Instagram, em: http://ift.tt/2no0wMH.

domingo, 2 de abril de 2017

Sketch do dia


Falha Técnica nesse BEDA 2017... Lições aprendidas: mesmo que vc esteja só usando um computador com frequência, não salve arquivos localmente ou você será surpreendida quando ele pifar... Mas que puxa Charlie Brownie, rs. #sketchbook #dailyart #dailysketch #rabiscos #rascunho #artjournal - via Instagram, em: http://ift.tt/2nPyTep.

sábado, 1 de abril de 2017

Entre Paixão e Razão - BEDA #01

Try for reason...
But passion never lives, it dies with reason.
Franz Ferdinand

Vou contar aqui algo que eu nunca contei a ninguém. Algo que eu tenho tentado ignorar há anos, mas que volta sempre com força total em momentos como os dessa semana: a história de como eu bombei minha aula optativa de pintura na faculdade...

Mas antes... Uma prévia.

No meu ultimo post por aqui eu falei do meu "Desafio 283", ou como, faltando 283 dias para o final do ano, eu iria me comprometer a fazer 283 rascunhos até o final do ano. Estava indo bem mas, de repente: travei.

Queria poder dizer que a minha autocrítica é a culpada. Que vendo o que muita gente profissional posta nas redes sociais, deu até vergonha dos meus garranchos... Ou que vendo o que muitos amadores que se dedicam a Sketchbooks há muito mais tempo publicam, eu me senti desanimada... Isso afeta, é claro -- mas talvez, no máximo, uns 10%.

A verdade é -- ou pelo menos eu acredito que seja -- que eu não consigo lidar com essa energia. É muito confortável passar a vida dizendo que eu deveria desenhar mais e estar mais presente nos meus Sketchbooks. É muito fácil dizer que qualquer pessoa tem 10 minutos para dedicar a isso diariamente. Mas quando eu começo a rabiscar regularmente... Isso me engole. 10 minutos viram 1 hora, um rabisco por dia vira dois, e eu começo a não ter vontade de fazer nada que não seja isso. Parece bom? De certa forma... Mas faz eu ficar sem saco para projetos de trabalho que pagam as contas, sem saco pras coisas de casa, sem saco pra qualquer outra coisa... Aí eu fujo, e zero o placar; simplesmente por que eu preciso voltar a ser funcional, e esses rabiscos não pagam as contas ou lavam a louça.

E aí me lembro: optativa de Pintura, em Artes Plásticas, quando eu cursava Publicidade. Já se vão 13 anos aí, e tudo que eu tenho que dizer é: eu bombei feio. Acho que fui ao todo em no máximo 3, 4 aulas do semestre. Ao ideia da aula era escolher um material (eu escolhi pasteis porque eram algo que eu sempre gostei visualmente, mas acabei evitando utilizar), e fazer pinturas de observação pela faculdade, em casa, onde fosse. Era tão bom estar ali, fazia eu me sentir tão bem apesar dos resultados, que começou a dar tilt na minha cabeça sobre o que eu estava fazendo da vida (na época eu trabalhava meio período numa empresa, e comecei a me perguntar demais o que fazia ali). Aí eu comecei a ficar nervosa de ir as aulas... Comecei a me atrasar, alguns dias ficava sentada nos bancos próximo ao ponto de ônibus que eu chegava, suando frio e tentando me convencer que em 15 minutos eu entraria... Ou meia hora... Ou uma hora... Ou quem sabe, como já era tarde, na próxima semana eu entraria na hora. Depois de umas 02 a 03 semanas disso, a faculdade entrou em greve e eu convenientemente perdi os contatos necessários para saber sobre as reposições necessárias -- que eu imagino que nem houveram pq adesões reais a greve na faculdade sempre eram de uns 10% das aulas, então é provável que a aula tenha continuado durante a greve. Eu não olhei mais pra trás, nunca mais procurei saber -- me conformei em ter que conseguir aqueles créditos em outro semestre, deixei quieto.

Mas essa questão nunca ficou quieta.

Eu vi esse padrão se repetir quando fui pra Quanta...
Se repetiu quando fui pra Academia de Animação (chegando ao cúmulo de pagar 100% de um curso caro e abandonar 04 meses antes do fim -- embora aqui um professor com ideias horrendas  sobre a vida e a humanidade tenham também alguma influência)...
Se repetiu também quando fui aprender pintar em lápis de cor na ÁreaE.

Até hoje eu acreditava, sinceramente, que esse abandono tinha a ver com qualidade -- mas quando eu passei três dias desenhando de novo e esse sentimento apareceu novamente... Bem, tive que reavaliar algumas coisas.

A gente passa a vida querendo encontrar a nossa "paixão"... Mas e se a grande questão não for encontrar a nossa paixão, mas aceitar ser consumido por ela? O que eu percebi essa semana é que talvez a questão que me afasta do papel talvez não seja a procrastinação... Mas o medo do pode acontecer se eu mandar todo resto as favas e não me afastar mais dele.

domingo, 26 de março de 2017

Sketch do dia


Um autorretrato frustrado? Um Wesley gordo? Nunca saberemos! E eu não pretendo confirmar nenhuma teoria. Exceto a que diz pra eu parar com essa mania de grafite colorido e voltar a usar tradicional. #sketchbook #dailyart #dailysketch #rabiscos #rascunho - via Instagram, em: http://ift.tt/2mF258O.

Sketch do dia


Estava indo tão bem só em vermelho, mas a pessoa tinha que fazer o cocô de tentar colocar preto, e virou uma caquinha gigantesca. Bem, é literalmente virar a página e melhor sorte na próxima. Número 5 de 283. #sketchbook #sketch #sketchdaily #dailyart #rabisco #rabiscos #rascunho - via Instagram, em: http://ift.tt/2okCrlX.

Desafio 283: Começar e não olhar pra trás.

A última vez que eu falei de um desafio, faltavam 290 dias para o final do ano. Eu tanto demorei, que quando comecei mesmo, faltavam 283 dias -- ou seja, lá se foi uma semana. Para quem me segue via Instagram (https://www.instagram.com/prixdekanun/) pode ver que a coisa já começou -- eu resolvi dar uma retrospectiva desse início por aqui, porque percebi que os posts feitos pelo Instagram no Blogger não se distribuem pelas redes sociais como aqueles que são feitos diretos aqui.

Ideal mesmo, seria fazer um desafio 365 (daqueles em que a gente fica um ano inteiro no desafio). Mas como já se foram praticamente 03 meses do ano, eu queria alguma coisa que começasse e terminasse esse ano. Queria poder prometer mais do que 283 dias desenhando ou 283 sketchs novos (estava com ideias doidas iniciais de fazer algo que fosse umas quatro vezes isso) mas dada a atual realidade, a coisa já é desafiante desse jeito. Recentemente eu fiz uma retrospectiva dos meus rabiscos nos últimos 23 anos, disponíveis no Flickr -- basicamente, desde o primeiro curso de desenho que fiz no SENAC-SP quando estava com 14 anos -- e a produção é pífia: não chega a 1000, nem dando 20% de lambuja por tudo que foi feito e se perdeu ao longo da vida. Nem precisa dizer que com uma média tão baixa, "constância" realmente não é o meu forte não é? Então foi exatamente essa falta de constância que eu quis atacar nos números.

Ainda estou meio perdida sobre o que fazer, o que estudar, que estilo ou tema privilegiar -- resolvi começar os cursos do Drawing Tutorials Online que eu assino há anos na sequencia correta, e ver o que acontece. Então agora cada dia eu assisto algum vídeo do salto, e desenho um pouco -- estou tentando fechar no mínimo uma folha do meu sketchbook por dia, frente e verso, mas se um dia o tempo apertar, rabiscar apenas uma página já atende as necessidades do dia.

Por hora, eu já vi que paciência é algo a ser trabalhado. Ela afeta diretamente a qualidade daquilo que é feito, e a qualidade do que eu aprendo ou pratico com um desenho. Outro ganho considerável seria escolher as referências com antecedência, e o que vai ser trabalhado em cada desenho -- ou mesmo decidir que não vou trabalhar com referências em determinado rabisco, e o que eu vou tentar trabalhar de imaginação (ou lembrança). Vamos ver... Por hora, abrir o sketchbook todo dia e rabiscar é o mais importante.

sábado, 25 de março de 2017

Sketch do dia


A ideia do desenho anterior não era semelhança com a referência mas... A sensação de "que torta, podia ter tido um pouco de paciência né cara pálida?" não conseguiu me deixar, então eu refiz. Número 4 de 283. #sketchbook #sketchs #dailyart #dallysketch - via Instagram, em: http://ift.tt/2no9rfv.

Hoje, no Instagram.


#3 de #283... E vamos que vamos. #sketchbook #sketch #dailyart #dailysketch - via Instagram, em: http://ift.tt/2n4aaA9.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Hoje, no Instagram.


Eu nem ia usar o verso da folha pq estava manchado... Mas estava alí, e as lapiseiras de grafite colorido estavam aqui... E agora ainda faltam 281... Então... É isso. #sketchdaily #dailyart #sketchbook #sketchs - via Instagram, em: http://ift.tt/2mZIaMV.

Hoje, no Instagram.


Faltam 283 dias para o final do ano, e eu decidi me desafiar a 283 rabiscos até o final do ano. Basicamente: rabiscar todo dia e não olhar pra trás. Hoje, umas carinhas de memória pra ver se a ferrugem está muito forte. #sketchbook #sketchdaily #dailyart #inksketch - via Instagram, em: http://ift.tt/2mYQL2K.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Desafio.

Desafio: 290 dias até o final do ano... Acho que vou fazer alguma coisa a esse respeito... Mais detalhes em breve.

Desenhar depois de adulto... Onde estão os brasileiros?

Pode parecer que eu estou ganhando algo da Sketchbook Skool pelos comentários, mas não estou: eu vejo vídeos como esses daí embaixo e fico me perguntando onde estão os brasileiros que querem desenhar simplesmente por desenhar? Encontro sempre toneladas e toneladas de blogs para quem está começando a desenhar tendo em mente pessoas que estão no máximo na casa dos 20 anos e que querem trabalhar nesse mercado -- e isso é muito bom mas... Onde estão as pessoas que querem desenhar simplesmente porque gostam? Existem por aqui? Se dão ao direito de ter um hobbie?

Começar a desenhar -- ou mesmo voltar a desenhar -- e se desenvolver nessa habilidade, depois dos 30, merece um enfoque completamente diferente de quem está começando por aí... E isso não está sendo coberto. Nem os cursos de arte, por exemplo, são voltados para educação continuada e desenvolvimento pessoal, mas em conquistar um título e habilidade necessário para o mercado de trabalho!

Onde estão vocês rabiscadores maduros?
Vamos nos unir!!!

Student Stories
https://www.youtube.com/watch?v=XuQYO8QSiWI

quarta-feira, 15 de março de 2017

Rabiscando depois dos 30!

Esse anos está sendo uma tristeza. Desenhar depois dos 30 não é para os fracos de coração... Talvez para os destruídos de coração, mas não para os fracos. Eu sinto a falta de "pares", eu sinto a falta de companheiros na mesma jornada. Acho que, em retrospectiva, foi isso que me fez há alguns anos atrás fazer o curso "Beginners" na "Sketchbook Skool". Mas o resultado não foi como esperado. Hoje em dia, eu sinto uma certa inveja triste de quem fica titubeando com o que fazer para desenhar melhor enquanto está na adolescência, na casa dos 20... Eu posso olhá-los e pensar "olha lá, mais um perdidinho como eu que não vai fazer nada com isso" -- mas eu sinto saudade dessa fase cheia de expectativas.

Não é para desanimar, mas de tanto viver nessa vida de desenhadores, e agora na margem dessa vida, é possível perceber alguns padrões. Quem desenha *muito* (seja em quantidade ou qualidade), sempre desenhou muito (especialmente em quantidade). Tenho um colega de faculdade que publicou sua webcomic durante anos, depois publicou livros com elas e depois participou de um dos livros de homenagem ao Maurício de Souza. Sorte? Dom? Talvez um pouco de tudo... Somado ao fato de que do primeiro ao último dia de aula, minha maior lembrança da sua pessoa foi curvado sobre o caderno desenhando, desenhando, desenhando. Pessoas assim não estão por aí em fóruns perguntando como podem melhorar. Não estão baixando e-books com dicas, assistindo Sketchbook Tours no YouTube. Elas estão por aí... Melhorando. Lembro até de uma época em que ela parou a webcomic para estudar para concursos (até quem sabe muito não está livre da tristeza que pode ser tentar ganhar a vida nessa área). Não sei se essa história foi para frente, pois muitas tiras e publicações vieram depois disso então... Mesmo em dúvida, quem quer mesmo não consegue parar.

Para quem visita aqui há mais tempo -- se é que essas pessoas existem, assim como os unicórnios -- sabe que uma das minhas principais questões é: Por quê!? Por quê rabiscar essas coisas de pouca qualidade e proveito que saem do meu sketchbook? Eu ainda tenho esperanças de ganhar dinheiro com isso? Eu ainda acho que isso poderá um dia ser arte? Isso é arte? Saber isso realmente importa? Tenho tido algumas ideias com relação a tudo isso nos últimos tempos. Afinal: o mundo precisa de mais rascunhos mal feitos como esse?

Vamos começar com a pior hipótese (eu sempre estou melhor familiarizada com o *Dark Side*, rs). Não, o mundo não precisa de nenhuma dessas caquinhas que estamos fazendo em nosso sketchbooks. Assim sendo: E daí? Você não precisa do seu vizinho que estuda bateria no sábado de manhã, e eu não preciso da minha vizinha que canta sofrência desafinada todo dia de faxina. E tudo bem -- ele não está tocando bateria para você, nem ela está cantando para o deleite dos meus ouvidos. Eles estão, eu espero, fazendo isso porquê os deixa felizes e... É isso que importa!

Ainda estou internalizando aos poucos essa simples resposta, porque ela responde muita coisa. Trabalhei -- e trabalho ainda, devo deixar claro -- por muito tempo prestando serviço para corporações em Ensino à Distância. Qualquer serviço prestado nesse formato só existe na base da utilidade e da necessidade, se não for preciso, é cancelado e cortado. E por algum motivo, eu deixei que essa lógica se aplicasse a minha prática de desenho -- talvez porque durante muito tempo eu imaginasse que um dia poderia trabalhar em um emprego como ilustradora, atendendo solicitações... Então eu sempre fico pensando: "Qual a utilidade disso?", "Qual o valor disso perto do que é disponibilizado no mercado?", "Como isso está posicionado em toda prestação de serviço?"... E isso simplesmente não importa no curto prazo, ou seja, no cotidiano de rabiscar e seguir em frente.

A verdade final, é que os anos vão passar. Hoje eu tenho 36, mas sei que num piscar de olhos eu vou estar com 45, 60 anos (se tiver tanta sorte com tanto fast food envolvido). Será que eu quero -- ou você quer -- chegar aos 60 e ficar pensando em como estaria desenhando, o que teria feito, se tivesse sido mais comprometida nos 24 anos que separaram os 36 anos dos 60? Será que vale a pena parar algo que você gosta na sua vida porque você não sabe que utilidade isso possa ter para o mundo? Esse mesmo mundo que não está pagando as suas contas, lavando suas louças ou ajudando em casa.

Eu entendo os questionamentos. Trabalho como freelancer, em casa, cuidando de uma criança de 3 anos... É difícil cuidar da limpeza, da alimentação, das rotinas, do trabalho, dos imprevistos e se convencer que uma hora rabiscando no seu sketchbook, por nenhum dinheiro, reconhecimento ou recompensa é tão importante quanto uma pilha de roupa que precisa ser separada, lavada, passada e que não vai se resolver sozinha se você não der atenção... Mas sendo otimistas (mesmo): eu e você vamos morrer. E não vamos morrer numa hora conveniente, com tudo em ordem, a louça lavada, roupa separada, entregas em dia e com tudo certinho para todo mundo. Vai ser um estorvo (e a gente espera que seja uma tristeza tb) para os envolvidos, mas eles vão ter que lidar com isso e viver. Mas não tem boletim de realizações domésticas, familiares e profissionais. Ou será que você espera um lápide assim:

"Aqui jaz FULANO. Não perdeu tempo com rabiscos, nem aquarelas, nem nenhuma dessas bobeiras. Por isso conseguiu ir em paz com a louça lavada, o guarda-roupa arrumado e a lista de tarefas completamente em ordem".

Se essa é uma lápide que lhe traz alegria, pode prosseguir com a procrastinação, sem problemas. Mas eu sinto que essa seria a minha própria definição de uma vida medíocre. Mesmo sabendo que, e essa é uma particularidade minha que eu espero que você não partilhe, eu tenha questões sérias para revolver sobre acumulação, rotinas e produtividade (ou seja, mesmo sendo uma pessoa que precisa objetivamente investir mais tempo em colocar a casa e a vida em ordem, pra ontem).

A minha "desconexão" com a Sketchbook Skool, por exemplo, vem mais de uma diferença cultural do que operacional, por exemplo. Eu não tenho problema com as artes que eles fazem, ou o que estão aprendendo. Eu não consigo é me relacionar com a cultura americana e europeia, onde a vida e as coisas estão tão bem encaminhadas em que é possível, aceitável e incentivável que você consiga investir tanto tempo em um hobbie. Essa realidade na qual "Decidi começar a pintar, então peguei um dos cômodos *sobrando* aqui em casa e transformei no meu estúdio" acaba mais me desnorteando do que ajudando. Eu tenho uma prancheta que me aterroriza esmagada no meio da sala de casa -- isso ainda é assunto pra outro momento -- mas na maioria das vezes tenho que acomodar as coisas no colo, sentada na minha cama, com minha filha pulando atrás de mim... Ou seja, tem que ter muito comprometimento e vontade pra não dizer "sabe, talvez essa coisa não seja mesmo pra mim".

Se você chegou até aqui: obrigada acima de tudo. Sendo ou não um regular nesse blog, eu gostaria de saber qual a sua maior dificuldade, seus questionamentos, o que sente falta, o que faz você cair em blogs como esse. Pode abrir o coração sem medo! Se ficar com vergonha dos comentários, está valendo mandar e-mail pelo endereço disponível na página de Contato

Para encerrar, um trailer do novo curso da Sketchbook Skool, só pra animar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Hoje, no Instagram.


Puxando uma de 2010 apenas pra me relembrar que eu já era do guache antes de ser legal. #beforeitwascool #sketchbook #memories❤ - via Instagram, em: http://ift.tt/2lRfABp.

Hoje, no Instagram.


Começando o Moleskine. #sketchbook #dailysketch #dailyart - via Instagram, em: http://ift.tt/2kLCZjK.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Hoje, no Instagram.


Depois de muito tempo sem novidades, uma coisinha nova disponível no Colab55. O endereço da lojinha está no rodapé. #stamp #manual #colab55 - via Instagram, em: http://ift.tt/2jIJcAl.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Janeiro se foi... Fevereiro tá aí.


Janeiro não foi um bom mês no mundo dos sketchs. Último dia do mês e eu ainda não consegui decidir se quero começar um sketchbook novo, se vou continuar um antigo... E ainda assustada que uma questão tão inútil como essa tenha dominado boa parte do tempo que poderia ter sido gasto desenhando.

Para animar, quero ver se em Fevereiro eu entro nesse desafio da "Sketchbook Skool" e faço um desenho por dia nesses temas. Mesmo que não sai grande coisa, vamos assumir: melhor que janeiro já vai ser...