sexta-feira, 2 de junho de 2017

Materiais me dão... Coisas!

Fonte: Pixabay
Hoje eu fiz algo que não fazia há muuuuuuuito tempo: comprar novos materiais. Encontrei online uma loja do Rio de Janeiro que tenho paquerado há algum tempo: Mangamono (www.mangamono.com). Eles vendem material para quem faz HQ e Mangá, o que seria algo normal, mas... Eles tem uma caneta que eu estava paquerando também há bastante tempo (Caneta Pincel Pocket - Pentel GFKP-A) e ainda por cima por um preço adequado, então eu fui "obrigada" a experimentar, rs (quando tudo chegar, eu posto minhas impressões sobre o produto e sobre a loja). Para completar o pedido inclui alguns refis (a caneta felizmente é recarregável) e um lápis Ebony da Prismacolor que eu também já ouvi falar bastante mas ainda não havia encontrado -- e admito: só não coloquei mais coisas no carrinho pq muita coisa interessante estava em falta.

Depois de fazer uma recapitulação mental da última vez que eu comprei algo diferente para desenhar, até deu uma certa alegria: tenho conseguido me controlar relativamente bem no último ano. Talvez também porque tenha tido menos oportunidades de visitar lojas presenciais... É muito mais fácil resistir a tentação quando você está na sua casa e ela está na dela. No entanto, é inegável: por mais que um material novo não resolva a procrastinação artística, ele sempre dá um pequeno impulso na vontade de experimentar.

E dada a minha recente experiência com lápis de cor, talvez seja melhor experimentar mais mesmo. Essa última caixa de lápis de cor da Faber-Castell que eu abri me deixou bem decepcionada. A qualidade da madeira da linha vermelha da Faber tem ficado mais "frágil" nos últimos anos, mas a qualidade das minas havia se mantido a mesma. Durante o período em que eu fiz aulas de pintura de lápis de cor, a qualidade deles estava ótima -- mas eram caixas anteriores a 2010, que estavam estocadas em casa há tempos. Mas a que eu abri essa semana é uma caixa do ano passado -- mais precisamente uma lata de 12 cores que eu havia comprado para revender e que não teve saída -- então acho que está mais condizente com a qualidade atual da marca.

Mas nem sempre são as marcas que detonam a qualidade do produto. Outra opção, é quando os materiais se deterioram em casa sem você usar -- isso ocorre regularmente com a minha aquarela por conta da casa ser muito úmida.  Estou constantemente retirando uma película de mofo sobre as tintas. Recentemente coloquei saquinhos de sílica dentro da paleta para reduzir a umidade, e isso tem funcionado... Mas melhor do que isso, funcionaria utilizar regularmente as coisas.

Entendo a lógica bizarra por trás da coisa. Eu tenho "coisas" sempre que vejo e compro novos materiais, tão lindos e bonitinhos na caixa. Olhar para eles encerra tantas possibilidades, tantos desenhos e artes potencialmente lindos que eu posso fazer -- para que "destruí-los" com a realidade do meu nível de habilidade?

Talvez a melhor resposta para isso, seja aquela que pode ser percebida pelos poucos sketchbooks preenchidos: não existe arrependimento por rabisco feito, por mais tosco que ele seja. Nosso arrependimento, mora no mesmo ambiente imaginário dos nossos medos, essa zona que gera angústia, ansiedade mas que, no final das contas, não produz nada além de arrependimento na nossa vida.

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