sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

De volta a cor...


Depois de quase 02 meses de Inktober, e muito preto e branco, finalmente algo com um pouco de cor... Não sei se vai muito além disso também -- quero ficar um tempo tentando ver o que é possível com uma caneta Bic quatro cores, já que uma coisa que o Inktober me mostrou é que limitar as escolhas nem sempre é algo ruim.

Como companhia, acabei montando um pequeno estoque desse Sketchbook da Amazon.com.br. Sempre que tem promoções especiais e eles fazem 3 livros importados por 2 no site, acabo pegando mais 3. Normalmente, o preço está por volta de 33 reais cada (o que já valeria a pena), mas nesses casos de promoção acaba saindo por 22 reais cada um. Ele é tamanho A5, espiral no topo (algo que eu também prefiro em relação aos encadernados) e com uma folha grossa o suficiente para mim (uns 120 g/m²), além de bem acetinada...

Depois de muito tempo tentado outros sketchbooks, cheguei a conclusão que essa é a combinação perfeita para o meu momento: fica ótimo desenhar a lápis, nanquim e canetas de todos os tipos -- durante o Inktober nenhuma vazou para o outro lado da página, algo que acontece regularmente quando eu uso o "Canson One", sketchbook padrão da Canson.

Das vantagens que só as pessoas doidinhas como eu compartilham: existe algo de libertador em você simplesmente virar a página e deixar tudo o que foi feito pra trás -- por mais que esteja tudo no mesmo caderno e você tenha um histórico, nessa composição eu não sinto que o que está sendo feito hoje precisa "ornar" com o que feio na página anterior... É sempre uma sensação de começar do zero, para o bem ou para o mal. Como eu continuo gostando de sketchbooks preenchidos dos dois lados, comecei a colar folhas soltas na página que fica em branco -- assim, a coisa fica mais "completa", sem vazar para o desenho de outro lado, que é algo triste dos meus sketchbooks antigos.

Revendo 2019

Nesse final de ano também, todas as plataformas começam a mandar suas retrospectivas -- e uma das que eu mais gosto é a do Spotify, que está na sequência. O gosto musical aqui não é o mais refinado ou antenado, mas se quiser experimentar o que se passa nesses ouvidos, uma amostra está na sequência.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O Gosto dos Outros


Posso oficialmente dizer que... TERMINEI. Tanto o Inktober, que acabou sendo feito em 2 meses (virou "Binktober", hehe... Me dá mais uma piada de pavê, por favor), quanto de rever a diagramação das postagens desse blog, desde o seu início nos idos de Setembro de 2002 até hoje. 

Tudo por conta do IFTTT, que durante anos fez esse meio de campo entre o meu Instagram e o Blogger, postando tudo -- ou quase tudo -- que eu postava por lá por aqui; só que. Depois de algum tempo eu percebi que todas as imagens postadas a partir do Instagram haviam sumido... E mesmo não sendo grande coisa, de que adianta um blog sobre sketchs que não tem imagens??

Então tive que entrar em mais de 03 anos de postagens para atualizar as imagens, o que demorou um pouco pelo desânimo que causou durante o processo. Hoje eu resolvi facilitar e, apesar de saber dos riscos de depender de outra ferramenta, resolvi incorporar as postagens do Instagram diretamente dele. Algo que acabou sendo bem mais rápido do que localizar imagens, baixar imagens, fazer upload novamente, adaptar o texto para o Blogger como eu vinha fazendo. Como já estava com a mão na massa, aproveitei para consertar a diagramação de todos os posts em que o texto estava correndo ao lado das imagens de forma irregular. Minha compulsividade de por alinhamento está satisfeita!

Mas agora vamos falar de coisa boa...

Repassando os trabalhos desse Inktober, e meu Instagram todo por conta dessa trabalheira, estava pensando em uma coisa recorrente: como aquilo que você mais gosta normalmente não se reverte naquilo que as pessoas em geral mais gostam. A ilustra que está nesse post, por exemplo, foi uma das minhas prediletas de todo processo -- mas nem arranhou a superfície do "bem querer" alheio em toda seleção. 

É claro que os outros só conseguem ver o resultado final -- enquanto a gente se alegra por várias etapas do processo que consegue melhorar em relação as tentativas anteriores -- mas mesmo assim é "curioso" tentar navegar nesses mares.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Resultados do Inktober 2019


Diz a lenda que, se o sketchbook não tem atualização, o blog também não tem. No entanto, essa situação está um pouco diferente há mais ou menos um mês: eu não só participei do Inktober, como tive a maior produção de todas as edições. Além disso, como me conscientizei que o Jake Parker (criador do Inktober) não paga as minhas contas, estou burlando essa restrição de "October" e finalizando os buracos que ficaram no sketchbook em dias específicos (ainda faltam 04 para fechar os 31, mas acho que essa semana acaba.

Nos últimos 5 dias, depois de improvisar minhas habilidades "zentangle" por mais de um mês, eu resolvi estudar formalmente, seguindo o livro (Desenho Zen). Resultado? Continuo nessa temática "estampas PB" que você vê por aqui... Achei que quando o mês acabasse, eu estaria explodindo em cores para contrabalancear mas... Estou meio Jonny Cash da vida, o preto está caindo bem.

Se pudesse incluir música no perfil do Instagram, e incluia essa sem remorsos:

The Rolling Stones - Paint It, Black (Official Lyric Video)
https://youtu.be/O4irXQhgMqg

terça-feira, 16 de julho de 2019

Rascunhos em Rosa...

Mais uma cabeça para a coleção de cabeças.
Segunda coisa mais rabiscada depois de cabeças.

Faz um bom tempo que eu fiz esses dois -- o primeiro, no caderninho de rascunho que eu comprei na Miniso (não vou chamar de sketchbook, já que o papel briga com lápis de desenho, rs) e o segundo foi a divisória inicial do meu Bullet Journal que acabou de acabar...

Estou meio distante de qualquer tipo de sketch. Primeiro por conta do Blog novo (o Omni Journal Brasil, onde eu falo de cadernos e journaling -- mais em breve), depois pelos freelas ganha pão e terceiro... Desânimo.

Gosto muito de fazer esses rabisquinhos -- tanto que toda vez que começo a ficar mais produtiva neles começo a me questionar por que não estou fazendo mais deles (boletos? Obrigações? Tudo um pouco?) e digamos que "esse sorriso vai ser mau pros negócios", como diria a Satine em Moulin Rouge (puxei do baú agora, não?).

Vou assumir o modo "meio deprê pós apocalíptico" para dizer uma coisa: às vezes eu fico pensando que quando eu ficar mais velha -- se eu chegar a tanto -- eu vou passar o fina dos meus dias lamentando não ter feito mais isso. Eu não gostaria dessa sensação para mais ninguém. Então se for o seu caso, corre para o seu caderno e desenha.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Is there anyone in home?

Tudo que vocês perderam no Instagram -- não foi grande coisa.
Quase um ano fora! Alguém sentiu a minha falta? Não faz mal... Estou de volta desse lugar confortavelmente entorpecido da falta de postagens... A verdade? Eu não sabia o que escrever, e não estava fazendo um único rabisquinho para compartilhar. É difícil falar sobre criatividade no cotidiano quando não se está criando nada.

Para mim, sempre foi muito claro o meu principal foco por aqui: falar com quem quer começar ou continuar a desenhar, depois dos 30, cambaleando todas as obrigações com isso -- se você não está nessa faixa, não tem problema, mas saiba que meu foco não está em como monetizar a atividade artística, nem como fazer uma carreira disso. Eu queria apenas um espaço seguro para as pessoas encararem isso como hobby. Mas no último ano ficou claro pra mim: brasileiros não tem hobbies.

Não é nenhuma característica exclusivamente cultural. É o resultado da vida -- quando as contas não fecham com o emprego formal (ou principal, melhor dizer assim), é natural que qualquer coisa realizada de apoio seja pensada pra criar uma renda extra. Então falta, além de tempo, dinheiro para investir num hobby. Além disso, existem algumas definições "acadêmicas" que são necessárias para um hobby: a busca de maestria, a regularidade. Fazer algo esporádico e sem critérios não é um hobbie -- é uma atividade de lazer. Nada errado com isso, mas é difícil "falar a sério" sobre uma diversão esporádica.

E eu sinceramente não sei se existe por aí muita gente que queira o mesmo que eu com o desenho... Não sei nem se dá pra encher um Uber compartilhado com elas. Eu vejo o pessoal que se reúne nos finais de semana pra comer umas guloseimas e desenhar em cafés e casas de chá nos encontros da Sketchbook Skool na Europa e Estados Unidos e dá uma invejinha... Da atividade, e de viver num lugar em que você pode ficar sentado duas horas desenhando com um pedaço de bolo e café na mesa sem que alguém lhe jogue olhares tortos de "vai liberar a mesa ou não". Sinto que a gente vive num lugar que não é muito afeito para a socialização...

Há alguns meses, pensei em montar um sketchponto... Cheguei a pensar em convidar algumas amigas pra levar os cadernos, os materiais, sentar e desenhar... Numa manhã de sábado. Poderia levar umas xerox pra orientar alguns exercícios pra quem quisesse aprender a desenhar coisas específicas mas... E lugar? Vamos sentar nos parques que são poucos, e poucos bancos tem? Invadir uma cafeteria e lidar com o desconforto? Sentar em algum SESC? Disputar um chãozinho no Centro Cultural. Sinto que faltam alternativas.

Então por hora, comprei um caderninho de notas da Miniso -- como se eu precisasse de mais um sketchbook -- e comecei a rabiscar... Rabiscar mesmo. Espero que por pegar um caderno que está no meio termo entre algo muito barato que me faz sofrer (folhas finas demais são um horror) e algo caro que eu não tenho coragem de usar, eu consiga romper esse limite de "tudo tem que ser lindo", que faz com que eu não faça nada. Mas reconheço: sinto falta de uma estrutura, como a de uma aula, que me force a fazer algo orientado.

Nesse ponto, ser uma Designer Instrucional é contraproducente -- eu realmente acho que é possível criar uma trilha de aprendizagem pra desenho/pintura na minha vida -- mas são tantos temas, e temas tão amplos, que eu simplesmente não consigo estruturar tudo numa linha de aprendizagem. E mesmo quando eu consigo minimamente planejar uma trilha inicial, eu me rebelo demais com meu próprio plano. Começo falando que vou treinar formas básicas e grafite, e quando vejo estou desenhando pessoas em nanquim... Não me obedeço.

Faz um tempo que cheguei a conclusão que Aprender a Desenhar e Pintar de forma efetiva requer 04 etapas (qualquer dia falo delas), mas me revolto constantemente na hora de colocá-las em prática. Espero um príncipe artista que chegará com um cavalete em branco para me salvar. Só que ele não vem, e eu continuo confortavelmente entorpecida no meu marasmo.

Pink Floyd - Comfortably Numb Pulse HD - 125kbps, 44KHz Audio
https://youtu.be/vi7cuAjArRs