segunda-feira, 27 de maio de 2013

Saindo à Francesa...

Esse post está aqui especialmente para dizer que eu viajo na quarta-feira (vou para a França, e volto em 12 dias). Portanto é bem possível que o número de postagens diminua significativamente nesse período -- eu ainda queria deixar algumas postagens programadas para o período mas, ainda tenho muita coisa para arrumar até quarta-feira, então não vou fazer promessas... Acho difícil conseguir um tempinho para programar postagens e preparar sketchs.

No ano passado eu até tinha a ideia de montar um sketchbook da viagem, tentar fazer alguns desenhos nos locais mas... A passagem foi tão rápida, que eu não queria parar por muito tempo para desenhar e perder a possibilidade de conhecer mais lugares. Esse ano, no entanto, eu espero passeios mais calmos. Veremos!

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 42

domingo, 26 de maio de 2013

Links para o Domingo


Make bad art.
http://tumblr.austinkleon.com/post/51070671589
Austin Kleon, um dos meus favoritos escritores que desenha (se você acha que essa categoria não existe, lembre sempre de Luis Fernando Veríssimo e suas Cobras) fala um pouco sobre a recomendação de Neil Gaiman (Make Good Art) e a importância de fazer uma arte não tão boa assim também.

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Quando eu crescer eu quero ser como...
Esse cara (The Searcher)! Na legenda da imagem vai o link para a galeria dele do Flickr -- que vale muito uma visita.

Airlock Discipline
http://www.flickr.com/photos/bar-art/

sábado, 25 de maio de 2013

Sketch especial para o Dia da Toalha.

Já postei a semana útil inteira -- isso é um recorde -- e estava me dando ao direito de não publicar mais nada pelo resto da semana mas... Hoje é o Dia da Toalha (mais detalhes aqui) e eu gostaria de participar com uma homenagem singela a um dos meus livros prediletos no quesito "gargalhadas".

Origem (Roubado da Wikipedia aí de cima)

A saga de seis livros conta a história de Arthur Dent e seus amigos em aventuras pela galáxia e pelo tempo. Um detalhe importante da história é a importância da toalha para os "viajantes da galáxia", a qual seria útil para as mais variadas e inimagináveis situações. Conforme o Capítulo 3 do livro:

Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.
Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.
Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase: “Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford Prefect? Taí um mingo que sabe onde guarda a toalha.” (Sancha: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com; dupal: cara muito incrível; mingo: cara realmente muito incrível.)
A toalha que ilustra esse post:

Rascunho 41 - Especial para o Dia da Toalha

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A coisa está feia no mundo dos sketchs...

... Especialmente para a loirinha de uns 17 anos que eu desenhei e deixei com cara de Adele e uns 30 e poucos anos -- nada contra ninguém com seus 30 e poucos anos (é nóis! rs) mas é fato que eu não fiz justiça a referência.

Em relação aos últimos sketchs, esse demorou bem pouco (ainda no sketchbook A4, mas fiz quase um quadrado no meio). Estou experimentando editar a referência original, cortando fora alguns elementos... Tanto cortei, que acabei esquecendo de dar um tratamento um pouco melhor para a mão dela -- está parecendo uma mão fantasma no meio do desenho; tudo bem que ela era clarinha e loirinha mas... Não era para tanto.

Fiz uns brancos no cabelo com a caneta borracha que uso (achei que ficou legal, apesar de meio perdido no cabelo). Ainda estou querendo trabalhar com um papel mais grosso (uma gramatura por volta de 300/400 g/m²) para utilizar o boleador que eu comprei. Com ele você faz umas ranhuras no papel antes de aplicar o grafife para garantir os brancos -- o grafite acaba não entrando nos sulcos. No papel desse sketchbook no entanto (que deve ser algo em torno de 90 g/m²) o boleador não resolve -- precisa apelar para a borracha mesmo.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 40

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sketch feio também conta ponto...

Infelizmente nem tudo são flores no caminho dos desenhadores em desenvolvimento... Mas mesmo que o desenho saia claramente feio, ainda conta ponto: pelo menos você esteve por lá nos seus minutos diários; mesmo que ainda desanimada pela melhora não ser incremental -- queria poder dizer que o de hoje é sempre um pouquinho melhor que o de ontem, mas não é... Na maioria das vezes se você não estiver no clima pode ser pior, inclusive, que coisas que você fez anos atrás -- e é preciso muita força de vontade para não desanimar nesses momentos.

Ando um pouco ansiosa, e acho que isso tem aparecido bastante no desenho. E estou sentindo falta de coisa mais soltas, mais coloridas, mais rabiscadas... Ter me comprometido nesse sketchbook a tentar dar sempre tratamento final aos desenhos tem sido interessante mas, me pergunto se não é hora de voltar aos rabiscos despretensiosos. Afinal, se é pra ficar feio que pelo menos seja premeditado, rs.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 39

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Compromisso: 1. Anatomia: 0.

A pressa não é só inimiga da perfeição -- ela também é inimiga do desenhista em desenvolvimento. Não sei você, mas eu bem que queria abrir o meu sketchbook e começar a desenhar como um profissional (daqueles que eu admiro) logo de cara. Feliz ou infelizmente, não acontece assim. Muitos lápis chegarão ao seu estado "cotoquinho" antes que você possa se sentir satisfeito com o resultado final do papel. E dizem as maledetas línguas profissionais que você nunca fica, de fato, satisfeito - estamos perdidos.

Ok, você internalizou isso? Eu estou tentando.

Para piorar só um pouquinho, esse desenho levou mais tempo que o necessário. Comecei no dia 17, continuei no dia 18 e desisti no dia 19 -- sessões de trabalho que incrementaram pouco, e eu sequer cheguei a conseguir um resultado uniforme. Anatomia não é fácil não, e não admite chutes. E quando você não mede e estrutura as coisas direito... Bem, não há sombreamento que salve.

Além disso, essa não é uma "temática" que agrada muito o marido então... A gente acelera um pouco mais para chegar no fim RÁPIDO, rs.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 38

terça-feira, 21 de maio de 2013

Psicose Asiática - Um Sketch para 03 Pomodoros (75 minutos).

A referência que deu origem a esse sketch foi tirada de uma revista feminina, em um ensaio fotográfico que tentava lembra "Psicose" de Hitchcock. O fotógrafo realmente conseguiu o feito... O meu rabisco no entanto, não sei por que, ficou com ares asiáticos. Acho que o rosto ficou menor e mais delicado do que a referência original e a boca um pouco mais carnuda.

Não gostei muito do resultado do cabelo... Exagerei no lápis, e ela ganhou um peruca, rs. Mesmo assim, esse rabisco já garante que Maio não terá um sketch filho único.

Estou com mais tempo livre agora, então quem sabe eu me dedique um pouco mais aos trabalhos desse tipo -- ainda estou sem coragem de investir mais tempo nos exercícios necessários (mais chaaatooos) que precisam ser feitos para melhorar alguns aspectos do desenho.

Mas vamos lá, um rabisco de cada vez. Não vejo a hora de finalizar o sketchbook atual e começar um novo. Faz muito tempo que eu não aposento um deles.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 37

segunda-feira, 20 de maio de 2013

01 Sketch para 01 Pomodoro (25 minutos).

Maio estava passando em branco... Então resolvi me voltar para a minha meta de desenhar pelo menos 25 minutos (01 Pomodoro) por dia para ver no que dava. Deu no que eu imaginava -- estou lenta, e continuo tentando sombrear o desenho antes que ele esteja nesse ponto.  Algumas pessoas tem um desenho baseado em linhas, outras um desenho baseado em tons e eu definitivamente me encontro no último tipo.

Ontem eu estava assistindo a esse vídeo no canal do Will Terrel que é um artista cujo estilo eu gosto bastante, e acho que ele fala um pouco da minha crise: meus olhos estão mais afiados para perceber defeitos do que para corrigir meu próprio desenho. É frustrante perceber o grande número de coisas erradas no seu desenho e não fazer ideia de como corrigir. Pelo menos por enquanto.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 36
25 minutos rabiscando

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Retrospectiva de Abril

Retrospectiva de AbrilO que dizer quando a sua retrospectiva do mês passado chega praticamente na metade do mês seguinte? Em primeiro lugar, "É, a coisa não está fácil para ninguém!". Em segundo, lamentar que se Abril foi um mês lento, Maio está sendo um mês ainda pior.

Eu queria ter uma história bonita para contar -- dizer que a vida "está uma correria" e "quem tem tempo para desenhar" no meio de tanta correria... Mas a verdade é: a correria é sempre a mesma; o que está me deixando longe do sketchbook é uma coisa que sempre dá quando volto a ficar perto dele: medo e desânimo.

Como eu disse no post anterior, nada mais desanimador do que praticar, praticar, praticar e não ver um desenvolvimento incremental... É mais fácil seguir em frene no meio do bom do que no meio do ruim ou do feio. E medo porque... Ah, e se você dedicar boa parte do seu dia a isso, constantemente e as coisas simplesmente não ficarem melhores?

Caindo como uma luva nos meus questionamentos, dei de cara com esse post:
Remember it's ART.

Acho que vale uma lida - enquanto eu não me organizo melhor.

O mosaico que ilustra esse post
Mais triste do que poucos desenhos em um mês, só um número impar de desenhos que me deixa com esse quadrado preto, nada simpático no meio do meu mosaico. Como estamos praticamente na metade de Maio, ainda há algum tempo para a esperança de que maio seja melhor.

Retrospectiva de Abril
1. Rascunho 31, 2. Rascunho 32, 3. Rascunho 33, 4. Rascunho 34, 5. Rascunho 35