quinta-feira, 31 de julho de 2014

O poeta é um fingidor...

Não, eu não sou poeta. Mas eu entendo bem a parte do fingir... Tanto que, cansada de páginas e páginas que não tem cara da "art journal", eu resolvi fazer uma mais parecida com aquilo que encontro por aí... Mas é fake. A folhagem é fake, o rabisco é fake... É só para parecer, mas não é -- algo que eu entendo muito bem.

Mas deu para testar a nova Micron, deu para testar a tinteiro que está com tinta vermelha, e ainda deu para brincar de pontilhismo com canetinhas (como eu sou gente grande, tenho que chamar de marcador).

Um dia desses, quem sabe, isso tudo começa a fazer sentido.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Tá Difícil!

Nem vou comentar minha gente... Nem vou comentar que está difícil.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Se o limão é cocinero...

Dê um desconto pelo título... Vc já assistiu o comercial do "limão cocinero"? Aquele diabo de música entra no cérebro e não sai mais...

Fora isso, estou em crise com o meu sketchbook... Ele não vira um art journal, um diário ilustrado e muito menos um caderno de prática. Não sei se a minha vida é muito digna de "nota ilustrada"... Acho que eu ainda sou mais fã de um diário escrito do que de um diário ilustrado e, quando abro o caderno para desenhar eu gostaria que o resultado fosse mais realista e menos "engraçadinho".

Esse aí é (ou era) meu timer de cozinha... Digo era, porque eu sempre quis um desses timers mecânicos que fizessem barulhinho para marcar meus pomodoros (longa história)... Esse deve ter feito isso umas três vezes na vida. Aí como bom produto chinesinho, ele só fica de cá para lá em casa parecendo bonito. O trabalho de timer de verdade é agora realizado por um eletrônico que me deixa menos na mão, não faz barulho fora de hora e é bem mais customizável. 


domingo, 20 de julho de 2014

Desabafo

Numa postagem sem imagem, apenas um comentário do cotidiano.

Esses dias eu mostrei para a minha mãe o desenho que eu fiz do meu marido jogando video-game. O olhar e o comentário de reprovação foram imediatos, num "É por isso que as coisas estão tão bagunçadas na sua casa/vida/preenchavc". Nem vou comentar dizendo que "na verdade, é por isso que eu ainda aguento tudo o que não está certo, uma chance de gastar 20 minutinhos fazendo algo que EU realmente goste, sem necessidade de entrega ou prestação de conta pra ninguém".

Não vou comentar assim, porque não foi isso que me chamou a atenção.

O que me chamou atenção foi: com quase 34 anos (falta pouco), eu ainda me dou ao trabalho de mostrar esse tipo de coisa, procurando uma aprovação que eu não preciso mais (pelo menos racionalmente). E que mesmo com esses 34 anos, e uma casa tomada com pranchetas, mesas de luz, sketchbooks e todo tipo de material de desenho, minha mãe também não entende que isso é importante para mim.

O que me faz pensar: quanta gente por aí não desiste simplesmente porque quer uma coisa que não ecoa nos arredores? Quando vemos aqueles artistas com pais e mães artistas, tendemos a fazer comentários de que "está no sangue". Acho que não está no sangue não... Está no simples cuidado em não afogar sonhos, reforçando nossas inseguranças...

Eu poderia escrever um livro com exemplos do tipo...
Mas como tenho quase 34 anos, e agora cabe a mim escutar o que quiser, eu prefiro continuar com os meus rabiscos bobos de 20 minutos... E o meu blog.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Mierda!

Ok, eu tenho que admitir que estou fazendo as coisas bem meia boca ultimamente... Mierdas, mierdas, mierdas! Não estou me dando ao trabalho de olhar direito para o que estou desenhando, estou querendo apenas a página completa, e passar para a próxima.

Quando eu estava fazendo um sketchbook com o papel mais acetinado, eu estava reclamando que demorava para sombrear mas... Eu estou começando a ficar com saudade dele nos últimos dois... Esse papel mais áspero que tem textura mas não aguenta nada, fica meio úmido etc., não me agrada muito.

Prometo ser mais cautelosa no próximo sketch -- olhar melhor, gastar mais tempo, não finalizar de qualquer jeito apenas para bater cartão. Acho que o que me incomoda nessas tentativas de "Art Journaling" é que não estou tão interessada em documentar minha vida (pra isso eu tenho meu diário) quanto estou em melhorar no desenho... E no quesito "melhorar no desenho", fazer as coisas desse jeito não adianta muita coisa.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Em (algum) movimento

Nesse domingo eu tentei documentar a minha tentativa de trabalhar... Não deu certo. A semana foi extremamente desgastante e quando o final de semana chegou tudo o que eu queria -- e consegui fazer -- era dormir. Tem épocas que acontece dessas de eu empacar como um burro velho. Poderia analisar isso de mil maneiras, mas vou ficar com a simples e clara colaboração entre cansaço e preguiça.

Uma coisa eu devo deixar registrado em favor desses sketchs tortos que estou fazendo -- eles não levam nem 20 minutos. Nem precisa dizer "não diga!!!"; rs. Eu sei que a qualidade deixa isso claro mas... Vinte minutos que ajudam bastante a resolver a angustia de estar empacada, pelo menos nessa área.

Mas vale relembrar que quando eu dedico o mínimo de tempo possível a isso, a coisa se torna altamente perigosa. Perspectivas, vontades, desejos... Tudo muda e eu começo a pensar se estou fazendo a coisa certa da vida, como tudo isso é muito melhor e "malditas responsabilidades", "malditas contas" etc., etc... Não é muito bom começar a pensar esse tipo de coisa quando você tem uma porção de coisas para fazer. Não é mesmo.

domingo, 13 de julho de 2014

Alerta de Rabisco!

Não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos, e não se pode terminar um sketchbook sem começá-lo -- mesmo que de maneira vergonhosa.Então como as aulas da SketchBook Skool estão andando e eu estou ficando para trás (nas lições de casa, os vídeos em geral estão em dia), resolvi fazer a primeira lição: desenhar um objeto de valor sentimental... Como eu sou "rebelde", não fiquei com vontade e decidi desenhar meu marido jogando Battlefield 3 no computador, que algumas vezes é muito mais imóvel do que muito objeto.

A próxima lição de casa é documentar a semana dessa forma, e postar uma foto de alguma(s) das páginas por lá... Tenho que começar com isso.


SKETCHBOOK 120G
(HAHNEMUHLE)
Você encontra aqui!
Como eu disse que separei um sketchbook diferente para isso -- diferente do Tilibra que eu estava utilizando para os sketchs um pouco mais trabalhados -- achei interessante mostrar qual. Estou usando o Hannemuhle 120g de capa preta (tamanho A5, um pouco maior que um Moleskine Large). Ele não foi feito para técnicas úmidas, mas até que aguenta bem uma leve aguada com aquarela ou nanquim...  Mas em compensação, estou usando uma caneta da Cretacolor (está aí abaixo), que é baratinha, bem gostosa mas... Nesse papel ela vaza para o outro lado então... Amanhã ela provavelmente será substituída por uma esferográfica preta.

Essa caneta você encontra aqui!

De resto, esse foi um começo nem um pouco ambicioso... Mas ainda não sei se o que mais vale é sketchbook preenchido, ou sketchbook preenchido direito... Dizem que é nosso papel garantir a quantidade, e de Deus a qualidade... Então estou terceirizando muito o trabalho para ele, coitado.

sábado, 12 de julho de 2014

Pisando em águas desconhecidas...

Sketchbook Skool começou em 04/07, e no momento eu me pergunto onde eu estava com a cabeça de gastar R$ 245,00 nisso. Não, o curso não é ruim... O ruim é gastar esse valor apenas por motivação; e ainda não saber como passar por um certo preconceito que eu tenho em relação a "Art Journals". É realmente isso que eu quero fazer, artisticamente falando? No meu outro blog, eu estava discutindo que talvez fosse a hora de me conformar com a extensão das minhas capacidades "artísticas" e sentar alegremente ao lado das tiazinhas que fazem pinturas a óleo de cavalos para colocar nas paredes de pizzarias e restaurantes... Em menos de um mês eu estou fazendo 34 anos e, chega uma hora em que você tem que aceitar que muito que você desejou e sonhou para a sua vida simplesmente não vai acontecer. Sinto muito se essa "vibe" para baixo deixa triste alguém que passe por aqui em busca de "inspiração", mas é assim que eu me sinto ultimamente, e é isso que está refletindo negativamente na quantidade de postagens não feitas nesse blog.

Rabisco - 01/10/2011
Olá! Eu sou uma "arte naif";
que veio lá de 2011
para assombrar você!


De qualquer forma, acabei resgatando um Sketchbook de 2011 no qual eu só tinha utilizado uma página com a Arte Naif ao lado (sim, eu tenho vergonha de dizer que vários desses existem, ao longo dos anos, que quando você não sabe muito bem o que está fazendo, o melhor é chamar de Arte Naif mesmo, rs)... Ele aguenta bem aquarela, e como a ideia é fazer um diário com o dia a dia em alguns materiais diferentes... Bem, mais diferente do que eu estou acostumada, só aquarela.

E aquarela é uma tristeza a parte... Comprei uma Talens Van Gogh há uns 02 anos, de 15 pastilhas, ótima aquarela -- para o dia em que eu aprendesse... Mas aí eu moro em uma casa muito úmida, e toda vez que vou olhar a aquarela ela deu uma mofada em cima... E lá toca eu limpar todas as pastilhas com extremo cuidado para perder o mínimo de tinta possível. Acabei chegando a conclusão que, se eu não usar ela agora, mesmo sabendo "meiaboquisticamente" como utilizá-la, guardá-la para o futuro é quase garantia que ela não verá a luz do dia.

Detalhe do detalhe desenhado na primeira página depois de 2011
para dizer que dalí para frente eu estaria pisando em 2014.
E aí, para não ficar completamente travada, eu rabisco essas tranqueiras, que em minha defesa eu não gostaria de compartilhar nem com um terapeuta tentando entender a minha mente...O que me leva a repensar a questão do "compartilhar tudo"... Há 06 anos atrás quando eu realizei o desafio do Zen Habits e desenhei durante um mês inteiro, qualquer coisa, compartilhar tudo tinha sentido. Hoje em dia, no entanto, eu tenho as minhas dúvidas...

Preferia mostrar apenas quando eu faço coisas assim:

Rascunho 29

Ao invés de coisas assim.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Renascida em 4 de Julho!

Poderia dizer muita coisa sobre esse post, porque muita coisa está passando pela minha cabeça agora... Não ter sido escolhida como aluna especial no segundo semestre e estar chateada com isso (o primeiro semestre foi tão bom); estar cheia de trabalho de um tipo que eu "jurei" que não faria mais; o fato de ser mais de meia noite (e tecnicamente sexta-feira) e eu ainda estou dando tapas no artigo que é para entregar amanhã; o amigo que se foi recentemente por vontade própria e que era minha referência que a farinha desse saco poderia dar em alguma coisa, mesmo que o meu bolo encruasse (essa ainda vai ter mais análise no futuro) mas...

Como eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas estou aqui apenas atrapalhando a viagem dos senhores passageiros, resolvi dizer que acabei me matriculando na Sketchbook Skool. Se alguém perguntar, culpem o Franz Ferdinand... Longa história.

Talvez eu não devesse estar investindo dinheiro nisso no momento, mas resolvi me dar um desconto. Não só porque o inferno astral está chegando -- ou até por conta disso mesmo... Os 34 anos estão batendo na porta, e eu estou precisando de uma "calibragem de sonhos". Talvez esteja na hora de pegar minhas "ambições artísticas" e sentar ao lado das tiazinhas que pintam cavalos a óleo para parede de pizzaria/churrascaria, e simplesmente tentar estar contente com isso.

Be as it is, (estou vendo Geração Brasil demais), são seis semanas de cursos com ótimos artistas/ilustradores e seus sketchbooks maravilhosos, e se você quiser se inspirar um pouco, eu recomendo seus respectivos blogs. A cada semana teremos aula com um deles.
Semana 01:
Danny Gregory
http://dannygregorysblog.com/

Semana 02:
Koosje Koene
http://koosjekoene.blogspot.com.br/

Semana 03:
Prashant Miranda
http://prashart.blogspot.com.br/

Semana 04:
Jane LaFazio
http://janelafazio.com/

Semana 05:
Roz Stendahl
http://www.rozwoundup.typepad.com/

Semana 06:
Tommy Kane
http://tommykane.blogspot.com.br/
Para deixar o gostinho, fica o vídeo:


Sketchbook Skool - the film from DannyGregory on Vimeo.
Welcome to Sketchbook Skool! Sign up at sketchbookskool.com

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sem desculpas...

Não gosto dessas pessoas que sempre tem um motivo para não ter feito alguma coisa... Elas tinham tudo para dominar o mundo, mas aí de repente algo acontece, muda o destino delas e não há nada que elas pudessem ter feito para evitar. Se for daquelas que "tinham muito talento, mas uma certa pessoa tinha muita inveja de mim" então, eu reviro os olhos sem a menor cerimônia.

Dito isso, estou me sentindo uma dessas pessoas... Desde a minha última postagen, comprei pincéis, comprei tintas acrílicas (refiz meu estoque), comprei um novo sketchbook (precisava? Não precisava!) e não consegui sequer desenhar um homem palito pelado.

Aí enquanto olho os meus feeds no feedly (sim, o rss ainda está vivo) eu dou de cara com esse lindo vídeo da artista Liz Steel, uma das professoras da Sketchbook Skool... E aí eu me sinto mal... Não só porque eu me sinto uma bosta (desculpe, mas vou repetir a palavra ainda mais uma vez) por não rabiscar um nada há muito tempo mas, por pensar antes de qualquer coisa que "essa gente não tem filhos, não tem louça pra lavar, não tem freela pra fazer".

Não desenhar tudo bem (não, não tudo bem... Mas a gente sobrevive).
Mas se tornar uma dessas pessoas que vendem para si mesmas que estão "muito ocupada" para fazer qualquer coisa a respeito daquilo que gostam... Isso não dá!

Liz Steel: a Sketchbook Film from Sketchbook Skool on Vimeo.
Liz Steel is an architect, sketchbook artist and teacher in Sydney, Australia.. She is on the faculty of Sketchbook Skool. To find out more about Liz and the Skool, visit sketchbookskool.com
Cinematography by Pavel Trotsenko. Produced and edited by Danny Gregory. Music by Soundroll.