quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Tio Beto

A vítima do dia é o Tio Beto. A maior dificuldade para realização desse projeto família tem sido a seleção das fotos: eu não tiro fotos com cabeça de fotógrafa (mesmo com uma DSLR na mão), eu tiro fotos com a cabeça de "olha aqui!" e aperto o botão. Embora isso ajude a manter o registro da família em festas e afins, não produz grandes fotos com qualidade para se utilizar de referência (quase como uma revista Caras ou Quem, rs).

Sinceramente acho que se a minha família conhecer os sketchs originais, ela vai ficar um pouco decepcionada pois eles estão muito mais claros que a imagem final aqui... Mas como eu ainda não realizei meu curso de Scaner na Lynda.com (sim, existe, olha aqui), após escanear eu ainda preciso acertar os níveis, curvas e ajustar um pouco o brilho e contraste para garantir que o desenho seja visível.

O rabisco que ilustra esse post...
Versão final da vítima do dia... Estou escolhendo minhas "vítimas" de maneira bem aleatória para evitar que as pessoas saibam que são os próximos. Espero poder retornar a essas referências até o final do ano, em uma folha de papel de verdade - não no sketchbook - para a versão colorida desses retratos. Espero que até lá eu já tenha resolvido algumas questões de sombreamento. Vou pedir ajuda para a Brenda Hoddinott.

Rascunho 14
"Estou feliz: ou era essa foto ou uma fazendo comercial da Itaipava".

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Mama mia

Depois de toda aquela conversa sobre referências e a escolha de umas imagens nem tão significativas, eu decidi começar um projeto por aqui: o Projeto Família. Basicamente eu vou desenhar todo mundo da família (não vai demorar muito, a família é pequena, serão uns 15 desenhos no máximo). A questão das fotos referências é que está um pouco mais complicada: as únicas fotos com uma boa resolução para serem impressas como referências são aquelas que eu tirei com a minha Nikon, e essas são mais recentes e reduzidas - nem todo mundo da família saiu nela, mas vamos ver como improvisamos.

Outro problema é que eu tenho uma família que odeia sair em fotos então, fotos posadas são raras... A maioria das pessoas fogem das lentes então... Nada melhor que retratos de gente fugindo com cara de criminosos! Perfeito.

O rabisco que ilustra esse post...
A primeira vítima do projeto foi minha mãe. Embora ela aparentemente tenha gostado do desenho, não achei que a semelhança está lá essas coisas (alonguei demais o rosto dela, e deixei ele menos cheinho do que deveria). Outra coisa que me irritou um pouco, foi que essa referência tinha uma sombra bem marcada, com uma luz bem forte vindo da janela... Eu não consegui traduzir isso... Quer dizer, você nunca saberá se eu não consegui traduzir isso ou se apenas fiquei com preguiça de finalizar o lado direito.

Rascunho 13
Luz ou preguiça de terminar? Você nunca vai saber.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

De volta aos clássicos...

Para você que já estava esperando que o próximo fundo fosse magenta, sinto decepcioná-lo. Achei melhor voltar aos clássicos, nesse caso: desenhos a lápis. Não que eu não queira fazer coisas diferentes mas... Fico um pouco ressabiada com gente que não sabe fazer arroz e feijão e fica tentando acertar ponto de suflê. Eu ainda enfrento alguns problemas básicos de sombreamento e modelagem - então acho melhor focar neles antes de tentar passar para as coisas coloridas só porque... São legais (mas só por um tempinho, depois eu revejo essa história).

Depois do meu amigo desenho azul, houve um certo impacto dos períodos prolongados sobre o sketchbook no colo. Pra começo de conversa, minhas costas estão começando a pedir socorro depois de uma hora (mais precisamente o pescoço, que fica em uma posição inadequada). Chata essa história de que estar obesa atrapalha atividades tão simples e sossegadas como desenhar. Até isso? Vamos ignorar por um momento que com uma prancheta A0, com luminária, no meio da sala eu ainda desenho com o sketchbook no colo sentada no sofá...

O rabisco que ilustra esse post...
A referência daqui também é do Drawing Tutorials Online, em um PDF sobre retratos. Por algum milagre do Mars Lumograph, o cinza do fundo nessa imagem está praticamente igual ao sketchbook (nem foi precisa muita correção de níveis e curvas no photoshop como geralmente acontece com desenhos a grafite). Depois desse no entanto, parece que ele ficou "sem tinta", rs - Como poderá ser visto nas próximas postagens.

Rascunho 12

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

And it was called 'Yellow'

No rabisco de hoje eu achei melhor não gastar uma hora fazendo um fundo colorido então... Usei pastel mesmo. Mas como toda preguiça não sai impune, pra falar a verdade o fundo em lápis de cor é bem mais gostoso de trabalhar - para começar, não deixa a palma da sua mão toda amarela. E apesar de eu gostar dos resultados que pessoas habilidosas conseguem com pastel, carvão e bastões de pó afins, eu tenho uma certa aversão ao material. Essa sensação de giz de lousa raspando a superfície me tira do sério. Me dê um lápis a qualquer hora.

Já a referência faz parte de um arquivo de referências para "Pin-ups" disponível para os membros do DTO. Não sei como é possível não simpatizar com a modelo só de olhar mas... Esse é o caso. Ou seja, nenhum avanço nessa de tentar referências mais significativas, rs.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 11

domingo, 27 de janeiro de 2013

Everybody's Got the Blues

Tive uma ideia de fazer algo sobre um fundo já marcado em alguma cor, trabalhar com preto sobre ele etc. Em teoria, parecia uma ótima ideia... Em teoria... na prática, das 03 horas que eu gastei nesse rabisco, uma foi apenas para fazer o fundo azul (já mencionei que as vezes acho que manter um sketchbook tamanho A4 demanda demais?). Meio lápis de cor depois, consegui a base que eu queria.

Quanto mais trabalho com esse tipo de desenho que estou gostando de fazer mais eu percebo que estão faltando algumas coisas básicas. Algo me diz que eu deveria gastar um tempinho fazendo alguns exercícios de "modelagem" - a clássica sombra na bolinha, rs - para aprender a nivelar melhor a sombra. Outra coisa que talvez ajudasse também, seria passar uma fase copiando desenhos ao invés de fotos para aprender como se resolvem graficamente algumas questões (a linha onde o cabelo encontra a pele por exemplo).

De qualquer forma, fiquei feliz de ter conseguido passar 03 horas nesse - enquanto assistia Gran Torino na TV (às vezes eu acho que o som ambiente influência no seu desempenho... Eu gosto do filme mas... Ele é meio deprê).

O rabisco que ilustra esse post...
Quando o sketchbook atual acabar, sinto que vou passar para os sketchbooks da Tilibra que estão acumulados por aqui. Eles tem a desvantagem de não serem acid free (as folhas estão amarelando enquanto aguardam) mas tem uma textura legal... Acho que trabalhos como esses teriam um acabamento melhor por lá.

Rascunho 10
"I should have seen it when my hope was new,
my heart is black and my body is blue"
The Cardigans (My Favourite Game)

sábado, 26 de janeiro de 2013

"Well, I'm your Venus..."

"Como uma deusa..."
Ainda nessa história de "referências" resolvi desenhar uma das minhas: fiz esse rabisco em cima de uma das fotos tiradas no Museu do Louvre, em Paris no ano passado (que chique, ai!). Algumas obras por lá são particularmente difíceis de fotografar - a Vênus de Milo de certo está no top 3, junto com a Monalisa e a estátua de "Cupido e Psiquê". O bom de você não ser um jornalista contratado para tirar a foto é que você não tem nenhum privilégio para fotografá-la então... Acaba com um ponto de vista bem diferente das fotos regulares... E sim, da onde eu estava a estátua parece gigante mesmo.

Nikonzona 366Como você pode ver, a semelhança não está lá essas coisas mas... Até que eu gostei do resultado - trabalhar com o lápis Colorase da Prismacolor (que teoricamente é "apagável") dá um efeito legal no sketchbook (que infelizmente não se percebe no scaner), como se você estivesse trabalhando com preto ao invés de grafite. Não quis trabalhar o background como o da foto (mostrando as paredes de mármore do Louvre) porque achei que iria ficar meio difícil de compreender/traduzir. E acho que acabei escolhendo as sombras do lado errado no fundo mas... Aprendizados.

Mas realmente há uma sensação legal de desenhar suas próprias referências; um significado maior. Parece que você está revivendo aquele momento. Especialmente porque a minha passagem por Paris foi tão rápida e a visita ao Louvre foi feita tão a toque de caixa que a melhor chance de realmente observar as coisas foi por meio das fotos. Nem cheguei a realizar o sonho de sentar em um canto, puxar um sketchbook e tentar desenhar alguma coisa - parte por vergonha, parte por medo de ser atropelada por alguma horda de turistas. É incrível a quantidade de gente e línguas que você escuta por lá... E também que sempre que alguém está falando particularmente alto: preste atenção, é português (e são brasileiros).

O rabisco que ilustra esse post...
Tenho uma grande curiosidade de saber como eram os braços dessa estátua. Ela é tão "maciça" que eu acho difícil ela ter sido uma estátua "graciosa". É claro que algo que nem a minha foto nem o desenho mostram é a incrível quantidade de detalhes musculares e estruturais presentes em uma estátua de mármore... Incrível.

Rascunho 09
"Desculpe aê, mas eu não posso lhe dar uma mãozinha"

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Na nossa casa.

Na falta de umas bananas, maçãs e mangas para uma verdadeira "natureza morta" (sempre achei esse nome meio cretino), resolvi desenhar o cantinho da bagunça no quarto, onde está a minha amada LG Retrô. No entanto, a bagunça era muita, iria demorar um pouco então... o tema sofreu uma pequena edição e seus arredores foram deixados de lado... até comecei a desenhar a caixa de cosméticos sobre a penteadeira mas... Resolvi deixar para lá.

Eu vejo uma coisa dessas e me pergunto de daqui a alguns anos eu vou pensar nisso com uma certa nostalgia... Ou apenas com dó de mim porque essas linhas retas estão um tanto curvas (devo ter uma grande angular na retina, rs). A luz do quarto também não estava ajudando muito (tudo muito chapado, poucas sombras) e eu ainda não tenho peito de arriscar um "vamos sombrear como se estivéssemos a meia luz".

Ao longo desses últimos desenhos eu vejo que preciso é de uma lição de casa bem básica: tentar estabelecer os 10 tons do branco ao preto no lápis, e treinar algumas modelagens de esferas, cilindros etc. Talvez dessa forma, o sombreado dos rabiscos pare de sofrer um pouco.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 08
TV Style, na mesinha style da Tok Stok... No meio de um mar de Casas Bahia, rs. Assim é a vida.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Como você escolhe suas referências?

Esse sketch me fez pensar em uma coisa: como você escolhe o que vale a pena desenhar? Eu achava isso uma questão simples mas... Acho que não é. Meu método sempre foi colecionar vários recortes de revistas (quando eu digo vários, é váááários mesmo - atualmente são dois fichários A4 com mais de 100 páginas em cada), com imagens que eu realmente gostaria de ter feito, ou acho que tem potencial para serem desenhados (não tem luz chapada, não recortam muito a figura de um jeito que não fique a cabeça toda na foto, ou corte pontos estratégicos como braços e pernas). Eu sei que se formos falar sobre Direitos Autorais, isso está absolutamente errado, mas... Se formos falar sobre direitos autorais, eu também não posso ficar escrevendo letras de música nos meus diários, copiar músicas para o meu mp3 (pasme, isso ainda é proibido pela legislação brasileira) e nem posso dar aquele magnifico show no chuveiro para os vizinhos (embora essa última tenha outras razões para eu não fazer).

Nunca me incomodei muito com isso por que a questão da verossimilhança ainda é o motivo pelo qual eu pratico... Ou seja, por mais que eu saia por aí copiando, você - e provavelmente o autor da foto também - nem vai perceber da onde foi... O dia que eu começar a ser assim exata, começo a compor um desenho com várias referências e investir mais em outros tipos delas.

No entanto, não era essa a questão... Estava com pensamentos mais filosóficos sobre porque desenhar essa ou aquela referência. Veja bem, o meu tempo é limitado - e devo ficar feliz quando consigo sentar uma hora por dia e desenhar. Na melhor das contas (o ano de 2008 por exemplo) eu consigo no ano uma média de um rascunho a cada 03 dias então... Será que a melhor coisa para me dedicar nesse tempo limitado são fotografias aleatórias de modelos desconhecidas?

Começo a pensar que, dada a natureza perecível do meu tempo, talvez eu estivesse fazendo melhor negócio utilizando fotos da família e dos amigos para os meus estudos. Talvez as poses não fossem grande coisa, a iluminação menos mas... Possivelmente os desenhos significariam mais para mim com o passar dos anos.

O rabisco que ilustra esse post...
É um desses exemplos de "modelo aleatória". Aprendizados: sempre olhar a estrutura geral antes de começar a sombrear... Constatações: preciso de uma maneira prática para estudar olhos, fazê-los proporcionais e na mesma linha.

Rascunho 007 (Permissão para matar a modelo)
"Eu tenho esse sorriso torto, mas ainda assim sorrio para a vida"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Por quê? Por que não?

Ainda não reestabeleci a página de "propósito" desse blog, mas só para adiantar a função é documentar o desenvolvimento desse ano. Porque eu gosto de desenhar, tenho feito uma coisa ou outra ao longo dos anos mas... O máximo de "propósito" estabelecido para cada ano sempre foi "bata a marca numérica do ano anterior" - e nem isso tem funcionado muito ultimamente. Outra motivo, é acreditar que estou num ponto em que posso me desenvolver de maneira "autodidata", com o material de apoio correto. Não porque eu entenda tanto de desenho mas, porque eu entendo o suficiente sobre o desenho de soluções de aprendizagem: traçar objetivos, definir tarefas, determinar métodos avaliativos etc., etc.; e sinceramente tirando um caso ou outro, essa sempre foi uma das minhas maiores decepções nas escolas de desenho que frequentei.

Colocar um monte de gente que nunca teve um bloqueio na vida, que sempre desenhou independente da época, do horário, da idade para dar aulas para pessoas como eu não funciona. Eu sei que "a prática leva a perfeição", mas uma pessoa que desenha como "profissão" desde os 16, 17 anos não está apta a lidar com alguém que muitas vezes quer saber como pegar o papel e começar. Por que aquilo, por mais que ela ame e queira melhorar, não é a sua vida profissional (talvez fosse mais sincero dizer "não trás dinheiro"), não é feito por reconhecimento, e muitas vezes é realizado em um momento que de outro jeito seria da família. E ás vezes, lidar com o "Por que estou fazendo isso mesmo?" é o mais paralisante da história.

O rabisco que ilustra esse post...
Eu já estava fazendo alguns estudos de retratos, pensando em anatomia mas... De tanto pensar no porquê resolvi fazer algum desses desenhos que a gente faz porquê dá vontade - Mesmo quando não acrescenta nada ao seu aprendizado e expõe algumas das suas principais falhas.

Rascunho 06
"Sim, eu tô pelada e e eu sou laranja... E aí, vai encarar?"

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pretensão e água benta

Essa história de postar tudo o que faço ainda me mata... Dessa vez a questão é o desenho de duas coisas que eu não me dou muito bem: retratos masculinos e perfis, tudo no mesmo rabisco. Só me restava perguntar: quem mandou ser tão pretensiosa? Isso me levou a pensar o porquê desse bloqueio. Diferente do que muitas linhas de ensino tentam fazer crer, eu não acredito nessa história de "desenho por categoria"; por exemplo, "como desenhar cães", "como desenhar gatos", "como desenhar crianças" etc. E não acredito nisso por dois motivos.

O primeiro é que todo desenho, por mais tosco que esteja, é regido por alguns princípios universais: domínio da linha e do tom, espaços negativos, gradações, gradações reversas, luz, sombra etc. E esses princípios não mudam de acordo com o assunto do desenho. Seria o mesmo que dizer que a gravidade se aplica de maneira diferente dependendo do objeto.

O segundo, é mais uma esperança: se você precisasse de uma instrução específica para desenhar um determinado tema... Bem, para saber desenhar você iria precisar de muita instrução - afinal, os temas são quase infinitos. Isso não significa que eu não acredite que a especialização em um determinado tema não é necessária - muito pelo contrário. Eu, pessoalmente, embora admire diversos estilos de desenho e ilustração, tenho que admitir: eu gosto de desenho de figura humana realista mas... Fico com medo dessa mentalidade do "eu não sei desenhar animais"... Isso não existe.

No meu caso, a pretensão de tentar desenhar um tema que eu ainda não domino me deixa claro mais que eu tenho determinados vícios na figura humana (que deixam todos os meus meninos com cara de menina), do que uma inaptidão nata para desenhar o tema. Desenho, felizmente, não é como música: a sua falta de habilidade em determinado tema não o impede de tentar arriscá-lo.

O rabisco que ilustra esse post...

Rascunho 05
Ainda sem possibilidade de desenhar homens, e ainda mais de perfil.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

De volta... Com um sorriso...


Poucas coisas acabam tanto com a minha paciência como migrar servidores! Espero que desse vez seja a última e estamos de volta ao Blogger. Eu amo o Wordpress mas... Existe uma hora na vida de todo profissional de comunicação que ele tem que decidir se é desenvolvedor de conteúdo ou é desenvolvedor web; e embora consertar um ou outro erro no PHP e no HTML não seja algo que me assuste, também não é algo que me dê tesão. Assim como toda administração de memória, configuração de hospedagem e mais importante... O pagamento de U$ 40,00 mensais para manutenção do meu servidor virtual. Simplesmente não tenho paciência, quando quiser brincar de desenvolvedora, eu faço isso no dia a dia de trabalho que já está bom...

Pelo menos agora podemos voltar a nossa programação normal...
Isso significa dizer como andam as "promessas" para 2013. A ideia de planilhar os vídeos do DTO e me comprometer com uma cota diária foi boa - a cota diária é que foi MUITO otimista. A minha métrica incial foi marcar até uma hora por dia em vídeos já que a maioria dos passos iniciais tem até essa duração... Mas foi muita coisa. Para Fevereiro, a ideia é pensar no próximo planilhamento com no máximo 20 minutos de vídeo por dia... Mais tempo para absorver as coisas.

Palmas para os Pomodoros.
Já a ideia de desenhar pelo menos 01 pomodoro (ou 25 minutos) por dia tem sido boa. Percebi que o principal problema é mesmo sentar e começar. Mas uma vez que eu paro para fazer isso, eu chego facilmente a uma hora no desenho. Tem sido bom, pois estou realmente enferrujada e esse tempo não representa muito desenvolvimento - até agora não consegui ter aquele sensação "Ok, acabei!". Quem sabe em breve eu chego lá.

E esse é o rabisco que ilustra esse post...
Foi feito um pouco por dia, entre 07 e 08/01 e levou aproximadamente 01 hora.
Eu já estava cansada de fazer coisas preto e branco, então resolvi arriscar algo em cores e de imaginação.
Deu essa mulher de sorriso meio falso... Acho que ela também andou esperando a propagação de DNS desse site.
Maior em:  http://www.flickr.com/photos/prixdekanun/8362248529/in/photostream/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Indo além...

Rascunho 03
Passei um pouco mais de tempo nesse, mas consegui terminar uma área bem menor da folha (publicando apenas o detalhe). No entanto, vou caminhando para nivelar melhor a passagem de tons (ainda um pouco distante do meu jogo, rs). 75 minutos - em 05/01/2013. Lápis HB e 2B no sketchbook A4.
Estou pensando em publicar alguma coisa no blog há mais de uma semana... Mas eu não tinha nenhuma novidade para contar: agora tenho, mas é de ordem técnica. Hoje, depois de uma série de problemas com a hospedagem atual (que resolve falhar na minha conta pessoal mais barata, mas não falha com a conta empresaria mais cara - interessante, não é mesmo?), resolvi tomar uma atitude radical: e voltar para o Blogger. 

Por enquanto, o endereço de acesso do blog será:

A partir da semana que vem, o acesso poderá ser feito regularmente pelo www.sketchblock.com.br (mas você irá cair nesse blog).

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Suas marcas no papel.


Sexta-feira foi o dia do vídeo sobre "Marcas no Papel". Um pouco de teoria sobre como podemos desenhar com linha e com tom (acabei me lembrando de como o assunto é tratado no livro do Andrew Loomis, e que se o PDF não estivesse tão ruim, até colocava por aqui), e da importância de garantir que seu desenho tenha a presença de três tons chave (um claro, um médio e um escuro) para ajudar na tridimensionalidade - e como você pode compor o lugar que a pessoa vai olhar primeiro no desenho com isso.

Adoro essa parte, porque quando a gente está começando (infelizmente os meus desenhos só parecem toscos de quem está começando, mas estou longe disso) a tendência é sempre fazer um cinza chapado geral - que deixa as coisas completamente... Chapadas (com o perdão da repetição). Acho que é isso que me incomoda também em muitos artistas de retrato da rua: aquele sombreado todo igualzinho, esfumado com algodão...

Fica de lição de casa: preparar alguns exercícios para mim mesma praticar uma linha que apresente três tons (não essa coisa toda igual que eu faço) e alguns exercícios de sombreado (para retreinar a mão).

O rabisco que ilustra esse post...

É o desenho de sexta-feira passada. Ainda tenho uma meta (nada gravado em pedra) de tentar desenhar e postar um comentário sobre o desenho no mesmo dia - ainda não deu, como você pode ver, estou um pouco atrasada.


Rascunho 02
Consegui gastar um pouquinho mais de tempo nesse desenho, então consegui ir um pouco mais longe na aplicação de tons. Mesmo assim, ainda estou "fora do meu jogo". Tanto para o desenho anterior quanto para esse, a vontade mesmo é tentar refaze-los, um pouco mais finalizado, em cores.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Bem-vindo 2013.

Mais um ano que começa, mais 365 possibilidades de melhorar... Ok, não necessariamente 365 - já estamos em 04 de janeiro, e sobram apenas 361, rs - mesmo assim a conta parece boa. Tive 15 dias de férias nesse final de ano e, durante a primeira semana eu pensei bastante na questão de desenhar. Especialmente em uma coisa: quando eu preciso esclarecer minhas ideias, eu escrevo - eu não desenho. Com certeza eu já passei muito mais tempo escrevendo sobre o porque eu tenho que desenhar, ou como fazer para desenhar melhor, do que realmente desenhando mas... A esperança é a última que morre e 2013 está parecendo um ano muito esperançoso para todo mundo (isso me dá um certo medo mas, isso é história para outro post e outro blog).

Ontem eu finalmente consegui finalizar meu plano de "metas" para 2013 (inicialmente, aquela lista de coisas que você faz para saber o que não fez durante o ano). Por mais que a desse ano esteja bem realista (e bem dividida entre o que são metas, compromissos e hábitos a serem criados) prefiro encarar o ano com cautela, então no que se refere a desenho eu detalhei algumas coisas que são parte ambiciosas, parte o mínimo necessário e que eu sei que além de executável (com alguma força de vontade), realmente podem representar uma melhora significativa para 2013.

Então vamos lá.

Decisão: Adotar o DTO (Drawing Tutorials Online) como curso de 2013 – estabelecer um programa de estudo diário, mensalmente, para aprofundamento em desenho de figura humana.

Para quem não conhece, eu sou associada (há quase 05 anos, foi chocante tomar conhecimento disso) do site "Drawing Tutorials Online", ou DTO (http://www.drawing-tutorials-online.com/). Para quem sabe inglês, esse site é uma mão na roda: é incrível ver a quantidade (e qualidade) do material disponível por apenas 19 dólares por mês - como eu sou uma associada antiga, o meu ainda sai por 9 dólares.  O site tem uma abordagem bem tradicional sobre desenho, e foca principalmente em figura humana (amo) e em desenho realista (amo²). Além da qualidade do desenho do professor do site, gosto bastante da abordagem e da estrutura criada para o aprendizado - diferente daquela coisa bem nacional de fazer "Como desenhar gatos", "como desenhar cachorros" etc., que fazem você acreditar que existe alguma lei intrinsecamente diferente para cada tipo de desenho. Depois da minha decepção com a escola/curso presencial escolhida para o ano passado (que eu deixei de ir simplesmente pelo desânimo - embora eu posso jurar em outras ocasiões que foi pelo excesso de trabalho), acho que adotar uma prática autodidata regular vai me deixar um pouco mais feliz - especialmente enquanto eu decido pra onde isso vai me levar.

Decidi levar a coisa com calma, e fiz um plano de estudo diário, mapeando apenas uma pequena área do site nesse mês. Se tudo correr bem, repito o procedimento com outra área no seguinte. Caso contrário, a gente reorganiza dentro do que for possível. O foco desse mês está nos fundamentos básicos: tons, espaços negativos, composição etc. Se você ainda não conhece o DTO, aqui vai uma palhinha:


Hábito: 01 Pomodoro de prática diária (equivale a um curso de 150 horas – uma Quanta sem férias).

Pomodoro é uma unidade de tempo equivalente a 25 minutos (mais detalhes aqui). O recomendado no DTO é pelo menos 10 minutos, o que, embora seja bem mais executável (quem não consegue, sinceramente, não dedicar 10 minutos a algo se não quiser?) na minha atual circunstância (total sedentarismo visual/coordenativo) não serve muito.  O desenho do final do post levou cerca de 30 minutos para  chegar nesse ponto... Quando antigamente isso levaria uns 10 minutos. Ou seja, hoje em dia se eu me comprometer apenas com 10 minutos, não vou ter muito mais do que linhas guias para mostrar. Além disso, como eu fiz as contas aí em cima, desenhar 25 minutos por dia durante todo ano, equivale a fazer um curso de 150 hora no ano - que é mais do que eu tenho conseguido fazer há muito tempo.

Meta: Acabar com 10 sketchbooks no ano (valem os já iniciados e abandonados).

Não sei se entrei nesses detalhes no post sobre sketchbooks mas... Eu tenho um problema: eu acredito em sketchbooks mágicos. É triste, mas funciona assim: Você está num sedentarismo visual daqueles, não desenha nem bolinhas enquanto fala no telefone... E aí começa a acreditar que o problema não é você mas... Seu sketchbook que não te inspira. Se você tivesse o sketchbook correto, aí sim... Sairia desenhando por todos os lados: no metrô, no ônibus, reuniões... Qualquer minutinho parado se tornaria o momento perfeito para virar Van Gogh. Quando eu tenho esses "momentos brilhantes", eu costumo correr para a Universitária ou a Casa do Artista atrás de um sketchbook novo, inspirador e que fique dentro do orçamento (não importa os mais de 30 em branco, em casa, na fila). Aí eu compro um novo skethbook, desenho em 01, 02 folhas e... o dito perde "a mágica". Como Van Gogh, sobra só a vontade de cortar a orelha. Quando eu fiz as contas do porque 10 sketchbooks é um número executável em 2013 eu tive um momento de "Vamos até a Universitária e comprar 10 sketchbooks, numerar todos de 01 a 10 e começar tudo de novo". A Priscilla sensata entrou em cena, deu uns tapas na cara da Priscilla estérica e a coisa acabou assim: sketchbook principal de 2012, que ainda tinha umas 60 folhas para acabar ganhou uma impressão de Mucha em uma folha pra marcar a entrada de 2013, plano de estudo de janeiro no verso e vamos em frente... E quando esse acabar, escolho um dentre a meia dúzia que já foi começado para seguir em frente. Não está na meta mas vale dizer que: SEM SKETCHBOOKS NOVOS EM 2013.

Meta: Enviar um desenho por semana para a crítica no site (52 desenhos até o final do ano).

Mais uma vez, voltando ao DTO - e ao fato de que eu quero bater em mim mesma quando lembro que estou no site há 05 anos - uma das coisas mais interessantes no site é o fato dele oferecer críticas semanais ao seus trabalhos. Toda semana o professor olha os desenhos publicados na galeria para críticas (preferencialmente você deve enviar a referência também para ele ter alguma comparação) e ele publica um vídeo semanal, com a análise de todos os trabalhos. Até hoje eu ainda não utilizei isso - simplesmente porque eu tenho uma tendência a achar que eu sei quando meu trabalho está bom ou não (normalmente não está)... Mas talvez seja interessante utilizar isso em 2013 para:

  • Criar o hábito de me reportar a alguém.
  • Ter feedback regular mais aprofundado do que "está bom", "está ruim".
  • Parar de mimimi e mostrar meu "trabalho" para alguém que pode realmente oferecer dicas construtivas.

Ok, é isso! Essa são as minhas ideias sobre desenho em 2013.

Nada muito "life changing", mas eu acho que dado onde estou atualmente, isso acrescenta muito ao meu desempenho atual. Para dar um pontapé inicial ao ano, segue abaixo o primeiro desenho fruto do Pomodoro diário. Nada lá essas coisas - acredite em mim quando eu digo que eu sei todos os problemas que há com ele mas... Tanto faz não é mesmo? A gente faz isso para se divertir mesmo!

Rascunho 01