sábado, 30 de abril de 2016

Chegou o Fim... De Abril - BEDA #30

Nos últimos minutos do mês para dizer que... Ufa! Chegamos ao fim.
30 dias postando me ensinaram muita coisa -- que eu compartilho a partir de amanhã -- mas a principal delas, que há muito espaço para melhoria por aqui.

Então faço votos de que você aproveite seu final de sábado a noite, que amanhã outro mês começa e... Precisamos dos nossos lápis em punho.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

"Artista"... Eita Palavra Complicada - BEDA #29

Assisti um vídeo dentro das minhas inscrições do YouTube que me irritou profundamente -- embora eu ainda não consiga formular em todos os níveis porque ele me irritou tanto, mas estamos chegando lá (caso você fique curioso, o link está aqui: https://youtu.be/5L23Q7fFR9c). Tenho uma relação meio que de "amor e ódio" com esse canal -- acho que tecnicamente o cara dá umas dicas boas, mas quando ele vai falar de "arte", mercado e profissão, apesar de ele ser novo, sai de dentro do coração e da cabeça um velhinho de 60 anos, com uma visão meio complicada do mundo... Diria que um equivalente "taxista" da produção visual, mas tudo bem. Não digo que o cara está errado -- com certeza ele tem bastante experiência prática na qual basear suas opiniões. Mas ao longo dos anos, tenho percebido uma tendência em quem trabalha com Design Gráfico, Ilustração e afins a ter uma visão de mundo um pouco complicada, generalizando o mundo por suas experiências pessoais. Isso me irrita.

Se você assistir o tal do vídeo, quero que você perceba o uso da palavra "artista", que foi o que mais me irritou. Eu sei que artista é uma palavra complicada. Complicada como "criativo", por exemplo -- onde estão os limites? O que define uma pessoa ser "artista", "criativo" e outro não -- pois afinal, o que é arte? O que é criatividade? Não faltam definições, assim como não faltam pessoas no mundo... Mas definitivamente me irrita profissionais com atividades específicas; como ilustradores, desenhistas, designers gráficos etc., se intitularem como "artistas" porque exercem essas atividades de maneira remunerada. Você não precisa ganhar dinheiro com isso para se considerar um "artista"... De fato, na maior parte das vezes, por mais que você seja um artista com trabalhos autorais (e sim, eu puxo a sardinha que arte, independente do nível, precisa de um composto autoral identificável) a atividade que faz você ganhar dinheiro não é essa: é design, é ilustração -- nem todo site precisa ser uma obra de arte, nem todo mascote de supermercado precisa competir com a Monalisa... E está ok. Parece que os profissionais de atividades visuais tem mais problemas em entender isso -- redatores, por exemplo, não esperam escrever um folder pensando "WHWD - What Hemingway Would Do?".

Se vamos falar de artistas, eu fecho mais com a abordagem do Jazza do canal "Drawing With Jazza". A coisa é mais ampla do que as pessoas financeiramente envolvidas tendem a dar a entender. Embora ele esteja mais focado em acabar com os preconceitos relativos aos meios e tipos de produção, eu acho que o mesmo raciocínio se aplica as pessoas que a realizam. As coisas tratadas no vídeo inicial do Tiago, podem definir se você será um desenhista/ilustrador melhor ou pior -- mas são incapazes de definir se você será ou não um artista... Quanto mais se será um artista melhor ou pior. Pensamentos assim, são o que fazem muita gente largar os lápis depois dos 20 (ou até antes) simplesmente porque não tem "o que é preciso para ser um artista profissional"... Não tem essa de "artista profissional". Tem arte. Tem gente que faz. Tem gente que ganha dinheiro com isso. Tem gente que gasta de dinheiro com isso. Está tudo ótimo pra todo mundo se você estiver feliz com aquilo que está fazendo, da forma como está fazendo.

Draw With Jaza - How to (NOT) be an artist - https://youtu.be/h8L-0VR6PP4

quinta-feira, 28 de abril de 2016

25 Mil Dias... O que fazer com eles? - BEDA #28

Estava dando uma olhada em fotos antigas de sketchbooks e materiais de desenho. Tentando achar algum padrão nos tempos em que a produção foi mais intensa e... Nada. Padrão mesmo só existe nos momentos em que nada é feito: a "vida" toma conta e nada mais consegue ter o papel principal.
Dá um misto de tristeza e ansiedade -- tristeza pelo tempo perdido, ansiedade porque talvez o tempo que reste não seja suficiente para fazer qualquer coisa que realmente me agrade em relação a essa área da minha vida.
Acabei vendo uma campanha da Reebok sobre como temos apenas uma média de 25 mil dias de vida -- descontando situações surpresas, é claro -- se a gente não sabe o que fazer hoje ou amanhã, será que consegue ter uma ideia do que gostaria ter feito quando esses 25 mil dias se esgotarem??
A vida passa, sonhos e prioridades mudam mas... Fico me perguntando como eu vou encarar a preguiça que bate nesses dias daqui a 10, 20 ou 30 anos, por exemplo.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Já Pensou em Participar de um "Sketchbook Project"? - BEDA #27

Já pensou em ter um sketchbook arquivado em uma biblioteca em Nova York, viajando por diversas cidades dos EUA e algumas da Europa? Eu já pensei nisso algumas vezes (3 vezes para ser exata), mas não deu muito certo.
Como funciona o Sketchbook Project? Você paga a taxa de participação (antigamente 25 dólares) e recebe um sketchbook em branco pelo correio. Durante o ano você preenche o dito cujo com aquilo que lhe der na telha (ou de acordo com um tema pré-definido por você na hora do pagamento da taxa) e depois da finalização, supera a ansiedade de separação e manda ele de volta para Nova York.
Por uma tarifa extra, eles escaneiam seu sketchbook e o deixam disponível online para que você possa matar a saudade.
Por que não deu certo pra mim?
Por mais que eu tenha sonhos malucos que novos materiais irão construir novos hábitos, isso não acontece. Os dias passam e o sketchbook continua lá -- melhor construir o hábito primeiro, antes de arriscar seu rico dinheirinho.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Saudades do Louvre - BEDA #26

Não é pra parecer chique -- até pq nem dá mesmo -- mas estou com saudades do Louvre. Mas saudades de aproveita-lo de uma maneira melhor do que meio dia de passeio em uma estadia de 2 dias.
Mas eu sei que é um sonho: aquele lugar tem mais turista do que a 25 de Março tem gente na véspera de Natal... Parar para olhar qualquer coisa por mais de 1 minuto e interromper o fluxo é falta grave, digna de empurrão.
Imagine então sentar pra desenhar algo... Puro sonho.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Esgotamento - BEDA #25

Sorte que eu ainda não tinha publicado o meu primeiro rabisco da série do feriado... Assim acabou tendo algo pra mostrar hoje que eu estou simplesmente esgotada. Estou precisando me movimentar mais...

domingo, 24 de abril de 2016

sábado, 23 de abril de 2016

Mais um Rabisco - BEDA #23

Continuando as postagens suscintas de viagem. Mais um rabisco no sketchbook novo para ver se esse vai pra frente mais rápido. Logo logo voltamos a nossa programação normal.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Sketch do Descobrimento - BEDA #22

Dia 22 de Abril. Dia do Descobrimento. Pra comemorar -- hahahaha -- estou iniciando um sketchbook novo. Resolvi brincar um pouco com a aquarela nova, mas como eu não entendo muito disso, acabei fazendo graça de esferográfica por cima... Depois eu escaneio melhor, mas por hora a fotinho meia boca do celular vai ter que bastar.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Kit de Viagem - BEDA #21

De sossego, descansando longe de casa no feriado prolongado. Não sei se vai ser proveitoso, mas trouxe o meu kit básico de viagem. Inclui apenas itens para rabiscar e uma aquarela de pastilhas por via das dúvidas. Torcendo por novidades no retorno.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

I'm sick - BEDA #20

Hoje eu vou fazer um teste bem diferente. As postagens durante o feriadão serão feitas direto do celular -- vamos ver no que dá.

A foto que eu espero que acompanhe esse post é meu atestado de doença: que pessoa louca, que diz que gosta de desenhar, tem o seu estojo de pintura de infância, nessas condições há pelo menos 22 anos?

Se vc conhecer alguém, me avise -- estou precisando montar um grupo de apoio.

Deu Branco - BEDA #19

Uma das maiores dificuldades em relação ao BEDA nesse blog, nem tem sido o que escrever -- acredite, eu tenho um lindo calendário editorial quase todo preenchido e planejado para isso aqui. No entanto, eu só consigo parar para escrever quando a Lívia (minha filha de 02 anos, 3 meses, e 2.1 Gigawatts de potência) dorme. E ela tem feito isso religiosamente às 22:15 nesses dias... O que me deixa com 1 hora e 45 minutos para comer alguma coisa, finalizar minha pesquisa, escrever, juntar imagens e... Fazer isso para 02 blogs (porque a atividade também corre solta no PrixLifeBox).

Hoje, por exemplo, a ideia era falar sobre como escolher um sketchbook -- iria ser um post extenso, pra considerar atributos como marca, tipo de papel, tamanho, finalidade de uso etc... Mas deu branco, não deu... Vou ter que me contentar (e espero que contente vocês também), com o vídeo da Koosje Koene falando sobre as vantagens de manter um "Art Journal" (quando você olha o dela, você percebe imediatamente, rs).

Amanhã devo ir pessoalmente retirar uma compra na "Fruto da Arte" -- agora estou oficialmente pronta para atualizar meu post de 2012 sobre onde comprar material, já que acabei de comprar online na última loja que faltava da relação (em 2012 eu comprava em todas elas pessoalmente, mas ainda não tinha comprado online), então todas as opiniões estão atualizadas. Veremos.

Draw Tip Tuesday: Journal Pages - Koosje Koene
https://youtu.be/bdnziV29AX0

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Quem Espera, Sempre Cansa - BEDA #18

É de assustar o quanto de tempo da vida passa sem que a gente preste atenção se acabarmos não tomando cuidado. Estava folheando o livro da imagem -- "Creative is a verb", de Patti Dig, tentando encontrar inspiração para rabiscar e me dei conta que eu não rabisco nada de novo há exatamente um mês... Estou enrolando e enchendo aqui de postagem, sem de fato colocar a mão na massa.

Por mais que eu tenha problemas com o pessoal do "rabisque qualquer coisa e seja feliz", acho que pelo menos um ponto positivo dessa abordagem é não ficar paralisado, esperando uma luz divina lhe iluminar e dar vontade, inspiração, tempo e essas coisas.

Vamos nos esforçar mais agora? Vou tentar.

sábado, 16 de abril de 2016

Começando Pelo Lugar Errado: Meus Primeiros Livros de Desenho e Pintura - BEDA #16

Há muito tempo atrás -- mas ainda nessa galáxia -- a Editora Globo publicou a coleção "Desenho e Pintura". E a garotinha de 9/10 anos que eu era (nunca consigo ter certeza do ano, se foi em 1989 ou 1990) ficou maluca com a ideia de ter uma coleção de livros que de fato lhe ensinariam a desenhar e pintar. Então ela pentelhou o pai da melhor forma possível para que ele comprasse essa coleção. Ele comprou os dois volumes iniciais, pq... Bem, vc já viu alguma coleção que não tente te pegar dando logo no início 02 livros?

Infelizmente, para não escapar da tradição de coleções incompletas da família, essa também parou por aí -- meu pai dizia que era muito cara (ainda mais quando descobriu que ela ainda teria mais 10 volumes) e achou que eu não fiquei animada o suficiente com os dois primeiros... Não é que eu não fiquei animada, hoje em dia eu sei reconhecer que o sentimento na verdade foi: frustração.

Veja bem, ninguém na minha família é "artístico praticante" -- especialmente não em desenho e pintura -- então ninguém conseguiu avaliar muito bem o quão fora da minha alçada esses livros estavam: eles falavam de papéis que até então eu nem sabia que existiam, que depois disso (mundo pré internet) eu continuava sem saber onde encontrar e de materiais importados que eu nem sabia onde conseguir... Dar para uma criança um livro sobre aquarela, quando a da Faber-Castell era um sonho de consumo, não ressoava muito.

Esses livros me assombraram por anos, mesmo tendo sido dado com as melhores das intenções -- e até hoje, mesmo depois de ter completado a coleção via sebo -- eu ainda culpo muito do trauma que eles causaram pelo acúmulo de materiais de desenho e uma surreal esperança que adquirir esses materiais vá de fato fazer alguma diferença na minha vida. Durante muitos anos eu fiquei com a minha mente de criança obcecada com o fato de que eu não conseguia fazer as coisas como "devia" porque eu não tinha os materiais certos, como os dos livros.

Acesso a bons professores, pessoas que mexessem com arte ou qualquer coisa do tipo poderiam ter corrigido essa minha distorção -- mas mesmo a minha primeira aula de desenho foi acontecer uns 05 anos mais tarde, e lá o estrago mental já estava feito.

Por isso que até hoje, toda vez que eu conheço alguém que pira em materiais específicos, eu fico martelando a mesma tecla de que "isso não importa" -- é claro que existe uma diferença entre uma aquarela da Faber e uma Lukas, ou um lápis n.2 e um lumograph... Mas ela não é significativa o suficiente para evitar que você faça o que quer.

Adoraria ter escutado isso, repetidas vezes, com 10 anos de idade.
E então vou ficar repetindo isso pelo resto da vida, sempre que puder.
Se você quer desenhar, "mas não tem os materiais certos", NUNCA, NUNCA, NUNCA deixe isso lhe atrapalhar -- você só precisa de papel, lápis ou caneta. Só isso, de qualquer qualidade. E nunca deixe de fazer o que gosta se alguém lhe disser o contrário.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Feliz dia do Desenhista! - BEDA #15

Hoje é comemorado o dia mundial do desenhista -- em homenagem ao aniversário de Leonardo Da Vinci (15/04/1452)... Sim, o cara fez uma porção de coisas da vida e foi homenageado com um dia especial por causa dos desenhos dele... Não que os desenhos valham menos, não é isso -- só estou notando a curiosidade da vida: você pode fazer uma porção de coisas, mas não sabe como ou com qual importância isso vai atingir as pessoas.

Vou aproveitar o dia e o tema para compartilhar o artigo "Let’s get rid of Art Education in schools", do blog do Danny Gregory, já mencionado aqui diversas vezes. Ele faz um panorama interessante sobre o ensino de arte nos EUA -- que tristemente, não é tão diferente daqui.

E por hoje é só pessoal!
Até o BEDA #16.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Minha Primeira Revista Sobre Lápis de Cor - BEDA #14

Nos últimos quinze anos eu fui juntando um bom volume de material de referência sobre lápis de cor, de autoras que são consideradas especialistas no assunto: Alyona Nickelsen, Bet Borgeson, Lee Hammond, Ann KullBerg, Janie Gildow, e mais alguns perdidos por aqui nas coisas. Cheguei até a me inscrever em um curso a distância sobre Lápis de Cor da London Art College que não foi para frente -- eu sempre tive que fazer minhas aspirações pessoais competirem por lugar com as minhas obrigações de trabalho e essas sempre perderam miseravelmente.

Sempre considerei o lápis de cor um método mais agradável do que as tintas por exemplo. Até hoje, estou procurando alguma tinta com a qual eu sinta uma sensação agradável ao trabalhar. Já com lápis de cor o resultado é mais previsível, pelo menos para mim, e isso me agrada um pouco mais. Sem contar que, embora os lápis de cor profissionais sejam caros (e mesmo assim, bem mais baratos que as versões profissionais de algumas tintas), ainda é possível fazer um trabalho visualmente muito profissional com lápis e papel escolar... E desde que eu descobri isso, eu me pergunto porque nenhum professor de educação artística foi capaz de mostrar isso durante meu ensino primário... Teria sido bem mais animador.

Mas toda essa paixão começou bem antes desses livros de referência e de saber da existência desses materiais de ótima qualidade, com uma revistinha muito simples e de publicação nacional.

A Arte no Lápis de Cor (Ano 1 - n.º 1 - Editora Escala)

 

Publicada em meados da década de 1990 (nunca soube ao certo quando, a edição não informa), essa revista apresentava o trabalho da artista plástica "Aleixa de Oliveira" (clique no link e escute a musiquinha de fundo do site por sua conta e risco). Eu não sei quanto tempo depois da publicação eu encontrei essa revistinha em uma banca de sebo aqui no bairro de Santana em SP, mas eu sei que ela tinha tudo pra me chamar muita atenção:

1. Apresentava um trabalho com características realistas;
2. Com um material que eu tinha em casa (outro dia, talvez amanhã, tratemos dos traumas de ser exposta a mais do que você pode alcançar no momento);
3. E ela garantia que seguindo o passo a passo você poderia chegar lá -- e depois eu descobri que seguindo o passo a passo, você realmente chegava.

Depois dessa revista, a minha percepção sobre materiais baratos e profissionais mudou, o meu respeito e interesse pelo lápis de cor cresceu, e até hoje eu estou meio viciada em ver o que você pode fazer com eles.

Lógico que com o tempo, eu passei a ver algumas coisa -- por exemplo, que o meu gosto e o que eu chamo de "características realistas" mudou um pouco; que alguns dos passo a passos tem algumas peculiaridades por terem sido ensinados por uma artista autodidata (sem que isso seja pejorativo a ela de nenhuma forma); e que é lógico: é muito libertador poder fazer um trabalho vistoso com lápis escolar e papel escolar mas, que se você quiser, por exemplo, trabalhar profissionalmente com isso você terá que utilizar materiais mais profissionais... Caso contrário correrá o risco de vender uma pintura que perderá as cores em poucos anos.

Acho interessante apenas que a Editora Escala que publica tantos títulos sobre desenho, inclusive reeditando muita coisa igual em revistas diferentes, nunca tenha se dado ao trabalho de reeditar esse material. Acho que seria interessante mostrar para quem está começando um material com possibilidades realistas e acessível, ao invés de ficar fazendo hype de Copic Markers, por exemplo.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Um SketchBook para a CalArts - BEDA #13

A CalArts, ou "California Institute of the Arts", é uma das mais prestigiadas escolas de arte, animação e cinema dos EUA. Todos os anos, milhares de jovens concorrem pelas suas vagas para pagar bem caro para estudar arte -- e muitos deles postam os sketchbooks enviados para avaliação no YouTube -- sejam eles aceitos ou rejeitados.

Selecionei alguns dos que vi recentemente e fiquei babando. Enquanto eu fico aqui nesse "como posso macular você, ó perfeita folha em branco", a garotada desse a mão no sketchbook e mostra a que veio.

Definitivamente, seguir seus sonhos nesse mundo não é para os fracos de coração.

Han Solo


Any Adventures


Artsychia

terça-feira, 12 de abril de 2016

Ninguém desenha depois dos 30! - BEDA #12

Precisamos falar sobre idade e desenho. Se você já acompanha esse blog, ou acabou de chegar, mas tem menos de 25 anos, nem precisa se dar ao trabalho -- nos vemos amanhã no BEDA #13. Se você, por outro lado, tem mais de 25 anos, gosta de desenhar mas não faz isso regularmente -- nem trabalha diretamente com ilustração (talvez um Designer Gráfico ou afins), aí então precisamos conversar. Puxe a sua cadeira e dê um pouco de atenção para minhas lamentações para meus desabafos.

Essa versão do Blog (no Blogger), vai completar 4 anos -- ele já existiu algum tempo antes em duas tentativas frustradas no Wordpress, então é seguro dizer que estou tentando fazer isso nos últimos 05 anos. De lá para cá, tenho acompanhado na internet muita coisa relacionada a desenho, sketchs, ilustrações e etc. E o que tenho percebido é que existem 02 públicos bem distintos nisso.

O primeiro, é um público de 16 a 23 anos que quer ser desenhista/ilustrador profissional -- ou já se considera ilustrador profissional. É lógico que tem muita gente boa e competente, mas nesse pacote eu já fiquei um pouco enjoada de ilustradores amantes de aquarela que desenham cabeças e fazem vídeos e posts descolados sobre seus métodos de trabalho, locais de trabalho descolados, e tem dicas sobre como começar no mercado de trabalho e fazer isso ou aquilo.

O segundo, é um público com mais de 40 anos, que não quer ser desenhista/ilustrador profissional -- é possível que eles até tenham sonhado com isso um dia, mas a verdade é que agora estão em outras profissões e procuram no desenho apenas uma forma de relaxamento, distração e vontade de se expressar artisticamente. Esse perfil é mais perceptível e organizado no exterior -- com questões relacionadas a Art Journaling sendo quase uma atividade formal -- do que aqui no Brasil. Talvez agora depois do boom de livros para colorir, os remanescentes evoluam para esse tipo de atividade.

Mas às vezes eu me pergunto: e eu? Definitivamente não estou no primeiro -- houve um tempo em que eu até sonhei com um emprego na área, remanescências dos sonhos de infância de fazer desenho animado na Disney, depois mais tarde na Pixar. Mas esses sonhos entraram em naves pra Marte e se foram há algum tempo... Eu acho que você pode conseguir muita coisa se estiver disposto a trabalhar em determinada direção mas... Não sou esse tipo de pessoa que tem provas pessoais de "atire-se e consiga". Além disso, já contratei ilustradores diversas vezes ao longo dos anos -- então estou ciente da velocidade, qualidade e demandas exigidas... E especialmente dos valores pagos. Não tenho mais em mim disposição e vontade de lidar com as demandas absurdas que surgem nessa área.

O segundo grupo me apetece... em parte. Já parei para pensar: eu não ganho um tostão com desenho e ilustração... Ok, talvez alguns poucos tostões vendendo material artístico para outras pessoas na lojinha, mas não diretamente com os meus trabalhos -- e mesmo assim, não sou capaz de riscar essa parte da minha vida. Eu escrevo isso agora sentada no computador ao lado de uma estante que, por baixo, tem mais de 200 livros sobre desenho, arte e ainda algumas revistas sobre o tema. Dizer que, a partir de hoje isso não faria mais parte da minha vida, encaixotar os materiais e livros, vender tudo e focar em outras coisas... Bem, talvez fosse saudável, mas é simplesmente inviável para mim. A ideia de poder investir meu tempo livre nisso, da maneira como eu julgue necessário é interessante. O que me incomoda nesse grupo é o "qualquer coisa serve!". O fato de eu não querer ganhar imediatamente dinheiro com isso, não faz com que eu abdique de um compromisso pessoal de atingir algum nível de excelência. Querer evoluir em anatomia, em conceitos como luz e sombra, proporção, composição... Simplesmente não me vejo sendo feliz borrando uma página de amarelo e desenhando um limão. Mesmo que, pra começo de conversa, estar desenhando um limão como o a seguir, seria melhor que a minha produção de nada.



Isso me irrita. Na internet e na vida. Parece que tudo que se faz, e que se almeja fazer bem feito, tem que estar voltado para o trabalho -- e se você faz alguma coisa por hobbie, se é um "amador", torna-se até pecado se preocupar em fazer algo bem feito.

Não existem desenhistas e ilustradores mantendo blogs e vlogs depois dos vinte e poucos anos. Talvez porque depois dessa idade eles estejam trabalhando sério e de verdade, e aí não há tempo pra ficar fazendo videozinho descolado no YouTube. Ou talvez -- hipótese minha -- depois dessa idade eles sejam abduzidos e levados de volta ao planeta deles, não sei. E se você tem mais de 30 então, sua jornada é solitária. Você encontra gente que quer se especializar em uma porção de coisas montando de grupos de discussão, se ajudando, compartilhando conhecimentos... Mas em desenho... Até quando você é profissional, pode ser visto como um intruso (e olha que eu tenho diversos "causos" pra contar nessa área).

E o que você faz quando não encontra um caminho para seguir? Senta e chora (provável), ou começa a capinar o terreno e constrói o seu próprio caminho (ideal)? Ainda estou decidindo. Mas o fato é que essa falta de representação, de ressonância, às vezes me desanima e desorienta. Fez sentido? Não fez? Se você tiver algo a dizer a respeito, esse é um dos momentos em que eu realmente gostaria de te ouvir.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Livro de Desenho BBB: Bom, Bonito e Barato - Drawing Hands by Carl Cheek - BEDA #11

Semana passada eu falei sobre livros de desenho que valem o investimento -- essa semana eu pretendo falar de um que não exige um investimento tão alto (menos de R$ 32,00 na Livraria Cultura) e que aborda um assunto/tema temido por 10 entre 10 rabiscadores iniciantes: mãos. Esse livro, em especial, faz parte de uma série temática publicada pela Dover -- uma editora interessante se você estiver procurando bons livros por um bom preço -- que conta com outros títulos como "Drawing Trees / Arvores" e "Drawing Flowers / Flores" (que são, os únicos dois que eu tenho de exemplo, mas existem outros).

A Dover consegue publicar em preços tão bons porque ela reedita livros de desenho antigos que já estão em domínio público -- então se você não tem preconceito com uma arte um pouco mais datada, e é capaz de aprender princípios (que é realmente o fundamental), você pode aprender bastante com esses títulos.

 No site da Dover você encontra a relação de todos os livros publicados por ela -- e na Livraria Cultura você encontra a maioria deles; se não ao vivo, pelo menos sob encomenda.

Dê uma olhada:
http://www.doverpublications.com

P.S.: Ninguém ganhou nada da Livraria Cultura pela indicação nesse post -- foi só amor mesmo, porque ainda é um dos poucos lugares que você encontra livros de arte nas prateleiras.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Dois livros para inspirar seu lado desenhadeiro - BEDA #8

Se você está procurando inspiração para começar a rabiscar, os livros a seguir são um bom começo. Todos em inglês, já que lá fora o movimento pela manutenção de "art journals" é muito mais forte, mas mesmo assim, se você não domina a língua os livros ainda valem a folheada.


Everyday Matters - Danny Gregory
http://bit.ly/1VbGkrF
Impossível falar sobre inspiração para se aventurar no mundo dos rabiscos sem falar em Danny Gregory -- um dos criadores da Sketchbook Skool, e autor de vários livros do gênero (Creative License, Art Before Breakfast, An Illustrated Life etc.). Everyday Matters é o livro que deu inicio a quase tudo isso, e ainda inspirou muita gente a dar valor a cada dia, e a importância de colocar esse "momento artístico" no seu cotidiano.




 Artist's Journal Workshop - Cathy Johnson
http://bit.ly/25QeB2Y
Meu único arrependimento sobre esse livro foi ter compra-lo em e-book -- não há nada de errado com o ebook, mas as páginas são tão bonitas que eu preferia realmente ter a versão impressa em mãos. Cathy Johnson é outra professora da Sketchbook Skool. O livro é repleto de estratégias de por onde começar, fotos de art journals inspiradores e motivos pelos quais mantê-los irão fazer bem a sua vida como um todo, mesmo que -- especialmente se -- você não pretenda ser um artista profissional.



quinta-feira, 7 de abril de 2016

Três YouTubers Nacionais para Desenhistas e Ilustradores - BEDA #7

Ando em uma febre de YouTube -- YouTubers que falam sobre livros, maquiagem, desenho, ilustração, filmes e tudo o mais que você conseguir imaginar. Entre eles selecionei três canais nacionais que gosto bastante -- embora tenha algumas ressalvas sobre eles (mas que no momento vou guardar para mim para que você possa tirar suas próprias conclusões).

São eles:

Mariana Cagnin
https://www.youtube.com/user/justmaryy17


Cras Conversa Oficial
https://www.youtube.com/user/CrasConversaOficial


Ricardo Lira
https://www.youtube.com/channel/UCSuTtrBA3WRJ9P6znGJByXg

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Como Estruturar Referências para Estudo - BEDA #6

A postagem de hoje vai ser um pouco preta e branca -- então eu espero que você não desanime, porque ainda assim vai valer a pena. No BEDA #5 eu falei um pouco sobre o impacto da falta de foco: não saber o que estudar, e por conta disso não estudar nada. Então eu lembrei dos meus PDFs do FAC (Famous Artists Course) -- esse foi um curso por correspondência de desenho muito famoso nos EUA, que contava com artistas de peso entre os professores que elaboraram a apostila (entre eles, por exemplo, Norman Rockwell). Os PDFs das apostilas escaneadas costumam circular pela Internet de forma pirata compartilhada de tempos em tempos, e o esforço para baixá-las vale muito a pena (especialmente se você domina o inglês).

Uma nota: Como profissional de ensino a distância eu sei que o termo "curso por correspondência" costuma carregar uma carga negativa aqui no Brasil -- muito pela falta de formação do estudante brasileiro em aprender por conta própria, e de alguns conteúdos de baixa qualidade vendidos -- mas a situação é bem diferente quando falamos de EUA e Europa, onde essa foi uma maneira de aprendizagem séria por mais de um século. Quem leu "O Diário de Anne Frank", por exemplo, sabe que ela aprendeu línguas por correspondência durante a guerra escondida num sótão... Então acredite que você pode -- em situações muito mais confortáveis (e ainda hoje com o benefício da Internet) -- fazer o mesmo.

Agora voltando ao FAC -- já na apostila inicial de introdução, ele oferece um "gráfico para fazer um arquivo" de referências, citando vários tópicos comuns ao dia a dia e todo o tipo de itens do qual você deveria fazer um arquivo de referência (com fotos, recortes etc.). O gráfico é esse a seguir.
Para pessoas como eu, que sofrem de TOC informático, isso é um deleite... Há tempos tenho um pastinha no Dropbox cheia de referências digitais para desenho... E tudo bagunçado. Ao lembrar disso, já sonhei com nomenclaturas para categorias e subcategorias, pastas e subpastas onde vou jogar meus arquivos de imagem e PDF etc., etc.

Mas pessoas normais como você podem se beneficiar de outra forma: Esse gráfico de referências é uma ótima forma de levantar temas para estudo... Eu mesma percebi que quando vou desenhar estou sempre muito focada em Figura Humana, e em apenas algumas determinadas categorias. Com essa lista fica mais fácil levantar referências para estudo, e mesmo marcar aquilo que você precisa estudar -- para mim, cenários de qualquer tipo e animais, por exemplo, seriam um ótimo desafio, já que essas áreas costumam ser incrivelmente negligenciadas. 

Por conta disso, eu até comecei a traduzir a lista acima pra montar um PDF semelhante, o mais fiel possível, para me orientar... Mas enquanto fazia isso, tive que parar: por mais que eu queira ser fiel a uma referência tão bacana, os tempos são outros (mais precisamente, quase 100 anos depois), então alguns itens precisam mesmo de atualização... Então esse freebie para os meus leitores vai ficar para outro dia -- mas ainda nesse BEDA.

 Quando eu cheguei no item "Natureza", ficou claro que era preciso detalhar um pouco mais... "Água", por exemplo, é um item muito amplo pra juntar "rios", "lagos", "praia", "cachoeiras" etc.

Se você ficou interessado no "FAC - Famous Artists Course", ele ainda existe em uma versão atualizada pela fundação que mantém os direitos do curso -- é possível adquirir os arquivos oficiais online na versão digital, ou comprar a versão impressa para se entregue em casa. Basta acessar: http://arthomestudy.com/

terça-feira, 5 de abril de 2016

Como construir um "Bloqueio Criativo" - BEDA #5

Em apenas duas páginas feias, testes de esferográficas, grafite e aquarela.
Não, você não leu errado -- eu não pretendo te ajudar a sair do buraco do "bloqueio" criativo... Até porque se eu soubesse como, não estaríamos tendo essa conversa. E para ser sincera, eu nem gosto muito dessa história de "bloqueio artístico" ou "bloqueio criativo" -- por isso que estou usando aspas até agora... Eu ficaria mais feliz com um termo como "ressaca criativa" ou "mal-estar criativo"; porque "bloqueio" sempre me dá a ideia de algo externo que é colocado entre você e a sua produção criativa, qualquer que ela seja...

Você está lá, de boas, fazendo tudo certinho e BANG! Cai um bloqueio na sua frente e não sai mais nada.. E agora? Será que a defesa cívil virá lhe ajudar?

Pra mim nunca foi assim... Sempre foi uma questão de construção de barragem mesmo... Pequenas más escolhas, acumuladas ao longo do tempo, e que levaram a travar qualquer vontade e produção. Entre elas:

1 - Falta de Foco.
Não saber o que quer praticar, ou querer praticar tudo -- e acabar não praticando nada. No momento eu estou com vontade de praticar desenhos a grafite, voltar ao básico... Mas aí eu lembro do lápis de cor... E aí eu vejo que todo mundo está fazendo aquarelas... E nessa vontade de fazer tudo -- e encontrar, por exemplo, um sketchbook que esteja preparado para tudo isso, eu não faço nada.

2 - Perfeccionismo.
Essa é um clichê, mas não deixa de ser verdade por causa disso: sempre que eu foco na qualidade (ao invés de focar na quantidade) o resultado é uma queda geral nos dois. Ver um monte de vídeos no youtube e páginas de artjournal lindas por aí não melhora... Cria uma pressão desnecessária.

3 -Indisciplina.
Não colocar a prática como prioridade. O que faz com que você faça algo um dia, no outro não e talvez retome daqui a duas semanas (ou mais). Essa indisciplina, essa falta de constância, está também ligada a falta da foco -- nesse caso o que falta é um propósito claro do porque fazer isso.

E agora, como a gente sai dessa?
Para ajudar a sair dele, conte com a ajuda dos especialistas:

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Sketch Perdido - BEDA #04

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Esqueci de publicar esse sketch na sequência em que foi feito... Veio bem a calhar em um dia como hoje: a dez minutos do final do dia, e quando eu não tenho absolutamente nada a dizer depois de um dia COMPLICADO... Calma aê, que amanhã tem mais.

domingo, 3 de abril de 2016

Livros sobre desenho que valem o investimento: Lessons in Classical Drawing - BEDA #03


Maior que a coleção de sketchbooks e materiais para desenho, talvez -- porque eu não vou parar para avaliar se é isso mesmo -- só a coleção de livros de desenho. Desde que eu comecei a estagiar no século passado (gente que cruzou séculos e milênios sofre em pensar dessa forma), eu comecei a monta a minha biblioteca básica de referências. Cometi muitos erros e acertos (tenho que admitir, mais erros) mas alguns dos acertos acabam compensando esse método de tentativa e erro. E esse é um deles.

"Lessons in Classical Drawing: Essential Techniques from Inside the Atelier" é um livro escrito pela artista Juliette Aristides, e produzido com um cuidado admirável: o livro é capa dura, tem 208 páginas em papel couché brilhante e, se na pior das hipóteses você não aprender nada com ele, você ainda vai ter uma bonita obra para folhear.

Apenas uma nota que eu acho significativa para quem gosta de livros do tipo: esse é o tipo de livro de desenho que requer leitura -- não é do tipo que você apenas olha as imagens, estuda e deixa os textos de fora.

Além disso, ele acompanha um DVD com instruções importantes sobre os principais temas que é bem interessante de assistir. Para quem se interessa em entender os princípios por trás do desenho (como linha, composição, tom, luz e sombra etc.), ele é muito interessante.

E como estou a minutos de ficar de fora do BEDA de hoje, eu vou parando por aqui. Talvez ao longo do mês eu fale mais um pouco sobre outros livros bem interessantes que estão aqui na estante.


sábado, 2 de abril de 2016

Sketchbook da Bolsa - BEDA #02

Nem precisa ler esse blog há muito tempo para perceber que eu tenho problemas com Sketchbooks... Eu os coleciono mais do que eu coleciono sketchs.

Mas ontem estava folheando esse que eu considero "meu sketchbook de bolsa", e cheguei a conclusão de que apesar de ele já ter atravessado alguns anos, ele é o que melhor executa a proposta de sketchbook... Aquele caderninho que está sempre a mão quando você quer rabiscar qualquer tranqueira -- não se pergunte "ué, mas não é função de todos os sketchbooks serem esse companheiro portátil?" pq nada é tão simples por aqui.

Se você é o tipo de pessoa que abre seu sketchbook em qualquer lugar, puxa a primeira caneta ou lápis que aparecer e começa a rabiscar... Eu lhe invejo. Minha "prática" (se é que podemos usar essa palavra) envolve algo como:

1 - Escolher "o sketchbook" -- aquele caderno abençoado pelos sacerdotes de algum monte, e que está impregnado pela musa da inspiração... Pois com ele eu realmente vou começar a desenhar direito -- em quantidade e em qualidade.

2 - Montar um estojinho "básico" de bolsa, que contenha pequenas amostras daquele "básico" que você sabe que todo mundo REALMENTE PRECISA para começar um sketch: lápis grafite em todas graduações, 03 graduações de lápis carvão, lapiseiras com grafite azul e vermelho nas espessuras 0.5,0.7,0.9 e 2.0; canetas nanquim descartáveis, lápis dermatográfico, borracha limpa tipos, borracha normal, caneta borracha, caneta borracha elétrica, apontador, estilete e qualquer outra coisinha "extra" só pra estar precavida se a inspiração aparecer.

3 - Possuir a bolsa/sacola CERTA que comporte esse sketchbook, o estojo, ofereça o espaço necessário para as demais coisas BÁSICAS que toda mulher deve carregar -- imagine o BÁSICO feminino com base no BÁSICO do estojo -- ser fácil de abrir e acessar em qualquer lugar, além de oferecer certa inspiração artística.

Se eu tiver essas pequenas coisas, é possível que eu abra esse sketchbook de seis em seis meses vez ou outra e rabisque alguma coisa.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

BEDA - Blog Everyday Abril 2016

-- Ô Koh-I-noor, sua aquarela em pastilha nao é melhor do que da Faber... -- Ô Priscilla, que tal não testar em sulfite vagabundo? -- Ahhh,'fica pra próxima!
Entrando aos 45 do segundo tempo pra dizer que vai ter BEDA (Blog Everyday Abril) por aqui -- só para compensar a falta  de postagens recentes...

Esse rascunhinho fajuto aí é resultado da compra de uma aquarela básica que eu comprei (da Koh-I-Noor), estilo a básica da Faber-Castell, para ficar fazendo rascunhos.

Por conta dela, eu já descobri algumas coisas:

1. A aquarela da Koh-I-Noor não é muito diferente da da Faber-Castell... Nem em preço, nem em qualidade.

2. Os Sketchbooks básicos da Hahnemulle não aguentam aquarela, apesar da folha grossa... O sketchbook mais básico da Canson (o Art Book One), apesar da folha mais fina, aguentam lindamente.

3. Com aquarela, ajuda ter ideia do que você vai fazer, antes de começar.